Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


terça-feira, 31 de maio de 2011

O Liberal Vargas Llosa Apoia O Esquerdista Ollanta na Eleição de Domingo no Peru

Vargas Llosa apoia Humala Ollanta

Paradoxal?

Talvez

O certo é que o liberal Mário Vargas Llosa está apoiar o candidato esquerdista  Ollanta Humala na eleição do segundo turno que ser realizará no Peru, no próximo domingo.

As pesquisas indicam que Keiko Fujimori vai ganhar as eleições, mas pesquisas são pesquisas.

Vargas Llosa perdeu, em 1990, as eleições para Alberto Fujimori, pai de Keiko, hoje preso no Peru por corrupção.

Em entrevista a um jornal peruano, o prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa destacou a "evolução muito positiva" da candidatura do nacionalista Ollanta Humala, que estaria se aproximado das esquerdas democráticas da América Latina.


Ao diário "La República", o escritor elogiou que Humala, da coalizão Ganha Peru, tenha se "comprometido em um juramento público e em uma modificação de seu programa de governo, que é muito semelhante às esquerdas democráticas" do continente.

"Se o senhor Humala não cumprir seu compromisso, os peruanos democráticos sairão às ruas para defender o que votaram. Penso que isso não vai acontecer, acredito que há uma evolução muito positiva em sua candidatura", afirmou Vargas Llosa.

A questão é saber se Humala - se eleito e tudo indica que não -- será um Chávez ou uma Dilma.

As informações são do UOL.

Certa Esquerda Já Admite Queda de Palocci



Nani


Demoraram 4 meses para admitir que o cara tem culpa no cartório. Se fosse a Yeda teriam pedido o impeachmente no primeiro minuto.


Já se admite que Palocci deva cair

O desgaste do governo Dilma é sensível, no caso Palocci. A queda do ministro é um requisito inadiável. A presidenta perde capital político a cada hora de permanência do chefe da Casa Civil, acusado de enriquecimento meteórico, em poucos meses do ano passado.

O motivo da hesitação do Planalto é um enigma indecifrável, especialmente quando se sabe que o próprio Antonio Palocci foi derrotado ainda no governo Lula pelas fortes disposições desenvolvimentistas de Dilma e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Reabilitado por um falso mito corrente no PT e alhures, segundo o qual Palocci era um elemento garantidor do apaziguamento dos chamados mercados (leia-se capital financeiro e especulativo), quando se sabe que esses mercados só se satisfazem com o combustível da remuneração dos seus papéis especulativos em escala crescente, nada mais.
O movimento de retirada do ministro deve ser rápido e cirúrgico, sob pena de comprometer o conjunto da obra de Dilma, nestes mais de oitos anos de Esplanada
 
Blog Diário Gauche de hoje.

E Zelaya está de volta

A famosa foto de Zelaya dormindo na embaixada brasileira em Tegucigalpa

O povo hondurenho unido que jamais será vencido mandou Zelaya embora e, sábado, ele voltou num avião estatal venezuelano, pago, of course, por Hugo Chávez.

Ele continua vinculado ao partido liberal, de centro direita.

Seria o mesmo que Ronaldo Caiado vencer as eleições no Brasil com um discurso de direita e, no poder, fazer política incentivando a luta de classes. E por isso ele foi derrubado ou o derrubaram.

Leio na Folha: De volta a Honduras, o ex-presidente Manuel Zelaya aposta na moderação do discurso. O aliado do venezuelano Hugo Chávez prega "liberdade de empresa", sinaliza que não vai abandonar seu tradicional Partido Liberal e promete uni-lo a seus apoiadores pós-golpe para eleger o próximo presidente em 2013.



"Colhemos a visão do socialismo do século 21, o melhor do socialismo, que é não deixar tudo à mercê do capital. Tenho ideias socialistas, mas tenho princípios liberais: liberdade de empresa, propriedade privada", disse Zelaya à Folha ontem.


"É a união dos dois eixos que nos permitirá vencer a ortodoxia, vencer o status quo. É esse movimento que será a opção para chegar ao poder em dois anos", seguiu.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Boa e Revolucionária gestão de Dominique Strauss-Kahn no FMI

DSK preso em NYC fez uma boa gestão no FMI

Matéria da Folha de S. Paulo de ontem, domingo.
A ressurreição do FMI


Desembolsos do Fundo aumentaram mais de 60 vezes em 3 anos; maioria dos programas beneficia economias em dificuldade na Europa


CLAUDIA ANTUNES



O Fundo Monetário Internacional que agora decide o sucessor de Dominique Strauss-Kahn passou por uma reviravolta desde que o francês assumiu a instituição, em 2007.
A crise de 2008, marcada pelo colapso de bancos americanos e europeus, provocou uma mudança na carteira e no modo de operação que caracterizaram o FMI nos 30 anos anteriores.
Os desembolsos do Fundo, que em 2007 haviam baixado a um irrelevante US$ 1,5 bilhão, aumentaram mais de 60 vezes em três anos. Mais de 60% do valor dos programas hoje em vigor beneficia países da Europa com dificuldade para financiar sua dívida pública.
A África ainda tem o maior número de países (23) sob planos do Fundo, mas seu valor é só 1,9% do total, menos do que a participação do continente no PIB do mundo (2,9%).
A situação contrasta com a existente entre os anos 80 e a virada do milênio, quando os maiores clientes eram países de renda média, entre eles o Brasil, agora credor do FMI.
Naquele período, economias em desenvolvimento foram as mais atingidas pela crise da dívida externa -precipitada em 1979 pelo aumento dos juros americanos- e pela desvalorização forçada das moedas do México (1995) e da Ásia (1998).
A mudança no perfil da clientela, causada também pelo aumento do peso econômico da China e outros emergentes, não foi única. A constatação de que finanças desreguladas estiveram na origem da quebra bancária de 2008 abriu caminho para uma revisão parcial no pensamento do FMI.
Em vez de uma receita padrão -que nos anos 90 incluía liberalização financeira e privatizações-, as condições para os empréstimos passaram a ser menos rígidas (exceto nos pacotes europeus, influenciados pela ortodoxia alemã). Foi criada uma linha de crédito flexível, que põe dinheiro à disposição sem precondições.
A recente admissão do Fundo de que controles dos fluxos de capital podem ser úteis para evitar oscilações abruptas das moedas nacionais foi uma espécie de retorno às origens.
Quando o FMI foi criado nos acordos de Bretton Woods (1944), sua prioridade era evitar a volatilidade das taxas de câmbio e os consequentes desequilíbrios das contas correntes (saldo de todo o dinheiro que entra e sai de um país).
Esse sistema terminou em 1971, quando os EUA, pressionados por deficits externo e interno, abandonaram a paridade fixa entre o dólar e o ouro. Ao condicionar a emissão da moeda internacional de reserva -o dólar- a essa paridade, o objetivo de Bretton Woods tinha sido tornar as finanças globais mais estáveis.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Perguntinha Para o Fim De Semana: Quem Manda no Brasil, Lula ou Dilma?


O pessoal da Tribuna da Imprensa, em matéria de Carlos Newton, diz o seguinte: Lula desmoraliza e humilha a presidente Dilma. Seu comportamento demonstra que o ex-presidente julga que ainda está no poder. E está mesmo.

Viva o Bom Senso e a Razoabilidade, Pois Não Podemos Ser Radicais

Isso doi
Está havendo um grande terremoto nos corações e mentes da nossa certa esquerda complicada por conta dos últimos atos do governo Dilma, sobretudo a aprovação do Código Florestal com a participação de eminentes companheiros históricos petistas que -- parece -- viraram de lado e estão a votar com Ronaldo Caiado.

Estava lendo agora um post do RS Urgente -- Código Florestal: a luta entre a razão e a morte -- questionando o clichê de "que não podemos ser radicais".

Diz o post e meu pitaco, of course, vem depois:

Os meios de comunicação e seus profissionais funcionam, em sua maioria, como produtores, reprodutores e amplificadores dessa suposta usina de bom senso e racionalidade. Em um cenário muito, mas muito otimista, algum dia poderão ser considerados como criminosos ambientais. Mas ainda estamos muito longe disso.


Em 1962, Rachel Carson lançou “A Primavera Silenciosa” nos Estados Unidos, um livro que acabou forçando a proibição do DDT e despertou a fúria da indústria dos agrotóxicos. Está publicado em português pela editora Gaia. É um livro extraordinário e luminoso que Carson dedicou a Albert Schweitzer. “O ser humano”, escreveu Schweitzer, “perdeu a capacidade de prever e de prevenir. Ele acabará destruindo a Terra”. O deputado Aldo Rebelo talvez considere essa afirmação como uma típica expressão de um representante do imperialismo que já destruiu todo o meio ambiente em seu país e agora quer evitar que “exploremos nossas riquezas naturais”. Ele parece apreciar esse tipo de falácia. Schweitzer também disse: “O ser humano mal reconhece os demônios de sua criação”. Talvez seja esse o problema.


Tudo isso, obviamente, é vã e retrógada filosofia para os porta-vozes do bom senso. Hoje, eles dominam o debate público. Mas estão errados e propagam a mentira, não a verdade. Isso precisa ser dito assim, em alto e bom tom. São produtores de mentira, de irracionalidade e de morte. E a nossa sociedade vem consumindo avidamente esses produtos. Rachel Carson pergunta-se: “Estamos correndo todo esse risco – para quê? Os historiadores futuros talvez se espantem com o nosso senso de proporção distorcido”. A consciência da natureza da ameaça ainda é muito limitada, escreve ela. E conclui:

Precisamos urgentemente acabar com essas falsas garantias, com o adoçamento das amargas verdades. A população precisa decidir se deseja continuar no caminho atual, e só poderá fazê-lo quando estiver em plena posse dos fatos. Nas palavras de Jean Rostand: “a obrigação de suportar nos dá o direito de saber”.

É disso que se trata. A sociedade tem o direito de saber e o dever de decidir querer saber. Do outro lado, estão a mentira, a destruição do planeta e a morte

Meu Pitaco:

A busca do bom senso e da razoabilidade é um caminho sem volta. Assim caminha a humanidade que não necessita de lado, religião ou ideologia (apesar desse discurso ser..... ideológico). Isso faz parte do tão questionado mundo pós moderno, que muitos detestam, mas é fascinante.


Mas não se pode considerar razoável ou bom senso anistiar que dolosamente desmatou. Isso sim é um absurdo.

A Prisão de Um Genocida


Manifestantes pró-Mladic são presos por policiais, durante protesto em soliedariedade ao ex-militar acusado de comandar assassinatos de mais de 8 mil muçulmanos.  Ratko Mladic era procurado pelo tribunal de crimes de guerra da ONU por acusações de genocídio e crimes durante a guerra da Bósnia em 1992-1995. A Justiça suspendeu um interrogatório de Mladic por conta de sua saúde debilitada

Ratko Mladic
Os Estados Unidos -- tão criticados por serem contra os povos do islã -- ficaram ao lado dos muçulmanos na Guerra da Bósnia (1992-1995). O fato ocorreu -- imaginem só -- perto do coração da Europa.

Ontem o governo da Sérvia, principal país da ex Iugoslávia, prendeu o ex-lider militar sérvio-bósnio Ratko Mladic, 69 anos. Ele é acusado pela ONU de massacres e genocídio e foi preso depois de 16 anos foragido.

Vivia ele perto de Belgrado. E, por incrível que pareça, nacionalistas sérvios protestaram contra a prisão de Mladic, que deve ser extraditado para Haia, Holanda, onde será julgado por genocídio.

Entre os crimes imputados a Mladic estão o massacre de Srebrenica, em 1995, no qual foram mortos mais de 8.000 homens e meninos muçulmanos, e a morte de civis no cerco de mais de três anos a Sarajevo, capital da Bósnia.


O episódio de Srebrenica, quando foi violada zona protegida pela ONU, é tido como o pior massacre de civis e a mais clara motivação genocida (extermínio étnico) na Europa pós-Segunda Guerra.


"Encerramos difícil período de nossa história e removemos uma mancha sobre a Sérvia e os membros de nossa nação onde quer que eles vivam", disse o presidente da Sérvia, Boris Tadic, no triunfal anúncio da detenção.


Preso em um vilarejo de 2.000 pessoas a cerca de 100 km de Belgrado (Sérvia) ainda de madrugada, Mladic deve ser em breve extraditado para Haia (Holanda), a sede do TPI para a Ex-Iugoslávia.


"A extradição será realizada", garantiu o presidente da Sérvia. Se condenado, Mladic está sujeito a sentença de prisão perpétua -não há pena de morte no tribunal.


Ontem mesmo, o ex-líder militar compareceu a corte de Belgrado, primeiro passo para sua extradição. Mas a sessão foi interrompida pelo seu frágil estado de saúde.


Sua detenção ocorre cinco anos após a morte de Slobodan Milosevic, presidente da Iugoslávia nas guerras dos anos 90, e três após a prisão de Radovan Karadzic, "o Carniceiro de Belgrado" e chefe político dos sérvio-bósnios.


Milosevic, que governou até 2000, foi preso e extraditado um ano mais tarde para Haia, mas morreu ainda durante seu julgamento. Karadzic está sendo julgado no tribunal especial da ONU.


Com a prisão de Mladic, resta um foragido de guerra da ex-Iugoslávia procurado pelo tribunal da ONU. Goran Hadzic é acusado por crimes durante conflito na Croácia.


UNIÃO EUROPEIA


A detenção do último foragido internacional de alto escalão da Guerra da Bósnia é um grande feito político para a Sérvia, que vê ser removido o principal entrave à sua integração à União Europeia.


O bloco europeu relutava em levar a cabo o processo por acreditar que as lideranças sérvias encobriam foragidos e pressionava Belgrado a entregá-los à corte da ONU.


O anúncio da prisão de Mladic foi feito pelo presidente sérvio a poucas horas da uma visita oficial da chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton.

Folha de hoje.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Estão Querendo Forçar a Barra dos Adolescentes




Fez bem a Dilma em cancelar as exibições dos vídeos do chamado kit anti-homofóbico ou Programa Escola Sem Homofobia. Não tenho nenhum preconceito contra os homossexuais, muito pelo contrário,  opção sexual faz parte da nossa sagrada vida privada e isso tem de ser respeitado. Assisti os dois vídeos (post abaixo)  e os considero equivocados. Eu não diria que eles fazem apologia ao homossexualismo, mas eles forçam a barra porque -- pelas entrelinhas -- eles incentivam essa prática.

Um dos vídeos mostra dois adolescentes que se encontram para ouvir disco (de vinil). Estão eles na puberdade e não sabem bem ao certo o que é efetivamente a vida sexual, nem heterossexual e nem homossexual. . Há muitas dúvidas em relação à sexualidade e no vídeo que mostra exatamente essa cena considera absolutamente normal que de repente  um clima se crie  e um menino beija o outro. Isso é normal? Respondo, sim, isso é normal, mas não precisa ser dito e, muito menos, incentivado. Até mesmo porque, nessa fase da vida, as dúvidas são frequentes.

Esse kit faz parte dessa ditadura políticamente correta que somos submetidos diuturmanente. Não é necessário fazer vídeos, kits e o escambau para isso, ainda mais com dinheiro público para esclarecer o que já está mais ou menos esclarecido.. E não me chamem, please,  de fasicsta ou homofóbico, porque não sou.

Kit Anti-homofobia



Esse vídeo pesquei do Youtube, ele faz parte do chamado Kit Anti-homofobia ou Programa Escola Sem Homofobia. A Dilma viu e vetou esse vídeo.

Na mesma página do Yotube aparece o texto abaixo e os comentários a seguir:

PROBABILIDADE, é um dos vídeos do programa ESCOLA SEM HOMOFOBIA, ele faz parte do Kit Anti-Homofobia destinado aos adolescentes do ENSINO MÉDIO das escolas públicas brasileiras.


Os vídeos foram alvos de ataques caluniosos de políticos e fundamentalistas religiosos que acusam o kit de "estimular" a homossexualidade. Como podem conferir, o vídeo é informativo e trata a questão da homofobia dentro das escolas de forma leve e didática.


De acordo com uma pesquisa realizada pela Unesco em 2004 a homofobia é um comportamento presente nas escolas, principalmente no ensino médio. Em 14 capitais brasileiras pesquisadas 39,6% dos estudantes do sexo masculino não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, enquanto 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento suficiente para lidar com essa questão em sala de aula.

Comentários:


Este video é uma apologia ao homossexualismo sim. Ele fala que o bissexual tem 50% a mais de change de arrumar um parceiro. Isso não é um incentivo à ser bissexual? Mais uma política equivocada daqueles que defendem os homossexuais. O melhor seria mostrar que os homossexuais são pessoas que devem ser respeitadas, não que um jovem que gosta de meninas devem também experimentar os meninos...


ALIENADOS! Esses vídeos não estão incitando ninguém a nada. Estão TENTANDO mostrar uma situação que faz parte da realidade. NINGUÉM VIRA GAY, LÉSBICA, BISSEXUAL. É um processo complexo que envolve também a genética. Se só a escolha fosse fator determinante, seria muito mais fácil seguir as regras sociais e não correr perigo de ser morto, atacado, vítima de preconceito. Acho engraçado tanta gente moralista por aqui. Será que essa gente moralista tem moral pra julgar o outro?

O outro vídeo é esse: Encontrando Bianca:

Apertem os Cintos A Presidente Sumiu


Dilma, cadê você?


A presidente sumiu. Não fala, raras vezes é vista em público, não negocia politicamente. Ou, se negocia, o faz tão mal que perde talvez a mais importante votação no Congresso, apesar de ter, em tese, uma maioria folgada.
Não foi uma derrotazinha. Foi vergonhosa, na avaliação que fez, antes do vexame, o líder do governo, Cândido Vaccarezza.
Para fechar o quadro, reaparece em Brasília seu antecessor e padrinho, Luiz Inácio Lula da Silva, com o velho truque de atribuir um escândalo (no caso, o da fortuna do ministro Antonio Palocci) a uma tentativa de desestabilização do governo. Bobagem.
Contraria, de resto, a história do governo Lula. Com o mesmo personagem no centro, o escândalo do caseiro desestabilizou, sim, o próprio Palocci, mas o governo Lula só fez se dar bem daí para a frente, assim como o país. O Brasil cresceu mais, Lula reelegeu-se e virou um homem de R$ 200 mil por palestra.
Não dá para dizer que foi porque Palocci caiu, como é óbvio. Mas é igualmente óbvio que a queda não desestabilizou nada, talvez porque o ministro era menos essencial e menos poderoso do que dizíamos os jornalistas (vide coluna de ontem de Vinicius Torres Freire).
Se, em 2006, quando ainda havia fumaça nas cinzas do mensalão, a queda de Palocci foi facilmente absorvida, agora então é tudo mais tranquilo, até porque o céu econômico é quase de brigadeiro.
O que atrapalha é o desaparecimento da presidente Dilma, fato agravado pela desenvoltura de seu antecessor. Ficamos assim: surge um escândalo com Palocci, Lula demite Palocci. Surge outro escândalo com Palocci, mas Dilma nem demite Palocci nem exige que ele se explique nem sai publicamente em sua defesa.
Vai acabar dando a sensação de que Dilma está apenas esquentando a cadeira para a volta de quem nunca se foi.

Artigo de Clóvis Rossi na Folha de hoje.

Meu pitaco: Prefiro assim do que assado.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Os "Pelegos Calados"

Tarso Genro, governador petista do RS e autor do pacote "neoliberal" chamado Pacotarso, usa óculos do escritor Fabricio Carpinejar no lançamento do "Gabinete Digital".

Comentário de um Anônimo no Blog Diário Gauche sobre as contradições de uma certa esquerda:

Tivesse José Serra ganho e implementasse políticas iguais as da Dilma hoje nossas praças estariam lotadas por jovens mui "idealistas" a exemplo da Espanha. Estariam bradando contra o neoliberalismos e a democracia liberal que 'aprofunda a pobreza". Nada como colocar a esquerda na função de amortecedor ou de pelego o que dá na mesma. Esquerda pelega é o que é o PT. Hoje no Brasil as únicas manisfestações dos jovens "idealistas" ocorrem justamente em São Paulo. Protestam contra o valor das passagens de ônibus. Aqui em POA cuja passagem também é cara nenhuma manifestação. Contra o Pacotarso que segundo os critérios da Esquerda Pelega é um pacote neoliberal nada, nenhum protesto. Esta esquerda além de pelega é cínica. Fosse a Yeda que tivessem mandado um pacote assim estariam os "idealistas" protestando. Me respondam pelegos, porque estão caladas.

Podem Me Chamar de 'Ecochato', Mas Sou Contra a Anistia Aos Desmatadores


Eu lhes digo o porquê:

O Estado do Mato Grosso, o novo celeiro do Brasil e que faz parte, também, da chamada Amazônia Legal é useiro e vezeiro em desmatamento.

De forma dolosa e criminosa pseudos agricultores e pecuaristas estão a transformar a floresta amazônica, ao norte do estado,  em terra para plantio e cultivo de pasto para gado.

Eis algo que não entendo, para criar gado e ter boa produtividade, por exemplo, não é necessário ter grande extensão de campo.

Uma vez aprovado o Código Florestal -- que não se trata de código, mas de lei -- esses agricultores que agiram dolosamente ao desmatar a reserva legal da Amazônia serão anistiados.

Sinceramente, acho isso um absurdo e espero que a presidente Dilma assine o seu veto.

Nessa cruzada estou junto com o pessoal do PSOL e do Partido Verde.

Acompanhei ontem no twitter as manifestações. O pessoal do PT indignadíssimo com os seus deputados.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Lula Ataca Quem Acusa Palocci

Lula e Palocci, no passado, qual o assunto dessa conversa?

Certa esquerda já chutou o balde do Palocci, como se vê aqui.

Mas os políticos ligados à base do governo estão a defender o companheiro da Casa Civil.

O nosso ex pop presidente foi enfático hoje:

Segundo o Blog do Josias ele disse:

1. Cabe a quem acusa Antonio Palocci provar que ele delinqüiu.


2. Não há, por ora, fato que justifique o afastamento de Palocci da Casa Civil.

3. Palocci é peça-chave do governo Dilma e deve ser defendido pelo PT.

Que Tal Uma Caipirinha Para Relaxar?

Angeli
Protesto é parte da democracia, diz advogado


Theo Dias, professor de direito penal da FGV, diz que marcha é democrática.

Folha - O que o sr. acha da proibição da marcha?
Theo Dias - Um erro. O direito de questionamento é parte da democracia. Ou não teríamos tido o movimento feminista, o ambientalista e outros. A democracia deve ser forte para comportar o questionamento das regras.

Mas, uma vez proibida pela Justiça, os manifestantes fizeram bem em mantê-la?
Se é pacífica, não importa a pauta.

É apologia ao crime?
Então [o ex-presidente] FHC tem praticado crime diariamente. Sem questionamento, a sociedade se engessa. Se o homossexual, a mulher e o negro têm direitos é porque as pessoas puderam exercer o direito de questionar a legalidade.


E a reação da PM?
Pouco profissional. O objetivo da polícia diante de uma demonstração democrática é evitar distúrbios. Tem que estar preparada, presente para garantir a ordem, evitar o uso da violência, excessos. Na medida em que age de forma afoita, detona o processo da violência.

Coisas da Vida

Imagem retirada do facebook da vítima

Um crime passional em Torres -RS.  O ex marido ciumento que matou, com faca, o companheiro de sua ex mulher. Ambos surfistas de velha data. Pessoas conhecidas, sobrenomes famosos,  com perfis no facebook. Diversas mensagens deixadas. as últimas notas do finado.  Notícia na Zero Hora:   Ex-empresário e vítima de assassinato compartilhavam amor pelo surfe e pela mesma mulher.

Impressionante, os dados da vítima, suas fotos, seus recados, o que gostava e não gostava, seus amigos etc. estão disponíveis para todos no facebook. Este é um fenômeno interessante dos nossos tempos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Marchas da Maconha


Polícia Militar de São Paulo usa gás lacrimogêneo para impedir passeata do grupo organizador da Marcha da Maconha proibida na sexta-feira pela 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça.

Cerca de 300 pessoas se reuniram para a Marcha da Maconha no parque da Redenção, em Porto Alegre, na tarde deste domingo, segundo informações da Brigada Militar. A polícia afirmou que a caminhada acontecia de forma pacífica até as 17h e oficiais militares e civis monitoravam o local.



Fumaça democrática



Em nome da manutenção da ordem e da legalidade, a PM patrocinou uma enorme desordem na tarde de sábado, em São Paulo, transformando a região da avenida Paulista e da rua da Consolação num campo de batalha.

A tropa de choque investiu contra aqueles que defendiam a legalização da maconha com balas de borracha e gás lacrimogêneo, distribuindo cacetadas em manifestantes que corriam. Disseminou-se pelas ruas um clima de pânico. Pessoas que nada tinham a ver com o ato foram atingidas pelo gás, nos carros ou nas calçadas.

As imagens e relatos não deixam dúvidas de que houve uso abusivo da força. O xis da questão, porém, está na decisão judicial infeliz que deu respaldo à ação da polícia.

O desembargador Teodomiro Mendez, do TJ-SP, decidiu proibir a manifestação na véspera de sua realização. Alegou que o ato "não trata de um debate de ideias, apenas, mas de uma manifestação de uso público coletivo de maconha". Disse ainda que os "indícios de práticas delitivas no ato favorecem a fomentação do tráfico de drogas, crime equiparado aos hediondos".

Pois bem: apesar da repressão tão veemente da PM, quantas pessoas foram presas no sábado por fumar maconha? Nenhuma, embora algumas tenham sido detidas, por razões pouco claras. Onde está, então, o "uso público coletivo de maconha", alegado pelo magistrado? Eis um caso típico de censura prévia praticado por um juiz conservador, que confunde o direito constitucional à livre manifestação com a apologia do crime.

Quem decide ir à rua para defender a legalização da maconha não está fomentando o tráfico de drogas, como sentencia o juiz, mas exatamente o contrário.

A ação desmedida da PM deve dar fôlego ao movimento que defende a descriminalização da droga. A decisão do doutor, que provocou a confusão, deveria ampliar o debate sobre a liberdade de expressão, ainda tão acanhada.

Artigo de Fernando de Barros Silva na Folha de hoje.


Espanha Insurgente?





La revolución sí será televisada - 20M Madrid from ATTAC.TV on Vimeo.


Será mesmo?

Milhares de pessoas -- embaladas pelo twitter e facebook -- vão às ruas para protestar contra a política e os políticos..

Resultado: o Partido Popular -- de centro direita -- ganha as eleições.

 Talvez a grande revolução dos nossos tempos esteja ocorrendo na Bélgica -- que está há mais de um ano sem governo --  quem dirige o país são os técnicos.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Rainha na Irlanda e o Barulho da Minoria Radical



 Elizabeth II e Principe  Philip desembarcam em Dublin, Irlanda. É a primeira vez desde 1911 que um monarca britânico pisa em solo irlandês.


Pequeno número de manifestantes atiraram tijolos e pedra na polícia em protesto contra a visita da Rainha

 Tijolos são jogados nos guardas no primeiro dia de visita da rainha em Dublin
Mais um participante do protesto contido pelos policiais


No Royal Visit



80% da população irlandesa apoiou a visita.

Fotos do sempre muito bom Boston Globe

Os Tentáculos de Pallocci e os Famosos Fundos de Pensão das Estatais

Iotti

Dona Yedinha comprou uma casa de um pouco mais de 1 milhão. E o pessoal do PT, aqui no RS, queria o impeachment da governadora tucana. Infernizaram a vida da tadinha.

O 1 milhão da Yedinha é titiquinha perto da fortuna do Antônio Pallocci.

O Pallocci, em 4 anos, aumentou em 20 vezes o seu patrimônio e o que faz o pessoal do PT?

Bloqueia qualquer tipo de investigação.

Hoje ficamos sabendo que a empresa de consultoria do Pallocci faturou R$ 20 milhões em ano de eleição.

Ficamos sabendo também que o  grupo WTorre, que fechou negócios com fundos de pensão de estatais e com a Petrobras, foi um dos clientes da empresa de consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.



A empreiteira também fez doações de campanha a Palocci (R$ 119 mil), em 2006, e a Dilma Rousseff (R$ 2 milhões), no ano passado.


A WTorre fechou negócios com os fundos e com a Petrobras entre 2006 e 2010, quando o hoje ministro da Casa Civil era deputado federal pelo PT (2007-2010) e sua empresa, a Projeto, estava ativa como consultoria.


Esses negócios são avaliados em R$ 1,3 bilhão -com Petrobras e os fundos de pensão Funcef (Caixa) e Previ (Banco do Brasil).


O grupo WTorre diz manter ativos de R$ 4 bilhões em 200 projetos.

Fonte: Folha de S. Paulo.

Sim a fonte é da Folha e daí?

Os fundos de pensão das estatais, os velhos fundos de pensão das estatais, fonte do valerioduto, fonte da corrupção, administrada por companheiros militantes do partido, a caixa preta dos governos.

Brüno






Não existe nada mais bizarro e politicamente incorreto.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

As Causas da Decadência do Centro de Porto Alegre

A Construção do Centro Administrativo do RS em Porto Alegre retirou do centro grande parte dos servidores públicos do estado do RS.


Um Grave Erro Estratégico e Urbanístico

Caminhei com um amigo arquiteto pelo centro de Porto Alegre e arredores domingo passado pela manhã. Chegamos a algumas conclusões:

Em 1983 foi concluído o Centro Administrativo do Estado do Rio Grande do Sul com a transferência de diversas secretarias que estavam localizadas no centro de Porto Alegre para a região da Praia de Belas. Consolidou-se ai a decadência do centro de Porto Alegre, uma vez que grande parte da administração do estado deixou o centro indo se estabelecer em outro local.

Mais tarde, o fórum central de Porto Alegre, construido em 1989, também fez com que pessoas deixassem de circular no centro da capital gaúcha, se instalando na região da Praia de Belas.

Depois, em 1998, foi a vez do Tribunal de Justiça ir para a Praia de Belas.

Ao contrário de cidades como S. Paulo e Rio de Janeiro que mantiveram, no centro, as repartições públicas e judiciárias, os administradores de Porto Alegre decidiram retirar do centro esses órgãos. Assim, os escritórios de advocacia, por exemplo,  também sairam do centro e grande parte da classe média não circula mais pelo centro da capital gaúcha que hoje se encontra em quase total decadência.

O que fazer para revitalizar o centro de Porto Alegre? Fazer com que a classe média, hoje classe dominante, recomece a circular pelo centro. Tem que ter atrativos, tem que ter redutos culturais, comerciais, boas e seguras áreas residenciais etc.

Um bom começo seria a derrubada do muro da Av. Mauá que separa a cidade do rio/lago Guaíba e a construção de espaços públicos e privados interessantes, como o tal projeto do Cais Mauá.

Sobre o Cais Mauá leia: http://depositomaia.blogspot.com/2010/12/projeto-cais-maua-em-porto-alegre-e.html.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Gilmar Mantém Battisti na Papuda

Gilmar Mendes decidiu que Césare Battisti deve aguardar preso julgamento da reclamação do governo Italiano.

Abaixo comentário que postei no Blog Naufrago da Utopia que está a criticar Gilmar Mendes por manter o criminoso Césare Battisti mais alguns dias preso. O aludido Blog considera que Battisti está sequestrado pela Justiça brasileira.


Pela Justiça -- e assim decidiu o STF -- o Battisti deveria ser entregue para a Itália, porque ele não é preso político. Ele teria praticado crime comum (homicídio de 4 pessoas) e deve ser julgado naquele país. Absurdamente decidiu o STF, também, que o a decisão final não é jurídica, mas política.   E Lula, no último dia de mandato, resolveu politicamente que Battisti deveria permanecer no Brasil.  A Itália procotolizou reclamação junto ao STF que vai ser julgada pelo pleno. Battisti gosta de fugir, já fugiu diversas vezes, como Cacciola e tantos outros. Assim, mandou bem o Gilmar Mendes, até mesmo porque a Itália desde a queda do fascismo nunca mais viveu regime de exceção.

Uma Borracha No Passado.

Angeli sobre a filiação de Delúbio Soares ao PT


"[Sobre] o passado de cada um dos ministros não cabe ao governo fazer nenhum tipo de investigação"

Gilberto Carvalho
Secretaria-Geral da Presidência

Pois, o Ministro Chefe da Casa Civil, braço direito da presidente, aumentou em mais de 20 vezes o seu patrimônio em apenas 4 anos e essa é a resposta do governo. Não se investiga o passado dos ministros que integraram, inclusive, o governo anterior, do mesmo partido, o PT.

E o PT -- que prometeu ao Brasil um país decente --  cuja militância está muito mais apegada ao passado do que ao presente.

Seria bom verificar, também, o patrimônio do Sr. Zé Dirceu, que depois de ter se afastado do governo, virou consultor dos poderosos.

Na hora de investigar os outros, o PT é o que fala mais grosso, pede CPI, impeachment e coisa e tal, como ocorreu no governo Yeda Crusius - PSDB-RS; mas na hora de investigar seus próprios membros, o PT coloca uma borracha no passado.

Os Pitacos de Mestre Senna Sobre A Prisão do DSK

DSK pode ter sido vítima de um complô, o assunto vai virar filme.


Nosso homem na Big Apple, Senna Madureira nos enviou a seguinte mensagem sobre a prisão do DSK:

M.Dominique Strauss-Kahn é milionário e estava no Sofitel.

Lá tem "Madame Sontang", um rede de prostitutas de altíssimo nível, que disfarça operando como "scorts".
É cada "avião" que vc. não imagina
Vc. acha que ele iria se meter com uma "baranga" ???
Tudo foi um premio da CIA para o M.Sarkosi.
Torço para que M. Dominique Strauss-Kahn chegue no "Grand Jury" e diga "NOT GUILT".
Aí é que a porca vai torcer o rabo.

Meu pitaco:

Com a CIA não se pode brincar.
O Sofitel é da rede francesa Accor.
Também acho dificil Monsieur DFK se envolver com uma camareira -- mas existem camareiras que são aviões -- porque ele poderia muito bem contratar os serviços da Madame Sontag.
E o Sarkô -que vai ser papai - está dando pulos de alegria.
Hoje li o Le Monde (jornal de esquerda francês que tem simpatia com o PS) e eles não param de criticar os americanos. Há de se preservar a intimidade, eles dizem.
Buenas, é isso.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Gente Diferenciada

Babaquices ideológicas: Paulistanos protestam contra grupo de moradores que se opõe à construção de metrô na avenida Angélica, no bairro de Higienópolis em São Paulo.

 
Gente Diferenciada

Acompanhei o "churrascão da gente diferenciada" quase inteiro. Foi um protesto de estudantes e das classes médias (médias mais altas do que baixas). O povão ali era residual. Não pretendo tirar o brilho do evento, apenas caracterizá-lo. Havia muitos moradores de Higienópolis no meio das pessoas que gritavam "é a elite mais porca do Brasil".



Vi cenas curiosas: muitos cachorros "diferenciados" na coleira, entre os manifestantes. Pelo menos três golden retriever que decidiram ser "gauche na vida".


Dois "empreendedores" (assim foram chamados) vendiam camisetas com a inscrição: "gente diferenciada". Estavam no meio da avenida Angélica e, acredite, aceitavam pagamento em cartão de crédito. Seriam camelôs "diferenciados"?


O clima era festivo, performático. Alckmin e Kassab foram xingados (o prefeito até mais que o tucano), mas entre as palavras de ordem surgiam músicas como "Trem das Onze", de Adoniran, e a marchinha carnavalesca "Bandeira Branca". Havia lirismo e deboche nesse enfrentamento teatral de classes.


No final, perto de 21h, cerca de 150 estudantes gritavam: "Ei, polícia/ maconha é uma delícia". A PM estava claramente orientada a não contrariar os jovens. Comportou-se como uma babá zelosa. Como teria agido se o ato fosse na periferia?


Um amigo veterano da esquerda brincou que o protesto mais parecia um "playground revolucionário". Outro amigo, porém, disse que a manifestação -espontânea, desatrelada de partidos ou sindicatos- comunga do espírito de outros atos recentes, contra o aumento dos ônibus e o fechamento do Belas Artes.


Ambos parecem ter razão. Bem-humorado e anarquizante, o "churrascão" marca até aqui o ápice de um caldo de cultura novo, ou renovado, de mobilização progressista de parte das camadas privilegiadas. Em jargão, é uma fração de classe reagindo ao sentimento ostensivamente antipovo de representantes dessa mesma classe.

Artigo de Fernando Barros Silva na Folha de hoje.

A Diferença é que nos EUA Quem Comete Crime é Preso

O diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, 62, deixa delegacia em Nova York, algemado, rumo a outro departamento de polícia. Ele foi indiciado por agressão sexual, cárcere privado e tentativa de estupro de uma camareira de 32 anos em um quarto de hotel. A notícia 'azedou' o apetite dos investidores de risco, que já haviam sido atingidos por uma derrota em várias commodities e quedas nos preços das ações nas últimas duas semanas.


Se o fato acontecesse no Brasil, o Sr. Dominique Strauss-Kahn (DSK)  teria voltado para a França. Cometer ou ser acusado de crime nos EUA é bem diferente do que no Brasil, onde a impunidade impera, sobretudo para aqueles que têm colarinho branco. Não estou questionando se o Sr. Dominique é culpado ou inocente (porque ele pode estar envolvido numa trama arquitetada pela camareira).  O que ocorreu ontem nos  tão questionados EUA deveria servir de paradigma para o Brasil. Aqui o Chefe da Casa Civil, o braço direito da presidente, enriqueceu -- e muito -- em pouco tempo. E tudo -- parece -- fica como está. Definitivamente, estamos a séculos de luz dos EUA.   

Futebol É Mesmo Um Esporte Traiçoeiro

Júnior Viçosa disputa bola com Guiñazu num dos melhores Grenais de todos os tempos

sábado, 14 de maio de 2011

Vila Chocolatão - Apartheid Social ou Princípio da Dignidade Humana ?

Vila Chocolatão, famílias estão sendo removidas desse local completamente precário e insalubre

Para irem morar na Vila Nova Chocolatão, com prédios razoavelmente dignos. E tem gente que chama isso de Apartheid Social.


Apartheid Social ou Dignidade?

Fiz um post sobre o assunto esta semana, mas não foi publicado, porque o Google e Blogspot tiveram problemas técnicos.

Para quem não é daqui, explico. Há 20 e poucos anos famílias se instalaram, de forma precária, num local ao lado do prédio da receita federal em Porto Alegre, que tem o nome de chocolatão, porque revestido de granito negro. Surgiu, então, a Vila Chocolatão. 181 famílias residem lá de forma absolutamente desumana, precária. Houve incêndios, tragédias, homicídios, assaltos.

E a prefeitura de Porto Alegre, com recursos da União Federal, fez uma nova Vila, na periferia de Porto Alegre, com casinhas direitinhas e dignas para essas famílias. Agora os adeptos do pensamento foucaltiano do politicamente correto estão a dizer que a medida é uma higienização social, porque estão colocando os pobres longe da cidade, uma forma velada de "Apartheid social".  Veja opinião nesse sentido no Blog Jornalismo B.

O princípio mais importante da Constituição é o da dignidade da pessoa humana. Não é digno uma pessoa ter de viver embaixo de uma ponte, de uma marquise ou numa favela precária e sem condições. Fez muito bem a prefeitura de Porto Alegre e o governo federal em darem recursos para remoção desses seres humanos para um local mais digno. Parabéns ao Fortunatti, bom prefeito de Porto Alegre e a Dilma.

Foucault - O Mestre dos "Perfeitos Idiotas"


O Irã e as surpresas do filósofo


Livro compila e analisa artigos sobre a Revolução Iraniana que Michel Foucault produziu a partir de visitas ao país como enviado de revista e jornais europeusEm 1978, quando os protestos contra o governo do Xá Reza Pahlavi, no Irã, estavam atingindo um ponto crítico, o filósofo Michel Foucault foi convidado a viajar várias vezes ao país como correspondente do jornal italiano Corriere de la Serra, da revista francesa Le Nouvel Observateur e do jornal francês Le Monde, dando início a uma improvável – mas verdadeira e contraditória – relação entre o pensamento de um dos maiores filósofos do século 20, que analisou como nenhum outro as relações de poder-saber constituídas a partir da modernidade, com os ditames de um religioso asceta encarnado na figura de Aiatolá Khomeini.

Nessa inédita atuação enquanto jornalista, Foucault produziu artigos sobre os eventos que culminaram na ascensão de Khomeini ao poder, nunca escondendo o fascínio acerca do que concebia como o nascimento de uma nova “dimensão espiritual da política”. Para a historiadora Janet Afary e o sociólogo Kevin B. Anderson, autores do livro Foucault e a Revolução Iraniana, ambos ligados aos estudos feministas, o apoio de Foucault a um regime intolerante para com sexualidades ditas desviantes e expressões diversas de liberdade civil era contraditório em relação ao que ele escrevera antes e que inspirara movimentos sociais libertários em todo o mundo. Lançado em 2005, nos Estados Unidos, este volume que agora chega ao Brasil busca compreender algumas razões do apoio irrestrito de Foucault à Revolução Iraniana que, de acordo com os autores, acaba sendo surpreendentemente coerente com o seu pensamento e vida privada.

Fartamente documentado, o livro apresenta praticamente tudo o que Foucault escreveu e declarou sobre a revolução, bem como as réplicas virulentas dos intelectuais que, em uníssono, condenaram o seu engajamento pró-Islã. Foucault se encontrava solitário em suas posições. Diversos autores, entre eles Edward Said, o acusaram de acreditar num orientalismo ingênuo que ignorava a magnitude das forças reacionárias em jogo. Foucault acreditava que a dimensão espiritual e revolucionária no Irã, que unia marxistas e muçulmanos em um objetivo comum, podia ser exportada para o resto da Europa secular. Em artigo publicado no Le Monde em outubro de 1978, intitulado Os Iranianos Sonham com o Quê?, Foucault sustenta que um governo islâmico não significaria um regime político no qual os clérigos supervisionassem e controlassem tudo. Para ele, um governo islâmico se constituía como um “ideal” e uma “utopia” que ultrapassava os conceitos democráticos que, no Ocidente, se dividiam entre burgueses e revolucionários. Neste que é um de seus principais artigos sobre o tema e, em tantos, Foucault repete frases que os Aiatolás lhe passaram sobre um Islã místico e carregado de simbolismos que o remetiam à antiguidade clássica que Foucault ouvia de forma ingênua e deslumbrada, como apontaram seus críticos posteriormente.

Foucault teve encontros com vários líderes religiosos do Irã. Mas o encontro com o Aiatolá Khomeini, em seu exílio na França, o impressionou fortemente, levando-o a declarar que Khomeini personificava a “vontade de poder” nietzschiana. Aproveitando-se do aval precioso de um dos maiores filósofos ocidentais, Khomeini, tanto quanto outros Aiatolás entrevistados por Foucault, ocultava o conteúdo mais radical de seu discurso, dando a Foucault o que este queria ouvir e retroalimentando, como consequência, as suas ilusões orientalistas.

Ao tentarem entender o ponto de união entre Foucault e o Islã, os autores destacam a orientação homossexual do filósofo como um dado importante para a compreensão de tal fenômeno. De acordo com Foucault, a modernidade foi responsável pela mudança de “arte erótica” para uma “ciência sexual” que estabeleceu, através dos discursos de poder da medicina, da psicologia e do cristianismo, um “regime de verdade” sobre o sexo, punindo os desviantes e normatizando o casal heterossexual. Foucault via no Islã a preservação dessa arte erótica que permanecia no âmbito do privado. Chamou-lhe a atenção um artigo do Aiatolá Khomeini que orientava os sodomitas a purificarem o corpo e praticarem a caridade em uma relação direta com o divino, sem a mediação de instâncias de poder. Entretanto, os autores ressaltam que Foucault nunca deu muita importância à sexualidade feminina em suas obras, acusando-o de “androcentrista” e insinuando certa misoginia em sua fascinação pelos arranjos pré-modernos em que o contrato social preponderava sobre o amor romântico, que de certa forma ainda predomina no Islã. Para as feministas, essa era uma situação que outorgava às mulheres o mero papel de mantenedoras de uma ordem social hipócrita. O modelo grego descrito por Foucault no segundo volume da História da Sexualidade, quando esse analisa a pederastia e a liberdade sexual entre as elites helênicas, não seriam mais do que sinais de seu desprezo pelo feminino, relegado a um papel secundário em seus escritos.

Os autores acusam Foucault de não se limitar à crítica de certos aspectos da modernidade, mas sim de seus próprios princípios, os quais deveriam ser rejeitados no Irã em prol daquilo que Foucault considerava menos danoso, ou seja, o Islã idealizado que o absorvia apaixonadamente naquele momento. Em 6 de novembro de 1978, uma leitora anônima do Nouvel Observateur, intitulada Atoussa H., cuja identidade é desconhecida até hoje, escreveu uma carta em resposta a Foucault criticando veementemente a ideia de que um governo islâmico poderia substituir a sangrenta ditadura de Reza Pahlavi, na medida em que “a esquerda liberal do ocidente precisa saber que a lei islâmica se torna um peso morto em sociedades famintas por mudanças. A esquerda deve não se deixar seduzir por uma cura que talvez seja pior do que a própria doença”. Embora muitos intelectuais franceses da época tenham igualmente se entusiasmado com a situação revolucionária iraniana, nenhum deles acompanhou Foucault em seu apoio ao Islã em detrimento do Marxismo secular e da esquerda nacionalista.

Janet Afary e Kevin B. Anderson são particularmente cruéis com Foucault no epílogo do livro, colocando-o como o inspirador de uma linhagem de pensadores que procuram negar a cultura ocidental, tais como Sartre, Chomsky e Baudrillard, e apelando para os perigos do relativismo absoluto pós-estruturalista. Khomeini empreendeu violenta perseguição a todas as vozes moderadas que o haviam auxiliado na revolução, sendo que muitos foram exilados ou morreram nesse processo. A aventura intelectual de Foucault, segundo os autores, lhe custou amigos e quase a reputação, sendo que este declarou ter saído muito “machucado” desse processo, optando pelo silêncio a partir de então.


Por fim, concebendo que Foucault tenha, de fato, incorrido nas contradições apontadas pelos autores ele, que era um grande leitor de Hegel, nunca se furtou a estas, internalizando a relação dialética que supõe a formação de um sujeito dinâmico cujas contradições são parte de seu próprio processo de desenvolvimento intelectual. No entanto, a minuciosa desconstrução de um mito intelectual contemporâneo do porte de Foucault vale a leitura do livro que desde já se insere como fundamental para quem deseja se aprofundar no pensamento foucaultiano.

POR CLÁUDIO CÉSAR DUTRA DE SOUZA MESTRE EM SOCIOLOGIA POR PARIS X


MICHEL FOUCAULT (1926 1984)


Foi um dos principais filósofos do século 20, tendo escrito e se tornado referência em assuntos como as relações entre poder e conhecimento, o discurso e instituições sociais como a psiquiatria, a medicina, as prisões e a sexualidade. Suas teorias sobre o saber, o poder e o homem social romperam com as concepções modernas destes termos, motivo pelo qual ele é considerado por alguns estudiosos de sua obra como pós-moderno – embora, para muitos outros, trate-se de um filósofo essencialmente estruturalista, ou ainda pós-estruturalista. “História da Loucura” (1961), “As Palavras e as Coisas” (1966), “Arqueologia do Saber” (1969), “Vigiar e Punir” (1975), “Microfísica do Poder” (1979) e “História da Sexualidade” (1976-84) estão entre as suas obras mais conhecidas.

Baixaria Travestida de Debate

Praça Buenos Aires no coração do Bairro Higienópolis em S. Paulo. Afinal sai ou não sai estação de metrô?
A batalha de Higienópolis


Higienópolis está para São Paulo mais ou menos como o Moinhos está para Porto Alegre. Com bons restaurantes, áreas verdes e uma elegância que não nasceu ontem, o bairro tem resistido bravamente ao tipo de mau gosto arquitetônico que enche os olhos (e esvazia os bolsos) do novo-riquismo nacional. Na vizinhança que um dia abrigou os palacetes franceses dos barões do café, não é chique ostentar “materiais nobres” na fachada ou anunciar “um novo conceito” em qualquer coisa. Em Higienópolis, ainda se paga pelo “velho conceito” de riqueza.
Pois esse bairro discretamente elegante virou palco de um sanguíneo embate de classes esta semana – travado principalmente nas redes sociais. A batalha de Higienópolis começou a esquentar na quarta-feira, quando o governo paulista divulgou que havia desistido de instalar uma estação de metrô no coração do bairro. O anúncio do engavetamento do projeto inicial acendeu o alerta de que o governo estaria cedendo às pressões dos moradores, que assinaram um manifesto pedindo que a estação não fosse instalada ali. Uma moradora cunhou a frase que viraria o bordão da polêmica: “Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada...”. A expressão “gente diferenciada” tornou-se rapidamente uma das mais populares no Twitter, e na quarta-feira já estava sendo convocado para hoje o “churrascão da gente diferenciada” – um grande protesto-evento pró-metrô.
Para quem está de fora (e pode apenas lamentar o fato de nem sequer ter metrô para esnobar...), chama a atenção como polêmicas como essa, turbinadas pelo canhão de comunicação instantânea e onipresente que são as redes sociais, tendem a cumprir uma trajetória mais ou menos previsível: começa com uma denúncia, se espalha com a indignação e se dilui na falta de bom senso. A boa informação a ser investigada (a decisão do governo de limar a estação foi técnica ou política?) pegou fogo com a declaração preconceituosa da moradora e logo em seguida começaram os debates raivosos – em que até o fato de o bairro ter um grande número de judeus foi pretexto para comentários e piadas antissemitas.
A democracia no Brasil é relativamente jovem. As redes sociais, mais jovens ainda. Como instrumento de expressão da opinião pública, ferramentas como Twitter e Facebook são uma conquista preciosa, mas têm sido usadas com frequência para dar vazão a raivas coletivas e desequilíbrios individuais. O grande risco, nesses casos, é acabar confundindo uma desinformação infinitamente repetida com os fatos verdadeiros e bem apurados.
Em um país de tradição democrática curta e errática como o nosso, o exercício da discussão pública ainda não se tornou um hábito culturalmente assimilado. Resta torcer para que a baixaria travestida de debate não chegue antes para ocupar seu lugar.

Artigo de Cláudia Laitano na Zero Hora de hoje.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Bye Bye, RS

Kayser


Não adianta o nosso (bom) governador Tarso Genro reclamar da guerra fiscal. Infelizmente ela existe. Poderia ter feito algo para evitar esse prejuízo. Não fez. Por que não fez? Se a Azaléia resolveu sair do RS e desempregar 800 trabalhadores  fez por algum motivo. Evidentemente que algum estado ofertou melhores condições. Poderia o RS ter "cobrido a oferta". Não fez.  Hoje chora sobre o leite derramado.

A Salinha de Gerdau no Planalto -- Bem ao Lado de Dilma

Dilma e Jorge Gerdau - Ele vai assessorá-la




Ora, Quem Diria!


Se isso ocorresse com o governo FHC ou de Yeda, certas pessoas diriam Oh, que Horror. E gritariam, fariam passeatas, colocariam a boca na trombeta incansável da Blogosfera e nos twitters da vida.


Mas bem que faz Dilma, Jorge Gerdau Johannpeter é um experiente e competente empresário e que tem uma constante preocupação acerca de como aprimorar e aumentar a eficiência do estado brasileiro. 


Repito, bem que Dilma faz.


Na Folha de hoje.


Gerdau vai ter sala ao lado de Dilma para aconselhar governo

ANA FLOR
DE BRASÍLIA

Jorge Gerdau Johannpeter, um dos maiores empresários do país, passa a ter a partir desta semana uma sala no Palácio do Planalto.
Presidente da Câmara de Políticas de Gestão, criada oficialmente ontem pela presidente Dilma Rousseff, Gerdau -que vive no Rio Grande do Sul- pretende despachar semanalmente em Brasília, aconselhando o governo em como aprimorar a gestão.
A sala de Gerdau deve ficar no terceiro andar do Planalto, ao lado do gabinete da presidente. Ele presidirá o grupo de outros três empresários e quatro ministros.
A tarefa dos conselheiros será criar formas de o governo reduzir custos, racionalizar processos e melhorar os serviços prestados.
Gerdau é cortejado por Dilma desde antes da posse. Os dois mantêm uma relação de amizade que remonta à época em que Dilma foi secretária de Energia do RS.
Durante a campanha, se encontraram mais de uma vez. Ela chegou a sondá-lo para um ministério.
Ontem, o empresário afirmou que passará pelo menos um dia por semana em Brasília. Segundo o Palácio do Planalto, a atividade é considerada "serviço público relevante" e não é remunerada.
Além de Gerdau, fazem parte da Câmara os empresários Abílio Diniz (Pão de Açúcar), Antônio Maciel Neto (Suzano) e Henri Philippe Reichstul, ex-presidente da Petrobras no governo Fernando Henrique Cardoso.
Os ministros que participarão da Câmara são Antonio Palocci (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Fernando Pimentel (Indústria e Comércio).

terça-feira, 10 de maio de 2011

Eis Porque Sou Contra o "Controle Social da Mídia"



Do Blog "Somos Andando" copio e colo o seguinte post. Volto depois.

Esgotaram as almofadas no mercado. Os consumidores, loucos pelo conforto, disputam a única que sobrou na loja aos tapas.

Almofada. Um objeto. Podia ser caneta, relógio, espelho, bolsa.
Mas na verdade são domésticas. Um objeto.
Na visão da Veja, um objeto. Exatamente isso. O preconceito de classe estampa a capa da Veja São Paulo, com a qual tive o desprazer de topar no aeroporto de Congonhas.
A matéria era a diminuição no número de empregadas domésticas. Pauta: trabalho. Em tantas matérias que tratam de questões trabalhistas, avalia-se o que muda na vida do trabalhador. Aqui não. Aqui, trata-se única e exclusivamente do conforto das donas de casa.
Repara ainda em outro detalhe: todas as personagens da capa são mulheres. Ou donos de casa ou dondocas ou domésticas. Porque quem cuida das coisas da casa, claro, são as mulheres, não importa se mandando ou obedecendo. Os homens nem tomam conhecimento a respeito, é assunto de mulher. Pff.
Os termos são sempre no feminino também, explicitando que quem trabalha nessas funções são sempre mulheres.
Preconceito de classe e de gênero em uma só capa de revista. Bingo.

Voltei.
O meu grande receio do chamado “controle social da mídia” é exatamente esse. Se a  Veja resolve -- porque isso interessa ao seu público consumidor --  fazer uma matéria para a classe média paulistana, a patrulha ideológica vai considerar “preconceito de classe e gênero”. Tudo vai ser pautado pelo discurso simplista (e perigoso) do “politicamente correto".

POA - SP - POA


Aeroportos cheios, aviões cheios, cidades cheias de engarrafamento.

Hoje fiz POA-SP-POA.


É vergonhosa sim a situação dos aeroportos brasileiros. Falta espaço (é tudo apertado), falta conforto, falta tudo. É muito bom que a inclusão social esteja inserindo mais e mais brasileiros nos aeroportos e nos aviões. Temos todos de comemorar isso. A questão é que se compararmos os aeroportos brasileiros com os americanos (de qualquer cidadezinha titiquinha americana) o serviço é um verdadeiro caos. Por que nos EUA os aeroportos são grandes, espaçosos e tudo funciona razoavelmente bem? Por que aqui não é assim?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Vá, Camarada, Trabalhar para os Chineses -- Eles são Duros de Roer.


Executivos chineses apresentam um veículo Chery no Brasil

As empresas chinesas estão bombando. Eles chegaram ao mercado automotivo e a quantidade de veículos chineses nas ruas brasileiras é impressionante. Esses automóveis da marca  Chery pode ser vista em cada esquina no Brasil.

Mas não é fácil e não é mole trabalhar para os chineses.

Matéria da Folha de hoje relata que 42% deixam empresas chinesas no país em 1 ano.

Essa Taxa de rotatividade é 68% maior do que em multinacionais europeias e americanas instaladas no Brasil

Além disso, o empregado de uma multinacional chinesa tem jornadas de trabalho longas, horas extras frequentes, teleconferências de madrugada, vigilância constante dos chefes, metas de produção irrealistas e inegociáveis.

"Para os chineses, primeiro vem o Estado, depois a empresa, depois a família. Isso causa certo estranhamento. Eles têm dificuldade, por exemplo, em aceitar os feriados daqui."

veja matéria completa da Folha abaixo:

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O Que Posso Dizer Sobre a Decisão do STF Ontem


Mandou Bem.
A decisão foi unânime.
E essa é uma tendência do mundo socialmente civilizado.
É claro que os Bolsonaros e as CNBB's são contra.
Mas isso faz parte do pacote do mundo que estamos embutidos.

Bendita Hipocrisia

Guardas municipais de Nova York detêm homem perto de Marco Zero, onde o presidente americano, Barack Obama, realizou celebração em homenagem às vítimas do atentado de 11 de setembro, após a morte de Osama bin Laden. O motivo para a prisão é desconhecido. O homem acabou sendo liberado

A derrota do campeão da Civilização


Os Estados Unidos são o auge da Civilização. Em nenhum lugar ou tempo da História, o homem atingiu a sofisticação na defesa dos direitos humanos como nos EUA do século 21. Quando Robespierre, Danton e Marat lideraram a Revolução Francesa e derrubaram a monarquia, os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade já guiavam os EUA. Quando o mundo estava indeciso entre o racismo maquiado de darwinismo e a democracia, os Estados Unidos atravessaram o oceano como campeões da liberdade, empurraram os Aliados à vitória na II Guerra e, depois, tomaram a Europa pela mão e a conduziram pelo bom caminho da garantia dos direitos do indivíduo.

É bem verdade, também, que nos Estados Unidos o próprio governo se empenhou em massacrar os índios, que à margem dos lagos do Tennessee foi criada a Ku Klux Klan e que volta e meia algum nerd invade uma escola e fuzila os colegas porque a loirinha chefe de torcida não lhe deu bola, mas o que importa não são as crueldades e as injustiças de uma sociedade, que todas as sociedades têm crueldades e injustiças. O que importa é o quanto a sociedade é hipócrita.

Quanto mais hipocrisia, melhor.

A hipocrisia salva o homem da maioria das iniquidades que o homem gostaria de impingir ao seu próximo. Se uma sociedade tem baixos índices de hipocrisia, ela tem seguramente altos índices de perversidade. Muitos homens gostariam de encerrar suas mulheres em casa e só permitir que saíssem debaixo de um lençol preto. No Ocidente democrático, os homens não admitem isso. São hipócritas, o que é ótimo. Em alguns países do Oriente, eles não apenas admitem como FAZEM isso. São sinceros, o que é péssimo.

No Brasil houve tortura, sabe-se. Isso é péssimo. Mas o governo jamais reconheceu a tortura oficialmente. Isso é ótimo. Se a tortura fosse reconhecida, nem sequer poderia ser recriminada.


O que se poderia dizer do confronto Bin Laden versus EUA? Era o Terror contra uma democracia legítima, o obscurantismo contra as luzes, o fanatismo religioso contra o racionalismo laico. Nenhuma pessoa sensata “torceria” por Bin Laden, portanto. Por ele não torciam nem os países islâmicos que nenhuma simpatia têm pelos Estados Unidos, e a prova disso é que, durante 10 anos, Bin Laden peregrinou pelo Oriente Médio tentando mobilizar as massas para a sua causa. Não conseguiu. Bin Laden, a despeito de ter mudado o mundo com um lance de maligna ousadia, fracassou em quase todos os seus objetivos.


Assim, a captura de Bin Laden pelos EUA deveria mesmo ser motivo de júbilo no Ocidente democrático. Mas a forma como Bin Laden foi capturado... O informante que levou os americanos até ele foi torturado em Guantánamo. Depois disso, forças especiais dos Estados Unidos invadiram o território do Paquistão sem aviso prévio. Finalmente, Bin Laden foi assassinado sem ter sequer uma faca de cozinha para se defender. Todas essas ações foram admitidas pelos americanos, e o resultado delas foi festejado nas ruas. Tortura, invasão, assassinato. Os Estados Unidos não foram hipócritas, dessa vez. Foram bestialmente francos. Isso é o mais preocupante. Quando falta hipocrisia, falta o cimento da Civilização.

Artigo de David Coimbra publicado hoje na Zero Hora.