Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

As Necessárias "Rapinagens"






Eu adoro as postagens ressentidas da nossa gauche, como essa abaixo do Diário Gauche. Comento depois:

Londres 2012 esqueceu o Museu Britânico, aquela rica 'caverna' de Ali Babá




Rapinagem

A melhor observação que li sobre a crise das dívidas na Europa foi a de um leitor do “London Review of Books” que, numa carta à publicação, comenta as queixas dos alemães inconformados com a obrigação de mandar seus euros saudáveis para sustentar a combalida economia grega. O leitor estranha que ninguém se lembre de perguntar sobre as grandes reservas de ouro que os alemães levaram da Grécia durante a Segunda Guerra Mundial – e nunca devolveram. Só os hipotéticos juros devidos sobre o valor do ouro roubado dariam para resolver, ou pelo menos atenuar, a crise grega. O autor da carta poderia estranhar também o silêncio que envolve um exemplo mais antigo de pilhagem, a dos tesouros artísticos da Grécia Antiga, levados na marra e de graça para os grandes museus da Alemanha. Seu valor garantiria com sobras a ajuda aos gregos que os alemães estão dando com cara feia.
É claro que se, num acesso de remorso, os alemães decidissem devolver ou pagar o que levaram da Grécia, estaria estabelecido um precedente interessante: a América poderia muito bem reivindicar algum tipo de retribuição da Europa pelo ouro e pela prata que levaram daqui sem gastar nada e sem pedir licença, durante anos de pilhagem. Que não deixaram nada no seu rastro, salvo plutocracias que continuaram a pilhagem e sociedades resignadas à espoliação. Alguém deveria fazer um cálculo de quanto a metrópole deve às colônias pelo que não pagou de direitos de mineração no tempo da rapinagem desenfreada. Só por farra.
Quanto às reservas de ouro levadas da Grécia pela Alemanha nazista, a observação do leitor do “London Review” mostra como a História não é linear, é um encadeamento. A atual crise do euro e da comunidade europeia é a crise de um sonho de unidade que asseguraria a paz e evitaria a repetição de tragédias como as das duas grandes guerras. Sua meta era uma igualdade econômica, que dependia de um equilíbrio de forças, que dependia da Alemanha como potência econômica ser diferente da Alemanha que invadiu e saqueou meia Europa. Os alemães atuais não têm culpa pelos desmandos dos nazistas, mas não podem renunciar à força desestabilizadora que têm, que continuam a ter. Como a Grécia não pode evitar de ter saudade do seu ouro, do qual nunca mais ouviu falar.
Artigo de Luiz Fernando Veríssimo, publicado hoje em vários jornais brasileiros.
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Completando as pertinentes observações do Veríssimo: na abertura das Olimpíadas de Londres 2012, dias atrás, houve um detalhado desfile das conquistas britânicas pelo mundo afora, com destaque para os avanços civilizatórios operados pela primeira revolução industrial, as contribuições inegáveis da cultura inglesa, etc. Mas faltou a menção às conquistas do Império inglês nos séculos 18 e 19. Faltou alguma alusão às rapinagens, saques e roubos mesmo do colonialismo inglês no Egito, por exemplo, na Índia, no sul da China, onde se apoderaram de Hong Kong, só para citar alguns locais onde houve choro e ranger de dentes por onde os "civilizados" ingleses passaram. Não mencionaram nada acerca do famoso Museu Britânico. Curioso, não?
Foto: Museu Britânico de Londres, erguido em 1753. Mantém uma variada e valiosa coleção de objetos saqueados do mundo todo. Lá é possível encontrar peças de valor inestimável subtraídas da antiga Grécia, do Japão, das culturas pré-colombianas da América, da África, sobretudo do antigo Egito, e naturalmente da Ásia inteira, principalmente arte chinesa e persa antigas. O Museu Britânico é uma suntuosa caverna de Ali Babá da civilização branca e culta do Ocidente.
 
Comento: O povo de Hong Kong é extremamente grato à ocupação britânica, se desenvolveram muito mais do que seus irmãos do norte e, também, não ficaram impostos às doutrinações do livro vermelho de Mao.
 
A Pedra de Roseta -- que brilha hoje no museu britânico -- onde estaria hoje se não tivesse ocorrido essa, vamos dizer assim, "rapinagem"?
 
Talvez em alquma esquina da barbárie ou virado pó ou poeira.

Brasil É um Fiasco Olímpico

A surpreendente medalha de ouro de Zanetti, nas argolas, salvou a pátria.
 
Falam tanto (mal)  dos EUA, que o país está em crise, em decadência  e o diabo a quatro, mas os EUA continuam liderando o quadro de medalhas nas Olimpíadas. Sabem por quê? As crianças naquele país são incentivadas nas escolas a praticarem esportes. Todas escolas são de turno integral e todas têm ginásio com ótimas estruturas. Este blogueiro já estudou em escola pública americana.
 
E o Brasil -- anfitrião da Olimpíada de 2016 -- deve comemorar o  22º lugar no quadro final de medalhas de Londres ?
 
 
Mesmo com  um aumento de 44% nos repasses da Lei Piva, a principal verba de financiamento do esporte no país, o Brasil só aumentou em dois pódios (uma prata e um bronze) seu desempenho em relação a Pequim-2008.
O que significa um aumento de 13% nas premiações, suficiente para fazer a sede dos próximos Jogos subir só uma posição no quadro geral. Mas, de força intermediária no número absoluto de pódios, o Brasil vira "turma do fundão" quando se verifica sua produtividade.
Em um ranking com a divisão do número de atletas inscritos pelo número de pódios, o Brasil ficaria em 51º lugar entre os 85 países que ganharam medalhas em Londres.
Foram 258 brasileiros nos Jogos. Entre os países que mandaram aos menos 200 atletas, só Canadá e Polônia foram menos premiados.
Pior ainda é a colocação do Brasil nos rankings de produtividade por tamanho da população e pelo PIB (produto interno bruto). No primeiro, o país seria apenas o 68º, e, no segundo, o 70º. Tanto em população quanto no tamanho da economia o Brasil está entre os dez maiores do mundo.
Com a exceção das potências Estados Unidos e China, nenhum país que terminou a Olimpíada de Londres com mais medalhas do que o Brasil tem uma população maior do que a brasileira.
Oito nações que superaram o Brasil têm menos de 20 milhões de habitantes, ou população menor do que a residente na Grande São Paulo. Mesmo decadente esportivamente e com um PIB que não chega a 2,3% do brasileiro, Cuba ficou sete posições à frente no quadro, com duas medalhas de ouro a mais.
A equipe enviada pelo COB não pode se orgulhar de formar um time competitivo na maioria das modalidades. O Brasil subiu ao pódio em oito esportes diferentes, número idêntico ao registrado em Pequim, há quatro anos.
A Espanha, que ganhou as mesmas 17 medalhas que o Brasil, foi premiada em 11 modalidades diferentes. A equipe nacional não teve o gosto de ganhar uma medalha no mais nobre dos esportes olímpicos.
No atletismo, só quatro dos países que ficaram à frente do Brasil --Coreia do Sul, Holanda, Coreia do Norte e Espanha-- não medalharam no atletismo. Na natação, os brasileiros ficaram sem ouro.
Nas duas modalidades, assim como na vela, o número de finais disputadas por atletas brasileiros caiu.

Dilma e a Veja - A Veja e Dilma

Via Alfabetizados Políticos copio e colo, comento, of course, depois.

 

Quem mudou, Dilma ou Abril? Ou ambos?



Do 247
Dois meses atrás, por meio da revista Exame, a Editora Abril, de Roberto Civita, assumiu sua oposição à política econômica da presidente Dilma Rousseff. Condenava-se, ali, a “mão pesada” da presidente e sua tentativa de baixar na marra juros bancários, preços de energia e até de automóveis. Seria a demonstração de um capitalismo de Estado, à chinesa, marcado pelo intervencionismo na economia.
Neste fim de semana, a revista Veja assume outro extremo. Diz que, com o pacote de concessões de portos, estradas, aeroportos e ferrovias, que será anunciado na quarta-feira, com projetos de mais de R$ 50 bilhões, Dilma estará promovendo um “choque de capitalismo” no País, que atacará de frente o chamado Custo Brasil. Embora lamente que Dilma receie utilizar a palavra privatização, a revista hipotecou apoio público à presidente, por meio do editorial escrito pelo Eurípedes Alcântara.
O fato incontestável é que, em apenas dois meses, a Editora Abril “dilmou”, migrando da rejeição à adesão. Como a imprensa sempre tem razão, talvez Dilma tenha promovido o “choque de capitalismo” porque ouviu os alertas da revista Exame sobre o excesso de intervencionismo. Mas, talvez, a mudança tenha partido do próprio Roberto Civita. Em meio a um escândalo relacionado ao contraventor Carlos Cachoeira, o publisher da Abril, que está acossado e pode vir a ser convocado pela CPI da Operação Monte Carlo, assim como o jornalista Policarpo Júnior, emitiu um sinal importante ao Palácio do Planalto. Algo como: “estamos juntos, somos parceiros”.
Afinal, quem mudou: a Editora Abril, a presidente Dilma ou ambos?

Comento -- Não lembro de ter lido na Veja  críticas contundentes contra Dilma, mesmo na época em que ela era candidata a presidente. Evidentemente que a Veja tinha preferência por Serra. Mas tendo Dilma vencido a revista da Abril sempre foi muito cordial com ela. Ou seja, a Veja não mudou de opinião em relação à Dilma. E o Brasil precisa mesmo de um choque de capitalismo, temos de melhor as estruturas dos portos, aeroportos, estradas e tudo isso depende quase que exclusivamente de parceria público privada.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Dilma É Teoria X

Do Blog do Stephen Kanitz:

As Greves São Devido Ao Estilo da Dilma, Infelizmente.

Download (11)Ano passado, escrevi em estilo-dilma um problema sério do Governo Dilma:
"É muito triste que ninguém até agora percebeu que o Estilo Dilma é a Teoria X, já ultrapassada, que sabemos não dá resultados a longo prazo, mas isto só mostra o atraso administrativo deste país."
O estilo teoria X, é o estilo murros na mesa, falar duro, exigir resultados, ridicularizar em público, bem o contrário da Teoria Y que é ensinado hoje nas Faculdades de ADM.
O resultado é insatisfação, greves como forma de externá-la, e mais importante atraso na execução.
Leiam Projetos bilionários do PAC têm atraso de até 54 meses - O Globo
É que com este regime de terror, ninguém se arrisca a fazer nada se não estiver 100% dentro dos conformes.
Conhecendo a excessiva burocracia implantada por amadores, preocupados em evitar fraudes, o que é louvável, criaram um Estado parado, estagnado, e vejam só, ainda mais corrupto.
Infelizmente, estas duas situações são conseqüência do Estilo Dilma de administrar, que como escrevi na época, não dá o resultados desejados, muito pelo contrário.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Veja É Acusada de Omitir Julgamento do Mesalão



Essa mensagem acima circula no facebook, muitos compartilham. A Veja é acusada por diversas pessoas de pegar pesado contra o pessoal do PT. E na semana em que ocorre o julgamento do mensalão ela é acusada de pegar leve, de não divulgar a seus leitores, na capa, o julgamento do mensalão. Coisas do Brasil.

Universidade Para os Pobres

 

Do Blog Crônicas do Motta, copio e colo, mas não preciso concordar, né? Comento depois.

A presidente Dilma Rousseff pode contribuir para um extraordinário avanço na luta para acabar com as desigualdades e injustiças que mancham o nome do Brasil. Basta sancionar o projeto de lei aprovado pelo Senado, na terça-feira, que institui cotas sociais e raciais para as universidades e os institutos públicos federais. O projeto foi discutido por 13 anos no Congresso Nacional. Dilma deverá sancioná-lo, e, segundo a relatora do projeto, senadora Ana Rita (PT/ES), “o próximo vestibular já deverá ter cotas”.
Com a lei, nas seleções para graduação nas universidades e graduação e nível médio/técnico nos institutos federais, deverão ser reservadas 50% das vagas - por curso e turno - para alunos de escolas públicas. Dessas, 25% serão preenchidas por candidatos de famílias que tenham rendimento mensal abaixo de 1,5 salário mínimo per capita. Segundo o projeto, as vagas das cotas também deverão ser preenchidas de acordo com a distribuição por raça e cor do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em cada Estado.
Claro que já apareceram os críticos ao projeto. Alguns deles dizem que a lei vai ferir a autonomia universitária e que caberia às universidades decidirem as suas políticas de inclusão social. Outros se apegam até ao conceito de raça para desqualificar a iniciativa.
Argumentos desse tipo podem ser até interessantes se o país fosse uma maravilha do Primeiro Mundo. Infelizmente, a realidade brasileira é outra. Aqui, os pobres ainda são maioria, e entre eles os negros, imensa maioria. Não dá mais para perder tempo com discussões que apenas retardam a solução dos nossos gravíssimos problemas sociais. É preciso dar sequência à revolução educacional iniciada pelo governo Lula, que tem realmente democratizado o ensino universitário.
Contra o projeto estão também os de sempre: os partidos políticos que foram defenestrados do poder em 2002 e até hoje sonham em voltar ao Palácio do Planalto para interromper esse ciclo de avanços sociais e econômicos do país. Para essa turma, qualquer iniciativa que beneficie os pobres e os negros - ou qualquer minoria - é tachada de "populista".

Nesse sentido, reservar metade das vagas das universidades federais para quem está lá embaixo da pirâmide social é algo semelhante a uma blasfêmia.
Comento, o projeto pode ser muito bonito "socialmente", mas tenho dúvidas se vai dar certo e se vai melhorar a qualidade do ensino universitário, o que também é fundamental e se isso não agride a tão importante autonomia universitária.  Não sou contra as cotas sociais, acho que os estudantes que estudam escolas públicas devem sim ter seu espaço dentro da universidade pública, é uma questão de justiça e inclusão social. Além do mais, há de se pensar também nas famílias de classe média que muito esforço fazem para fazer o investimento de colocar seus filhos em escola privada, sendo que essas vagas serão mais limitadas ainda e a competição vai aumentar.  O projeto não é isonômico, mas o Brasil também não é um país isonômico e temos que vencer certas barreiras, a dúvida é se beneficiando excessivamente um lado a injustiça não vai permanecer.

Os Fatos São Os Fatos



O julgamento deve ser jurídico e não político. Mas os fatos estão na mesa: R$ 100 milhões de reais foram movimentados, tudo praticamente em dinheiro vivo, em cash, porque essas quantias não podiam aparecer. Houve empréstimos simulados entre Marcos Valério e o PT. A versão é que o PT estava sem grana, mas havia elegido o presidente Lula, era o partido do poder -- e continua sendo. José Dirceu era o homem forte, que negociava com os partidos aliados. Havia dificuldade em aprovar os projetos impopulares, como a reforma da previdência. Estão a dizer que não houve mensalão, mas recursos foram movimentados nas vésperas das votações. Esses são os fatos jurídicos. Cumpre ao STF aplicar os fatos à lei. Infelizmente, a partir da indicação do Ministro Nelson Jobim, o STF, aos poucos, vem se tornando um tribunal político. As indicações de Lewandowski, ligado ao Lula e de Dias Toffoli, advogado do PT, são demonstrações cabais disso. Espero apenas que o nosso STF não se transforme num tribunal bolivariano que sempre obedece as ordens do dono do poder.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Sempre em Cadeia.

Ontem Chávez entregou ao medalista Rubén Limardo réplica da espada de Simon Bolivar, a mídia inteira do país foi obrigada a transmitir o evento.

Por alguma obsessão sintonizei ontem a Rádio Nacional de Venezuela., emissora oficial do governo. O locutor anunciava que o presidente Chávez iria entregar uma réplica da espada de Simon Bolivar ao esgrimista  Rubén Limardo, ouro em Londres.

O presidente Chávez, simpático como sempre,  começou a falar :meus opositores  dizem que estou em corrida presidencial, mas na verdade faço isso pela pátria. Deu um suspiro e gritou: Cadena (cadeia). Uma música com muitos clarins e metais começou a tocar.

Curioso, sintonizei  outras rádios no aplicativo Tunein Radio . Tentei a La Romantica FM, a emissora venezuelana dedicada ao amor; a Rádio Fama, sonidos en primera fila e também a Hit´s 102,7 FM. E todas, todas elas estavam transmitindo o presidente da república entregando a espada de Bolivar ao medalista de ouro.

O homem é poderoso. Ele manda e todos cumprem. Sim, ele faz isso pela pátria. Que chances terão seus opositores?

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Sai Yelena E Entra Zanetti -- Assim é a Vida




A bela Yelena Isinbayeva está na tela agora. Olha firme para pular 4,75 metros, mas não consegue. O tempo dela se foi. Assim como o tempo acabou para diversos astros olímpicos. É que está chegando a nova geração, os Zanettis da vida -- que hoje se tornou a grande surpresa brasileira.