Diversidade, Liberdade e Inclusão Social
Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Golpe para se Reeleger
O governador gaúcho Tarso Genro criou uma estatal - Empresa Gaúcha de Rodovias -- para administrar os pedágios comunitários. Todo mundo sabe que esse modelo de pedágios comunitários não tem condições efetivas de fazer o que deve ser feito: duplicação decente das estradas. O estado, por si só, não tem as mínimas condições de duplicar estradas, somente com parceria com a iniciativa privada, o que foi rechaçado por Tarso Genro, pelo menos em um primeiro momento, até a eleição..
Tarso pensa na sua reeleição, quando o atual modelo inventado pelo ex governador Antônio Britto expirar, os pedágios estaduais serão comunitários e as tarifas vão realmente cair, mas os serviços e as condições das estradas como ficarão?
Tarso vai se postar, então, como o candidato que fez as tarifas dos pedágios cair e vai se reeleger com esse discurso. Não tenham dúvida disso.
Uma vez reeleito Tarso vai ter de resolver essa questão e não há outra alternativa: vai ter sim de realizar parcerias e novas concessões com a iniciativa privada para fazer o que deve ser feito: duplicar de forma decente e segura as estradas gaúchas.
Estamos perdendo tempo, por motivos, evidentemente, eleitoreiros, vamos fazer em três ou quatro anos o que poderíamos fazer agora. . Não vejo motivo algum para se criar uma nova estatal (mais uma) para esse fim. Os interesses parece que falam mais alto.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Esse Filme Deveria Ter Ganho o Oscar
Racismo é o fim da picada
Não entendo os títulos dos filmes americanos para o português. Por exemplo, esse drama Help (em inglês) foi traduzido no Brasil como Histórias Cruzadas, em Portugal como as Serviçais.
Assisti alguns filmes indicados ao Oscar de 2012 e o que mais gostei foi Help ou Histórias Cruzadas que levou apenas o prêmio de melhor atriz coadjuvante -- e com muita justiça -- para Octavia Spencer que faz o papel da doméstica Minnie Jackson.
Se existe uma relação complicada nessa vida é a de patroa e empregada. Mas essa relação se torna muito mais complicada no sul dos EUA, no início da década de 60, época e local onde a discriminação racista não era apenas regra, o racismo era incentivado em grande parte das comunidades. O fim da picada.
Por exemplo, os negros não podiam frequentar os mesmos banheiros que os brancos, havia, inclusive, um código de conduta a ser seguido por todos. Famílias brancas tinham que construir ou ter banheiros exclusivos para negros em suas casas. Também não podiam frequentar os mesmos espaços públicos, ônibus etc.
Mulheres negras criavam os filhos das famílias brancas, estes cresciam e, quando adultos, grande parte deles exerciam o mesmo tipo de discriminação. Há, evidentemente, exceções e belas exceções. O filme mostra uma.
Racismo é o fim da picada.
Neste ponto, felizmente o mundo mudou.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Sobre Ladainhas
Dizem que quem lê a Veja é burro e desinformado. Dizem que quem lê a Veja são os insensíveis, aqueles que não estão acima do bem e do mal, como diria um tal filósofo, pai do neomodernismo, Nietzsche. Eu tenho comprado a Veja nos últimos dias. Juro que ela não me faz a cabeça, mas quando leio Carta Capital ou Carta Maior tenho a sensação de que estou ingressando num templo, onde os fiéis oram a ladainha do tipo "matriz neoliberal", como gosta de dizer nosso governador, que escreve uma coisa e faz outra. Se ler Veja deixa a pessoa burra e desinformada, prefiro ler Veja; pelo menos a ladainha é um pouco mais interessante.
Arranjem Um Psicanalista para o Tarso
| Cartaz do CPERS da radical Rejane. Pergunte a ela se o governo Tarso não tem matriz neoliberal? |
Dando uma volta no Alfabetizados Políticos me deparo com um texto do governador Tarso Genro publicado no Carta Maior falando sobre a conversa do Lula com o Gilmar. Um parêntese, conversa esta que apressou o julgamento do mensalão. Mas vamos ao que importa, Tarso critica a direita brasileira de matriz neoliberal que privatizou, que queria privatizar a Petrobrax, que vendeu o Brasil aos tiranos imperialistas e tudo mais.
Depois de ler o texto -- um tanto prolixo do governador, porque perde o foco -- fiquei com a impressão de que Tarso precisa urgentemente de um psicanalista. Nosso ilustre governador sofre de dupla personalidade: quando governa segue a matriz neoliberal; quando escreve ataca a mesma matriz neoliberal.
abaixo o texto do Tarso:
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Muquiranas
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| Típico cartaz muquirana. Infelzmente o prefeito (muquirana) Fogaça cedeu as pressões da muquiranagem. Isso é Porto Alegre, isso é Rio Grande do Sul. |
Muito boa - e assino embaixo porque é isso mesmo -- a Crônica de David Coimbra publicada na Zero Hora de hoje. Infelizmente, no RS o pensamento muquirana tomou conta do estado nas últimas décadas e, por isso, estamos onde estamos. Fazer o quê? Ora, caramba, temos de mudar.
Muquiranagem em estado sólido
O Rio Grande do Sul é um Estado muquirana.
O que não significa que todos os gaúchos sejam muquiranas, claro.
Muitos não são.
Mas há uma névoa de muquiranagem pairando entre a fronteira oeste histórica e as franjas procelosas do Oceano Atlântico, infiltrando- se, sobretudo, nos palácios do poder.
As pessoas olham e não acham a muquiranagem um defeito grave, mas é justamente essa característica que faz do Estado o que menos investe em educação, o que tem a masmorra mais desumana do país, o que oferece um dos 10 piores sistemas de tratamento da água do Brasil, o que apresenta um índice de 97% de reprovação num teste para professores, o que elege governantes que só conseguem administrar escorchando o contribuinte.
A muquiranagem é um problema sério porque dá à pessoa a justificativa para não fazer o melhor que pode.
O muquirana é isso: é aquele que bota material de segunda, que pretere a beleza pela economia, que confunde o popular com o barato, que considera luxo o que é sofisticado.
O muquirana nunca ousa, ele alega que existem outras prioridades.
O prefeito muquirana diz assim: – Eu não posso transformar essa orla em um local aprazível para as pessoas se divertirem, enquanto outras pessoas passam fome na vila.
Aí ele não transforma a orla em um local aprazível para as pessoas se divertirem, e as outras pessoas continuam passando fome na vila.
Não faço a ilustração por acaso.
É que está justamente ali, espalhado na orla do Guaíba, o maior exemplo de muquiranagem da cidade.
Nos anos 80, o então prefeito Collares rasgou num naco dessa orla a última obra pública não muquirana da Capital: aAvenida Beira- Rio.
Havia algumas propostas questionáveis no projeto, como a permissão de construção de arranha- céus, mas, no geral, era uma ótima ideia, muito mais abrangente do que se tornou.
Mesmo assim, Collares por pouco não foi derrubado da prefeitura.
Um dia, milhares de muquiranas foram para o local, um ermo repleto de touceiras, lixo e mendigos que se drogavam em meio às ratazanas.
Os muquiranas deram- se as mãos e, simbolicamente,“ abraçaram a orla”, na tentativa de protegê- la do asfalto do capitalismo.
Gritavam que, por“ consciência ecológica”, impediriam a derrubada da vegetação nativa ( a propósito: aquilo é um aterro).
Hoje, se você fizer um passeio pela Beira- Rio, constatará que ali está a mais bela avenida da cidade.
Abstenha- se de olhar para os quiosques bagaceiras do Gasômetro e para as peças de arte contemporânea plantadas nas imediações.
Veja as pessoas caminhando, correndo, passeando de bicicleta e até de patins, veja- as tomando chimarrão, admirando o espelho d’água do rio- lago, fazendo exercícios, rindo e conversando.
Elas estão felizes.
Entre elas, os muquiranas.
Que não fizeram nada.
Muquiranas não fazem.
Nem deixam fazer.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Viva a Monarquia
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| A rainha é pop |
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| As mulheres da monarquia inglesa |
E essa teimosia da realeza francesa gerou o grande divisor de águas da história, a Revolução Francesa que acabou com a festa real fazendo cabeças rolarem. O mundo ocidental conheceu o terror.
A Inglaterra, berço da revolução industrial, conseguiu fazer essa transição sem derramamentos de sangue e que perdura até hoje. Claro que as vezes a popularidade dos monarcas é seriamente atingida, como é o caso do rei da Espanha e suas férias em Botswana, onde foi -- vejam só -- caçar elefantes. Mas isso faz parte do pacote.
Assim, Infelizmente, É a Política
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| Alfredo Nascimento, presidente do PR, demitido por Dilma (e com razão) no Ministério dos Transportes apóia José Serra em São Paulo |
Leio na Folha de hoje que o PR, expurgado do governo Dilma (PT), formalizou apoio à candidatura de José Serra (PSDB) à prefeitura de S. Paulo.
Olha, numa boa, se eu fosse o Serra não aceitaria o apoio, apesar de saber que o que está em jogo é o tempo de um minuto e meio de propaganda eleitoral.
Mas assim, infelizmente, é a política que continua sendo, ainda, do tomaládacá.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
O "Cara" Quer São Paulo....
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| Angeli |
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| Lula e Haddad este fim de semana em S. Paulo |
Se Querem Controlar a Mídia Terminem com o Show da Fé e da Politicagem
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| Pastor R.R. Soares e o seu show da Fé diariamente na Band. Governo quer terminar -- e com razão -- esse tipo de aluguel. |
Nunca entendi porque uma rede razoavelmente séria como a Bandeirantes aluga horário nobre para a transmissão de culto religioso. Sim, diariamente, na hora do Jornal Nacional e da novela, a Band trasnsmite o tal do show da fé com o pastor R. R. Soares. Sim, sim, tudo por dinheiro, mas será mesmo que vale a pena?
Pois agora o governo Dilma estuda fazer um decreto proibindo o aluguel de programas religiosos na TV. E faz bem, tem meu apoio.
O governo deveria estudar, também, a proibição de programas políticos e o fim da voz do Brasil.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
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