Diversidade, Liberdade e Inclusão Social
Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt
sábado, 31 de dezembro de 2011
"Na corrida contra o tempo somos todos retardatários"
Chocado com a morte prematura, aos 41 anos (AVC), do escritor, jornalista e blogueiro Daniel Piza.
www.danielpiza.com.br
Melancólico fim para 2011.
Seu último recado no Blog é o título deste post.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Considerações de Fim de Ano
![]() |
| O ditador que prega a profunda igualdade morreu em 2011, mas pelas imagens divulgadas parece que ele morreu em 1911. |
Adele 19 é melhor que Adele 21, mas ela não chega aos pés da falecida Amy.
Dilma 64 é melhor que Dilma 24, muito bom, as pessoas evoluem.
Morreu o ditador, as fotos do funeral são divulgadas, tudo é sempre muito misterioso.
Os manifestantes de todos os lugares levaram o prêmio da revista Time, o lema é ocupar os espaços virtuais e reais.
Mubarak, Kadafi e outros caíram, quem vai entrar no lugar deles? Saberemos em 2012.
Querem ocupar os palcos do capitalismo, Wall Street permanece com seus muros sólidos.
Dizem que a Europa está em crise, estive lá em outubro e perguntava em todos os cantos, onde está a tal da crise?
Que em 2012 possamos construir um mundo melhor e possível.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Toda a Paranóia do Mundo
![]() |
| Chávez visitando militares |
E esse maluco vai ser reeleito:
- Não seria estranho se eles tiverem desenvolvido uma tecnologia para induzir câncer e ninguém esteja sabendo disso até agora... Não sei. Estou apenas refletindo. Mas é muito, muito, muito estranho... É um pouco difícil de explicar isso, as razões, inclusive pelas leis de probabilidades - disse em um discurso para tropas de uma base militar.
- Nós temos que cuidar bem de Evo. Tome cuidado, Evo - afirmou.
- Fidel sempre me disse “Chávez, tome cuidado. Essa gente desenvolveu a tecnologia. Você tem muito pouco cuidado. Cuide do que você come, do que eles te dão para comer... Uma pequena agulha e eles te injetam ‘sei lá o quê’”.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Melancholia
Os cientistas estão a dizer que nada vai acontecer.
Nós que estamos todos no mesmo barco planeta,
acreditamos na tecnologia, na ciência e na religião,
essas inevitáveis válvulas de escape.
Lars Von Trier, durante as comemorações do festival de Cannes 2011, teceu comentários sobre Hitler.
Foi mal interpretado.
Leio na wikipédia:
Melancholia é um filme de ficção científica escrito e dirigido por Lars von Trier que, num cenário palaciano, retrata duas irmãs (uma noiva, Justine (Kirsten Dunst) e outra já mãe, Claire (Charlotte Gainsbourg), com o seu marido John (Kiefer Sutherland)), nas suas relações familiares e interpessoais e na sua dimensão mental.
Passa-se em dois momentos, o primeiro, antes de se saber que o Mundo vai acabar, no casamento falhado de Justine, que é aí o centro das atenções; o segundo, quando o Apocalipse terrestre já é quase uma certeza, e é dado destaque acima de tudo ao "desmoronar" do mundo pessoal de Claire. Von Trier opta por iniciar o filme precisamente com o momento em que a Terra embate, sendo destruída, com Melancolia, planeta imaginário. Explicou à imprensa que o fez precisamente porque queria deslocar a atenção do espectador do acontecimento em si para o cenário humano subjacente.
| A maravilhosa Kirsten Dunst tomando banho de Melancholia |
Os cientistas estão a dizer que nada vai acontecer.
Nós que estamos todos no mesmo barco planeta,
acreditamos na tecnologia, na ciência e na religião,
essas inevitáveis válvulas de escape.
Lars Von Trier, durante as comemorações do festival de Cannes 2011, teceu comentários sobre Hitler.
Foi mal interpretado.
Leio na wikipédia:
Melancholia é um filme de ficção científica escrito e dirigido por Lars von Trier que, num cenário palaciano, retrata duas irmãs (uma noiva, Justine (Kirsten Dunst) e outra já mãe, Claire (Charlotte Gainsbourg), com o seu marido John (Kiefer Sutherland)), nas suas relações familiares e interpessoais e na sua dimensão mental.
Passa-se em dois momentos, o primeiro, antes de se saber que o Mundo vai acabar, no casamento falhado de Justine, que é aí o centro das atenções; o segundo, quando o Apocalipse terrestre já é quase uma certeza, e é dado destaque acima de tudo ao "desmoronar" do mundo pessoal de Claire. Von Trier opta por iniciar o filme precisamente com o momento em que a Terra embate, sendo destruída, com Melancolia, planeta imaginário. Explicou à imprensa que o fez precisamente porque queria deslocar a atenção do espectador do acontecimento em si para o cenário humano subjacente.
Marcadores:
filme filmes
sábado, 24 de dezembro de 2011
Cartão de Natal
Foi um senhor de São Paulo que me enviou.
Escrevi um e-mail para ele agradecendo.
Eis algo que saiu de moda.
Não sei se isso é evolução ou regressão.
Só sei que estamos todos metidos na mesma canoa.
Briga das Togas
FRASES
"Todos os servidores públicos são obrigados a apresentar a declaração de IR. Não é para ficarem guardadas, mas para que os órgãos de controle examinem"
ELIANA CALMON
corregedora do CNJ, na quinta-feira
corregedora do CNJ, na quinta-feira
"Não se pode promover a 'inspeção' das declarações de bens dessas pessoas, porque são sigilosas e não poderiam ser objeto de qualquer exame por parte da corregedora"
NOTA DA AMB, AJUFE E ANAMATRA
"Entendemos que a agressividade das notas públicas da Ajufe não retrata o sentimento da magistratura. Em princípio os juízes não são contrários a investigações"
ROGÉRIO POLEZZE
juiz federal que iniciou o manifesto
juiz federal que iniciou o manifesto
"A atitude da Ajufe em represália à ministra é inaceitável"
EDUARDO CUBAS
juiz federal em Goiás
juiz federal em Goiás
"Não estou de acordo com as ações propostas no STF"
SERGIO MORO
juiz federal no Paraná
juiz federal no Paraná
"Não me sinto repre-sentado pela Ajufe"
JEFERSON SCHNEIDER
juiz federal em Mato Grosso
juiz federal em Mato Grosso
"É um número bastante pequeno diante de 2.000 juízes federais. São manifestações democráticas e respeitamos o direito de crítica"
GABRIEL WEDY
presidente da Ajude, sobre as críticas
presidente da Ajude, sobre as críticas
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
A Redenção Sem Trenzinho, Minizoo, Araújo e Café
![]() |
| O belo e descuidado parque da Redenção no coração de Porto Alegre |
Ontem o (bom) jornalista André Machado, da Rádio Gaúcha, postou uma mensagem no twitter:
Que momento vive a Redenção. Sem trenzinho, minizoo, Araújo e café. É preciso reagir ou o lugar será tomado pelos marginais.
Como corredor e frequentador do parque vejo semanalmente o seu processo de decadência , um dos mais bonitos do mundo. Hoje o parque Ibirapuera em São Paulo dá de dez a zero na Redenção em Porto Alegre.
Sabem por que? Porque é cercado. Os pichadores e ladrões de placas de bronze não tem a facilidade que encontram na Redenção.
E mais, falta cuidado administrativo, mais segurança, limpeza, conservação de monumentos, melhoria dos passeios, deveriam fazer uma ciclovia, pista de corridas, mais iluminação, estacionamentos subterrâneos etc.
É que em Porto Alegre tudo é mais difícil, a comunidade politicamente correta não aceita mudanças, não quer o fechamento do parque, não aceita que o Araújo seja explorado pela iniciativa privada, porque temos aqui uma mentalidade simplória, tacanha, típica daquela que pouco viajou e desconhece a realidade de outros lugares.
Mas Porto Alegre está mudando, a posse da área da Usina do Gasômetro para a iniciativa privada fazer lá seus projetos é uma demonstração forte dessa mudança..
Temos de fazer mais, muito mais.
O Inimigo da Moral é a Parcialidade
Estão a dizer que o professor Vladimir Safatle escreveu ontem na Folha o seu último artigo para aquele Jornal.
O artigo começa com um belo título, o inimigo da moral e uma bela frase que esse humilde blogueiro endossa:
O maior inimigo da moralidade não é a imoralidade, mas a parcialidade.
Depois, Safatle questiona a moralidade dos amorais o "silêncio destável da mídia" para derramar todo o seu ódio às corruptas administrações tucanas em Minas, São Paulo e Brasil. Depois eu volto:
O primeiro atributo dos julgamentos morais é a universalidade. Pois espera-se de tais julgamentos que sejam simétricos, que tratem casos semelhantes de forma equivalente. Quando tal simetria se quebra, então os gritos moralizadores começam a soar como astúcia estratégica submetida à lógica do "para os amigos, tudo, para os inimigos, a lei".
Devemos ter isso em mente quando a questão é pensar as relações entre moral e política no Brasil. Muitas vezes, a imprensa desempenhou um papel importante na revelação de práticas de corrupção arraigadas em vários estratos dos governos. No entanto houve momentos em que seu silêncio foi inaceitável.
Por exemplo, no auge do dito caso do mensalão, descobriu-se que o esquema de corrupção que gerou o escândalo fora montado pelo presidente do maior partido de oposição. Esquema criado não só para financiar sua campanha como senador mas (como o próprio afirmou em entrevista à Folha) também para arrecadar fundos para a campanha presidencial de seu candidato.
Em qualquer lugar do mundo, uma informação dessa natureza seria uma notícia espetacular. No Brasil, alguns importantes veículos da imprensa simplesmente omitiram essa informação a seus leitores durante meses.
Outro exemplo ilustrativo acontece com o metrô de São Paulo. Não bastasse ser uma obra construída a passos inacreditavelmente lentos, marcada por adiamentos reiterados, com direito a acidentes mortais resultantes de parcerias público-privadas lesivas aos interesses públicos, temos um histórico de denúncias de corrupção (caso Alstom), licitações forjadas e afastamento de seu presidente pela Justiça, que justificariam que nossos melhores jornalistas investigativos se voltassem ao subsolo de São Paulo.
Agora volta a discussão sobre o processo de privatização do governo FHC. Na época, as denúncias de malversações se avolumaram, algumas apresentadas por esta Folha. Mas vimos um festival de "engavetamento" de pedidos de investigação pela Procuradoria-Geral da União, assim como CPIs abortadas por manobras regimentais ou sufocadas em seu nascedouro. Ou seja, nada foi, de fato, investigado.
O povo brasileiro tem o direito de saber o que realmente aconteceu na venda de algumas de suas empresas mais importantes. Não é mais possível vermos essa situação na qual uma exigência de investigação concreta de corrupção é imediatamente vista por alguns como expressão de interesses partidários. O Brasil será melhor quando o ímpeto investigativo atingir a todos de maneira simétrica.
Voltei:
O parcial Safatle teve o cuidado de pinçar três exemplos de suposta corrupção tucana no artigo. O comentário causa espécie, porque, como diz o "cara", nunca antes na história deste país, um governo teve 6 ministros demitidos, num ano, por suspeita de corrupção.
Esse sim é um fato extraordinário. E esses ministros caíram não por conta da nossa fraca, fraquérrima oposição, mas porque a mídia investigou, foi atrás. E, vejam só, alguns querem calar a mídia, fazer o chamado "controle social", que interesses defendem?
Por que o parcial Safatle não tece nenhum comentário sobre esse fato atual, candente?
Se A Moda Pega
![]() |
| Empregados da Cablevision, do grupo argentino Clarin esperam ingressar na empresa ocupada pela polícia argentina tendo em vista ordem judicial de Juiz de Mendoza... |
Ontem 50 homens da polícia argentina invadiram a sede da Cablevisión do grupo Clarin, porque um juiz assim decidiu.
Certa esquerda adorou.
Mas quem pediu a ordem é uma concorrente da Cablevisión, o Grupo Uno ou Vila Manzano que controla a operadora concorrente Supercanal, segundo leio na Folha.
Os Juízes e Suas Arrogâncias
Benett na Folha hoje
Uma coisa os excelentíssimos Juízes deveriam colocar nas suas ilustradas e iluminadas cabecinhas: eles não estão acima do bem e do mal. Os Juízes, deveriam colocar a sandália da humildade e descer do alto de sua arrogância, porque parece que eles detestam prestar contas de seus atos à sociedade. Se um Juiz é acusado de fazer falcatrua, o processo sigiloso deve correr no próprio Tribunal, não pode ser apreciado - sob hipótese alguma -- por algum órgão externo à sua corte como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O Ministro Marco Aurélio -- que é um bom Juiz no STF -- concedeu liminar a Associação Nacional dos Juízes suspendendo qualquer investigação que o CNJ esteja realizando contra qualquer excelentíssimo Juiz. Assim, a corregedoria do CNJ deve enviar para Tribunais de Justiça nos Estados cópias de seus processos disciplinares que foram suspensos por essa decisão liminar do ministro Marco Aurélio.
Ou seja o Juiz deve ser averiguado pelo seu próprio Tribunal, pelas suas -- muitas vezes inoperantes segundo a Ministra Eliana Calmon -- corregedorias.
Isto posto, uma perguntinha ingênua: para que serve, então, o CNJ?
Assinar:
Postagens (Atom)











