Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


sexta-feira, 25 de maio de 2012

O Enigma da Delta


Cavendish, dono da Delta, Cabral, governador do Rio e alguns secretários no Ritz em Paris - tão bem, hein?

O que efetivamente importa é isso:

Trecho do editorial da Folha de hoje:

Não admira. A Delta se especializou em obras públicas, ponto nodal do circuito corrompedor que abastece empreiteiros, políticos e campanhas eleitorais com dinheiro do contribuinte. É a maior concessionária de canteiros do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) petista. Atua na maioria dos Estados, com destaque para o Rio do governador Sérgio Cabral (PMDB), amigo íntimo do "ex-dono" da firma, Fernando Cavendish.


A CPI resiste a investigar Cabral e, ecumenicamente, outros dois governadores -Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF)- colhidos na teia de relações suspeitas com Cachoeira.

No que respeita às contribuições da Delta para o caudal milionário, a estratégia de contenção desenhada pelos parlamentares tem sido circunscrever o inquérito ao braço da construtora no Centro-Oeste, comandado por Claudio Abreu, hoje ex-diretor, antes assíduo interlocutor de Cachoeira.


As pontas do novelo são tantas, porém, que o controle já lhes escapa das mãos. Veio à luz na CPI, por exemplo, que Abreu tinha procuração para movimentar uma dezena de contas da Delta, inclusive na sede fluminense, pondo por terra a versão de que o esquema só atuava em Goiás e cercanias.


Os enigmas em redor da Delta não se limitam ao passado de relacionamentos suspeitosos. Também quanto ao presente e ao futuro da empresa proliferam as incógnitas.

Por que surgiu o interesse do grupo J&F (JBS-Friboi) em administrar e prometer comprar uma empresa sob ameaça de declaração de inidoneidade pela Controladoria-Geral da União, que a tiraria do PAC? Por que os proprietários da J&F não conseguem dar versão unívoca sobre o alegado aval do governo Dilma Rousseff para a transação?


Está evidente que sobram interrogações e faltam respostas em todo esse imbróglio.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O Quê, Afinal, Querem "Os Bons Companheiros"?



O nervoso e irado do Collor, o novo companheiro de certa esquerda

Abaixo, recomendo a leitura do artigo de Demétrio Magnoli no Globo de hoje, em negrito o que considero importante.  Repito estão perdendo o foco, a CPI do Cachoeira não foi composta para avaliar a conduta da Veja, mas para investigar as relações que os tentáculos do bicheiro tem com o governo federal e diversos estados, governados por tucanos, petistas e pemedebistas. Bilhões de reais em dinheiro público estão envolvidos.  Esse é o foco.

Os Bons Companheiros

De “caçador de marajás”, Fernando Collor transfigurou-se em caçador de jornalistas. Na CPI do Cachoeira, seu alvo é Policarpo Jr., da revista “Veja”, a quem acusa de associar-se ao contraventor “para obter informações e lhe prestar favores de toda ordem”. Collor calunia, covardemente protegido pela cápsula da imunidade parlamentar. Os áudios das investigações policiais circulam entre políticos e jornalistas ─ e quase tudo se encontra na internet. Eles atestam que o jornalista não intercambiou favores com Cachoeira. A relação entre os dois era, exclusivamente, de jornalista e fonte ─ algo, aliás, registrado pelo delegado que conduziu as investigações.


Jornalistas obtêm informações de inúmeras fontes, inclusive de criminosos. Seu dever é publicar as notícias verdadeiras de interesse público. Criminosos passam informações ─ verdadeiras ou falsas ─ com a finalidade de atingir inimigos, que muitas vezes também são bandidos. O jornalismo não tem o direito de oferecer nada às fontes, exceto o sigilo, assegurado pela lei. Mas não tem, também, o direito de sonegar ao público notícias relevantes, mesmo se sua divulgação é do interesse circunstancial de uma facção criminosa.

Os áudios em circulação comprovam que Policarpo Jr. seguiu rigorosamente os critérios da ética jornalística. Informações vazadas por fontes diversas, inclusive a quadrilha de Cachoeira, expuseram escândalos reais de corrupção na esfera federal. Dilma Rousseff demitiu ministros com base naquelas notícias, atendendo ao interesse público. A revista na qual trabalha o jornalista foi a primeira a publicar as notícias sobre a associação criminosa entre Demóstenes Torres e a quadrilha de Cachoeira ─ uma prova suplementar de que não havia conluio com a fonte. Quando Collor calunia Policarpo Jr., age sob o impulso da mola da vingança: duas décadas depois da renúncia desonrosa, pretende ferir a imprensa que revelou à sociedade a podridão de seu governo.


A vingança, porém, não é tudo. O senador almeja concluir sua reinvenção política inscrevendo-se no sistema de poder do lulopetismo. Na CPI, opera como porta-voz de José Dirceu, cujo blog difunde a calúnia contra o jornalista. Às vésperas do julgamento do caso do mensalão, o réu principal, definido pelo procurador-geral da República como “chefe da quadrilha”, engaja-se na tentativa de desqualificar a imprensa ─ e, com ela, as informações que o incriminam.

O mensalão, porém, não é tudo. A sujeição da imprensa ao poder político entrou no radar de Lula justamente após a crise que abalou seu primeiro mandato. Franklin Martins foi alçado à chefia do Ministério das Comunicações para articular a criação de uma imprensa chapa-branca e, paralelamente, erguer o edifício do “controle social da mídia”. Contudo, a sucessão representou uma descontinuidade parcial, que se traduziu pelo afastamento de Martins e pela renúncia ao ensaio de cerceamento da imprensa. Dirceu não admitiu a derrota, persistindo numa campanha que encontra eco em correntes do PT e mobiliza jornalistas financiados por empresas estatais. Policarpo Jr. ocupa, no momento, o lugar de alvo casual da artilharia dirigida contra a liberdade de informar.


No jogo da calúnia, um papel instrumental é desempenhado pela revista “Carta Capital”. A publicação noticiou falsamente que Policarpo Jr. teria feito “200 ligações” telefônicas para Cachoeira. Em princípio, nada haveria de errado nisso, pois a ética nas relações de jornalistas com fontes não pode ser medida pela quantidade de contatos. Entretanto, por si mesmo, o número cumpria a função de arar o terreno da suspeita, preparando a etapa do plantio da acusação, a ser realizado pela palavra sem freios de Collor. Os áudios, entretanto, evidenciaram a magnitude da mentira: o jornalista trocou duas, não duzentas, ligações com sua fonte.


A revista não se circunscreveu à mentira factual. Um editorial, assinado por Mino Carta, classificou a suposta “parceria Cachoeira-Policarpo Jr.” como “bandidagem em comum”. Editoriais de Mino Carta formam um capítulo sombrio do jornalismo brasileiro. Nos anos seguintes ao AI-5, o atual diretor de redação de Carta Capital ocupava o cargo de editor de “Veja”, a publicação na qual hoje trabalha o alvo de suas falsas denúncias. Os editoriais com a sua assinatura eram peças de louvação da ditadura militar e da guerra suja conduzida nos calabouços. Um deles, de 4 de fevereiro de 1970, consagrava-se ao elogio da “eficiência” da Operação Bandeirante (Oban), braço paramilitar do aparelho de inteligência e tortura do regime, cuja atuação “tranquilizava o povo”. O material documental está disponível no blog do jornalista Fábio Pannunzio, sob a rubrica “Quem foi quem na ditadura”.


Na “Veja” de então, sob a orientação de Carta, trabalhava o editor de Economia Paulo Henrique Amorim. A cooperação entre os cortesãos do regime militar renovou-se, décadas depois, pela adesão de ambos ao lulismo. Hoje, Amorim faz de seu blog uma caixa de ressonância da calúnia de Carta dirigida a Policarpo Jr. O fato teria apenas relevância jurídica se o blog não fosse financiado por empresas estatais: nos últimos três anos, tais fontes públicas transferiram bem mais de um milhão de reais para a página eletrônica, distribuídos entre a Caixa Econômica Federal (R$ 833 mil), o Banco do Brasil (R$ 147 mil), os Correios (R$ 120 mil) e a Petrobras (que, violando a Lei da Transparência, se recusa a prestar a informação).


Dilma não deu curso à estratégia de ataque à liberdade de imprensa organizada no segundo mandato de Lula. Mas, como se evidencia pelo patrocínio estatal da calúnia contra Policarpo Jr., a presidente não controla as rédeas de seu governo ─ ao menos no que concerne aos interesses vitais de Dirceu. A trama dos bons companheiros revela a existência de um governo paralelo, que ninguém elegeu.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A OSPA Precisa de Uma Privataria



Torço para que esse prédio fique pronto, ali perto da Usina do Gasômetro em  Porto Alegre




O Pessoal tem se queixado da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre 0 OSPA, um dos orgulhos da cidade,  como se lê aqui:
Comentei:
A Ospa está assim porque é uma estatal. Recentemente fui a Nova York, visitei o Carnegie Hall e os espaços do Lincoln, Julliard School, Metropolitan etc. E tenho ouvido – via internet – a rádio do Lincoln, WQXR (recomendo). A diferença é que nesses espaços de NYC (onde se ouve muita música erudita) existe uma perfeita harmonia entre o público e privado. Aqui nesta província chamada RS falar em parceria público privada é palavrão, é privataria. A OSPA precisa sim de uma privataria.

Perdendo o Foco



Estão perdendo o foco da CPI do Cachoeira, porque certa esquerda burra e caduca que se aliou ao Collor quer investigar as relações de Cachoeira com o Policarpo da Veja. Ora, Policarpo não é servidor público, não recebe dinheiro público e ele, como jornalista de uma impresa privada, pode ir sim atrás da fonte que ele achar melhor. Não existe nada de irregular nisso. Os parlamentares e uma certa mídia que se diz alternativa parece não estão interessados em verificar os negócios envolvendo Cachoeira com a  empresa Delta, que tem 3,6 bilhões (é dinheiro para caramba) em contratos apenas com o governo federal, além de contratos com governos do Rio, Goiás, Tocantins e Distrito Federal.  É isso o que tem de ser investigado, mas parece não haver interesse de que essa verdade venha a tona. Por que será?

Podem Falar Isso e Aquilo, Mas o Depoimento Foi Corajoso e Útil



Numa boa, confesso não tenho paciência para assistir O Fantástico e nem a Xuxa. Quando um ou o outro aparecem na frente da tela eu simplesmente pego o controle e escolho outro canal.

Pois fiquei sabendo que a Xuxa abriu seu coração no Fantástico. E a rainha dos baixinhos na frente do Brasil disse que foi vítimas de abusos. Não foram membros de sua família, mas duas pessoas próximas que frequentavam a sua casa: melhor amigo do pai e namorado da avó. Na época ela se calou e não falou para ninguém.

Buenas, o assunto repercutiu e todo o Brasil está falando, debatendo. Foi útil? Sim, sim foi útil, porque essa é uma história, infelizmente, recorrente e a Xuxa, pelo menos, do alto de sua autoridade, tendo vivenciado esse drama pode ajudar as crianças a falarem ou a denunciarem.

Tipicamente PT



Direto do facebook para o depósito.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O Brasil Tem Dificuldade de Se Desenvolver Por Conta Disso: Presidente da Infraero Diz que Puxadinhos São Bons e Vieram Para Ficar




Puxadinho em construção (já ficou pronto) no aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre

Leio na Folha de hoje a entrevista com Gustavo do Vale, 61, presidente da (argh) Infraero.

Ele disse algumas coisas interessantes e preocupantes.

A Infraero é uma estatal e por isso quando faz obras e  compras tem que licitar. E uma licitação demanda tempo: tem que publicar edital, depois  se realiza o certame antes de contratar. Se ocorrer impugnação, a obra e a compra pode demorar para ser executada. Muito melhor terceirizar os serviços, contratando empresa privada que pode contratar sem a exigência de realizar licitação.

A Lei de Licitações (8.666/93) é importante, mas está na hora do Brasil começar a pensar em flexibilizar essa lei -- que engessa as obras e compras deste país. Sei lá, temos de verificar como os países socialmente desenvolvidos contratam. Terceirizar serviços é realmente uma boa solução, mas para terceirizar tem que se fazer licitação.

A Infraero é o exemplo vivo de que estatais  têm  dificuldades imensas em administrar serviços públicos de grande porte, como é a gestão dos aeroportos. Porto Alegre, e esse assunto é recorrente, precisa do radar que ajuda a navegar em tempos de grande cerração (outono e inverno. Em  qualquer aeroportinho americano de meia tijela existe esse  sistema. Mas  em Porto Alegre não.

A TAP -- que faz o voo Poa/Lisboa -  está pensando em cancelar esse serviço, porque é sempre complicado pousar em Porto Alegre, em dias de cerração. Culpa de quem? da ineficiente Infraero

 Por isso o governo Dilma resolveu privatizar os aeroportos de Brasília, Vira Copos e Guarulhos. E fez bem.

O tema preocupante da entrevista do presidente da Infraero diz respeito aos puxadinhos. Ele disse:Vão continuar. Chegaram para ficar, não são temporários, alguns são definitivos e são a solução para aeroportos regionais. São baratos, você faz um em seis meses.

Opinião complicada, porque o puxadinho retira o espaço para se construir uma obra melhor, mais concreta e definitiva. No aeroporto de Porto Alegre fizeram um puxadinho onde hoje funciona os serviços da TAM, imagens acima.

A questão é que esse puxadinho bloqueia, engessa, uma ampliação mais efetiva, mais bem feita do aeroporto, porque o espaço onde o aeroporto pode e deve ser ampliado é exatamente onde foi construído o puxadinho.


Abaixo a entrevista:

Foucault é o Pai da Análise Superficial da Sociedade



Uma das grandes cenas do filme  Tropa de Elite I  é a que está acima.
Ela ilustra super bem o que o pensamento politicamente correto faz. Ele distorce as relações. Os bandidos se transformam em anjinhos e o necessário poder de polícia (que qualquer estado deve ter) é visto como o grande vilão da sociedade.


Não estou aqui fazendo discursos ideológicos, longe disso, mas é necessário que sejamos um pouco sensatos. Nem todo o necessário poder de polícia é vilão e nem todo bandido é anjinho. O pensamento foucaltiano faz uma perigosa -- e criticável -- generalização. Para Michel Foucault, as estruturas de poder do estado capitalista são sempre podres (porque protege os ricos e pune os pobres). A polícia age perversamente contra os despossuídos e descamisados, diz o professor de sociologia do filme.

O Mathias, personagem do filme Tropa de Elite,  está certíssimo quando diz que essa é uma opinião superficial da realidade. E realmente é. Estamos embutidos num mundo onde o pensamento politicamente correto (e muitas vezes superficialmente correto) é o grande lema. É assim que nos ensinam nas escolas, nas instituições e também na mídia. Não estou a dizer que esse pensamento está completamente errado, mas ele é superficial e perigoso, porque generaliza e não admite maiores discussões sobre o que já está superficialmente estabelecido. Quem ousar questionar é taxado de fascista, o pior adjetivo do mundo. É ou não é?

sábado, 19 de maio de 2012

Os Crentes de Foucault Querem Controlar a Mídia

Copio e colo do Diário Gauche, comento depois




O vídeo e a produção são da TV Band. A jornalista - branca e de cabelo pintado de louro - não se sabe quem é. Só sabemos que é racista, debochada, boçal, covarde e ignorante. Não precisa ler ''Casa-Grande & Senzala'', do Gilberto Freyre. Basta ver esse pequeno vídeo de três minutos. Está tudo ali, e mais Foucault: luta de raças explícita, ao vivo, sem censura, na TV brasileira.

Essa é a mídia que temos, e não é essa mídia que queremos. Fica provado que faz falta um marco regulatório na imprensa brasileira, para que lixo como esse não seja exibido como programa de entretenimento e formação.  



Comento: A repórter pode até ter pisado na bola, mas o entrevistado não é nenhum anjinho. Só faltava essa, os crentes de Foucault -- que se acham acima do bem e do mal -- querem ditar o que é certo e o que é errado.

Rapaz, Deu Chelsea!

Didier Drogba comemora o título do Chelsea



O retrancão pragmático levou o caneco da  #championsleague . Os caras conseguiram ganhar do Barcelona, o melhor time do mundo e depois venceram os alemães do Bayern em casa.


Esse Drogba é um baita jogador, em todos os sentidos.