Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Não, a Culpa Não é do Gramado

Um dos 4 pênaltis perdidos: André Santos chuta a grama e a bola não entra

Fred toma distancia, se prepara, se prepara e erra....
Não adianta culpar o gramado. O Brasil não tem time. Não temos uma safra boa. E o pior de tudo, a nossa próxima competição é a Copa das Confederações -- a ser disputada no Brasil em 2013, véspera da Copa de 2014. Infelizmente, o Brasil não vai disputar as eliminatórias que é um campeonato que propicia a formação de um time. O Brasil vai disputar amistosos -- que são jogos de segunda linha e os jogadores tiram o pé. O Brasil perdeu para uma seleção fraquíssima, porque não se impôs no jogo. Teve diversas chances e desperdiçou todas. E na horas dos pênaltis, o papelão, erramos 4 e acertamos apenas um chute  a gol, que o goleiro pegou.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Não é Digno Para Um Ser Humano Recolher Sobra de Comida - E O Estado Tem De Evitar Isso

Novos contâineres que estão sendo instalados em Porto Alegre

Leio que o nosso amigo Jean Scharlau está a defender os incêndios de contêineres (vejam post abaixo de hoje)

Ele fez o seguinte post, encarnado da cor do Foucault. Volto depois com meu pitaco:

Eu também incendiaria um container novinho em folha!



Se esse container impedisse meu acesso ao alimento e à sobrevivência, minha ou de minha família. E isto possivelmente está acontecendo em Porto Alegre a várias pessoas. Os invisíveis e inaudíveis miseráveis não foram achados, e nem procurados, para opinar sobre essa sensacional inovação na cidade. Sensacional para mim, que sou classe média e tinha como um dos transtornos diários ter que lembrar e estar disponível para tirar o lixo na hora certa.
Mas e para os caras que passam revirando as sacolas entre a hora certa e a incerta? Os caras aqueles que a gente faz de conta que não vê e não ouve, porque vê-los lembra-nos que os pés de nossa prosperidade são de barro, que embora a tenhamos conquistado adquirindo direitos e privilégios, ali está uma prova de que há algo podre no esquema que o caminhão do lixo não pode levar embora, que um tanto dessa coisa podre continuará fedendo dentro de casa. Vemos que há algo injusto e cruel no processo e sentimos vergonha por nossa omissão e pela situação daqueles degradados, como porcos e vira latas abandonados, bem ali na nossa frente. Por isto olhamos para o outro lado.
Mas acho que não são esses que estão destruindo os containeres. Até pensei isto a princípio, mas olhando um pouco mais, vejo que eles não têm essa força e determinação para a luta ativa na resistência contra uma injustiça dos bacanas. Sua resistência é passiva e definhante, infelizmente.
É possível também que os incendiários sejam lixeiros demitidos por causa do desemprego gerado pelo novo sistema, o que viria a ser o mesmo problema: sobrevivência. Mas também não acho que seja o caso, pois estes trabalhadores estão inseridos no comprometimento social obediente e há o seguro desemprego, a esperança de novo emprego...
Talvez sejam pessoas ligadas às empresas que prestavam o serviço e agora que deixaram de fazê-lo perdem dinheiro. Talvez seja quem não gostou do container em frente à sua casa, loja ou vaga no estacionamento. Talvez seja um modo perverso de diversão, o vandalismo aleatório.
De todas essas hipóteses, aquela a que deveríamos dedicar mais cuidado e muita atenção para que não venha a se confirmar é a primeira. A presidenta Dilma disse que o Estado deverá correr atrás dos miseráveis, desta vez para protegê-los, e que conta com os prefeitos para isto e que os ajudará a fazê-lo.
Corre, Fortunati, antes que a iniciativa privada chegue primeiro e comece a te livrar definitivamente do serviço. Deste que não gostas e daquele que mais queres.
 
Meu pitaco:
 
O princípio mais importante da Constituição Federal é o da dignidade humana. Não é digno para um ser humano retirar o lixo orgânico de um saco plástico, na calçada para seu próprio sustento ou alimentação. Isso não é digno. Felizmente, na cidade de Porto Alegre são pouquíssimas as pessoas que fazem isso.  Compete ao estado dar a essas pessoas dignidade, mas muitas delas -- não querem o auxílio do estado -- preferem andar de calçada em calçada a procurar restos de comida. Assim como algumas delas preferem dormir na rua ao invés de dormir em albergues públicos, muitos dos quais tem pouca ocupação.   Deve ser aplaudido essa postura da prefeitura de aplicar novas medidas em Porto Alegre, como ocorre no primeiro mundo. Infelizmente, temos no RS uma diminuta população com mentalidade de quarto mundo. E tem gente que os aplaude. Tenham a santa paciência.

Os 'Tadinhos' Incendiaram os Contêineres Italianos

Iotti pegou o lápis de cor e ilustrou o acontecido.

Porto Alegre -- quer ser primeiro mundo --  e a prefeitura comprou 412 contêiners de lixo que estão sendo  instalados nas ruas centrais da cidade.  O cidadão sai de casa com seu saquinho, caminha não mais do que 50 metros e joga no contêiner o lixo orgânico. Isso pode ser feito 24 horas por dia, 7 dias por semana. Beleza.

Quem forneceu esse lata de  lixo pós moderna -- cada uma custa 4 mil --  foi uma empresa italiana. Bárbaro.

No primeiro dia de funcionamento, a notícia: vândalos incendiaram dois contêineres. Um deles a perda é total.

Não, não vamos chamá-los de vândalos -- Foucault não gosta, Foucault não quer --, vamos chamá-los de tadinhos.

Abaixo matéria da ZH sobre o assunto.

O Grupo é Sempre Opressivo

Os três sempre de mãos dadas.

Os cronistas e articulistas do ¨'PIG' são bem melhores do que os da mídia alternativa.

Quando os homens eram felizes

David Coimbra hoje na ZH

O grupo sempre é opressivo.   Não fui eu quem disse, quem disse foi o Pondé, que essa semana gerou trepidações filosóficas no Fronteiras do Pensamento. Mas eu disse também, e até escrevi numa crônica publicada aqui mesmo, neste espaço, sextas atrás. “Eu não tenho turma”, o título da coluna. Falei, na crônica, exatamente o que tem falado o Pondé: que os grupos são opressores, autoritários e intolerantes. Quase todos os grupos, de protetores dos animais a mórmons, de vegetarianos militantes a liberais de fórum. Chamei-os de malas e proclamei minha independência intelectual. Note, esclarecido leitor: não preguei contra a religião ou a defesa dos animais, não brandi o verbo contra as ações ou os objetivos de quaisquer grupos; gritei contra a opressão protagonizada por eles, por sua vigilância inflexível, por sua ânsia de cooptação. E vários desses grupos, em sua reação ao que escrevi, provaram como estou certo. Muitos me atacaram e ofenderam, atitude usual de parcela dos leitores da era da internet. Alguns me ameaçaram, o que é menos comum, mas possível de acontecer. E houve até movimentos para pedir minha demissão. Os caras queriam me demitir! Porque os chamei de malas! Será que eles não pensam no mamá com Nescau de todas as manhãs do Bernardo? São mesmo opressores, autoritários e intolerantes. Em resumo: malas.


Mas compreendo a necessidade de adesão que sentem as pessoas. Quando elas se reúnem em prol de alguma causa, elas estão dando sentido à sua existência. Então é preciso encontrar uma causa de profundidade nesse tempo de causas ralas. Mas como é difícil combater o bom combate. Felizes foram os cristãos pioneiros que eram crestados em grelhas ou pregados em cruzes devido a sua crença, felizes foram os 300 espartanos de Leônidas que morreram trucidados pelos persas ao defender sua cidade e sua democracia, felizes foram Martin Luther King, Gandhi, Jesus, Sócrates e todos os homens que caíram assassinados na defesa de seu pensamento. Espinosa foi excomungado do judaísmo devido a sua filosofia, Galileu foi perseguido pela Inquisição devido a sua ciência, Che Guevara foi metralhado devido aos seus ideais. Homens felizes. Se suas causas eram certas ou erradas, isso não interessa. O que interessa é que eram grandes causas pelas quais valia a pena morrer.

Hoje as pessoas têm de se realizar tirando gatinhos das ruas, andando de bicicleta ou reciclando lixo. Não existe mais ditadura a se combater – a democracia, no Brasil, está monotonamente consolidada. O capitalismo e o socialismo se mesclaram numa geleca só, aplicada no mais improvável dos lugares, a China, economicamente capitalista e politicamente comunista. O cristianismo, o judaísmo e o budismo são religiões cada vez mais racionais e menos sacras. O racismo, o machismo, a homofobia e as discriminações em geral são amplamente condenados. Maldição! Onde estão os vilões? Cadê as injustiças flagrantes? Em que escaninho se meteu o Mal com eme maiúsculo? É impossível ser mártir hoje em dia. Temos que encontrar o quanto antes motivos para morrer. Ou será cada vez mais difícil achar motivos pelos quais viver.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Deu no "Financial Times"

Os ingleses estão dizendo que o modelo adotado pelo cara está se exaurindo.


Não, ninguém está torcendo contra, queremos que o Brasil continue bombeando e incluindo socialmente os excluídos. O artigo abaixo do importante jornal inglês é apenas um alerta.

Modelo de gestão de Lula já mostra sinais de exaustão




Brasil precisa de reformas para ampliar investimentos antes que ciclo de alta das commodities chegue ao fim

JOE LEAHY DO "FINANCIAL TIMES"


Em um retrato, a imagem de Lula sorri das paredes da modesta Prefeitura de Lauro de Freitas. Próximo a Salvador, o município tem muito a agradecer ao homem que em 2010 concluiu seu segundo mandato na Presidência.


Ali quase 40% dos domicílios recebem o Bolsa Família. A sensação de prosperidade é evidente na proliferação de lojas que vendem eletrodomésticos a crédito: "Lula teve mais visão que qualquer economista, qualquer sociólogo, qualquer analista", louva a prefeita Moema Gramacho.


Lauro de Freitas é um dos exemplos mais bem sucedidos do "lulismo", a combinação entre benefícios da Previdência, generosos aumentos de salário, acesso fácil ao crédito e estabilidade econômica. É um modelo que recebe crédito por ter tirado 33 milhões de pessoas da pobreza em oito anos de governo.


Mas mesmo que o lulismo seja elogiado na América Latina como possível solução para a desigualdade e o subdesenvolvimento, há preocupação de que esteja atingindo seu limite: o país já exibe sinais de superaquecimento.


"Quanto mais o crescimento continuar nesse ritmo, maior será o ajuste quando chegar a hora", diz Neil Shearing, da Capital Economics: "Estamos no momento de decidir entre aterrissagem suave e aterrissagem dura".


Apesar de se beneficiar de um dos mais fortes ciclos de preços de commodities, o país gasta mais do que ganha e investe pouco. A inflação cresce e o real subiu 46% em 30 meses. "O modelo de Lula é incompleto", diz Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central: "Não investimos o bastante para crescer rápido e por isso estamos enfrentando alguns solavancos".


Ninguém contesta o êxito de Lula. Ao deixar o cargo, o país crescia em ritmo asiático: 7,5% ao ano. "Ele realmente mudou a trajetória do Brasil", diz Susan Segal, da Sociedade das Américas.


Mas também entregou uma economia cheia de desequilíbrios. O boom das commodities propiciou melhora de 30% nos termos do comércio internacional brasileiro. Mas em vez de usar esse ganho para reduzir dívidas e estimular a poupança, o país gasta em importações.


Isso trouxe um deficit em conta corrente de 2,3% do PIB. A brecha é financiada por investidores externos, o que fortalece o real e reduz a competitividade da indústria. "O modelo de Lula depende da alta constante nos preços das exportações", diz Tony Volpon, da Nomura: "Ele funciona desde que haja um boom de commodities".


O país agora precisa elevar investimentos em infraestrutura e educação para eliminar gargalos logísticos. O melhor modo de financiar investimento é melhorar a eficiência do setor público, que cresceu sob Lula até responder por 40% do PIB. Embora Dilma tenha tentado conter custos, reformas mais ambiciosas parecem improváveis, pois enfrenta problemas com uma base de 10 partidos.


"O governo cresceu de forma inexorável, o que o torna menos flexível caso o Brasil volte a enfrentar uma crise e precise apertar os cintos", diz Ken Rogoff, professor da Universidade Harvard: "Essa é a fraqueza desse modelo".
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Tradução de PAULO MIGLIACCI

Emir Sader é O Autêntico Intelectual Farsante



Emir Sader: Os otavinhos


Blog do Emir Sader

Os otavinhos são personagens típicos do neoliberalismo. Precisam do desencanto da esquerda, para tentar impor a ideia do tango Cambalache: Nada é melhor, tudo é igual.
Os otavinhos são jovens de idade, mas envelhecem rapidamente. Passam do ceticismo – todo projeto de transformação deu errado, tudo é ruim, todo tempo passado foi melhor, a política é por natureza corrupta – ao cinismo –quanto menos Estado, melhor, quanto mais mercado, melhor.
São tucanos, seu ídolo é o FHC, seu sonho era fazer chegar o Serra – a quem não respeitam, mas que lhes seria muito funcional – à presidência. Vivem agora a ressaca de outra derrota, em barzinhos da Vila Madalena.
Tem ódio ao povo e a tudo o que cheira povo – popular, sindicatos, Lula, trabalhadores, PT, MST, CUT, esquerda, samba, carnaval.
Se consideram a elite iluminada de um país que não os compreende. Os otavinhos são medíocres e ignorantes, mas se consideram gênios. Uns otavinhos acham isso de si e dos outros otavinhos.
Só leem banalidades – Veja, Caras, etc. -, mas citam muito. Têm inveja dos intelectuais, da vida universitária, do mundo teórico, que sempre tratam de denegrir. Têm sentimento de inferioridade em relação aos intelectuais, que fazem a carreira que eles não conseguiram.
São financiados por bancos da família ou outras entidades afins, para ter jornais, revistas, editoras, fazer cinema, organizar festivais literários elitistas.
Fingem que gostam da França, mas são chegados a Miami.
Ficaram para trás com a internet, então abominam, como conservadores, reacionários idosos que é sua cabeça.
Se reúnem para reclamar do mundo e da sua decadência precoce.
Os otavinhos não têm caráter e por isso se dedicam a tentar denegrir a reputações dos que mantêm valores e coerência, para tentar demonstrar que todo mundo é sem caráter, como eles.
Os otavinhos assumem o movimento de 1932, acham que São Paulo é a “locomotiva da nação”, que é uma ilha de civilização cercada de bárbaros por todos os lados. Os otavinhos detestam o Brasil, odeiam o Rio, a Bahia, o Nordeste. Odeiam o povo de São Paulo, querem se apropriar de São Paulo com seu espírito de elite.
Os otavinhos moram ou ambicionam morar nos Jardins e acham que o Brasil seria civilizado quando tudo fosse como nos Jardins.
Os otavinhos nunca leram FHC, não entendem nada do que ele fala, mas o consideram o maior intelectual brasileiro.
Os otavinhos são órfãos da guerra fria, da ditadura e do FHC. Andam olhando pra baixo, tristes, depressivos, infelizes.
Os otavinhos compram todas as revistas culturais, colocam no banco detrás do carro e não lêem nenhuma. Lêem a Veja e Caras.
Os otavinhos acham que a ditadura foi um mal momento, uma ditabanda.
Os otavinhos são deprimidos, depressivos, derrotados, desmoralizados, rancoroso, escrevem com o fígado. Os otavinhos têm úlcera na alma.
Os otavinhos odeiam o Brasil, mas pretendem falar em nome do Brasil, para denegri-lo, promover a baixa estima. Os otavinhos pertencem ao passado, mas insistem em sobreviver.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

E o Brasil Desencantou?

Neymar e Pato    


Ora, porque hoje é dia de Rock - E Imortal Tricolor Tem Tudo a Ver com AC/DC

Eu Detesto Essas Fusões



Ontem a Gol comprou a Webjet. Hoje o CADE (para quê serve o CADE?) aprovou a fusão da Sadia com a Perdigão. Se não fosse a gritaria geral, com auxílio do BNDES, o Pão de Açucar e o Carrefour teriam se fundido. Tempos atrás, o CADE aprovou a aliança entre Brahma e Antártica, surgindo a AMBEV.  A Nestlé quer comprar a Garoto, mas isso ainda não foi decidido. O certo é que essa onda de fusões é extremamente prejudicial ao consumidor, porque concentra e aumenta o poder de  mercado das grandes empresas diminuindo,  consequentemente, a  oferta de produtos.

Quando uma empresa tem poder de mercado, como ocorre hoje com a AMBEV, ela tem a faculdade de cobrar pelos produtos preços superiores ao que seria cobrado em um mercado competitivo, é o que se chama de "mercado artificial".

Muitos gente utilizava a Webjet, por exemplo, por conta do valor da passagem, inferior a cobrada pela TAM e Gol. Com a venda da Webjet, será que o consumidor vai ter esses benefícios?

Nessa Empreitada Estou com Jaques Wagner


Antônio Parreiras: O Primeiro Passo para a Independência da Bahia


Jaques Wagner, governador petista da Bahia, pode até estar descuidado com a segurança pública e o projeto de revitalização do Centro Histórico de Salvador, mas está recheado de razão em rebatizar e voltar a chamar o  aeroporto de Salvador de Dois de Julho, data da gloriosa independência da Bahia, ocorrida em 1821/1823. Salvador aderiu à revolução liberal do Porto, mas isso é outra história.

Por iniciativa de Antônio Carlos Magalhães o aeroporto de Salvador passou a se chamar Luiz Eduardo Magalhães, em homenagem ao filho precocemente morto em 1998, por ataque cardíaco.

Esse humilde blogueiro sempre foi contra homenagear políticos com nomes de cidades, portos e aeroportos. Até pode se admitir em vias e vielas, mas nada além disso.

Caetano Veloso, aquele que diz que "o certo é saber que o certo é o certo", também demonstrou contrariedade com a permanência do nome do político: "Odeio ouvir, no avião, 'pousaremos no Aeroporto Deputado Luís Eduardo Magalhães'. Não tenho nada contra o falecido deputado. ACM tinha a mania de homenagear seus parentes e amigos mortos usando o espaço público da cidade", criticou.


O aeroporto de Salvador deve sim ser rebatizado como 2 de julho.