Diversidade, Liberdade e Inclusão Social
Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
700 Mil Contra Cristina K
O editor deste espaço estava, em 13 de setembro de 2012, em Buenos Aires e foi surpreendido com uma imensa multidão que saiu espontaneamente nas ruas, com suas panelas/cacerolas protestando contra o governo da autista Cristina K. Era realmente uma multidão que não foi convocada por partidos políticos, mas pelas redes sociais.
Pois ontem mais pessoas, uma multidão muito maior, saiu às ruas não só do centro de Buenos Aires como de diversos bairros, inclusive na frente do Palácio de Olivos, onde estava La Presidenta.
Este blogueiro -- ao saber do fato via twitter -- imediatamente pegou o controle remoto da Tv e clicou o canal 146 da NET, a ATC, Tv Pública e oficialista argentina.
Era uma mesa redonda, o programa se chama 6,7,8 e um filósofo estava a dizer: "são famílias, não são comunidades e eles estão hipnotizados pela grande mídia"... O apresentador do programa disse: "O obelisco é local para festividades, comemorações de título, protesto político mesmo se dá na Plaza de Mayo."
Conheço, conheço bem esse discurso.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Que "Tchurma"
Essa foto foi tirada no primeiro semestre de 2003, no quarto andar do Palácio do Planalto, ao lado da sala de Lula, que nunca sabe de nada. Quatro destes companheiros, principalmente, o que está sentado na cabeceira, foram condenados por corrupção ativa, formação de quadrilha e peculato pelo STF. Todos eles estão sorrindo, foi exatamente nessa época que ocorreram os fatos criminosos.
É isso Ai, Dilma, Repita Sempre Para Seus Companheiros de Partido
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| Dilma no salão do automóvel em São Paulo |
Ontem a presidente Dilma reiterou o que já havia dito:
"Como eu já disse várias vezes, eu estou convencida de que mesmo quando há exageros, e nós sabemos que eles existem, é sempre preferível o ruído da imprensa livre ao silêncio tumular das ditaduras"
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Nossa Esquerda É Tosca Barbaridade
A esquerda brasileira e latino americana é engraçada, todo partido que não defende o estatismo, porque o socialismo nunca foi além do estatismo, é de direita. Nossa esquerda é tosca barbaridade.
Vitória da Diversidade
A reeleição de Obama significa a vitória da diversidade, do espírito multicultural e os EUA estão a provar ao mundo de que o país mudou. Foi uma vitória do povo das grandes cidades, que, em tese, é mais liberal, do que os povos conservadores e moralistas das pequenas cidades e da zona central americana. O americano médio votou em Romney, os imigrantes, negros, hispânicos e os mais "despojados" votaram em Obama. Os EUA disseram ontem que é que faz a maioria.
The Best Is Yet To Come ( O Melhor Está Por Vir)
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| Esse twitter de Obama, postado às 23 e pouco de ontem hora da costa leste americana, anunciando sua vitória foi o mais retwetado da história dessa rede social. |
A humanidade agradece, Obama foi reeleito com razoável folga, muito além do que diziam as pesquisas. Assisti ontem pela Fox (Republicana) e CNN (democrata); Obama venceu na maioria dos "swing states", estados indefinidos. Olhando o mapa americano se verifica que nos estados mais populosos, a exceção do Texas sempre republicano, Obama vence: Nova York, Nova Jersey, Califórnia, Massachussets, Pensilvânia. A Flórida é um caso a parte. Na região de Miami, Obama vence com folga; o mesmo ocorre, a folga é menor, em Orlando. Nas demais regiões das pequenas cidades, os republicanos ganharam. Que Obama, enfim, possa cumprir o que prometeu há 4 anos eainda não realizou. Por isso ele enfatizou ontem em Chicago, após o resultado final, the best is yet to come. O melhor está por vir. Então, vamos rezar.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Cuba, Uma Favela No Paraíso Caribenho
Do Blog do Juremir Machado da Silva - Não, não dá para dizer que Juremir é de direita. Inegavelmente um dos melhores textos que li sobre a Cuba atual.
CUBA, O INFERNO NO PARAÍSO
Juremir Machado da Silva
Na crônica da semana passada, tentei, pela milésima vez, aderir ao comunismo. Usei todos os chavões que conhecia para justificar o projeto cubano. Não deu certo. Depois de 1O 1 dias na ilha de Fidel Castro, entreguei de novos os pontos.
O problema do socialismo é sempre o real. Está certo que as utopias são virtuais, o não-lugar, mas tanto problema com a realidade inviabiliza qualquer adesão. Volto chocado: Cuba é uma favela no paraíso caribenho.
Não fiquei trancando no mundo cinco estrelas do hotel Habana Libre. Fui para a rua. Vi, ouvi e me estarreci. Em 42 anos, Fidel construiu o inferno ao alcance de todos. Em Cuba, até os médicos são miseráveis. Ninguém pode queixar-se de discriminação. É ainda pior. Os cubanos gostam de uma fórmula cristalina: ‘Cuba tem 11 milhões de habitantes e 5 milhões de policiais’. Um policial pode ganhar até quatro vezes mais do que um médico, cujo salário anda em torno de 15 dólares mensais.
José, professor de História, e Marcela, sua companheira, moram num cortiço, no Centro de Havana, com mais dez pessoas (em outros chega a 30). Não há mais água encanada. Calorosos e necessitados de tudo, querem ser ouvidos. José tem o dom da síntese: ‘Cuba é uma prisão, um cárcere especial.
Aqui já se nasce prisioneiro. E a pena é perpétua. Não podemos viajar e somos vigiados em permanência. Tenho uma vida tripla: nas aulas, minto para os alunos. Faço a apologia da revolução. Fora, sei que vivo um pesadelo. Alívio é arranjar dólares com turistas’. José e Marcela, Ariel e Julia, Paco e Adelaida, entre tantos com quem falamos,pedem tudo: sabão, roupas, livros, dinheiro, papel higiênico, absorventes. Como não podem entrar sozinhos nos hotéis de luxo que dominam Havana, quando convidados por turistas, não perdem tempo: enchem os bolsos de envelopes de açúcar.
O sistema de livreta, pelo qual os cubanos recebem do governo uma espécie de cesta básica, garante comida para uma semana. Depois, cada um que se vire. Carne é um produto impensável.
José e Marcela, ainda assim, quiseram mostrar a casa e servir um almoço de domingo: arroz, feijão e alguns pedaços de fígado de boi. Uma festa. Culpa do embargo norte-americano? Resultado da queda do Leste Europeu? José não vacila: ‘Para quem tem dólares não há embargo. A crise do Leste trouxe um agravamento da situação econômica. Mas, se Cuba é uma ditadura, isso nada tem a ver com o bloqueio’.
Cuba tem quatro classes sociais: os altos funcionários do Estado, confortavelmente instalados em Miramar; os militares e os policiais; os empregados de hotel (que recebem gorjetas em dólar); e o povo. ‘Para ter um emprego num hotel é preciso ser filho de papai, ser protegido de um grande, ter influência’, explica Ricardo, engenheiro que virou mecânico e gostaria de ser mensageiro nos hotéis luxuosos de redes internacionais.
Certa noite, numa roda de novos amigos, brinco que,quando visito um país problemático, o regime cai logo depois da minha saída. Respondem em uníssono:
Vamos te expulsar daqui agora mesmo’. Pergunto por que não se rebelam, não protestam, não matam Fidel? Explicam que foram educados para o medo, vivem num Estado totalitário, não têm um líder de oposição e não saberiam atacar com pedras, à moda palestina. Prometem, no embalo das piadas, substituir todas as fotos de Che Guevara espalhadas pela ilha por uma minha se eu assassinar Fidel para eles.
Quero explicações, definições, mais luz. Resumem: ‘Cuba é uma ditadura’. Peço demonstrações: ‘Aqui não existem eleições. A democracia participativa, direta, popular, é um fachada para a manipulação. Não temos campanhas eleitorais, só temos um partido, um jornal, dois canais de televisão, de propaganda, e, se fizéssemos um discurso em praça pública para criticar o governo, seríamos presos na hora’.
Ricardo Alarcón aparece na televisão para dizer que o sistema eleitoral de Cuba é o mais democrático do mundo. Os telespectadores riem: ‘É o braço direito da ditadura. O partido indica o candidato a delegado de um distrito; cabe aos moradores do lugar confirmá-lo; a partir daí, o povo não interfere em mais nada. Os delegados confirmam os deputados; estes, o Conselho de Estado; que consagra Fidel’.Mas e a educação e a saúde para todos? Ariel explica: ‘Temos alfabetização e profissionalização para todos, não educação. Somos formados para ler a versão oficial, não para a liberdade.
A educação só existe para a consciência crítica, à qual não temos direito. O sistema de saúde é bom e garante que vivamos mais tempo para a submissão’.José mostra-me as prostitutas, dá os preços e diz que ninguém as condena:’Estão ajudando as famílias a sobreviver’. Por uma de 15 anos, estudante e bonita, 80 dólares. Quatro velhas negras olham uma televisão em preto e branco, cuja imagem não se fixa. Tentam ver ‘Força de um Desejo’. Uma delas justifica: ‘Só temos a macumba (santería) e as novelas como alento. Fidel já nos tirou tudo.Tomara que nos deixe as novelas brasileiras’. Antes da partida,José exige que eu me comprometa a ter coragem de, ao chegar ao Brasil, contar a verdade que me ensinaram: em Cuba só há ‘rumvoltados’.
O Rio Grande em Havana
O governador Tarso Genro --PT-RS, aquele que não é um Olívio -- está em Havana, Cuba, tentando fechar negócios para o Rio Grande do Sul. Coisas do tipo, vender vinhos e espumantes gaúchos nos hotéis e resorts da ilha da dinastia Castro. Esse blogueiro não é contra essa visita.
Os jornalistas gaúchos circulam por Havana. Um dele é Juremir Machado da Silva, copio e colo algumas impressões dele, de seu blog;
Tarde de Domingo em Havana
Depois da abertura da Feira Internacional, fui ao centro de Havana.
Cores, sol, atmosfera e pulsação.
Voltei para o hotel, escrevi um pouco e fui andar.
Arranjei conversas com jovens cubanos.
Um deles me diz: “O futuro nunca chega”.
Uma menina de 16 anos discorda: “Não será sempre assim. Vai mudar. Está mudando”.
Uma velha aproxima-se. Espicha o ouvido. Diz: “Nada é para sempre”.
Lembro-me de um título de Louis Althusser: o futuro dura muito tempo.
Depois da abertura da Feira Internacional, fui ao centro de Havana.
Cores, sol, atmosfera e pulsação.
Voltei para o hotel, escrevi um pouco e fui andar.
Arranjei conversas com jovens cubanos.
Um deles me diz: “O futuro nunca chega”.
Uma menina de 16 anos discorda: “Não será sempre assim. Vai mudar. Está mudando”.
Uma velha aproxima-se. Espicha o ouvido. Diz: “Nada é para sempre”.
Lembro-me de um título de Louis Althusser: o futuro dura muito tempo.
Filosofia cubana
Estou em Havana. Saio para caminhar, perto do hotel, pouco depois das sete horas de manhã. Está escuro. A temperatura é agradável. Sento-me para desencasar. Um cubano de cabelos brancos se aproxima. Puxa conversa.
– Francês?
– Brasileiro.
– Fazendo turismo?
– Trabalhando.
Dois minutos depois, estou fazendo a pergunta de sempre, como se não houvesse mais o que falar com cubanos, com a certeza de, enfim, desvendar o enigma.
– E a revolução?
– Resiste.
– Mas o senhor gosta?
– Por que caminha de manhã?
– Não caminho.
– Como não?
– Só estava tentando conhecer as imediações do hotel.
– Eu também.
– Ainda não conhecia as imediações do hotel?
– Sim, claro, vivo aqui desde sempre.
– Então?
– Vamos caminhando.
Resolvo aproveitar a situação e ser incisivo:
– Falta-lhe liberdade?
– Muita. E dinheiro, juventude e projetos.
– Teria tudo isso se Cuba não fosse comunista?
– Você tem?
– Vivo num país livre.
– Sim, imagino. O que é mesmo a liberdade?
– Francês?
– Brasileiro.
– Fazendo turismo?
– Trabalhando.
Dois minutos depois, estou fazendo a pergunta de sempre, como se não houvesse mais o que falar com cubanos, com a certeza de, enfim, desvendar o enigma.
– E a revolução?
– Resiste.
– Mas o senhor gosta?
– Por que caminha de manhã?
– Não caminho.
– Como não?
– Só estava tentando conhecer as imediações do hotel.
– Eu também.
– Ainda não conhecia as imediações do hotel?
– Sim, claro, vivo aqui desde sempre.
– Então?
– Vamos caminhando.
Resolvo aproveitar a situação e ser incisivo:
– Falta-lhe liberdade?
– Muita. E dinheiro, juventude e projetos.
– Teria tudo isso se Cuba não fosse comunista?
– Você tem?
– Vivo num país livre.
– Sim, imagino. O que é mesmo a liberdade?
E Querem Instituir Essa Moda Aqui
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| Um banner de Cristina K no Congresso Argentino, apesar da impopularidade de seu governo, seus simpatizantes querem Cristina Forever.... |
Editorial da Folha de S. Paulo de hoje.
Cristinoduto
Não bastassem as tensas relações que mantém com a imprensa oposicionista, o governo argentino revela uma face talvez ainda mais grave de sua estratégia antidemocrática e manipuladora.
Segundo dados oficiais, possivelmente subestimados, a administração Cristina Kirchner canalizou, neste ano, cerca de 600 milhões de pesos (mais de R$ 300 milhões) para órgãos alinhados com o governo. Em alguns jornais, os recursos de publicidade oficial cobrem mais de 90% dos custos.
Publicações governistas tiveram, de 2011 a 2012, acréscimos enfáticos nas verbas publicitárias. Uma publicação da cidade de Mendoza conheceu 266% de aumento nesse tipo de receitas, se comparado o primeiro semestre do ano passado com o mesmo período de 2012.
Somente critérios técnicos, como o volume de circulação e o público específico que se pretende atingir, deveriam orientar os governos na escolha dos veículos a serem utilizados para anúncios estatais.
Privilegiando jornais que lhe são favoráveis e diminuindo a publicidade nos órgãos de oposição, o governo Kirchner faz mais do que simplesmente revelar o que já se sabia desde suas primeiras investidas contra o grupo editorial "Clarín".
Não se trata apenas de tentar sufocar setores que criticam o governo. Trata-se, no fundo, de desqualificar toda a imprensa.
Não haveria necessariamente nenhum escândalo se um jornal celebrasse, como fez um diário de Buenos Aires, a volta da petrolífera YPF às mãos do governo com uma primeira página veemente. Mas o fato de esse mesmo jornal duplicar a receita de anúncios governamentais descaracteriza, em tese, o próprio valor de sua opinião.
Assim como a compra de votos de parlamentares é um atentado contra a própria lógica democrática, o "cristinoduto" atinge a imprensa argentina como instituição. Para criticar ou apoiar, a relação entre jornais e governos só se mantém saudável enquanto vale o princípio da máxima distância.
Com 18 jornais em circulação na capital, a Argentina pode, sem dúvida, dispor de uma imprensa múltipla, representativa das mais diversas correntes de opinião.
Nenhuma instituição pluralista e independente da sociedade civil consegue sobreviver, entretanto, se depende de favores, de mesadas e mensalões oferecidos pelo Estado -cujos recursos não pertencem ao governante ocasional, mas a toda a sociedade.
Segundo dados oficiais, possivelmente subestimados, a administração Cristina Kirchner canalizou, neste ano, cerca de 600 milhões de pesos (mais de R$ 300 milhões) para órgãos alinhados com o governo. Em alguns jornais, os recursos de publicidade oficial cobrem mais de 90% dos custos.
Publicações governistas tiveram, de 2011 a 2012, acréscimos enfáticos nas verbas publicitárias. Uma publicação da cidade de Mendoza conheceu 266% de aumento nesse tipo de receitas, se comparado o primeiro semestre do ano passado com o mesmo período de 2012.
Somente critérios técnicos, como o volume de circulação e o público específico que se pretende atingir, deveriam orientar os governos na escolha dos veículos a serem utilizados para anúncios estatais.
Privilegiando jornais que lhe são favoráveis e diminuindo a publicidade nos órgãos de oposição, o governo Kirchner faz mais do que simplesmente revelar o que já se sabia desde suas primeiras investidas contra o grupo editorial "Clarín".
Não se trata apenas de tentar sufocar setores que criticam o governo. Trata-se, no fundo, de desqualificar toda a imprensa.
Não haveria necessariamente nenhum escândalo se um jornal celebrasse, como fez um diário de Buenos Aires, a volta da petrolífera YPF às mãos do governo com uma primeira página veemente. Mas o fato de esse mesmo jornal duplicar a receita de anúncios governamentais descaracteriza, em tese, o próprio valor de sua opinião.
Assim como a compra de votos de parlamentares é um atentado contra a própria lógica democrática, o "cristinoduto" atinge a imprensa argentina como instituição. Para criticar ou apoiar, a relação entre jornais e governos só se mantém saudável enquanto vale o princípio da máxima distância.
Com 18 jornais em circulação na capital, a Argentina pode, sem dúvida, dispor de uma imprensa múltipla, representativa das mais diversas correntes de opinião.
Nenhuma instituição pluralista e independente da sociedade civil consegue sobreviver, entretanto, se depende de favores, de mesadas e mensalões oferecidos pelo Estado -cujos recursos não pertencem ao governante ocasional, mas a toda a sociedade.
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