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| Cartaz da CUT na época do governo Yeda-PSDB-RS |
Essa história do suposto envolvimento de Policarpo Júnior, homem poderoso da Veja em Brasília, com o crime organizado de Carlinhos Cachoeira faz lembrar as denúncias envolvendo a ex governadora Yeda Crusius (PSDB-RS) com o escândalo de desvio de dinheiro do DETRAN. Os mesmos blogs que atiram pedra na Veja atiravam pedras na Yeda acusando-a de ser a chefe da quadrilha. Passados alguns anos, nada daquilo se verificou. Não houve nenhuma participação de Yeda com a quadrilha do DETRAN, porque as provas simplesmente não surgiram.
Ontem o delegado Raul Souza, responsável pela operação que determinou a prisão de Cachoeira e que ouviu todas as gravações dos envolvidos, em seu sigiloso depoimento no Congresso, questionado por - vejam só -- petistas e Fernando Collor (PTB-AL), afirmou que há várias conversas entre o empresário e o diretor da publicação em Brasília, Policarpo Júnior,
mas que elas denotam apenas relação entre repórter e fonte.
A prova cabal contra Policarpo e a Veja ainda não surgiu, assim como nunca surgiu a inconteste prova contra Yeda Crusius.
Estão a dizer -- de forma genérica - que Veja inventa matérias apoiada em fontes do crime organizado. Veja até pode ter tido algum tipo de comportamento censurável na busca da fonte, mas o certo é que 6 ministros do governo Dilma caíram. Caíram por quê? Será que a nossa ilustre presidente foi tão descuidada assim de demitir inocentes por conta de denúncias da Veja. Será que Palocci não enriqueceu durante suas perambulações no poder? Será que tudo o que Veja diz é mentira?
É evidente que não. O que, então, está por trás disso? Ora, a proposta dos intolerantes que não sabem conviver com a crítica: o controle social da mídia. Querem calar a boca da Veja para que o governo - que certa esquerda simpatiza -- possa governar em paz.