sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cala a Boca, Tarso Genro !


Com todo o respeito ao (bom) governador Tarso Genro que adora passar seus dias de folga na Espanha. Ontem, na terra de Cervantes, ele deu a seguinte entrevista ao jornal Zero Hora:

ZH – Como o senhor vê a decisão do STF?


Tarso – O pedido de extradição foi um ato de arrogância do governo italiano, em uma situação de decadência reconhecida internacionalmente. Atitude que nunca tomou quando o Battisti foi considerado refugiado na França por mais de dez anos. Os crimes que ele cometeu estavam na ordem da criminalidade política, que permite a concessão do refúgio. Foi um ato de arrogância do governo italiano, que quis tratar o Brasil como uma colônia, debochou do nosso Judiciário, ofendeu a um ministro do Supremo como se o Brasil fosse um país de segunda categoria.

ZH – A decisão do Supremo afeta as relações com a Itália?

Tarso – Em absoluto, inclusive os próprios Estados europeus, na oportunidade em que ocorreram estas violências, concederam refúgio a pessoas que estavam nesta situação. A França não pode ser acusada de não ser um Estado de Direito. O Brasil tem uma tradição de acolhimento. Acolheu Alfredo Stroessner (ex-presidente do Paraguai) como criminoso político e reconhecido como um ditador nefasto internacionalmente. Quando um país concede um refúgio – e foi este o meu despacho – o país não está avalizando o que foi feito. Está apenas dizendo que se inscreve nas normas internacionais de proteção ao refúgio.

Meu Pitaco:

Tarso chama Berlusconi e seu governo de decadente e arrogante, mas não é apenas o Berlusconi que quer a extradição de Battisti, é a justiça italiana. E a Itália não é um Irã, não é uma Cuba, é um país que vive há mais de 60 anos em regime democrático, com alternância no poder. Se Berlusconi e a direita italiana estão no poder é porque é desejo do povo italiano.  O governo brasileiro -- porque a decisão de conceder o refúgio não foi do STF, mas do presidente da república -- está a se intrometer em assuntos internos e históricos do povo italiano. A luta armada que ocorreu na década de 70 na Itália -- capitaneada pelas Brigadas Vermelhas que matou o primeiro ministro Aldo Moro -- foi o vietnam italiano.  Este é um assunto que apenas os italianos e tão somente os italianos deveriam resolver. Infelizmente, o governo brasileiro guiado por uma esquerda atrasada, ressentida e decadente, resolve fazer essa grande asneira. E está certo o governo italiano ao dizer e enfatizar: o Brasil fez uma atitude indigna. Estão confundindo ato de soberania com ideologia barata. Continuamos sendo uma república de bananas.

Se Battisti fosse um militante fascista, um terrorista de direita, o governo brasileiro não teria dúvida alguma: entregaria o meliante ao governo italiano. A questão, meus amigos e amigas, é puramente ideológica.

6 comentários:

  1. Maia


    Recordar é viver....

    Tarso Genro, então Ministro da Justiça (Governo Lula) levou um "chá-de-cadeira" de duas horas do Procurador-Geral da Italia.

    Genro queria a extradição do Cacciola

    Não levou por razões mais absurdas do que do Bapttiste.

    Não tem santo nessa historinha, Maia, não tem santo

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  2. Cala a Boca, "Maia"!

    É incrível as pessoas que não tem um mínimo conhecimento de direito internacional, se meterem de "Pato a Ganço" (sem nenhuma conotação com a seleção de Mano).
    Battisti, anes de ir para a França, viveu lépido e faceiro no México sem que a "democrática Itália" desse um pio.
    A democracia italiana nos anos 70 era só de fachada, pois o Estado de Direito foi diversas vezes vilipendiado sob a desculpa da "caça aos comunistas".
    Cacciola, o banqueiro ladrão, fugiu para a Itália cerca de 10 anos e ficou gastando nosso dinheiro e rindo de nossa cara por vários anos. Só foi preso por ter ido se refestelar em Mônaco. Caso contrário, estaria até hoje na civilizada Itália, sem que ninguém se indignasse a extraditá-lo para o Brasil.
    Por que agora teríamos que entregar Battisti?

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Marcelo Ramos Oliveira10 de junho de 2011 às 20:30

    Ainda bem que o Cacciola não matou ninguém, né? Afinal, pelos argumentos colocados, qualquer italiano pode cometer qualquer barbaridade e se refugiar na Itália que então "não tem problema", né?

    Quantas pessoas o Cacciola matou ao levar alguns milhões de dinheiro público brasileiro para gastar na sua Itália? Ah, mas eu sempre me esqueço que aqui dinheiro público não é de ninguém!!

    E prá finalizar: não me consta que o Stroestner tenha sido devolvido ao Paraguai!

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  5. Carlos César da Maia,
    Peço licença, para o direito a resposta.

    Marcelo Ramos Oliveira,

    Calma, não coma meu raciocínio pelas bordas, o ÚNICO USURPADOR de vidas que defendo aqui , é o bom senso, que aliás, insiste em se refugiar na saia da ideologia Brasileira.

    Sou conivente com peculato? Ora,ora, quem será que financia a 'liberté' do vosso herói, com hotéis , escoltas e um dos mais caros advogados do país? algum best-seller?

    Consumatum est , se a própria esquerda italiana em peso(não só Mutti) condena o terrorista, o que resta para o nosso 'pseudo-marxismo revolucionário'?

    "ganso?" Taí um bom termo para o Brasil neste caso, pois há muito tempo que a 'coerência' foi extraditada.

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