Diversidade, Liberdade e Inclusão Social
Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt
terça-feira, 27 de março de 2012
Assim se Constroi uma República
É fundamental, num país que deseja ser republicano, que governo e oposição tenham, ao menos, uma postura digna e solidária. O PT quando é oposição, infelizmente, parece não ter esse tipo de postura. Mas, parece, que tudo está mudando neste país que tem a ambição e o desafio de incluir milhões e milhões de brasileiros. Nós só faremos isso com união.
segunda-feira, 26 de março de 2012
A Entrevista de Dilma na Veja
Comprei a Veja este fim de semana para ler a entrevista da Dilma. Ela foi muito bem por um simples motivo: ela não foi política, mas técnica.
Alguns ressentidos torceram o nariz porque Dilma deu uma exclusiva para a principal revista do chamado PIG. Outros torcem o nariz porque Veja deu espaço para Dilma - que é do PT.
Fez bem Dilma, fez bem a Veja.
Nuvens de Tempestade
A eleição de 2012, tirando São Paulo, vai ser uma imensa chatice. Pois ontem Serra ganhou a convenção tucana com apenas 52% dos votos. Fernando Haddad, que foi um bom ministro da educação de Lula e Dilma, vai ser o candidato petista. É bom dizer, ele é um petista do tipo light. Resta saber quem Kassab, o atual prefeito, vai apoiar.
Segundo o datafolha Haddad tem apenas 3% da intenções de voto contra 30% de Serra, mas tudo pode virar. As nuvens brancas, como se sabe, podem se transformar em nuvens de tempestade.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Valeu,Chico!
Acompanhei pelo twitter as mensagens da atual mulher do Chico. Ela tinha fé de que ele iria se recuperar, sair da CTI etc. Infelizmente não deu. Alberto Roberto, Bozó, Salomé e tantos outros personagens que ficarão.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Dilma, Gerdau e Certa Esquerda
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| Dilma e Gerdau, bons companheiros. |
Vejam só, certa esquerda está desapontada com Dilma porque ela confia e convoca homens de visão como Jorge Gerdau.
Post do Diário Gauche, volto depois:
Jorge Gerdau Constitui um Grande Erro Político da Presidenta Dilma
A manchete principal do jornal Folha de S. Paulo informa que a presidenta Dilma convocou 27 grandes empresários brasileiros com a finalidade de cobrar-lhes investimentos, face ao desempenho pífio do PIB brasuca no ano passado. A iniciativa da presidenta cumpre uma tarefa política de dupla finalidade: mostrar dinamismo reativo do Planalto quanto à necessidade premente de acelerar o investimento produtivo - única maneira de gerar emprego e riqueza social - e, ao mesmo tempo, empanar a crise institucional provocada pelas (eternas) insatisfações da base aliada - leia-se PMDB.
Muito bem, muito correto, não fora o nome escolhido pela presidenta para coordenar a reunião com os campeões do PIB brasileiro: Jorge Gerdau. O empresário do setor siderúrgico assessora a presidenta na área de gestão e competitividade e, segundo o diário da família Frias, "ajudou a elaborar a lista" que irá se entrevistar com Dilma. Gerdau ocupa um cargo não-remunerado no Planalto e se refestela em uma sala próxima ao gabinete presidencial no recinto mesmo do Poder Executivo nacional.
A decisão de guindar Jorge Gerdau à condição em que se encontra no centro do poder planaltino é um equívoco grosseiro da presidenta Dilma. Um mega engano político, uma rombuda insensatez econômica e uma rotunda imprudência institucional.
Jorge Gerdau é um símbolo das estrepolias privatistas do tucanato no País, adquiriu a preço de cachaça ruim, em 1992, a antiga Aços Finos Piratini, fundada pelo então governador Brizola, em Charqueados, no Rio Grande do Sul. Gerdau assumiu a direção da aciaria e de plano demitiu cerca de 60% dos 3 mil trabalhadores da siderúrgica sulina. Hoje, o Rio Grande importa aço plano e para construção mecânica (que serve para indústria automotiva, ônibus, máquinas e equipamentos agrícolas, indústria naval e indústrias de energia eólica e outras).
Um dos grandes gargalos do desenvolvimento produtivo no RS - hoje - é a falta de aço, e o "planaltino" Jorge Gerdau se recusa a investir no seu estado de origem, onde fez a sua acumulação primitiva e de onde se projetou como boss do aço em inúmeros países de três continentes. Gerdau prefere investir no Canadá. A presidenta Dilma talvez não saiba disso, mas se sabe, agrava o seu espetacular erro político em convidá-lo para tão importantes missões do governo brasileiro.
Voltaremos ao assunto.
Voltei.
A escolha de Gerdau mostra que Dilma é, primeiro, corajosa e, segundo, tem visão. Gerdau sempre esteve preocupado com a eficiência do estado brasileiro; somos entravados, não sabemos trotar, somos o país dos mil e um estudos de viabilidades. E quando fazemos as obras elas são de péssima qualidade. O Brasil tem que mudar e para isso temos de desengessar a ideologia do nosso cérebro e convocar para nos ajudar pessoas de visão.
Brasil - Um Déjà Vu Recorrente
Brasil - O país do estudo da viabilidade....
O Brasil é um país violento e entravado. Sim, estamos progredindo, estamos melhorando, mas continuamos tendo uma cultura, digamos assim, complicada, burocrática, murrinha. E alguém, pelo jeito, lucra com isso. Somos um país que não consegue "trotar", um déjà vu recorrente, como disse a Marta Medeiros hoje em sua crônica na Zero Hora:
Burrocracia
Recebi convite para participar de um evento literário em João Pessoa. Já quase não viajo a trabalho, preciso ficar mais tempo no meu escritório, mas respondi que, dependendo da data, talvez conseguisse ir. Foi então que me chegou uma lista de documentos que eu deveria providenciar para viabilizar minha participação. Não acreditei. Nem para um ex-presidiário acusado de desfalque do Banco Central exigiriam tamanha quantidade de certificados de idoneidade moral e financeira. Eu teria que passar uma semana percorrendo cartórios e contratar um ou dois advogados. Muito grata, mas fica pra próxima.
Nunca vi um país se entravar tanto. Nada avança em ritmo razoável. As incensadas obras prometidas para a Copa do Mundo são apenas um exemplo. Afora maledicências, pilantragens e disputas de poder, ainda temos a questão da papelada: é 1 milhão de pareceres, assinaturas, carimbos e rubricas que impedem o andar da carruagem. Pois é, ainda estamos nos tempos da carruagem, trotando.
Durante a enxurrada que desabou sobre Porto Alegre, semana passada, tivemos mais do mesmo: ruas alagadas nos pontos de sempre. Ok, o asfalto não absorve a água, o lixo é jogado em locais impróprios e choveu o esperado para o mês inteiro. Mas não há pessoas dentro das secretarias de governo sendo pagas para resolver os problemas da cidade? Vai chover de novo, e forte. E os carros ficarão boiando, poucos conseguirão chegar ao trabalho, o comércio terá que fechar, moradores perderão seus móveis, grávidas terão que ser retiradas de barco de dentro de suas casas. É um déjà vu recorrente.
Como não imagino que haja almas satânicas por trás da nossa administração, só posso pensar que a burocracia tem algo a ver com isso. Quantos estudos, laudos, aprovações, orçamentos, prazos remarcados, projetos refeitos serão necessários para resolver nossas pendências? É o país da novela, de fato.
Fizemos progresso na emissão de documentos pessoais – hoje se pode tirar uma certidão de nascimento ou uma carteira de identidade sem trâmites e demoras, mas ainda falta, como falta, para a gente ser uma nação que flui. A expressão “é pra ontem”, que configura a pressa, passou a ser literal. Não conseguimos sair do ontem e entrar no amanhã.
Os reféns da burocracia se defendem dizendo que não é culpa deles, exige-se o cumprimento da lei, e estão certos, senão vira bagunça. Mas alguém lá em cima, com a caneta na mão, tem o dever de promover mais agilidade nesse Brasil que só é rápido na informalidade. Há que se encontrar um meio de trabalhar de forma legal e ao mesmo tempo atender as demandas em prazo de país desenvolvido, que é o que almejamos ser.
O que é preciso para promover a desburocratização? Claro, uns 3.479 estudos de viabilidade. Pocotó, pocotó.
terça-feira, 20 de março de 2012
O Trem da História e a Lei da Anistia
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| Cartaz de 1979 conclamando os trabalhadores do Brasil a receberem os companheiros anistiados. |
O professor Vladimir Safatle que escreve nas terças na Folha gosta muito de criticar as posições do jornal. O debate agora gira em torno da lei da anistia e pode ser resumido no último parágrafo do artigo que ele escreveu hoje:
É compreensível que o editorialista queira lutar para que o Brasil não vire prisioneiro de seu passado, alegando que tais fatos são "página virada". Mas há aqueles que acreditam que só nos livraremos do passado ao encararmos nossas piores páginas mais uma vez.
O debate é exatamente esse, temos que virar a página da história ou vamos remoer o passado alimentando os ressentimentos?
Não adianta ficarmos comparando nossa ditadura (ou ditabranda) com as do Chile e da Argentina que foram muito mais sanguinárias.
O universo de pessoas envolvidas é hoje muito pequeno (minúsculo, microscópico), o Brasil tem que ir além, essa discussão tinha de ter sido feita no final da década de 80 ou início de 90.
Agora é tarde e o trem da história já passou.
Abaixo o artigo de Vladimir Safatle
segunda-feira, 19 de março de 2012
Pina do Wim Wenders em 3D
Esse filme do grande Wim Wenders é a prova que faltava: o cinema 3D veio para ficar. Hoje grandes diretores como Wenders, Spielberg (Tintim) e Scorcese resolveram brincar de 3D e a brincadeira deu certo.
Pina do Wenders é maravilhoso, o efeito do 3D na incrível e revolucionária equipe de dança de Pina Bausch, ali em Wuperthal, Alemanha é impressionante.
É uma obra prima. Recomendo com 5 estrelas. Sensível, mágico, poderoso.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Tijolaço no Trabalho
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| Brizola Neto, blogueiro, deputado e neto. |
Circulam Boatos de que a presidentE Dilma está cogitando em colocar no Ministério do Trabalho o blogueiro e deputado Brizola Neto (PDT-RJ).
No seu Blog Tijolaço o deputado faz um silêncio necessário. Em outras palavras, Brizola Neto quer o cargo.
Certa esquerda está em polvorosa, afinal, o cara do Tijolaço é um autêntico gauche, sem tirar e nem por.
Os argumentos até são válidos, porque -- de certa forma -- diminuiria o poder de certa banda podre sarneysta no interior do governo.
Dilma (repito ela faz um bom governo) deve colocar alguém digno e competente no Ministério do Trabalho, mas nunca um vivente com cérebro ideologicamente algemado.
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