Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

MerdTV Agride Reporter da Globo

Nunca tinha ouvido falar da MerdTV
Ate que uma jornalista da Globo foi agredida pelos caras.
Eles pensam que estão fazendo uma revolução.
Vejam o que esses cabras dizem no Blog deles após agressão da reporter da Globo:



Mais uma vez a MerdTv mostra que cada dia que se passa esta ficando mais forte, e muito mais conhecida, vejam vocês como nós somos a Revolução contra a Rede Globo de Televisão, que destrói cada dia mais os jovens brasileiros.

Primeiramente queremos muito pedir desculpas a repórter
  Monalisa Perrone.
Foi um acidente de trabalho, fomos empurrados pelos  próprios seguranças da Rede Globo e acabamos esbarrando na repórter sem querer, sem intensão de ferir ou remove-la de cena.

Terráqueos

Sete bilhões


Em algum momento da próxima segunda-feira, o planeta atingirá a cabalística cifra de 7 bilhões de habitantes. Um vídeo da National Geographic informa, entre outros dados curiosos, que uma pessoa levaria cerca de 200 anos para contar em voz alta até o número 7 bilhões. Fiquei sabendo também que 7 bilhões de pessoas, instaladas bem próximas umas das outras, como se fossem assistir a um show de rock megadisputado, não ocupariam nem sequer o território de um país inteiro. Com boa vontade e muitos banheiros químicos à disposição, caberíamos todos nós, gregos e troianos, esquimós e suecos, gaúchos e seus egos, no modesto território correspondente à cidade de Los Angeles.

A contagem dos habitantes do planeta (5 bilhões em 1987, 6 bilhões em 1999) tem mais ou menos o mesmo impacto que a mudança de idade para o indivíduo da nossa espécie: o significado do novo número é mais simbólico do que prático, mas sempre provoca algum estremecimento. O aniversariante de temperamento otimista tende a comemorar seus 30, 50 ou 80 anos lembrando a sorte de continuar vivo e com fôlego suficiente para soprar velinhas – dinossauros, por exemplo, nunca tiveram que se preocupar com estatísticas de superpopulação ou com a qualidade da água que bebiam. O pessimista, por sua vez, encara o aniversário como mais uma badalada do sinistro relógio que controla o horário em que a festa deve terminar: cada nova boca pedindo alimento é uma ameaça em potencial à parte que nos cabe nesse latifúndio.

A notícia de que um novo bilhão de terráqueos juntou-se a nós nos últimos 12 anos pode provocar aquele desconforto de quem embarca em um avião lotado e descobre que lhe coube justamente a poltrona do meio da fila mais apertada. Ainda muito influenciados pelas já anacrônicas teses malthusianas, somos assombrados por pesadelos de escassez e disputas imaginárias por território. O economista britânico Malthus (1766-1864) foi o primeiro teórico a lançar a hipótese catastrófica de que as populações humanas crescem em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos, mesmo nas melhores condições, cresceria em progressão aritmética. Para nossa sorte, o futuro (nosso presente) não foi tão terrível assim. Parece claro hoje que o maior problema do planeta não é o número de pessoas, mas a maneira como elas se organizam (ou desorganizam) para administrar em conjunto esse enorme condomínio – que não necessariamente teria menos problemas se fosse menos populoso.

Os números da ONU servem exatamente para que a gente pare e pense em alguns desses problemas (produção e distribuição de alimentos, consumo exagerado, desequilíbrio ambiental...) como se formássemos uma grande equipe, um elenco, um grupo de passageiros dirigindo-se a um mesmo destino comum – o futuro. E não como um aglomerado aleatório de indivíduos que nada têm em comum além da circunstância de partilharem uma das 7 bilhões de cotas do time-sharing do planeta.

Artigo de Cláudia Laitano na Zero Hora de Sábado.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pepsi On Stage - Um Local Caótico

Nesse galpão aqui estão sendo realizados grandes shows em Porto Alegre, como pode?

Absolutamente Precário

O show Caetano e Maria Gadu em Porto Alegre foi  ótimo, o ponto negativo foi o local de apresentação, o tal de Pepsi On Stage, que fica exatamente na frente do aeroporto Salgado Filho. Já haviam me falado do caos, mas, teimoso, resolvi conferir. E conferi. O local é precário, um galpão onde se instalou cadeiras e palco, tudo abaixo de um telhado de zinco.

Além disso -- e esse é o grande problema --  todos que vão aos show utilizam as estruturas do limitado Salgado Filho. Quando tem show, os  estacionamentos do aeroporto ficam lotados. Quem quer viajar não consegue espaço para estacionar, porque as vagas estão sendo utilizadas pelo público  do Pepsi On Stage.

Depois do show a calamidade é pior: quem chega de viagem cansado tem que ir atrás de uma fila monumental, com malas e bagagens, porque os taxis do aeroporto estão a servir o público do Pepsi On Stage. E o congestionamento é geral, no estacionamento e nas vias que dão acesso ao aeroporto.

Se você, durante o show, quer comer alguma coisa no Pepsi On Stage desista, a casa só oferece bebidas, batatas fritas chips e doritos.

Uma pena que um show do gabarito de Caetano e Maria Gadú seja realizado num local precário como o Pepsi On Stage. Como é que a prefeitura de Porto Alegre permite isso?

Caetano e Gadu - Gadu e Caetano



Eles, os dois, são excelentes músicos, grandes violonistas e combinam.
Caetano e Gadu, Gadu e Caetano.
Não fosse o local, o tal de Pepsi On Stage, a noite teria sido formidável.
Caetano perdeu a irmã Nicinha na véspera e aterrisou em Porto Alegre na hora do show.
Cantou "Nicinha" em homenagem a irmã morta.
Grande Caetano, Grande Gadu.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Charges, Charges e Charges Sobre a Demissão do Orlando

Angeli
Juliana Borges

Paixão


Nani


Benett

Contra Todos e Contra Ninguém


Quando era jovem - e ainda sou - eu tinha convicção absoluta de que eu protestava para construir um mundo melhor. Era tempo de ditadura militar e saia às ruas com minha barba mal feita e camisa do solidarnosc do Walesa. Na verdade, eu era contra tudo ou, como diz a música do Capital Inicial, contra todos e contra ninguém. Os que protestam hoje são mais ou menos isso,  a diferença é que os protestos de hoje são potencializados pelas redes sociais que capitalizam adeptos pelo mundo afora. Esse é um fenômeno novo e muito positivo, mas ele pode revelar também uma falsa verdade, um fetiche. Vi isso muito claramente na Plaza Catalunya em Barcelona há 15 dias. A praça estava cheia e de repente meia dúzia que representava menos de 5% começou a protestar. Pronto, o protesto pequeno se potencializou pelas redes sociais. Parecia que todos estavam a protestar, mas eram apenas menos de 5%.

Os Emires da Vida Estão Bem Indignados

Emir Sader anda indignado com o governo Dilma, pautado, segundo ele, pela grande mídia

Certa esquerda anda indignada com a Dilma. Muitos deles jogaram a toalha. Tudo por conta de que o governo da presidentA é pautado pela mídia que eles chamam de oligarca ou de PIG. Fazer o quê? Ontem no twitter acompanhei os debates. Todos indignadíssimos. Como pode uma coisa dessas? Eu sei que é perda de tempo colocar aqui, neste nobre espaço, o que pensa o (argh) Emir Sader, mas ele sintetiza bem esse sentimento de indignação da nossa complicada certa esquerda. Quem quer ler leia. Quem não quiser, não leia. This is a free country.

Nova troca no Ministério


Desde a crise de Palocci, ao longo de seis meses, o governo tem sido pautado pela mídia. Dá para fazer a periodização do governo, conforme os casos na berlinda pelas denúncias da mídia.
Agora correspondeu a Orlando Silva. O roteiro é mais ou menos o mesmo, as acusações podem aparentar ter mais ou menos credibilidade, mas o ímpeto e a reiteração são os mesmos, ate’ derrubar o ministro. O método tem se mostrado infalível.
A decisão de substituição de Orlando Silva estava tomada pelo governo na semana passada, não porque desse fé às acusações, mas porque acreditava que ele estava enfraquecido para ser uma peça fundamental na parada dura que o governo encara com o envio do projeto de lei sobre a Copa do Mundo ao Congresso.
O esquema que foi aventado de uma troca que envolvia outro ministério (Cultura) era real, terminou nã funcionando porque a pessoa (Pelé) sondada para substituir Orlando no ministério não aceitou e a questão voltou para o ponto de partida.
Orlando pediu um tempo para rebater as acusações, mas para o governo o que contava era a possibilidade dele retomar condições políticas de conduzir as discussões em torno da Copa do Mundo, a contar pela ida à Câmara ontem. A oposição, com uma ferocidade gorila, totalmente destemperada, tratou de perturbar a discussão em pauta, para buscar demonstrar que qualquer aparição do Orlando seria recebida em função das acusações, impedindo-o de politicamente atuar como o ministro que o governo requer.
Esta acabou sendo a razão da saída do Orlando, anunciada para ser formalizada, não a aceitação das acusações contra ele pelo governo. É como se um jogador estratégico de um clube fosse jogar machucado, sem as melhores condições físicas.
A decisão de manter o ministério com o PC do B por parte do governo requer da parte do novo ministro substituição em vários cargos de pessoas envolvidas nas acusações e abandono da utilização de ONGs para projetos do ministério.
Em geral, no caso de um ministro substituído nessas condições, as acusações desaparecem no dia seguinte na imprensa, mostrando que eles não se interessam por acabar com a corrupção, mas se valem de acusações – mesmo vindas de pessoas notoriamente desqualificadas – para derrubar ministros, seja para enfraquecer o governo, seja também para fazer prevalecer seus interesses.
Neste caso, é preciso ver se o quarteto interessado diretamente nas questões centrais do ministerior – Abril, Globo, Fifa, Ricardo Teixeira – vai se acalmar ou acreditará que a permanência do ministério com o mesmo partido, seguirá representando obstáculos a que seus interesses prevaleçam, na medida que o mesmo partido seguiria à frente do ministério.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Para Quem Tem Filhos com 9, 10,11,12...


Esse é um assunto, digamos assim, recorrente. É claro que existem exceções. Podemos chamar isso de "choque de gerações"? Na minha épóca eu gostava de jogar botão. A gurizada se reunia, fazia campeonato. Era muito legal. Depois de jogar botão corriamos para o campo bater bola. A gente se sujava, se embarrava, voltava um trapo para casa. Hoje, segundo minha visão míope,  nada disso acontece. Sim, os tempos são outros. E que bom que são outros. Mas será que é só isso?

Quem Mandou Desregular os Bancos?



Bem interessante esse artigo do embaixador, consultor de empresas e tradutor Jorio Dauster, na Folha de hoje,  comentando o #occupywallstreet, a crise de 2008 que se alastra e porque tudo isso ocorreu. Ressalto a seguinte parte:

O processo decorre da "financeirização" da economia que se seguiu aos choques do petróleo e do predomínio da filosofia neoliberal do Partido Republicano.
Tão poderosas foram essas forças que Bill Clinton, convivendo com um Congresso de maioria republicana, patrocinou em 1999 a desregulamentação bancária que está na gênese da hecatombe atual.Desde então se instalou um mandarinato cujos integrantes transitam livremente entre grandes instituições financeiras, governo e universidades, acumulando experiências variadas e muito dinheiro.
E foram esses privilegiados -sob a forma de altos salários, bônus milionários e mirabolantes opções de ações- que se apropriaram nas últimas décadas de um quinhão rapidamente crescente da riqueza nacional. Isso pode ser visto pela evolução do índice Gini, que mede a distribuição de renda.
Entre 1947 e 2007, o índice subiu nos Estados Unidos de 38 para 46. Mantidas as tendências atuais, o Brasil, que saiu de 63 em 1990 para 54 em 2008, poderá em breve exibir uma distribuição mais justa que a dos Estados Unidos!

O artigo completo pode ser lido abaixo:

Brasil Vai Bem No Pan -- Graças ao Exemplo Cubano

Pelo menos um bom conselho, Fidel deu para Lula
O Brasil vai muito bem no PAN de Guadalajara.. Estamos em segundo lugar atrás dos EUA e na frente de Cuba. Cuba pode nos passar, mas desde o PAN do Rio de Janeiro o Brasil vem assumindo posição de destaque. Antes - faz pouco tempo - não era assim.

A fonte é a Rádio Gaúcha, programa do Lauro Quadros. Os debatedores -- um da Sogipa e outro do União -- foram unânimes em dizer: o governo Lula implementou uma política eficiente que encheu os bolsos das Federações e Confederações esportivas. Dizem que quem deu a idéia ao Lula -- vejam só -- foi Fidel Castro. Cada Estatal cuida de uma entidade esportiva.




Volei - Banco do Brasil.
Atletismo,  Ginástica Olímpica e Lutas -  Caixa Econômica Federal.
Basquete - Eletrobrás.
Natação e Tênis- Correios.
Judô - Infraero
Handebol - Petrobrás.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tarso Genro e RBS Começam a se Bicar

Do Diário Gauche que copiou do Carta Maio

Crítica de Tarso Genro fere sensibilidade "democrática" da RBS



O jornal Zero Hora publicou um editorial neste sábado (22) manifestando “estarrecimento” pelo que chama de “ataque desfechado pelo governador Tarso Genro ao jornalismo investigativo”. O editorial acusa o governador de sustentar uma posição que “tende a interessar mais aos corruptos do que aos cidadãos”. ZH acusa Tarso também de querer “restringir preventivamente a liberdade de imprensa” e o trabalho da “imprensa livre e independente”, no momento em que “o país passa por uma limpeza ética”.

Na quinta-feira (20), em meio a uma conferência proferida no Congresso do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Tarso Genro criticou as práticas jornalísticas que denunciam, julgam e condenam, pretendendo substituir as instituições republicanas que têm essas atribuições. A RBS reagiu no mesmo dia, acusando o governador gaúcho de querer "censurar o jornalismo investigativo". (A íntegra da conferência de Tarso Genro está disponível aqui

“A reação violenta da RBS”, declarou o governador Tarso Genro à Carta Maior, “parece querer interditar o debate e o faz através da manipulação da informação sobre a conferência que proferi no Congresso do Ministério Público”. “Essa conferência versa sobre um tema que vem sendo debatido em todo o mundo há mais de vinte anos e que aqui no Brasil ocorre no âmbito da academia e em setores da intelectualidade fora da academia: a superposição das instituições “de fato”, oriundas da força econômica do capital financeiro - agora em crise - sobre as instituições do Estado”. “Ela sequer versava”, acrescentou, “sobre alguma empresa de comunicação em particular ou sobre alguma investigação jornalística, ou, ainda, sobre a liberdade de informar. Tanto é que eu digo claramente na minha exposição:

(...) Não proponho, em absoluto, qualquer controle da informação por parte do Estado. Nem a sonegação de informações relevantes, para que os processos e as investigações tenham ampla publicidade pela mídia que, de resto, pode cumprir o papel político que quiser dentro da democracia. Nem se trata, também, de alegar a existência de uma “conspiração” dos meios de comunicação contra a democracia e o devido processo legal. Trata-se de compreender que já vivemos um período da sociedade da informação em que os poderes de fato, no capitalismo tardio, estão se sobrepondo aceleradamente ao poder das instituições formais do Estado. Isso não ocorre somente em relação à mídia, mas também em relação a outros poderes fáticos oriundos da força econômica dos grupos privados.

O governador acusou a RBS de querer interditar o debate manipulando o conteúdo de sua conferência ao “não publicar nem mencionar o trecho acima que dá sentido à toda a exposição”. “O que proponho - e isto está escrito também no texto da conferência - é uma união das instituições do Estado com os políticos sérios e honestos (que são a maioria em todos os partidos) para combater a corrupção, com mais condições técnicas para os inquéritos, reformas legais que acelerem os processos e os cumprimentos de pena”, afirmou Tarso. E acrescentou: 

“O que faz reduzir a corrupção é a punição pelo Estado e não o justiçamento paralelo da mídia, nem as investigações dos repórteres, que obviamente podem ser feitos e devem ser feitos. Mas o produto destas investigações é matéria jornalística e é, portanto, mercadoria-notícia, não prova de crime”.

"Esta atitude da RBS, pretendendo interditar o debate com ameaças de campanhas difamatórias que estão subjacentes no mesmo editorial, marca o ápice da petulância e da arrogância que poucas empresas de comunicação têm a coragem de expor publicamente. Mentem, quando dizem que sou contra o jornalismo investigativo, quando o que sou contra é julgamento sumário de pessoas, independentemente de que sejam culpadas ou não. Mentem quando contrastam dois textos meus sobre assuntos diferentes, mesmo tendo, na Conferência, manifestação explícita da minha parte que confirma a minha posição de princípio a favor da total liberdade da imprensa e de respeito irrestrito ao trabalho dos jornalistas," disse ainda o governador gaúcho.

Ainda segundo a avaliação do governador, “o sentido da avalanche de críticas que recebi está muito bem exposto no editorial de ZH desta manhã”. Mais precisamente, explicou, “está contido na expressão “limpeza ética”, de origem e marca bem conhecidos na história”. Recentemente na Europa Oriental se falava em “limpeza étnica”. Limpeza se faz num lugar sujo (a política e o país) e quem faz a “limpeza” é o virtuoso (a mídia), nós, humanos sujamos, por isso nem temos o direito de dizer que o processo judicial, o inquérito do Ministério Público e dos órgãos de controle, não podem ser superpostos por justiçamentos e linchamentos públicos, que transformam crimes comuns em crimes políticos e consequentes condenações políticas, sem direito de defesa com a mesma exposição e intensidade das acusações”.

“O editorial”, prosseguiu o governador, “chega a sugerir que estou tentando me proteger de futuras denúncias”. “É jogo sujo: eu poderia dizer, se fizesse o mesmo raciocínio, que quando eles atacam quem quer fortalecer o MP e o Judiciário, para evitar linchamentos públicos, eles estão protegendo corruptos que eles apoiam ou apoiaram. Mas, sinceramente não penso assim. Acho que eles não leram a integralidade da minha conferência e pensaram que ela era dedicada a eles”.

Por fim, Tarso Genro afirmou que não mudará um milímetro a relação que mantém com a RBS e nem com a imprensa em geral. “Essas controvérsias são boas para a democracia. Todos fulminaram sistematicamente Lula e o PT e a esquerda em geral, às vezes até com razão, e nós continuamos vivos e crescendo. Enfrentei seguidas manipulações da imprensa sobre as minhas posições quando Ministro da Justiça: caso da punição dos torturadores, caso Daniel Dantas, caso Battisti, caso Cacciola e nunca perdi a serenidade”. E concluiu:

“Na verdade o que temos com a grande mídia é uma divergência histórica de fundo: no ocaso do modelo neoliberal eles têm que substituir o alvo dos seus ataques, que era o “gigantismo” do Estado, agora é a corrupção e a política em abstrato, sem avaliar as suas origens e fundamentos, que, na verdade estão contidos na fraqueza das leis e das instituições, geradas pelo modelo econômico neoliberal, para combater o crime, a corrupção e o aparelhamento do Estado pelos grandes grupos econômico-financeiros, em detrimento da ampla maioria dos próprios empresários e sociedade em geral”.


Palestra do governador Tarso Genro no Congresso do MP-RS

Presidenta Cristina

Feliz da vida Cristina K comemora a vitória de ontem.

A reeleição de Cristina K, com razoável facilidade, apesar das brigas e dos conflitos com certos poderosos como o jornal Clarin, é mais uma demonstração de que o que efetivamente importa é a economia. Se a inflação está controlada, se o custo de vida está ok, porque não eleger e reeleger o governo de plantão? Melhor mesmo ficar como está, manter o status quo, porque qualquer tipo de mudança pode ser fatal. E os nossos irmãos argentinos sabem muito bem o significado da palavra crise -- seja econômica ou política. Cristina K soube se aproveitar de sua viuvez, soube cativar os corações e mentes da carente população de baixa renda. E por isso está onde está. Parabéns, Cristina.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Incompetência Colorada

Que maravilha essa futura arena do Grêmio

Esse é o estádio dos colorados. Será que vai ficar pronto?

Aqui no sul a choradeira é geral. a mui leal e valorosa Porto Alegre não vai receber a Copa das Confederações em 2013 e será apenas uma coadjuvante na Copa de 2014.  Tudo porque os colorados não conseguiram se acertar com a Camargo Corrêa para a reforma do Beira Rio. E se o acerto não ocorrer - o Beira Rio poderá ser substituído pela magnífica e maravilhosa Arena do Grêmio que ficará pronta no final de 2012.

Os colorados têm culpa sim no cartório, porque acharam que tinham condições de fazer a reforma do Beira Rio sem fazer qualquer tipo de parceria. Depois descobriram o óbvio: era necessário arrumar uma grande empreiteira e acabaram fechando com a Camargo Corrêa. O contrato foi visto, revisto e ainda não foi assinado.  E o tempo, como bem se sabe,  passa e  voa.

A capital dos gaúchos vai ter quatro jogos na fase classificatória da Copa 2014 e um jogo nas oitavas. Depois bye, bye, love. Não receberemos a visita da seleção canarinho.Muito possivelmente nossos hermanos uruguaios e argentinos desembarcarão por aqui.

Comenta-se que  nós, os gaúchos, fomos desbancados pelos cearenses. Ora, Fortaleza fica a quatro horas de avião da Europa e terá jogos do Brasil e até mesmo das semifinais.

É bom esse papo de província!.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Quanto Vale Um Soldado Israelense?

Israelense comemoram a liberdade do soldado preso
Parentes saudam o ônibus com  prisioneiros palestino na fronteira entre Egito e Gaza.
O lider do Hamas  Ismail Haniyeh (esquerda) recebe o ex prisioneiro  Mohammed Al Hasani durante comemoração de boas vindas na cidade de Gaza, 18 de outubro.   (Tara Todras-Whitehill/Associated Press) #

A vida de um soldado israelense vale 1027 presos palestinos, muitos dos quais adolescentes. Na primeira negociação que houve entre Israel e Hamas quem levou vantagem? Que bom, o jovem soldado Gilad Schlavit capturado há 5 anos pelos militantes do Hamas na faixa de Gaza está vivo, mas a que custo e a que preço? Há algo de muito errado nas terras sagradas. Quem é David e quem é Golias?

Fotos e informações do Boston Globe.

Ruim com a Globo? Pior Sem a Globo.

Ontem assisti Brasil 1 x 1 Argentina pelo site Terra. Imagem HD digital, uma beleza. É uma pena que grande parte dos brasileiros não esteja assistindo aos jogos panamericanos, uma vez que a Record -- e não a Globo -- detém os direitos de transmissão para as TVs aberta e cabo.

Tudo bem, pode ser mais justo,  democrático, mais isso e aquilo. Mas, como consumidor, prefiro mil vezes o padrão Globo de televisão com seus parceiros do Sportv, Sportv 2 e Sportv HD.

A diferença é que o padrão Globo realmente é diferenciado. A exceção de Galvão Bueno -- eu destesto ele -- a Globo e, sobretudo Sportv tem bons narradores. A Record está se achando por ter adquirido os direitos de transmissão, mas pensa pequeno, não faz outra coisa senão ficar cutucando a Globo. Dizem que na transmissão do show de abertura o narrador ficou falando o tempo inteiro.

A Globo é cosmopolita, a Record provinciana. Essa é a diferença.

Esse Blogueiro não recebe um centavo da Globo para dizer o que pensa.

Mataram o Kadafi


A foto acima tirada de um celular -- eles estão em todas as partes -- parecer ser do ditador líbio Muammar Kadafi.  Ele teve o azar dos grandes tiranos. Tal como aconteceu com Benito Mussolini, em 1945 capturado pelos "partisans comunistas" na Itália e Nicolae Ceausescu que foi executado, em 1989, na Romênia.
A morte de Kadafi, que teria ocorrido em Sirte,  está sendo divulgada pela rede Al Jazeera.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"Anticapitalismo" e "Marxismo Multiculturalista"



Copiei a foto acima do Blog Aldeia Gaulesa. Ela foi tirada no sábado, no centro de Porto Alegre, no dia 15 de outubro, dia de protesto mundial contra o capitalismo. O acontecimento foi pauta obrigatória na internet e gerou conflitos pelo mundo afora. Uma pena a participação de partidos políticos. Há 10 dias estava na praça Catalúnia em Barcelona e assisti manifestação parecida. Não eram muitos, eram  poucos, mas potencializados pelas redes sociais dà impressão que são multidões.

O grande príncipe do pensamento anticapitalista contemporâneo é filósofo eslovênio Slavoj Žižek.  E fundaram uma nova  palavra: "marxismo multiculturalista". Lembro de uma palestra que assisti, na década de 80, do Ernest Mandel que ele falava algo do tipo. Poucos anos depois caiu o muro de Berlim. E o sonho desmoronou. Agora ele parece voltar, sob nova forma -- ou direção. Zizek é o gerente, o homem que mostra o caminho, a verdade e a vida. Adoraria viver bem, com conforto e com liberdade de opção econômica e política numa sociedade igualitária, sem o estresse da competição. Mas, infelizmente, a humanidade não é feita de pessoas gentis. Pelo menos a humanidade que conhecemos. Outra humanidade é possível? Eis a questão.

E, paradoxalmente, se perguntarmos para qualquer vivente: qual o povo mais competitivo do planeta? A resposta seria quase unânime: os chineses -- que vivem há anos em um país comunista. Outros vão dizer que não é comunismo, mas capitalismo de estado. De qualquer maneira, vá lá.

Mico Iminente

Ministro Orlando Silva (Esporte) fala na Câmara sobre acusações contra ele; ao fundo, obra "Tiradentes ante o Carrasco" (1951), de Rafael Falco, mostra o inconfidente indo à forca. Foto da Folha de S. Paulo de hoje. 

O Brasil vive um impasse. Estamos na véspera da Copa do Mundo, das Olimpíadas e as obras não andam. Corremos o risco grande de pagarmos um "mico mundial". Seremos taxados (se é que já não somos) do país da incompetência.  E para agravar a situação, o ministro responsável pela administração dessas obras está envolvido em suspeitas de picaretagem. Claro, por enquanto é a palavra do acusador contra a do ministro. Mas, convenhamos, é tudo muito estranho e já se pode notar alguma fumaça de mal cheiro. Eu, definitivamente, não boto a mão no fogo por Orlando Silva. E a nossa presidente -- que vem tendo uma postura acertada e moderada -- vai ter que desenlaçar esse nó o mais rápido possível. A mehor saída seria a demissão do ministro, mas o Pc do B é companheiro, partido aliado, coisas da governabilidade.  O certo é que o  tempo passa e esse gigante, chamado Brasil, continua adormecido.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

'Manual do Tuiteiro Petista'


Pescado integralmente da Folha de hoje.

PT treina 'patrulha virtual' para atuar em redes sociais


Militantes usarão rede para rebater reportagens 'negativas' contra o partido

Sigla vai editar 'manual do tuiteiro petista' para ensinar filiados a fazer propaganda e espalhar mensagens na internet

O PT vai montar uma "patrulha virtual" e treinar militantes para fazer propaganda e criticar a mídia em sites de notícias e redes sociais como Twitter e Facebook.


O partido quer promover cursos e editar um "manual do tuiteiro petista", com táticas para a guerrilha na internet. A ideia é recrutar a tropa a tempo de atuar nas eleições municipais de 2012.


"Vamos espalhar núcleos de militantes virtuais por todo o país", promete o petista Adolfo Pinheiro, 36, encarregado de apresentar um plano de ação amanhã ao presidente da legenda, Rui Falcão.


Os filiados serão treinados para repetir palavras de ordem e usar janelas de comentários de blogs e portais noticiosos para contestar notícias "negativas" contra o PT.


"Quando sai algo contra um governo petista, a mídia faz escândalo, dá página inteira no jornal. Temos que ir para cima", diz Pinheiro.


"Nossa única recomendação é não partir para a baixaria e manter o nível do debate político", afirma ele.


A criação dos chamados MAVs (núcleos de Militância em Ambientes Virtuais) foi decidida no 4º congresso do partido, em setembro.


O encontro foi marcado por ataques à imprensa e pela defesa da "regulamentação dos meios de comunicação".


O militante à frente do projeto atuou na campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista em 2010.


No mês passado, tentou articular um ato contra a revista "Veja" após a publicação de reportagem sobre o ex-ministro José Dirceu.


Petistas dizem que a nova ferramenta também poderá ajudar candidatos a enfrentar boatos com mais rapidez.


"No ano passado, demoramos demais a rebater calúnias contra Dilma [Rousseff] sobre aborto e luta armada", afirma Pinheiro.

Inflação e Desigualdade Social

Foto pescada do Diário Gauche


Interessante  esse artigo do professor Vladimir Safatle na Folha de hoje. Segundo ele, os preços de produtos e serviços mais elevados que as elites adquirem puxam para cima  a inflação prejudicando, em consequencia,  a população de baixa renda. Na verdade, são nichos distintos  de consumo e os economistas que calculam as taxas de inflação devem ter o devido cuidado. Será que eles têm?

De qualquer maneira, o grande desafio do Brasil é acabar de vez com essa vergonha que se chama disparidade de renda e o melhor caminho é a adoção de políticas concretas de inclusão social, sobretudo o investimento maciço e organização do sistema educacional.  Ao contrário do que pensam alguns não iremos melhorar nossa situação social limitando o consumo e as opções de quem está no topo da pirâmide. O Brasil não vai melhorar fechando boutiques da Louis Vuitton na Oscar Freire e Garcia D´Avila.

Inflação de prestígio


"Enquanto eu cobrava R$ 100 por sessão, tinha poucos pacientes. Quando comecei a cobrar R$ 200, por incrível que pareça, os pacientes afloraram." Esta afirmação de um amigo psicanalista talvez valha um capítulo na teoria geral da formação de preços, ao menos no Brasil.


A mudança no preço de sua sessão não foi o resultado de alguma nova conformação das dinâmicas de oferta e de procura. Ela foi, na verdade, a descoberta de que, em países com alta concentração de renda, certas pessoas estão dispostas a pagar mais simplesmente devido à crença de que as coisas caras foram feitas para ela.


Por mais que economistas gostem de dizer o contrário, a ação econômica é baseada em sistemas de crenças e expectativas cuja racionalidade é fundada em fortes disposições psicológicas "irracionais"-pois estão ligadas a fantasias.


Atualmente, alguns dos aluguéis mais caros do mundo podem ser encontrados em cidades improváveis como, São Paulo, Moscou e Luanda (capital angolana).


A razão é que tais sociedades emergentes crescem com alta desigualdade de renda, o que faz com que uma parcela mínima da população, com poder aquisitivo exorbitante, puxe para cima a cadeia de preços. Para o resto da população, melhor seria que essa parcela simplesmente não existisse.


Qualquer pessoa que frequenta restaurantes nessas cidades percebe que a disparada de preços pouco tem a ver com a flutuação do valor dos alimentos. Nossos agricultores continuam recebendo, em larga medida, valores irrisórios. Tal disparada vem da existência de pessoas que não sentem diferença entre pagar R$ 30 ou R$ 70 por um prato. Mobilizando a crença de que as coisas caras são exclusivas, elas geram, assim, um forte problema econômico.


Há de perguntar-se por que, sendo a inflação uma questão tão premente na vida nacional, nunca encontramos reflexões sobre a relação, aparentemente tão evidente, entre pressão inflacionária e desigualdade social.


Ao contrário, vê-se apenas pessoas dispostas a falar contra os "gastos públicos", isto em um país onde, vejam só vocês, escolas e saúde pública são subfinanciadas e grandes investimentos públicos em infraestrutura são urgentes.


Talvez um dia descobriremos que a economia brasileira só estará mais bem defendida contra a inflação quando a desigualdade e o consumo conspícuos que ela gera forem realmente combatidos.


O que é melhor do que reduzir os mecanismos de controle da pressão inflacionária à definição de taxas de juros, pois a disparidade de renda, além de gerar fratura social e conflito de classe, é fator de instabilidade econômica.

VLADIMIR SAFATLE escreve às terças-feiras nesta coluna.

Eu Quero Ver o Pan, Mas Onde Está Dando o Pan?



Infelizmente, os Jogos Panamericanos de Guadalajara estão sendo transmitidos exclusivamente pela Record, do Bispo Macedo.

E o pior de tudo é que no ano que vem, a exclusividade dos jogos olímpicos de Londres vai ser da Record.

Isso é péssimo, porque a Record é ainda uma emissora pequena e não tem a visibilidade da Globo que conta com seus parceiros do Sportv e seus vários canais, inclusive em Alta Definição (HD).

E todo mundo está reclamando: os atletas se queixam da falta de visibilidade, os patrocinadores idem. E o público consumidor é o grande prejudicado.

Tudo bem, a Record quer crescer, adora, com seus agentes do tipo Paulo Amorim,  atacar a Globo, mas temos de reconhecer, ela não tem estrutura, ela não conta com canais do tipo Sportv ao seu lado e transmissões em HD. Os assinantes das empresas de tv por assinatura, como Net ou Sky, que sempre tiveram à disposição diversos canais, inclusive em HD, para ver esses eventos, estão a ver navios.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Indiano de cem anos completa maratona



Um corredor nascido na Índia em 1911, que mora no Reino Unido, tornou-se o primeiro centenário a completar uma maratona, no domingo em Toronto, informou a imprensa canadense nesta segunda-feira.
Fauja Singh correu com sua barba longa e seu turbante a maratona Scotiabank Toronto Waterfront em 8h, cruzando a linha de chegada seis horas depois do vencedor, o queniano Kenneth Mungara.
Singh, que fala somente o idioma punjabi, terminou a prova em 3.849º. A façanha ainda precisa ser oficializada pelo Livro Guiness dos Recordes. "Ele esbanja alegria, alcançou a meta da sua vida", declarou seu treinador e intérprete Harmandar Singh.
A conta do Facebook do veterano já conta com 17.000 seguidores. "Parabéns Fauja Singh, você é uma verdadeira fonte de inspiração", comentou um internauta. "Que Deus te abençoes com muitos anos de vida saudável e ativa", escreveu outro.
O maratonista começou a correr há 20 anos, logo após a morte da sua esposa. Esta foi a sua oitava maratona. Singh sonha em levar a chama olímpica para o estádio na cerimônia de abertura dos Jogos de Londres em 2012.

Do Terra.

Foice, Martelo e Picareta

Charge do Benett na Folha de hoje.

Do Blog do Juca Kfouri - copio e colo.

Acusado: Orlando Silva recebia dinheiro na garagem

Já faz muito tempo que o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr. protagonizou uma cena humilhante ao se encontrar com o jornalista Roberto Salim, da ESPN-Brasil e ouvir dele, com todas as letras: “O senhor desonra sua raça, a história do seu partido, o esporte brasileiro e o Brasil”.


O jornalista, um cidadão pacato, não conseguiu conter sua indignação diante de tudo que já sabiamos ser prática do ministro do PCdoB.


Que volta à cena, agora na capa da revista “Veja”, que deu a seguinte chamada em sua edição desta semana: “O ministro recebia o dinheiro na garagem”


Uma reportagem de seis páginas, assinada por Rodrigo Rangel, traz depoimentos, com nome e sobrenome de ex-integrante do PCdoB pego em falcatruas com o dinheiro do programa Segundo Tempo — que também manchou definitivamente o nome do ex-ministro do Esporte e atual governador de Brasília, Agnelo Queirós –, que revelam as aventuras de Orlando Silva Jr. com dinheiro público, muito dinheiro, 40 milhões de reais nos últimos oito anos, num esquema que exigia 20% dos repasses do ministério às ONGs parceiras do programa.

“Eu recolhi o dinheiro com representantes de quatro entidades aqui do Distrito Federal que recebia verbas do Segundo Tempo e entreguei ao ministro, dentro da garagem, numa caixa de papelão. Eram maços de notas de 50 e 100 reais”, diz uma das testemunhas.

Que, como as demais, estão identificadas, prontas para serem ouvidas pela polícia, pelo Ministério Público, enfim, pela Justiça brasileira.

Oportunidade de ouro, também, para a presidenta Dilma Rousseff se livrar de Silva, como gostaria desde que foi eleita.

Cinco motivos, e só cinco, porque tem muitos mais, para não acreditar no ministro do Esporte, Orlando Silva Jr.:
1. Orlando Silva Jr. é o mesmo que comprou tapioca com cartão de crédito corporativo do governo federal;
2. Orlando Silva Jr. é o mesmo que prometeu Jogos Pan-Americanos transparentes e ecônomicos e que depois tirou o corpo fora dos gastos dez vezes maiores e nebulosos;

3. Orlando Silva Jr. é o mesmo que se comprometeu a participar de um debate organizado pela revista norte-americana “Newsweek” e fugiu 12 horas antes, alegando ter sido chamado por Lula em Brasília, embora tenha permanecido no Rio de Janeiro no dia do debate;

4. Orlando Silva Jr. é o mesmo que diz que as denúncias contra o presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo no Brasil não são da alçada do governo federal;

5. Orlando Silva Jr. é o mesmo que em recente entrevista garantiu que o governo brasileiro não permitiria maldades da Fifa no credenciamento de jornalistas para a Copa do Mundo de 2014 e, menos de um mês depois, voltou de reunião com a entidade anunciando que o credenciamento ficaria exclusivamente por conta dela.

Em resumo: o que Orlando Silva Jr. diz não se escreve.

domingo, 16 de outubro de 2011

Quem Diria....


Entre os cinco primeiros, os quatro do Rio.
Entre os cinco últimos, três são de Minas.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Valeu, Leon Cakoff


Conheci Leon Cakoff, criador da mostra de cinema de S. Paulo, em Berlim, na Berlinale, em 1986. Falei pouco com ele, mas conversamos sobre, óbviamente, cinema. Era época de Ginger e Fred do Fellini e ele havia feito uma ponta. Em 1986, a Marcela Cartaxo ganhou o Urso de Berlim, como melhor atriz no filme A Hora da Estrela da Suzana Amaral.

Depois, segui Leon Cakoff em suas boas críticas sobre cinema. Ele se foi com apenas 63 anos. Uma pena.

Retratos do #occupywallstreet









Eles dizem que representam 99% e estão acampados em "Lower Manhattan" no Parque Zucotti. Claro, como sempre ocorre, os movimentos são potencializados pelas redes sociais. Como ninguém tem condições de medir quantos são, porque a maioria silenciosa continua silenciosa, o movimento ganha forma e está na mídia. É assunto nos noticiários. O que eles querem? Ora, protestar contra a política econômica, tendo em vista a crise que nos atinge desde 2008. E o culpado, of course, são os touros de Wall Street e suas ganâncias. Nada é tão simples assim, como bem se sabe. Se os governos ajudam os bancos -- e esse talvez seja o centro de toda a controvérsia --  é porque eles são importantes para a vida econômica. E uma crise sistêmica  é o que se procura evitar. É ou não é?

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Comercial da Hope Não Desmerece a Condição Feminina -- Diz Conar



E Agora Iriny?

O Conselho de Ética do Conar (Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária) recomendou de forma unânime, nesta quinta-feira, o arquivamento do processo de suspensão do comercial da Hope, estrelado pela modelo Gisele Bündchen.


A peça publicitária foi alvo de críticas do governo federal por supostamente desrespeitar a condição feminina. Com a decisão, o polêmico comercial continua liberado para veiculação.

Os membros do conselho acompanharam o voto do relator, que considerou os estereótipos presentes na campanha "comuns à sociedade e facilmente identificados por ela, não desmerecendo a condição feminina", segundo a nota divulgada.

Pelo Fim do Monopólio dos Correios


Circula na internet, sobretudo no facebook, a mensagem acima. Duvido que o governo petista vá fazer algo desse tipo, mas alguma flexibilização, alguma quebra de monopólio o Brasil deveria pensar seriamente. Por que motivos compete à União exclusivamente, como diz a nossa Carta Maior, manter os serviços postais???

E o Supremo Tribunal Federal manteve, em decisão de agosto de 2009, o monopólio dos Correios para os serviços postais. Por seis votos a quatro, ficou definido que a Lei 6.538/78, que regula o sistema, foi recepcionada pela Constituição de 1988. Assim, cartas, cartões postais e correspondência agrupada só podem ser entregues pelos Correios.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Quem Manda em Wall Street?

Manifestante do #occupywallstre

Do Blog do Stephen Kanitz copio,  colo e recomendo:

Quem Dirige Wall Street?

Lewisjpg
Acho curioso Paul Krugman fazer parte deste movimento anti-Wall Street.
Provavelmente não leu o livro O Jogo da Mentira, do economista Michales Lewis que trabalhou na Salomon onde mostra quem manda em Wall Street, e como são contratadas pessoas sem experiência e qualificação.
Lewis attributed the bond traders' and salesmen's behavior to the fact that the trading pit required neither finesse nor advanced financial knowledge, but, rather, the ability and desire to exploit others' weaknesses."
He also noted that most arrivals on Wall Street had studied economics
He described people on Wall Street as taking advantage of an undiscerning public. (fonte: wikipedia )
Isto se confirmou plenamente nesta crise quando, 4 dos 5 diretores da Lehman Brothers, eram formados em economia.
Os dois principais responsáveis por analise de Risco da Bear Stearns, outro Banco que quebrou eram economistas, o Washington Mutual o primeiro banco Comercial a quebrar tinha um presidente formado em economia, Grenspan, Bernanke, the Coucil of Economic Advisors, os analistas de risco país da S&P e Moody's, os donos de Hedge Funds como Long Term Capital que quebrou, são todos formados em economia. 
Wall Street há muito não é controlado por capitalistas ou administradores financeiros, auditados por auditores sem conflito de interesses, e com Banco Central independente.  
Wall Street e o sistema financeiro internacional virou uma farra de economistas banqueiros, recebendo Ratings de colegas economistas, sendo controlados por outros colegas economistas no Banco Central, e sendo comentados e defendidos na imprensa por mais colegas tipo Paul Krugman. 
A divisão de trabalho pregado por Adam Smith foi para o espaço, e o conceito de conflito de interesse também. 
Eu que sou contra teorias conspiratórias tipo Consenso de Washington, mas tenho que admitir que tanto poder em uma classe de especialistas, me parece demasiado. FIco preocupado que pareço ser o único a notar estas coincidências, e que muitos me criticam por mostrar destes dados, como sendo uma questão de bira pessoal.
Eu adoro economistas, ganhei muito dinheiro graças aos erros que cometiam.  
No Brasil tivemos contratações semelhantes.
Bancos brasileiros contrataram profissionais sem nenhum treinamento formal em finanças, sem nenhum preparo ético, sem terem tido um curso sequer de administração financeira, que eram os Engenheiros de Produção da Escola Politécnica, que se tornaram banqueiros do Itau. 
No Brasil usamos inclusive o termo "engenharia financeira" e não "administração financeira".
Outros contrataram Economistas vindo do Banco Central e da PUC Rio, que se tornaram banqueiros e donos de Hedge Funds.
Krugman, como muitos, acham que Wall Street é feita de capitalistas, sem formação acadêmica, que surgiram do nada.
Krugman está dando mais um tiro no pé e de seus colegas responsáveis pelo maior desastre financeiro da historia.

A Ministra Que Fiscaliza o Nosso Discernimento

Iriny Lopes, deputada do PT-ES, atual Secretária de Política para Mulheres do Governo Federal.


Pronto, certa esquerda já encontrou sua nova queridinha, a ministra das mulheres ou secretária de políticas para mulheres, Iriny Lopes.  Tudo porque foi ela que vem polemizando com a chamada grande mídia em alguns assuntos. O que gerou mais histerias e convulsões foi a propaganda de lingeries da Hope com a Gisele Bundchen. Depois, a ministra -- atendendo a pedido de sindicalistas -- pediu para retirar do fraquérrimo programa Zorra Total da Globo o quadro da mulher que gosta de ser apalpada no metrô. E na novela Fina Estampa ela até que fez algo positivo: pediu para que se inserisse informações sobre as delegacias para mulheres.

O certo é que os Blogs da nossa gauche -- um pouco ou tanto decepcionados com a presidentE Dilma -- já elegeu sua nova diva, a corajosa ministra que enfurece a grande mídia, para eles ela faz o que Dilma deveria fazer.

Dizem que Iriny considera o povo brasileiro infantil, sem discernimento sobre o bem e o mal e por isso impõe medidas bem ao gosto do pensamento politicamente correto.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Bad Boy


Dizem que Rafinha Bastos pediu demissão da Band. Ele não apareceu nas últimas duas edições do CQC. Comentam  que ele está com caimbras na língua. Falam tanta coisa por ai. O certo é que Rafinha -- eu sigo ele no twitter -- é um baita falastrão. Ele pisou na bola quando disse que comeria a Wanessa Camargo e o bebê.  Se exite algo que não se deve dizer -- e nem pensar -- é exatamente isso. Mas claro, tudo é brincadeira. A questão é que Rafinha Bastos é pessoa pública e por isso deve ser mais -- digamos assim -- cauteloso. Mas os "bad boys" não são assim, eles simplesmente extrapolam, estão sempre transgredindo. Faz parte. Resumo da ópera: essa anunciada demissão de Rafinha parece um golpe de marqueting.

O site oficial do Rafinha Bastos é este aqui ó.

Ditadura do Politicamente Correto



A propaganda da Hope -- acusada de machista -- foi retirada do ar a pedido do governo.

Na Folha hoje:

Publicidade e infantilização da sociedade

TAÍS GASPARIAN


Não é possível que o controle do politicamente correto tenha um braço no Estado, exercendo sua autoridade até mesmo em aspectos privados

Nas iniciativas que visam controlar a publicidade, vislumbra-se um excessivo desejo de proteger a sociedade, como se esta fosse completamente vulnerável às mensagens publicitárias.
Longe de ser infantil e hipossuficiente, a sociedade não necessita de proteção a esse ponto, sendo mais razoável que, em situações como essas, o Estado se coloque em posição neutra.
O debate gerado pela recente representação contra o anúncio de lingerie demonstra que a sociedade tem informação e destreza suficientes para lidar com situações sutis. Tanto isso é verdade que diversas manifestações deram conta de defender ou criticar o anúncio, muitas vezes de modo contraditório.
Recentemente, nesta Folha, um procurador de Justiça do Distrito Federal defendeu a proibição com um argumento inédito: o de que o anúncio era ofensivo aos homens!
Outros entenderam que era ofensivo às mulheres, por reduzirem-na à condição de objeto. E muitos viram apenas humor e graça na atuação de Gisele.
A imposição de única interpretação ao anúncio revela-se autoritária por não reconhecer a capacidade dos cidadãos de filtrarem o que há de humor e sugestão na mensagem. Se o Estado se imiscui nessas áreas, toma para si o detestável papel de defensor da moralidade pública.Na semana passada, um exemplo de iniciativa desse excesso de zelo foi rechaçado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
No julgamento de um recurso, foi afastada uma multa no valor atualizado de mais de R$ 700 mil imposta pelo Procon a um anunciante por ter veiculado uma publicidade em que uma idosa encabeçava uma fila diante de um caixa eletrônico.
No caso, o Procon entendeu que a mensagem era preconceituosa, como se não restasse mais nenhuma alternativa de compreensão do anúncio, até mesmo a que nele visse um incentivo aos idosos que se deslocam para cuidar das próprias finanças. Isso mostra que o preconceito está na cabeça do receptor da mensagem, não na do emissor.
Porque se em vez de retratar a idosa na fila tivesse o anunciante retratado uma loira oxigenada, diriam os moralistas que a ofensa era sexista. Se um homossexual estivesse na fila, então o anúncio seria homofóbico, e assim por diante.
Não é possível que o controle do politicamente correto tenha um braço no Estado, exercendo sua autoridade até mesmo sobre aspectos privados. Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, a propaganda abusiva é aquela que veicula mensagem opressiva, inescrupulosa e sem ética.
Para ser retirada de circulação por um caráter discriminatório ou preconceituoso, não basta que sinalize um comportamento. Tem que ser forte e pontual o suficiente para incitar um tipo de agressão ou violência, ainda que moral.
Se não ultrapassar esses limites, a publicidade insere-se no contexto da liberdade de expressão, não podendo ser proibida, sob pena de excesso de controle e infantilização da sociedade.
Tentativas de regular os comportamentos sociais são próprias de uma sociedade fascista. Não há no Brasil, em absoluto, uma sociedade fascista, mas os excessos de regulação e intervenção do Estado na esfera particular justificam o receio de que estejamos avançando pelos terrenos anunciados por Orwell.

TAÍS GASPARIAN, 52, advogada, mestre pela Faculdade de Direito da USP, é sócia do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo, Gasparian - Advogados.

Occupy Wall Street


Foto 19 de 28 - 3.out.2011- Manifestantes se vestem de zumbis durante protesto contra o corporativismo em Wall Street, Nova York. As manifestações já se estenderam a outras cidades dos Estados Unidos Mais Emmanuel Dunand/AFP
 
 

Movimento "Occupy Wall Street" chacoalha império dos mais ricos nos EUA

Paul Krugman
Ninguém sabe ao certo se as manifestações de protesto do movimento Occupy Wall Street (Ocupar Wall Street) mudaram o rumo dos Estados Unidos. Mas os protestos já provocaram uma reação notavelmente histérica de Wall Street, dos super ricos em geral e de políticos e especialistas que são confiáveis no que se refere a atender aos interesses daquela parcela de 1% da população composta pelos indivíduos mais ricos do país.

E essa reação nos diz algo importante: que os extremistas que estão ameaçando os valores estadunidenses são aqueles que Franklin Delano Roosevelt apelidou de “monarquistas econômicos”, e não o povo que está acampando no Parque Zuccotti.
Vejamos primeiro como foi que os políticos republicanos retrataram o tamanho modesto, apesar de crescente, das manifestações, que envolveram alguns confrontos com a polícia – confrontos que parecem ter envolvido uma grande dose de reação policial exagerada –, mas nada que pudesse ser classificado como uma rebelião violenta. E, na verdade, ainda não houve até o momento nada que se comparasse ao comportamento das multidões do Tea Party no verão de 2009.
Apesar disso, Eric Cantor, o líder da maioria na Câmara dos Deputados, denunciou as “multidões de agitadores” e “o ato de promover o confronto entre cidadãos norte-americanos”. Os candidatos presidenciais do Partido Republicano se manifestaram quanto à questão, e Mitt Romney acusou os manifestantes de fazer uma “guerra de classes”, enquanto que Herman Cain chamou-os de “antiamericanos”. Entretanto, o meu comentário favorito foi o do senador Rand Paul, que por algum motivo teme que os manifestantes comecem a confiscar iPads, por acreditarem que os ricos não merecem ter esses aparelhos.
Michael Bloomberg, prefeito de Nova York e um titã industrial e financeiro, foi um pouco mais moderado, mas ainda assim acusou os manifestantes de tentarem “retirar o emprego de pessoas que trabalham nesta cidade”, em uma declaração que não tem nada a ver com as metas reais do movimento.
E quem ouviu os comentaristas da CNBC ficou sabendo que os manifestantes “hastearam as suas bandeiras malucas” e “são seguidores de Lenin”.
Para entender tudo isso é necessário perceber que esse fenômeno faz parte de uma síndrome mais ampla, segundo a qual os norte-americanos ricos que se beneficiam imensamente de um sistema viciado para favorecê-los reagem histericamente a toda pessoa que mostre como esse sistema é corrupto.

No ano passado, conforme nos lembramos, vários magnatas do setor bancário ficaram histéricos diante de uma crítica muito leve do presidente Barack Obama. Eles acusaram Obama de ser quase um quase socialista por ter endossado a legislação Volcker, que simplesmente proíbe os bancos apoiados por garantias federais de praticarem operações especulativas arriscadas. E, quanto à reação deles às propostas no sentido de acabar com uma brecha legal que permite que alguns deles paguem impostos notavelmente baixos – bem, Stephen Schwarzman, presidente do Blackstone Group, comparou essa iniciativa à invasão da Polônia por Hitler.

Além disso há a campanha de destruição de imagem pessoal lançada contra Elizabeth Warren, a reformista financeira que atualmente disputa o Senado por Massachusetts. Não faz muito tempo que um vídeo do YouTube mostrando Warren fazendo uma defesa eloquente e lúcida da cobrança de impostos dos ricos se tornou um enorme sucesso. Nada do que ela falou foi radical – a argumentação dela lembrava mais uma versão moderna do famoso ditado de Oliver Wendell Holmes: “Impostos são o preço que nós pagamos pela sociedade civilizada”.

Mas quem ouviu os defensores aguerridos dos ricos pode ter pensado que Warren é a reencarnação de Leon Trotsky. George Will declarou que ela possui uma “agenda coletivista”, e que acredita que “o individualismo é uma quimera”. E Rush Limbaugh a chamou de “uma parasita que odeia o seu hospedeiro, e que deseja destruí-lo enquanto suga a vida dele”.

O que está acontecendo? A resposta, sem dúvida, é que os Senhores de Universo de Wall Street percebem, no fundo, como a posição que assumem é moralmente indefensável. Eles não estão à altura de um John Galt ou de um Steve Jobs. Estamos falando de indivíduos que enriqueceram por meio de negociatas envolvendo esquemas financeiros complexos que, longe de gerar benefícios nítidos para o povo norte-americano, ajudaram a nos empurrar para uma crise cujos efeitos continuam a atormentar a vida de dezenas de milhões de cidadãos.

Mas eles não pagaram nenhum preço por isso. As suas instituições foram socorridas pelos contribuintes, com poucas exigências ou condições. Eles continuam a se beneficiar das garantias federais explícitas e implícitas – basicamente, eles ainda estão em um jogo peculiar de cara ou cora: cara, eles vencem, coroa, os contribuintes perdem. E eles se beneficiam de brechas fiscais que, em muitos casos, permitem que pessoas dotadas de milhões de dólares paguem menos impostos do que as famílias de classe média.

Esse tratamento especial não resiste a um escrutínio detalhado – e, portanto, na opinião deles, não pode haver nenhum escrutínio detalhado. Quem quer que aponte o óbvio, ainda que de forma calma e moderada, tem que ser demonizado e expulso do palco. De fato, quanto mais razoável e moderada for a crítica, mais urgentemente o indivíduo que a fez precisa ser demonizado, e isso explica as acusações frenéticas contra Elizabeth Warren.

Portanto, quem está sendo de fato antiamericano nesse cenário? Não são os manifestantes, que estão simplesmente tentando fazer com que as suas vozes sejam ouvidas. Não, os verdadeiros extremistas são os oligarcas norte-americanos, que desejam suprimir qualquer crítica dirigida contra as fontes das suas riquezas.
Tradução: UOL