Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


sexta-feira, 9 de maio de 2008

Labirinto de Interesses



Foi um militante petista, assessor de diversos parlamentares do PT, um aliado de José Dirceu (parece que ele nega) e atual Secretário de Controle Interno da Casa Civil, o Sr. José Aparecido Nunes Pires (foto acima), que passou para um assessor do Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) o dossiê com gastos do ex presidente FHC.

Que trama!

E o dossiê (ops, banco de dados) , segundo a PF, iniciou a ser formatado exatamente no dia em que a mídia denunciou os gastos com cartão corporativo da Ministra da Integração Social.


Que coincidência!


Aparecido é militante histórico do PT. Foi levado para a Casa Civil por José Dirceu, o antecessor da ministra Dilma. Funcionário de carreira do Tribunal de Contas da União, assessorou vários deputados petistas em CPIs, incluindo Dirceu, cassado em 2005 no escândalo do mensalão. Aparecido chegou a disputar em 1994 uma vaga de deputado federal pelo PT de Goiás, mas não foi eleito.

Que currículo!


La Cámpora -


Leio na Folha de hoje que integrantes de um movimento chamado La Cámpora - um dos ativos membros é Máximo filho da presidente Cristina Kirchner - foram às ruas de Buenos Aires protestar contra o "PIG" Argentino. E a vítima é o jornal Clarín. Eles acusam o Clarín de mentir e de querer inflação. Peraí, peraí, peraí... todo mundo sabe, a Argentina inteira sabe que a inflação no país de Peron é muiiiito mais alta do que se divulga. Isso pesa no bolso do vivente, mas o governo maquia e a imprensa tem a obrigação de divulgar esses fatos. Ou não?

O Clarín diz que esse grupo La Cámpora é uma rede de jovens militantes que comungam com o formado pelo governo de seus pais e possuem cargos no governo.
O La Cámpora tem um site na internet: http://www.lacampora.com.ar/campora.html e esse nome é em homenágem ao ex-presidente peronista da Argentina, Héctor José Cámpora que presidiu a Argentina em 1973.

Reação do MST à Revista da Brigada


Em reação à revista inesperada (com ordem judicial) da Brigada Militar, a elite do MST determinou que seus cordeirinhos fizessem o seguinte:

Eldorado do Sul - O MST interrompeu o trânsito por três horas no km 130 da BR-290, à tarde.
Hulha Negra - Os bloqueios foram feitos no km 160 da BR-293 das 9h30min às 16h10min. O trânsito era liberado de hora em hora. Filas se formaram na rodovia.
Júlio de Castilhos - O protesto começou às 10h com bloqueios da BR-158. Com troncos de árvores e um trator, o MST impedia a passagem nos dois sentidos. A manifestação terminou às 16h.
Lagoa Vermelha - Entre 13h40min e 14h, manifestantes bloquearam o km 201 da BR-285, localizado na área urbana do município.
Nova Santa Rita - A BR-386 foi bloqueada pela manhã no km 432 pelo MST. O grupo permaneceu no local até as 15h30min e só permitia a passagem de ambulâncias e carros-fortes, causando congestionamento na região.
Piratini - Entre 10h e 14h, a pista da BR-293 foi interrompida por pedras, paus de madeira e pelos próprios manifestantes, que liberavam o trânsito a cada 10 minutos. Em razão disso, o bloqueio gerou congestionamentos de, no máximo, um quilômetro.
Pontão - Os manifestantes impediram o trânsito de veículo das 14h30min às 16h30min, na RS-324.
Santana do Livramento - A passagem de veículos na BR-158 foi bloqueada até as 17h. Além de formar uma barreira humana, os sem-terra estacionaram tratores no meio da pista. Os bloqueios duraram entre meia hora e uma hora, gerando filas.
São Luiz Gonzaga - Com troncos, grupo ligado ao MST trancou parcialmente a pista da BR-285, no km 578.
Viamão - O protesto ocorreu no km 19 da RS-040, perto da praça de pedágio, das 10h30min ao meio-dia.

Parabéns, Brigada Militar


Acostumados a entrar de surpresa nas propriedades, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram alvos da mesma tática, ao amanhecer de ontem em São Gabriel. Às 6h, 765 PMs de diversos pontos do Estado chegaram marchando à Fazenda São Paulo 2 e cercaram a área onde estão alojados 800 sem-terra há 20 dias, desde que deixaram a Fazenda Southall. Em represália, o movimento promoveu bloqueios em 10 pontos de rodovias no Estado (veja quadro).O aparato, um dos maiores já empregados nesse tipo de ação, contava com helicóptero, computadores portáteis conectados via satélite, ônibus, viaturas e cães farejadores. É a nova estratégia da Brigada Militar para enfrentar as invasões de terra.Conforme o coronel Paulo Roberto Mendes, subcomandante da BM, a ofensiva foi necessária "para restabelecer a ordem pública" na região, onde está o acampamento:- Agiremos assim sempre que for preciso. Não adianta protestar.A ação começou a ser desenhada na segunda-feira, quando Mendes colheu relatos de produtores rurais que teriam sofrido supostas ameaças por parte do MST e estariam com dificuldades de transitar pela RS-630.- Fizemos uma reunião com o ouvidor agrário do Estado (Adão Paiani), com autoridades locais, promotores, e todos ouviram as mesmas queixas de quase uma centena de produtores rurais - lembrou o comandante.No mesmo dia, Mendes montou uma base da BM na região com 30 PMs em tempo integral e solicitou uma mandado de busca e apreensão à Justiça para revistar o acampamento.A ordem do juiz José Pedro de Oliveira Eckert chegou a Porto Alegre na tarde de quarta-feira. No Quartel-general, a BM decidiu mobilizar o maior número de PMs possível para São Gabriel. Até o efetivo escalado para o jogo Inter e Sport Recife, no Beira-Rio, na noite de quarta-feira, foi alterado.Durante a madrugada de ontem, comboios de PMs rumaram para São Gabriel. Pela primeira vez seguiu junto uma equipe do Instituto-geral de Perícias. O objetivo: identificar todos, revistar barracas e apreender objetos que pudessem servir de armas.Sob olhares do ouvidor-geral da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e ouvidor Adão Paiani e de uma advogada do MST, os sem-terra foram obrigados a deixar as barracas. Em fila indiana, foram revistados e identificados. Por meio de 10 laptops, os PMs acessavam dados do sistema da SSP. Quem não tinha documento foi fotografado e submetido à coleta de impressões digitais. Enquanto isso, barracas eram vistoriadas.Cinco pessoas foram presas na operação. O resultado: um caminhão-baú cheio de foices, facões, machados, escudos de madeira e garrafas de coquetel molotov, cinco presos (três foragidos e dois por desacato e resistência), 16 adolescentes sem responsáveis, 28 crianças sem registro de nascimento e a localização de uma jovem de 19 anos com registro de desaparecimento.Os presos e o material recolhido foram apresentados à Delegacia da Polícia Civil de São Gabriel, que investiga a invasão da Fazenda Southall.Durante a operação da BM, o deputado estadual Dionilso Marcon (PT) tentou entrar na área, mas foi impedido pela Brigada, que só permitiu o ingresso de quem tinha a licença da Justiça. Os documentos da caminhonete de Marcon foram vistoriados, e o deputado teve de voltar para casa de carona. O carro foi apreendido pois estava com o licenciamento vencido.Para o deputado federal Adão Pretto (PT), que teve acesso à São Paulo, as atitudes da BM foram "descabidas".- O Carandiru foi café pequeno frente à humilhação que aqueles trabalhadores passaram. Eles ficaram das 8h até as 15h sentados na grama e pelo menos duas horas com as mãos na cabeça. Os brigadianos rasgaram os barracos e acabaram com a comida - divulgou Pretto em nota oficial.Adão Paiani se disse surpreso com as declarações:- A ação da BM foi impecável. Acompanhei desde a madrugada.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A Poesia Visual de Têmis Nicolaidis



Têmis Nicolaidis, autora dessa interessante poesia visual que eu pesquei do Blog dela, Alma da Geral, e colei neste *argh* depósito, me passou uma mensagem se dizendo decepcionada com o ditador deste Blog porque eu não soube interpretar sua poesia visual.

O recado da Temis - que é uma ótima poetisa visual é o seguinte:

Temis Nicolaidis:

Um dos donos daquele blog sou eu, quem fez essa figura - poesia visual - fui eu. Respeito a tua liberdade de interpretação, mas respeito ainda mais a minha liberdade de resposta por se tratar de uma produção minha. Em nenhum momento fiz esse desenho pensando na mídia e fico meio desapontada em ter que explicar um "desenho" que me parecia tão claro em seu significado. Desdobrando a figura: "a forma da fôrma forma pessoas iguais". Aonde a mídia entrou nessa história? Só se levar em consideração a tua liberdade de expressão mesmo - e tua limitação, já que, pode ser aplicada para várias outras coisas. A rotina, por exemplo: dorme, come, trabalha, come, dorme, come, trabalha...isso não pode ser uma fôrma que forma pessoas iguais? Fico desapontada mesmo em tu usar uma produção minha e desvirtuar dessa maneira o seu significado. Me desaponta por um instante apenas porque no outro instante me dou por conta que esse problema não é meu, mas teu, por não conseguir entender uma coisa tão simples como esse desenho sem carregar preconceitos. E eu acho, SIM, que a mídia forma pessoas iguais, todos os dias, o dia inteiro. E como ela faz isso? Tu acabou de nos dar o exemplo perfeito. Pegando um material com um significado X, tirou ele de um contexto e deu o significado Y. Isso se chama manipulação. Quem deu o significado de "mídia forma pessoas iguais" foi tu, e não eu.



Minha resposta à Têmis:
Têmis, parabéns pela obra. Vou colocar que ela é obra tua. Não coloquei antes porque ou não havia essa indicação ou não vi. Um artista não pode se decepcionar com a forma como o público interpreta sua obra. Na verdade, meu comentário não foi ao teu trabalho, mas a manifestação do Guga de que " a mídia querexatamente essas "pessoas iguais", encaixotadas em conceitos que ela mesmo propala...". Eu apenas contestei esse fato. A mídia, o grande capital numa sociedade complexa, diversificada, pluralista, cheia de nuances para todos os lados, uma sociedade líquida, com diz o Zygmunt Bauman ela não está interessada em formar Hommer Simpson. Ela vai ganhar muito mais dinheiro, muito mais mercado se a sociedade for diversificada, plural, para todos os gostos. E se a mídia tive a intenção de fazer uma baboseira dessas vai perder público, vai perder consumidor e credibilidade. E o artista tem que estar aberto e preparado para receber críticas e elogios e interpretações de todos os gostos. Afinal, vivemos ou não numa sociedade plural, complexa, difusa, contraditória e diversificada? Não existe mais, Têmis, pão pão queijo queijo ou 8 ou 80. A divisão ideológica de uma sociedade com essas característica foi para o espaço faz muito e muito tempo. Mas muito legal - legal mesmo -- tua poesia visual. Continue fazendo porque tens talento. Efharisto, Têmis Nicolaidis

Justiça manda Estado pagar indenização a donos de propriedade invadida pelo MST


Leio no site do Diego Casagrande, essa invasão ocorreu no ano de 2001, época do governo Olívio Dutra. O governante que não cumpriu ordem judicial não deve repor esse dinheiro ao Estado?


O governo gaúcho terá de indenizar os cinco proprietários da fazenda Bom Retiro, no município Júlio de Castilhos, invadida pelos bandoleiros do MST. A decisão foi tomada pela 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RS. A justificativa foi a omissão do Estado em prover "segurança adequada" durante a invasão dos sem-terra, que perdurou por inacreditáveis oito dias. Os reclamantes irão receber R$ 20 mil cada por reparação moral, com acréscimo de correção monetária e de juros. Conforme o desembargador Odone Sanguiné, foram descumpridas sucessivas reintegrações de posse da área em 2001. Ele ressaltou que os invasores, com armas de fogo, foice e facões, também tomaram e depredaram a sede da fazenda, fazendo reféns os autores da ação e seus empregados.


E depois os movimentos sociais se queixam que o governo Yeda é truculento. Claro, é dinheiro público que está indo para o ralo....


Agripino deu o tiro que saiu pela culatra


O sonho dourado de qualquer governo é ter uma oposição capitaneada por José Agripino Maia. Ontem ele ganhou o Òscar da insensibilidade e incompetência e a toda-poderosa Ministra Dilma Rousseff teve a oportunidade de mostrar ao Brasil todo o seu potencial para ser a sucessora de Lula. O tiro saiu pela culatra, a Ministra ergueu a voz e chegou até a chorar e cativou o eleitorado ao dizer: "Eu fui barbaramente torturada, senador". "Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na ditadura, senador."


E a notícia se espalhou por toda a grande mídia como mostra Nelson de Sá em sua coluna hoje na Folha.


Mas uma pergunta fica no ar: Qual a diferença entre dossiê e banco de dados?


Picaretagem - Kenneth Maxwell


Picaretagem


Quando os brasileiros se envolvem com o tráfico de influência nos Estados Unidos, quase sempre o fazem na hora errada, no lugar errado e com as pessoas erradas. Considerem como exemplo a semana passada. Com disputas cada vez mais feias nas primárias democratas da Carolina do Norte e Indiana, envolvendo, de acordo com a narrativa dominante na imprensa dos Estados Unidos, uma velha e feroz gata de beco de Nova York (também conhecida como senadora Hillary Clinton) e uma frágil gazela de Illinois (também conhecido como senador Barack Obama), o ex-presidente Bill Clinton tirou um dia de folga da campanha para visitar Nova York e embolsar por volta de US$ 200 mil por um discurso feito para brasileiros, diz uma reportagem. O casal Clinton, como sabemos agora, depois que eles se viram relutantemente forçados a revelar suas declarações de renda, faturou mais de US$ 100 milhões com discursos como esse e contratos para livros desde que deixou a Casa Branca. Ironicamente, Bill Clinton foi encorajado a não se pronunciar demais em público pelos dirigentes da campanha de sua mulher. Nos últimos meses, o ex-presidente desafinou repetidamente e -o que é perigoso para as perspectivas eleitorais da senadora- exibiu freqüentemente em público o seu perene mau humor. Seu rompante depois da primária da Carolina do Sul, em janeiro, alienou completamente os eleitores negros, que viram como racistas os comentários desdenhosos que ele fez sobre a vitória de Obama naquele Estado. Mas, em seguida, Hillary Clinton, que desfrutou uma juventude protegida e próspera em um subúrbio de Chicago, estudou em uma universidade feminina de elite perto de Boston e se formou em direito em Yale, conseguiu se reinventar como uma combativa "heroína da classe trabalhadora". Ela o fez a fim de atrair os votos dos homens brancos de classe trabalhadora em velhos Estados industriais como Indiana, Ohio e Pensilvânia, nos quais esse grupo de eleitores enfrenta a realidade de dezenas de milhares de empregos bem remunerados perdidos para concorrentes internacionais e de uma escalada nos preços dos alimentos e do combustível que suas famílias consomem. Assim, enquanto Hillary atacava tratados comerciais em Indiana, Bill viajou para Nova York e faturou uma boa grana para dizer aos brasileiros que ele defende o livre comércio. O discurso e o gordo cachê foram cortesia do perene especialista brasileiro em autopromoção Mario Garnero. Quando chegou a terça-feira, a senadora Clinton já havia encontrado algo de bom a dizer sobre o etanol brasileiro. Na quarta, ela emprestou US$ 6,4 milhões à sua campanha eleitoral.


Artigo de Kenneth Maxwell na Folha de hoje.

Glauco


quarta-feira, 7 de maio de 2008




Do Blog Alma da Geral pesquei a imagem acima.

O Dono daquele blog disse que a construção dessa figura acima significa que a mídia quer
exatamente essas "pessoas iguais", encaixotadas em conceitos que ela mesmo propala...

A mídia não quer pessoas iguais. Isso é baboseira. Sociedade Hommer Simpson, da mediocridade, não existe em um mundo de pluralismo e diversidade. Quanto mais diversidade, mais mercado, mais circulação de capital. Esse raciocínio de vocês é um tanto alienado e não têm a mínima lógica. Well, pesquei a imagem que achei legal.