Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Do Radicalismo à Conciliação

 

 

Slavoj Zizek: O fracasso socialista de Mandela

 
Muito bom o artigo abaixo de Zizek que está a demonstrar que certa esquerda está enganada quando diz que é uma hipocrisia os "poderosos" adorarem Nelson Mandela. Certa esquerda, infelizmente, não gosta de conciliadores e Mandela foi sim um convergente, um conciliador, um sujeito que esteve aberto ao bom e colaborativo diálogo.
 
Por Slavoj Zizek
*Publicado originalmente no New York Times, em 9/11/2013.
Nas últimas duas décadas da vida, Nelson Mandela foi festejado como modelo de como libertar um país do jugo colonial sem sucumbir à tentação do poder ditatorial e sem postura anticapitalista. Em resumo, Mandela não foi Robert Mugabe, e a África do Sul permaneceu democracia multipartidária com imprensa livre e vibrante economia bem integrada no mercado global e imune a horríveis experimentos socialistas. Agora, com a morte dele, sua estatura de sábio santificado parece confirmada para toda a eternidade: há filmes sobre ele (com Morgan Freeman no papel de Mandela; o mesmo Freeman, aliás, que, noutro filme, encarnou Deus em pessoa). Rock stars e líderes religiosos, esportistas e políticos, de Bill Clinton a Fidel Castro, todos dedicados a beatificar Mandela.
Mas será essa a história completa? Dois fatos são sistematicamente apagados nessa visão celebratória. Na África do Sul, a maioria pobre continua a viver praticamente como vivia nos tempos do apartheid, e a ‘conquista’ de direitos civis e políticos é contrabalançada por violência, insegurança e crime crescentes. A única mudança é que onde havia só a velha classe governante branca há agora também a nova elite negra. Em segundo lugar, as pessoas já quase nem lembram que o velho Congresso Nacional Africano não prometera só o fim do apartheid; também prometeu mais justiça social e, até, um tipo de socialismo. Esse CNA muito mais radical do passado está sendo gradualmente varrido da lembrança. Não surpreende que a fúria outra vez esteja crescendo entre os sul-africanos pretos e pobres.
A África do Sul, quanto a isso, é só a mesma versão repetida da esquerda contemporânea. Um líder ou partido é eleito com entusiasmo universal prometendo “um novo mundo” – mas então, mais cedo ou mais tarde, tropeçam no dilema chave: quem se atreve a tocar nos mecanismos capitalistas? Ou prevalecerá a decisão de “jogar o jogo”? Se alguém perturba esse mecanismo, é rapidamente “punido” com perturbações de mercado, caos econômico e o resto todo. Por isso parece tão simples criticar Mandela por ter abandonado a perspectiva socialista depois do fim do apartheid. Mas ele chegou realmente a ter alguma escolha? Andar na direção do socialismo seria possibilidade real?
É fácil ridicularizar Ayn Rand, mas há um grão de verdade no famoso “hino ao dinheiro” do seu romance A revolta de Atlas: “Até que e a não ser que você descubra que o dinheiro é a raiz de todo bem, você pede por sua própria destruição. Quando o dinheiro deixa de ser o meio pelo qual os homens lidam uns com os outros, tornam-se os homens ferramentas de outros homens. Sangue, chicotes e armas de fogo ou dólares. Faça sua escolha – não há outra.” Não disse Marx algo semelhante em sua conhecida fórmula de como, no universo da mercadoria, “as relações entre pessoas assumem o disfarce de relações entre coisas”? (O capital, p.147)
Na economia de mercado, acontece de relações entre pessoas aparecerem sob disfarces que os dois lados reconhecem como liberdade e igualdade: a dominação já não é diretamente exercida e deixa de ser visível como tal. O que é problemático é a premissa subjacente de Rand: de que a única escolha é entre relações diretas ou indiretas de dominação e exploração, com qualquer outra alternativa dispensada como utópica. No entanto, deve-se ter em mente que o momento de verdade da (se não por isso, ridiculamente ideológica) alegação de Rand: a grande lição do socialismo de estado foi efetivamente a de que uma abolição direta da propriedade privada e da troca regulada pelo mercado carente de formas concretas de regulação social do processo de produção necessariamente ressuscita relações diretas de servidão e dominação. Se apenas extinguirmos o mercado (inclusive a exploração do mercado), sem substituí-lo por uma forma própria de organização comunista da produção e da troca, a dominação volta como uma vingança, e com a exploração direta pelo mercado.
A regra geral é que, quando começa uma revolta contra um regime opressor semidemocrático, como aconteceu no Oriente Médio em 2011, é fácil mobilizar grandes multidões com slogans que só se podem descrever como “formadores de massa”: pela democracia, contra a corrupção, por exemplo. Mas adiante gradualmente vamos nos deparando com escolhas mais difíceis: quando nossa revolta é bem sucedida no alcance de seu objetivo direto, passamos a nos dar conta de que o que realmente nos atormentava (a falta de liberdade pessoal, a humilhação, a corrupção das autoridades, a falta de perspectiva de, algum dia, chegar a ter uma vida decente) perdura sob nova roupagem. A ideologia dominante mobiliza aqui todo o seu arsenal para nos impedir de chegar a essa conclusão radical. Começam a nos dizer que a liberdade democrática implica responsabilidades; que a liberdade democrática tem seu preço; que ainda não estamos plenamente amadurecidos, se esperamos demais da democracia.
Num plano diretamente mais político, a política externa dos EUA elaborou detalhada estratégia para controle de danos: basta converter o levante popular em restrições capitalistas-parlamentares palatáveis. Isso, precisamente, foi feito com sucesso na África do Sul, depois do fim do regime de apartheid; foi feito nas Filipinas depois da queda de Marcos; foi feito na Indonésia depois da queda de Suharto e foi feito também em outros lugares. Nessa precisa conjuntura, as políticas radicais de emancipação enfrentam o seu maior desafio: como fazer avançar as coisas depois de acabado o primeiro estágio de entusiasmo, como dar o passo seguinte sem sucumbir à catástrofe da tentação “totalitária”, em resumo: como avançar além de Mandela, sem se converter num Mugabe.
Se quisermos permanecer fiéis ao legado de Mandela, temos de deixar de lado as lágrimas de crocodilo das celebrações e nos focar em todas as promessas não cumpridas infladas sob sua liderança e por causa dela. Assim se verá facilmente que, apesar de sua indiscutível grandeza política e moral, Mandela, no fim da vida, era também um velho triste, bem consciente de que seu triunfo político e sua consagração como herói universal não passavam de máscara para esconder derrota muito amarga. A glória universal de Mandela é também prova de que ele não perturbou a ordem global do poder.
*Publicado originalmente no New York Times, em 9/11/2013.

O Brasileiro Não Procura Soluções; Procura Culpas

 

O brasileiro bonzinho

 
Artigo de David Coimbra na ZH de hoje.

Estrangeiros, em geral, acham estranho isso de haver brasileiros contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. Porque estrangeiros, em geral, cultivam uma imagem errada do povo brasileiro. Os estrangeiros acreditam que o brasileiro é tolerante. Não é. É leniente. Mandela e o povo sul-africano foram campeões da tolerância. Eles souberam perdoar.

Mas esse foi um ato consciente, intelectual. Houve um exercício de empatia para fazer com que os sul-africanos chegassem aonde chegaram.Quer dizer: eles tentaram entender as razões do outro e, mesmo quando não concordavam com elas, perceberam que, para seguir em frente, teriam de esquecer as coisas ruins do passado. É só assim que se segue em frente — esquecendo as coisas ruins do passado.

Mas se o seu ego é tão grande que você não consegue entender que o outro também tem suas motivações, se o seu ego só lhe permite ver a sua própria dor, você não vai perdoar, você não vai esquecer. E você não vai seguir em frente.

O Brasil não segue em frente porque o brasileiro jamais tenta compreender as razões do outro. O brasileiro sempre tremula em frente ao nariz do outro as coisas ruins que o outro supostamente lhe fez no passado. Isso torna o Brasil um país ideologizado em tudo, embora no Brasil não haja ideologia em nada.

No Brasil, é eles de um lado e nós de outro. Eles são a favor, nós somos contra. Eles são os maus, nós somos os bons. A saúde, a educação, a reforma agrária, tudo é ideologizado no Brasil. O importante não é resolver o problema. O importante é a forma como o problema é resolvido. O brasileiro não procura soluções; procura culpas.

Assim, até a Copa do Mundo é objeto de ideologização. Você é a favor da Copa do Mundo? Então é contra mais verbas para a educação e a saúde. Tão simples. E tão tolo. Quem mede o mundo em dólares poderia argumentar que a Copa do Mundo é ótima oportunidade para negócios, para ganhar dinheiro e blá-blá-blá. Mas isso não é o mais importante acerca da Copa do Mundo. O mais importante é a natureza da Copa do Mundo: a Copa do Mundo é uma festa. Exatamente, precisamente, fundamentalmente isso: uma festa.E as pessoas precisam de festas em suas vidas. Precisam, às vezes, gastar um dinheiro a mais, beber um pouco mais, rir um pouco mais, se divertir um pouco mais. O Brasil dará uma festa para o mundo, no ano que vem. Em festas, as pessoas se encontram, conversam, riem, se entendem, às vezes até se amam. Festas são coisas boas.

Tão simples. E nada tolo.

Selfies

Beyounce faz selfie de seu novo hair cut

Justin


Atualmente a mais famosa selfie

Não é pecado

Obamas kids

fun

O poder e a força



Um dos primeiros selfies

The famous one

O rei dos egocêntricos

Até tu Sir Winston!!!
 
 Narciso só acha feio o que não é espelho.  Isso se chama "Selfie" ou "Self Portrait"

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

E a Camila Pitanga Não Foi Convidada pela Fifa



“Sinceramente, acho que a especulação é muito maior do que a situação. Até porque, não recebi convite oficial"

Palavras de Camila Pitanga.

Ora bolas, tanto se disse que a Fifa foi racista porque teria convidado e depois desconvidado Camila Pitanga e Làzaro Ramos para apresentar na Bahia, na última sexta feira, a escolha das seleções e os grupos na Copa de 2014.
Quem apresentou foi o casal de  queridinhos Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert.
Os argentinos do Clarin acharam que ela foi show.
Tanto se disse e tanto se falou que a Fernanda Lima deu a seguinte declaração. Só porque sou branquinha e pago os meus impostos ?

Este país está virando uma imensa chatice.

Sobre os Pingos nos Is

Uns acham que é legal outros o fim da picada e o anonimous brasil disse que é formação de quadrilha. Pois é.

 

O Eterno Retorno


Voltei. Voltei ao Blog porque acredito no eterno retorno.
Coisa mais linda a foto da Dilma com FHC, Sarney, Collor e Lula.
Toda a presidentada embarcando para o enterro do Mandela, um cara que depois de sofrer o que sofreu, sempre acreditou no espírito da conciliação.
A direita -- que o chama de comunista -- e a esquerda dizendo que ele foi sim um comunista.
Estou farto de Olavos de Carvalho e de Emires Sader.
Todos puxando a brazinha para o seu lado.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Amarildo

Pablo Capilé e suas comunidades escravas pergunta no Roda Viva, Cadê Amarildo?


Onde está Amarildo?
Cadê Amarildo?
Faz  um mês que ele desapareceu.
Foi a polícia? parece que sim;
os traficantes? parece que não.

Quem escondeu o Amarildo? 


Pessoas estão a dizer que a culpa é da Unidades Pacificadoras (UPPs) que estão tomando conta das comunidades carentes -- para não dizer favelas -- do Rio de Janeiro impondo o necessário e fundamental poder de polícia.

Mas a vida tem seus preços injustos e Amarildo é o inocente útil,  a vítima da vez.

O corpo desaparecido de Amarildo é motivo de engajamento equivocado. Não é mesmo Pablo Capilé?

A Era dos Blogs

Mick Jagger e assim caminha a humanidade, tirei, ora ora, do face.


Estamos vivendo momentos de "facebookeanismo" do mundo. O mundo é o facebook ou o facebook é o mundo  e as outras ferramentas -- como os blogs e até mesmo o twitter -- estão se esgotando, se eliminando, se escafedendo.

A vida é feita de fenômenos e o face é o grande fenômeno dos tempos atuais. Serve para tudo e mais um pouco. Encontramos amigos e inimigos, postamos besteiras e coisas importantes e todo mundo, ou quase todo mundo vê.  Agendamos os compromissos públicos e privados.

Cada um faz o seu face a sua imagem e semelhança. E a era dos Blogs parece que acabou. O depósito continua, lentamente continua, mas continua, até quando? Não sei, quem sabe um dia.....

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Minha Solidariedade ao Gaúcho da Geral


 
 
Sou torcedor da maior torcida do Rio Grande e da mais fanática do Brasil. Hoje o nosso torcedor símbolo é o gaúcho da geral. Pois ontem ele foi cruelmente agredido pelos brigadianos por conta de uma bengala que ele carrega e utiliza, nos jogos, como mastro da bandeira riograndense.  Não sabia que ele é deficiente físico. A torcida do Grêmio é meio complicada, porque gosta de brigar entre si e fazer barracos, mas, de todo o modo, a agressão sofrida pelo gaúcho da geral é inconcebível.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Presidenta, Serventa, Estudanta

 
Do facebook:



  Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná.
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...
Qual é o particípio ativo do verbo ser?
O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.
Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta
".

Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse essa informação.
DE HOJE EM DIANTE SÓ PUXA SACO IGNORANTE DIRÁ: PRESIDENTA

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Tempos de Botoxicons

 
 
Eu tenho uma ruga de expressão. Ela é um pouco acentuada. Eu fico com cara de brabo. Mas tudo bem. Outro dia meu primo me disse: vou te dar um presente de aniversário, eu, supreso pela generosidade, perguntei, qual: uma aplicação de botox.
 
O certo é que não fiz essa aplicação. Sei lá, por receio de ficar plastificado, sem expressão, sem personalidade.
 
Talvez essa pequena e insignificante história sintetize bem os tempos modernos, tempos plásticos e siliconados, onde parece que tudo é fake, onde o natural perde espaço para o artificial.
 
Apesar de tudo, continuo sempre a dizer: vivemos tempos interessantes.
 
 
 

A Grave Crise da Democracia Representativa

Militantes de minorias participativas ocupam a casa do povo, isso é democrático? 


 "Os ocupantes da Câmara têm razão"
David Coimbra
A ocupação da Câmara de Vereadores pelo Bloco de Luta parece um caso simples de arruaça e rebeldia juvenil. Não é. Há algo a ser tirado daí.
É claro que houve arruaça e rebeldia juvenil, sim, e agressividade e violência e até ingenuidade por parte dos manifestantes, mas a ação deles, combinada com a reação dos vereadores, aponta para outros indícios mais importantes.
Por isso, não vou me deter no perfunctório. O que interessa é que essas movimentações mostram como as instituições da democracia representativa estão sem legitimidade no Brasil.
O presidente da Câmara tem poderes suficientes para lidar com uma situação desse quilate. Ele não precisaria da intervenção da Justiça ou do Ministério Público. Bastaria usar de suas prerrogativas para resolver a questão. Poderia resolver com inteligência e diálogo, o que seria melhor; poderia resolver até com truculência, o que seria muito pior; mas teria de resolver. O presidente da Câmara não resolveu. Por quê? Porque não se sente com legitimidade para isso. Porque o espaço da sua legitimidade foi ocupado pelos manifestantes.
No Brasil inteiro, as autoridades não se sentiram legítimas para lidar com as manifestações de junho. Houve só hesitação e escamoteio.
O pior exemplo veio de cima: a presidente da República, no momento de maior crise do seu governo, falhou. Propôs uma constituinte e voltou atrás 24 horas depois. Em seguida, propôs um plebiscito, jogando a responsabilidade no colo do Congresso. O vice-presidente foi radicalmente contra o plebiscito de manhã; à tarde, era mansamente a favor. Estavam desnorteados, os líderes da nação. Continuam desnorteados. Como o presidente da Câmara de Porto Alegre, eles têm legitimidade constitucional, mas não se sentem com legitimidade moral.
Isso mostra que mesmo ações que podem ser questionáveis, como a ocupação da Câmara, têm sua razão de ser. E isso leva a pensar a respeito das demandas dos ocupantes. Será que algumas delas não são plausíveis?
A democracia direta só é possível numa cidade-estado como era a Atenas de Péricles ou num moderno cantão suíço, certo. Ônibus de graça para todos é impraticável, certo também. Mas o sistema democrático brasileiro vai ter de passar por uma revisão, e isso é urgente.
Que mecanismos serão criados para fazer com que os representantes da população sejam realmente legítimos, para que se sintam com legitimidade e saibam como exercer sua autoridade sem autoritarismo, não sei. Mas assim é que não há de ficar.



Meu comentário: o artigo usa o exemplo do que aconteceu em Porto  Alegre, o presidente da câmara poderia muito bem, por si só, resolver essa questão, mas se omitiu, foi covarde, não enfrentou a situação; houve interferência do judiciário, e no fim aquele ato de chinelagem exibicionista.

Estamos na seguinte situação, os políticos não representam o povo que não se sente representado pelos políticos. De qualquer forma, são tempos interessantes. O sistema representativo tá caduco.

E essa é uma crise da democracia representativa mundial. Não só no Brasil.

Por outro lado a democracia  participativa, dominada por minorias participativas, como é o caso do Bloco de Lutas que ocupou a Câmara de Vereadores de Porto Alegre,  também é uma utopia, mas acho q chegaremos, em futuro próximo, a consultas pela web.

O povo conectado é que vai tomar certas 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Chinelagem e Burrices

 
 
Antes de desocuparem a casa do povo de Porto Alegre os exibicionistas posaram para a foto. Todos eles com o apoio de Pedro Ruas, Fernanda Melchionna (PSOL) e Sofia Cavedon (PT).
 
Numa boa, mas essa certa esquerda é mesmo muito burra; eles acham que colocar cacaca de porco na RBS e quebrar os vidros da Globo ou tirar fotos pelados na Câmara de Vereadores de Porto Alegre vão atrair a simpatia do povo brasileiro.... Tadinhos, falta neurônio.
 
 

Assim Agem as Minorias Participativas



A farsa que emergiu das ruas

Fernando Rosa -- musico, produtor reconhecido, ativista cultural de Porto Alegre

Quem foram as pessoas que patrocinaram vandalismos? São esses aí da foto!!!
 

A foto que acompanha este post está circulando na internet, com uma força simbólica que me levou a buscar entender o que está acontecendo em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul.

1º ato.

A imagem principal traz o governador Tarso Genro no Palácio Piratini, durante a penúltima manifestação popular nas ruas, realizada na Praça da Matriz, atendendo à sua sugestão, e que resultou em grave pancadaria na cidade. No mesmo dia, durante a tarde, talvez pensando em dar um golpe midiático, o governador anunciou seu projeto de “passe-livre”, depois enviado à Assembléia Legislativa, onde já perdeu o caráter de urgência. Ainda, fazendo parte do script de buscar controlar e dispersar o movimento, houve a tentativa – infrutífera, diga-se – de legitimar os rapazes da foto como novas lideranças emergentes do novo movimento das ruas.

Fecha o pano.

2ª ato.

Passados alguns dias, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre é invadida, de forma planejada, com evidente suporte da mídia “alternativa”, dizem alguns financiada pelo governo estadual e seus aliados. Surpreendentemente para muitos, as caras dos “comandantes” da invasão são as mesmas da imagem principal junto do governador, que agora podem ser vistas nas fotos menores, já dentro do Plenário da Câmara de Vereadores ocupada. Supostamente, como veremos a seguir, oriundas da “massa sem partidos”, as “novas lideranças” transformaram-se em “chefes” da invasão, com apoio dos partidos PSTU, PSol e de vereadores do PT.

Fecha o pano.

3º ato.

Confirmada a identidade comum dos atores nas duas situações, um pouco de observação posterior faz com que o teatro transforme-se em farsa, que inclui partidos, funcionários públicos, bastidores da Justiça e, sugerem muitas pessoas, até mesmo o próprio Executivo Estadual. Os “jovens emergentes”, na verdade, são ex-candidatos derrotados nas eleições passadas, em especial do PSTU, e funcionários de gabinetes de vereadores do PSol, pagos pela Câmara de Vereadores – o que pode ser comprovado no site da Câmara. Ainda, contribuindo para tornar a situação mais estranha, vereadores do PT da Capital passam a apoiar ativamente a invasão, participando de suas assembléias, e colocando-se contra a instituição e a maioria dos vereadores e partidos.

Fecha o pano.

Penúltimo ato.

Após conciliar, ou em outras palavras, negociar exaustivamente com os invasores, os vereadores buscam junto a Justiça a reintegração de posse da Câmara de Vereadores, medida absolutamente pertinente em um regime de respeito ao Estado de Direito e às instituições democráticas. Neste momento, talvez como resultado de articulações que os humanos normais desconhecem, a Justiça extrapola seu poder e passa a interferir no terreno legislativo, revogando o pedido de reintegração de posse. E, ainda mais grave, determina uma “reunião de conciliação” entre os invasores já identificados e representantes da instituição democrática atingida.

Fecha o pano.

Último ato.

Ainda sem roteiro, mas, caso os vereadores se curvem novamente e abram mão da defesa da instituição, o desfecho será uma Câmara de Vereadores desmoralizada, um novo estado de “vale-tudo” na sociedade gaúcho e, esperamos que não, continuando a transigência com a defesa da democracia e o oportunismo político, um, ou vários “sacos pretos”, jogados nas ruas - o que parece ser, em última instância o "the end" buscado pelo esquerdismo e seus aliados.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Inventaram um Feriado

Cais do porto de Porto Alegre na manhã de 11 de julho de 2013, foto do autor do Blog


 
A pelegada protestando na frente da RBS em POA




Porto Alegre amanheceu calma, o trânsito fluia, pouca gente na rua. As centrais sindicais, ligadas ao governo, resolveram fazer uma greve geral e pararam o país. E conseguiram, porque a indignada população brasileira -- que saiu às ruas em junho -- decidiu cruzar os braços e ficar em casa. Inventaram um feriado, mas os pelegos - sempre minoritários - foram para as ruas protestar contra a grande mídia e o escambau. Não passarão.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

terça-feira, 2 de julho de 2013

Os Extremistas e Suas Paranóias



O Facebook é o centro do mundo contemporâneo. Tudo passa por ali. Em tempos de protestos, os ânimos ficam exaltados. A extrema direita acordou, a esquerda -- que sempre pensou que era dona dos bons protestos -- ficou atônita.

Exatamente por isso que vivemos tempos interessantes, como diria Hobsbawm; os extremistas e suas paranóias. A esquerda sempre achando que vai haver um golpe contra seus governos e a direita ainda nas cantilenas da ameaça comunista. O fato é que não existe clima para nada disso.

O Farwest Spaghetti de Tarantino

 
 
 
Minha opinião sobre os filmes do Tarantino -- poderia dizer também do Almodovar e do Woody Allen -- vai ser sempre parcial, pois sou fã dos caras. Mas Django livre é realmente muito bom e, sobretudo, a justa homenagem ao grande Sérgio Leone o homem do farwest spaghetti.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Porta dos Fundos com "A Presidenta"

Os Protestos de Junho












 
 
Essas fotos estão no site americano Boston Globe, Big Picture que assim resume a situação do Brasil de nossos dias:
 
Protests are ongoing in Brazil as people took to demonstrating against high World Cup spending. It was the latest in a wave of protests, beginning with those against transportation fare increases and later expanding to other issues, including the rights of indigenous people, abortion and gay marriage, poor public services, and general displeasure with the nation’s government, which many see as corrupt. The unrest is the worst the nation has seen in two decades

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A Direita Como Invenção da Esquerda e o Motor da História



Olha, numa boa, acho que essa "direita" que foi para as ruas e movimenta os faces da vida é uma invenção da nossa esquerda. No Brasil pós golpe militar sempre tivemos movimentos organizados pelos diversos setores da nossa esquerda, mas agora é diferente, e por isso a nossa esquerda está sem saber o que dizer, o que falar, o que opinar. Uns dizem que Dilma está num labirinto, outros afirmam que a esquerda tem  de disputar corações e mentes  -- com bandeiras vermelhas apesar das grandes vaias -- e quem não participar ficará fora da história. O fato é que a história -- que nunca vai ter fim -- tem sim seus desvios e suas curvas e isso não é surpreendente. Talvez seja uma surpresa  para o Brasil de nossos dias, do Brasil pós golpe militar, mas é esse, é exatamente esse, o motor que movimenta a história, que oscila de um lado e de outro, porque ninguém, nenhuma ideologia, nenhuma religião, tem a chave, o controle absoluto, desse motor.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Chovia Helicópteros

Centro de Porto Alegre ontem de noite.
Contei 5, sobrevoavam a cidade a procura de trogloditas que depredavam a cidade baixa, o centro histórico. Um deles levava a câmera da Tv Com, eu assistia. Não, ontem não fui nas manifestações, fiquei olhando pela janela.

Sobre As Propostas da Dilma




Nossa líder resolveu acalmar o povo brasileiro fazendo 5 propostas.

Muito bem, dinheiro do petróleo para educação. Só que a Petrobrás acumula prejuízo em cima de prejuízo. E não é pouco dinheiro. A pior coisa do mundo, no mercado financeiro hoje em dia, é aplicar em ações da Petrobrás. Mas tudo bem, sou a favor de que a venda do ouro negro vá integralmente para o  investimento em educação.

Responsabilidade fiscal é pauta tucana

Dinheiro para mobilidade urbana ? Beleza, mas não apenas para as grandes cidades, o Brasil necessita desenvolver com qualidade as médias cidades.

Plebiscito para reforma política.  Complicado,  não é necessário plebiscito para fazer reforma politica. Isso demanda tempo e dinheiro, muito mais fácil tentar negociar esse ponto com o nosso ...complicado congresso.   E agora querem convocar o povo para decidir se o financiamento de campanha vai ser público ou privado, se o voto deve ou não ser em lista etc. Repito, é uma imensa perda de tempo e de dinheiro, porque plebiscito custa caro. Seria muito mais simples o governo pressionar os partidos aliados para fazer uma reforma política -- e que deve ser feita.

O governo Dilma se atrapalha com detalhes. A imensa maioria dos médicos é contra a contratação de médicos estrangeiros, porque ela insiste?

E por que o governo insiste com a PEC 37? Num país onde a corrupção impera -- e não estou falando apenas dos governos do PT -- a impunidade é regra, retirar do MP a possibilidade de investigação policial -- essa só pode ser feita pela polícia -- é o absurdo dos absurdos.
E o governo, por incrível que pareça, não abre mão da PEC 37.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Manifesto dos Jornalistas da Zero Hora



Enganam-se aqueles que dizem que esses protestos são capitalizados pela direita. A extrema esquerda também faz parte, porque insiste em chegar ao prédio da Zero Hora. São os mesmos que querem exercer o tal controle social da mídia e que queria, vejam só, que a Dilma, no seu pífio pronunciamento de sexta-feira insistisse sobre esse mesmo tema. Por isso o manifesto dos jornalistas da ZH:

MANIFESTO DOS JORNALISTAS DE ZERO HORA
Nos últimos dias, a Redação de Zero Hora esteve sob ameaça em duas ocasiões, e isso pode ocorrer outras vezes.
Na segunda-feira, dia 17, e na quinta-feira, dia 20, o Batalhão de Operações Especiais fez barreiras quase em frente ao jornal. Havia - e há - informações de que grupos de vândalos tinham a intenção de depredar, invadir e mesmo incendiar o prédio enquanto dezenas de pessoas estavam ali trabalhando, entre as quais jornalistas, radialistas e inúmeros outros profissionais de áreas como manutenção, alimentação e segurança.
A imensa maioria dos manifestantes, como o jornal tem destacado, quer protestar de forma pacífica contra governos e diferentes instituições, aí incluída a imprensa. Zero Hora, porém, tornou-se alvo de grupos que defendem abertamente o uso de métodos violentos de protesto, como incendiar veículos e vandalizar prédios.
Como todos os brasileiros, torcemos para que desse movimento resulte, dentro dos marcos da ordem democrática, um país mais justo e uma imprensa melhor.
Nosso papel, neste momento, é noticiar, analisar, refletir as diferentes visões da sociedade sobre o que se vê nas ruas. Desde os protestos contra o aumento das passagens em Porto Alegre, Zero Hora tem dado espaço para múltiplas opiniões sobre o assunto, tentando refletir a pluralidade do movimento e contribuindo para que cada leitor se posicione diante dos acontecimentos. Ainda assim, uma minoria violenta e radical ameaça invadir nosso local de trabalho.
Nesta Redação, trabalham quase duas centenas de profissionais. Quem faz a Zero Hora que você lê são jornalistas que procuram atender ao interesse do público. Acertamos e erramos. Fazemos autocrítica e ouvimos com extrema atenção as críticas dos leitores porque sabemos que estamos sujeitos a errar. Trabalhamos, todos os dias, para sermos cada vez mais transparentes e para aperfeiçoarmos o produto que entregamos ao leitor. Acreditamos que, com todas as suas falhas, a imprensa livre é fundamental para a democracia. Calar a imprensa significa eliminar um canal de troca de informação e debate. Perde a sociedade e perde a democracia.
Por esse motivo, queremos trabalhar, queremos ouvir o público. Queremos cobrir as manifestações da forma mais plural possível. É nosso papel e nossa forma de contribuir para a evolução da sociedade. Mas não podemos aceitar que nossa integridade física esteja ameaçada.
Acreditamos nesse Brasil melhor que as ruas estão exigindo. Nossa maneira de ajudar a construir esse país é fazer jornalismo. Em respeito aos cidadãos e porque acreditamos no jornalismo, não fugiremos ao dever de informar.

Dirás, Dirás


Manifestantes queriam chegar na Zero Hora, mas foram impedidos pela polícia de Tarso Genro

Sobrou para a loja de motos.


Estão a dizer que os fascistas foram para as ruas, que a classe média é a classe mídia, que essas manifestações fazem parte de uma agenda golpista.

Estão a dizer tantas coisas.

O fato é que o prédio da Zero Hora está sendo herméticamente protegido pela brigada militar de Tarso Genro. Isso vem causando revolta nos blogs da nossa complicada esquerda. Leia texto do Coletivo Catarse, Choveu Bomba em Porto Alegre.  Mas uma coisa eu não entendo, se as manifestações são capitaneadas por uma direita fascista, por que motivos alguns manifestantes mais entusiasmados querem chegar ao prédio da Zero Hora?

E a TV com mostrou, nas duas manifestações que ocorreram semana passada, a zona de guerra em que se transformou a Av. Ipiranga entre Azenha e Erico Veríssimo. E a loja da Honda, localizada na Ipiranga com Azenha é que levou a pior, foi depredada nas duas oportunidades.

O fato é que os radicais -- de direita e de esquerda -- e os marginais -- que não tem nada a perder -- estão mostrando ao país que eles têm a força da brutalidade e da ignorância.

Uma amiga minha de facebook me bloqueou. Ela não gostou dos comentários que fiz sobre o PT e sobre o governo da presidenta. Conversei com ela, nas esferas privadas, e ela me disse que estava com medo. Ora, disse eu, você parece a Regina Duarte. Te acalma que a tua presidenta será reeleita no ano que vem. Não existe oposição no Brasil e a eleição vai ser tranquila barbaridade.

E o Tarso Genro gosta de idéias complicadas, quer montar uma constituinte, inclusive para os sem partido.  Ele adora ser porta voz e, como disse antes, está sendo criticado por garantir a segurança da Zero Hora. O troco talvez seja a sua reeleição. A Zero Hora não faz oposição a ele e ele -- o homem que conseguiu baixar o preço dos pedágios -- fica mais quatro anos no palácio da província.

Assim é a política, essa política que o povo não gosta e está indo para as ruas protestar.

Estão dizendo tantas coisas.

Abaixo, Dirás, Dirás do Nei Lisboa

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Choveu Bomba em Porto Alegre - Coletivo Catarse

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