Impossível não acreditar no Brasil. O país é imenso, rico naturalmente e o que falta -- e isso tem sido complicado -- é dar a esse povo melhores condições e oportunidades de vida. Esse país precisa investir no seu povo.
Juro que quando vou a um restaurante e vejo, ao meu lado, uma família de condições mais humildes e frequentando os mesmos lugares que eu, um homem de classe média, eu -- ao contrário de alguns -- me emociono. E este é um caminho que não tem volta. Como dizem nossos amigos americanos: there´s no way out.
Por isso digo e repito, o que efetivamente importa, o resto é blá, blá, blá, é fazer aqui políticas efetivas de inclusão social e para isso não é necessário, como certas pessoas pensam, alimentar antagonismos e jogar pobres contra ricos ou ricos contra pobres.
Muitas vezes as receitas que deram certo em outros países socialmente mais desenvolvidos poderiam ser adotadas aqui, com mais eficácia e eficiência.
O presidente FHC teve uma idéia boa que os governos petistas também aceitaram: a transformação do Brasil em estado regulador. Tal como na Europa e nos EUA, criaram-se agências reguladoras das atividades econômicas. A receita tinha tudo para dar certo, mas no Brasil isso não está dando certo.
Exemplo vivo é o caso da Rosemary que intermediou e conseguiu, no governo Lula, as indicações dos irmãos Vieira para a ANA (Agência Nacional das Aguas) e ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). Esse talvez seja o fato mais grave desse escândalo todo, porque não é esse tipo de indicação que deve ter uma agência que deveria ser formada exclusivamente por cargos técnicos.
Então, meus caros e minhas caras, o problema do Brasil é político, temos de melhorar a qualidade de nossos políticos e o ponta pé inicial é uma reforma política: fim do financiamento privado de campanha, em época de internet e redes sociais, dinheiro do fundo partidário tá mais que bom, não é necessário sujar ruas com dinheiro privado de financiadores que mais tarde vão cobrar a conta.
Além disso, o voto distrital para que a população tenha o controle mais efetivo das atividades de seus representantes no parlamento.
Isso é apenas o início, mas no Brasil tem sido difícil iniciar.
Tudo deveria ser mais simples como fazer um sapato com couro e corda.