Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Casal Fortunati Tem Todo o Direito do Mundo de Fazer Uma Ocorrência


O casal Fortunati


Leio que o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati registrou ocorrência contra o proprietário do Blog RS Urgente, Marco Aurélio Weisseheimer, aquele que publica apenas o que lhe convém.
Weissheimer
Fortunati acusa Weisseheimer -- ligado às alas mais radicais do PT --  de atacar sua esposa por conta de um artigo publicado por  Paulo Muzell (“Caça aos fantasmas” de ZH: O que o jornal não disse), publicado no dia 17 de agosto de 2012

Weissheimer diz que a aludida postagem não acusa a primeira dama Regina Becker de ser “cargo de confiança fantasma”, mas simplesmente mas simplesmente questiona o suposto acúmulo de trabalhos desempenhadas pela primeira dama na Prefeitura, amplamente divulgadas no site da instituição, e na Assembleia Legislativa.

A questão, evidentemente, vai ser resolvida na esfera judicial.

Essa é a forma mais democrática e republicana de se resolver os conflitos. Fortunati e sua esposa tem todo o direito do mundo de protolocar ocorrência com o fim de discutir esse assunto judicialmente, inclusive nas esferas da responsabilidade civil.

Melhor assim do que assado, o interessante é que Weissheimer -- que se diz intimidado pelo ato do prefeito,  defende o chamado controle social da mídia, onde essas questões não seriam discutidas apenas no judiciário, seriam também  discutidas na esfera do executivo.

Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Era Uma Vez Um Movimento Chamado #OccupyWallStreet


O famoso Anonymous no  Parque  Zuccotti em Nova York, em setembro de 2011


Muito bonito as pessoas se organizarem em torno de objetivos em comum, é importante que ocorra protestos contra as injustiças. Ninguém pode ser contra isso. Em tempos de redes sociais esses protestos são potencializados e atingem visibilidades nunca antes vista. . E depois que o tempo passa, aquele protesto que causou impacto em um determinado momento histórico se torna passado, as pessoas esquecem, os movimentos se esvaziam.

É o caso, por exemplo, da famosa hashtag #OccupyWallStreet que convocou  usuários do Twitter para saírem as ruas e protestar contra a ganância do capistalimso,  o poder do mercado e das grandes corporações.

Em 17 de setembro de 2011, milhares de pessoas encheram o Zuccotti Park, no centro financeiro de Nova York.

Blogueiros de todos os naipes comemoravam a ocupação de Wall Street, como se tivesse acontecido uma revolução.

Quanta ingenuidade.

Nada disso ocorreu, Wall Street continua onde sempre esteve, atendendo os interesses do mercado e das corporações e as pessoas que acamparam no Zuccotti Park voltaram para suas casas e para suas vidas.

Kalle Lasn, 70 anos,  idealizador do #OccupyWallStreet, concedeu entrevista para a Folha de S. Paulo, em seu escritório em Vancouver, no Canadá, onde trabalha com 7 funcionários, todos com menos de 30 anos:
O idealizador do #OccupyWallSteer, Kalle Lasn


Folha - Um ano depois da primeira grande ocupação, como anda o "Ocupe Wall Street"?
Kalle Lasn - Movimentos têm muitas fases, e a primeira fase do "Ocupe" acabou.
Aqueles jovens dormiram no parque, acordaram juntos toda manhã para ter encontros maravilhosos. O idealismo estava florescendo, havia magia. As pessoas estavam falando do futuro. Isso não irá se repetir, não dessa forma. Porque magia acontece só uma vez. O modelo de Zuccotti Park acabou.
A brutalidade da polícia teve papel para forçar uma nova fase do movimento?
A razão principal foi que não estávamos mais agindo de forma conjunta. As reuniões tornaram-se chatas. Perdemos a magia. Mas a brutalidade da polícia foi uma das razões.
O que fez o movimento perder sua magia?
A falta de líderes colaborou para o fim desse primeiro momento do "Ocupe".
Você vai a uma reunião e tem que discutir por 20 minutos sobre quem vai responder e-mails ou tem que fazer algum trabalho protocolar estúpido. As pessoas ficavam falando por três horas. Isso cansa. Não havia um líder, ninguém tinha o direito de falar "Calados!".
Com líderes, o movimento não perderia o seu perfil de real democracia?
É o tipo de pergunta que todos estão se fazendo agora. Não gosto dos que acham que essa revolução tem que ser como as anteriores. Será diferente desta vez. Será caótico, louco.
Em alguns lugares, pode haver um líder, como na Rússia com o grupo Pussy Riot [banda punk de garotas que teve três integrantes condenadas à prisão por protestar contra Putin numa igreja].
Em outros, não. Temos que ser abertos a tudo. Exatamente como vai ocorrer, com ou sem líderes, ninguém sabe.
Haverá um próximo grande evento do "Ocupe"?
Criar um partido pirata pode canalizar muitas paixões, de muita gente insatisfeita. Mas não espero nada para agora. Depois dessa eleição [de novembro], a mais estúpida de todos os tempos, com os EUA em declínio, alguma coisa terá de acontecer.
Talvez o grande próximo "Ocupe" será o lançamento de um partido nos EUA, pelos jovens. Talvez as pessoas vejam que precisamos de uma terceira opção. Não dá mais para ficar entre Coca e Pepsi.
Então os americanos ainda não estariam dispostos e abertos à mudança?
Talvez não. Porque vivemos um momento estranho de limbo nessas eleições. As coisas não estão mais tão ruins nos EUA a ponto de haver protestos apaixonados como no ano passado.
O governo inflou a economia com muito dinheiro. Ainda assim, entre 15% e 20% dos jovens não conseguem um emprego. Mas, de alguma forma, você ainda sobrevive.
Não há dor o bastante, não há paixão.
Há críticas ao movimento, de que não gerou mudança, não apresentou reais demandas. O que sr. diz?
Não concordo. Algo muito mágico aconteceu e ainda está acontecendo. Milhares de jovens pelo mundo estão despertando para o fato de que o futuro não é nada além de mudanças climáticas, crise financeira e que nunca terão uma vida confortável como a que tiveram seus pais.
Vocês lançaram na "Adbusters" uma nova campanha, a "Transfira seu dinheiro". Poderia explicar?
Lançamos a hashtag #moveyourmoney para convocar as pessoas a transferir seu dinheiro de um grande banco a um banco comunitário, uma cooperativa de crédito ou banco pequeno. A meta: US$ 1 trilhão transferidos até o fim do ano.
É uma boa ideia para um ato global. Qualquer um pode ir ao banco e pedir seu dinheiro como protesto.
A "Adbusters" existe há mais de 20 anos. Por que criar um movimento como o "Ocupe Wall Street" em 2011?
Sempre tentamos todo tipo de transformações e movimentos radicais, como as campanhas Dia sem Compras ou Natal sem Compras.
Uns anos atrás, começamos a nos sentir mal em relação ao próprio futuro, o que gerou protestos na Grécia, jovens na Espanha fazendo coisas interessantes e radicais e, de repente, você tem a Primavera Árabe.
Tivemos o sentimento de que aquele era um momento especial. Foi muito especial.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Votando, Como Sempre, No Menos Pior






Prefeito Fortunatti inaugura trecho mínimo da ciclovia da Av. Ipiranga, pelo menos ele está andando de bike.

Concordo, Fortunatti faz uma gestão medíocre, mas melhor do que Fogaça e sua idéia imbecil de fazer consulta popular com a participação de 1% do eleitorado portoalegrense.
Perdeu a eleição para governador  por conta dessa idiotice.

Pelo menos Fortunatti fez uma coisa que ninguém fez, conseguiu vencer as amarras ideológicas e liberar para a cidade, com apoio de Tarso Genro, a área do cais do porto. A posse dessa área não é mais pública, mas privada e pertence a um grupo espanhol e a ao escritório de arquitetura de Jaime Lerner. Isso já é motivo suficiente para que ele seja declarado o melhor candidato.

Porque naquele local o povo vai circular, vai se divertir, vai correr, vai caminhar, vai andar de bike, vai fazer compras, vai frequentar livrarias, vai se hospedar em bons e charmosos hoteis e frequentar restaurantes e bares.

O projeto cais Mauá vai mudar e muito a vida e a psiquê de Porto Alegre. Podem apostar.

O PT governou 16 anos Porto Alegre e o que fez? Sim, fez o fórum social mundial e instituiu o orçamento participativo, mas isso passa e é passado. Não levantou um dedinho para desatar, nesse tempo todo, a questão da área do porto. Muito pelo contrário, fez de tudo para que nada ali saísse.

E o pessoal do PT é contra que a prefeitura faça o que deve fazer, parcerias com a iniciativa privada, como a atual faz com a pepsi. Ruim com a pepsi, muito pior sem a pepsi.

Não sou fã do Fortunatti, mas infelizmente, no Brasil de nossos dias, estamos aprendendo que devemos sempre votar no menos pior.

E a Manuela? Ora, bolas, a Manuela é apenas a Manuela.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Razões Para Condenar Zé Dirceu

Zé Dirceu conta com o apoio discreto, of course,  de certos blogueiros e twitteiros como Maria Frô

José Dirceu é  homem experiente e esperto. O Brasil inteiro sabe. Ele, evidentemente,  tenta não deixar rastro. A grande dúvida é saber se o STF vai condenar o braço esquerdo do Lula, no julgamento do mensalão.

A prova que existe contra ele é testemunhal e alguns indícios.

A Ministra Rosa Weber, indicada por Dilma, deu uma linha de como o STF pretende votar esse processo ao afirmar, no voto que exarou relacionado com a condenação de João Paulo Cunha e comparsas:

"Nos delitos de poder, quanto maior o poder ostentado pelo criminoso, maior a facilidade de esconder o ilícito. Esquemas velados, distribuição de documentos, aliciamento de testemunhas. Disso decorre a maior elasticidade na admissão da prova de acusação’.

Ou seja, não é necessário o chamado "ato de ofício".

Por outro lado, o Código de Processo Penal permite a transformação do mero indício em prova:

“Art. 239. Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias.”

A ala bolivariana da Corte, Lewandowski e o companheiro Dias Toffoli, vai inocentar Zé Dirceu. Jogo uma caixa de chilenos.

Resta saber como vai votar o Relator e os demais ministros.






"Bob Fields" Tinha Razão



Não sou liberal, mas é impossível não concordar com Roberto Campos:

 “Com o atraso das reformas estruturais e das privatizações, o Brasil está longe de realizar seu potencial. Poderia tornar-se um tigre e se comporta como uma anta.”


O Tigre e a Anta

Infelizmente, o Brasil -- que continua a se perder no trololó ideológico -- está mais para anta do que para tigre.


Muito bom e contabilmente completo o Artigo de Gil Castello Branco publicado no Globo ontem.

Já não se fazem tigres como antigamente, mas o Brasil precisa, de imediato, deixar de se comportar como uma anta


O economista e diplomata Roberto Campos costumava dizer: “Com o atraso das reformas estruturais e das privatizações, o Brasil está longe de realizar seu potencial. Poderia tornar-se um tigre e se comporta como uma anta.”
Nesse sentido, foi ótimo a primeira parte do PAC das concessões ter minimizado o Fla x Flu político/ideológico em que se transformou o debate sobre as privatizações na terra de Macunaíma.

A primeira parte do Programa de Investimentos em Logística (PIL) pretende viabilizar investimentos de R$ 42,5 bilhões em 5,7 mil quilômetros de rodovias, enquanto outros R$ 91 bilhões serão aplicados na reforma e construção de 10 mil quilômetros de ferrovias. Diante da dramática situação desses modais, parece um prato cheio. Na realidade, porém, o valor total de R$ 133,5 bilhões é tímido, e o prazo para a execução dessas obras é extremamente longo – até 2037!

A título de comparação, só os investimentos das empresas estatais brasileiras em 2013 serão de R$ 110,6 bilhões, comparáveis, portanto, ao montante a ser obtido junto aos investidores privados nos próximos 25 anos.

Também é possível situar o PIL em relação à incompetência governamental. Nos últimos 11 anos, o governo federal deixou de investir aproximadamente R$ 50 bilhões em rodovias e ferrovias. O valor decorre da simples diferença entre os orçamentos anuais autorizados e as aplicações efetivamente realizadas pelos órgãos responsáveis.

No Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), por exemplo, a soma das dotações autorizadas de 2001 a 2011, em valores constantes, é de R$ 100,7 bilhões. No entanto, os investimentos no período atingiram somente R$ 59,7 bilhões. Os R$ 41 bilhões que não saíram do papel correspondem, literalmente, ao custo dos buracos das estradas brasileiras. Estudo realizado em 2011 pela Confederação Nacional do Transporte estimou que seriam necessários cerca de R$ 40 bilhões para recompor a malha rodoviária, cuja metade é considerada de qualidade regular, ruim ou péssima.

A Valec, responsável pela construção e exploração da infraestrutura ferroviária do país, seguiu o mesmo rumo. Deixou de aplicar R$ 3,5 bilhões, de 2001 até dezembro de 2011, concretizando apenas 70% do que estava autorizado pelo Congresso Nacional.


Os recursos não aplicados pelo Ministério dos Transportes ao longo desses onze anos representam praticamente o dobro dos R$ 23,5 bilhões que o Programa de Investimentos em Logística pretende ver aplicados, já nos próximos cinco anos, nas rodovias concedidas.

A precária execução dos orçamentos é consequência, em grande parte, dos ajustes fiscais mal executados há vários governos. Sob pressão, as autoridades costumam ser tolerantes com o aumento das despesas correntes (pessoal e serviços de terceiros, dentre outras) em detrimento dos investimentos em infraestrutura.

Além disso, no Brasil, existem diversos entraves para a execução das obras, como as formalidades exigidas nas licitações, as dificuldades para a obtenção das licenças ambientais e as paralisações sugeridas pelo TCU em função de frequentes irregularidades nas obras. Nos próximos dias deverá ser anunciada a segunda parte do Programa de Concessões abrangendo os portos e os aeroportos, tão sucateados quanto as rodovias e ferrovias. Em relação aos portos, seja qual for o desenho adotado, será necessário enfrentar a falta de coordenação entre os órgãos públicos instalados nos terminais, o loteamento político das empresas e o corporativismo dos funcionários.

 Isso para não se falar do atraso tecnológico, administrativo e operacional, fatos que, somados, colocam os portos brasileiros entre os 13 piores do mundo, em ranking de quase 150 países, divulgado, em 2011, pelo Fórum Econômico Mundial.

Quanto aos aeroportos, diferentemente das concessões anteriormente efetuadas, em que foram vencedoras empresas consideradas de menor porte, a nova modelagem pretende dar poderes à Infraero Participações (Infrapar), que ficaria encarregada de buscar novos sócios entre operadoras de grandes aeroportos internacionais. Resta saber se haverá interesse de grupos estrangeiros em se associar ao filhote da malfadada Infraero.

Sejam quais forem os modelos, a economia brasileira precisa de investimentos. A logística é, cada vez mais, um ônus pesado para a competitividade da produção. A frase cunhada por Roberto Campos há décadas permanece, em parte, atual. Já não se fazem tigres como antigamente, mas o Brasil precisa, de imediato, deixar de se comportar como uma anta.

Fonte: O Globo, 04/09/2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Os Pesos e As Medidas


Olha só, capa da Veja na época da aprovação da emenda da reeleição. Ela mesmo diz: compra de votos no Congresso.


Estão a dizer que o governo FHC -- com o apoio da grande mídia -- comprou os parlamentares para aprovar a emenda da reeleição.

 Estão a dizer que existe aí dois pesos e duas medidas, os tadinhos do PT fizeram o mensalão e a mídia e o Judiciário foram para cima e  FHC que também teria aliciado parlamentares não responde a nenhum processo.


Pois FHC aprovou a emenda da reeleição e a grande mídia aplaudiu. FHC se beneficiou, porque foi eleito pela segunda vez, novamente em primeiro turno. Nem Lula e nem Dilma se elegeram em primeiro turno. Ou seja, o povo unido que jamais será vencido apoiou e votou na reeleição de FHC.

O assunto que deveria estar encerrado, porque passou pelo crivo popular sempre ressurge.

E que bom que FHC -- mesmo que seja a voto de cabresto -- tenha aprovado  essa emenda, necessária e fundamental nos regimes democráticos. A exceção de Cuba e Venezuela, onde se permite a reeleição eterna,em  praticamente todos os países socialmente democráticos existe reeleição para mais um mandato.

E o PT que está no poder há 10 anos nada fez para desfazer a reeleição. Lula foi reeleito. Dilma pode ser reeleita -- tudo indica que sim.

Estão a dizer, finalmente, que a grande mídia que tanto apoiou FHC e fez vistas grossas na aprovação da reeleição, pegou pesado contra o PT no caso do mensalão.

O tempo é sempre o  senhor da razão, no julgamento do mensalão a tese do PT de caixa 2 foi para o espaço. Houve sim desvio de dinheiro público, por isso as condenações em corrupção e peculato. Impressionante, a grande mídia tinha razão.

No fundo, no fundo, essa questão envolvendo pesos e medidas é também uma questão de competência ou incompetência política.


Eis a Diferença Entre o Público e o Privado no Brasil

 
 
Essa foto da Arena do Grêmio, obra 100% privada tocada pela empreitira baiana OAS,  foi tirada esta semana. A obra tem um pouco mais de um ano e deve ficar pronta em dezembro.
 
Paradoxalmente, ali ao lado, o governo do estado está fazendo um viaduto sobre a freeway ligando a futura rodovia do parque à terceira perimetral em Porto Alegre. O estágio dessa obra, muito mais simples do que a Arena,  como se vê, pouco avançou.
 
 Essa é a diferença entre o público e o privado no Brasil.
 
Abaixo foto da Arena das Dunas, em Natal -RN, obra pública, por enquanto só as dunas.
 
 
 
Numa boa, se as coisas continuarem nesse ritmo, vamos pagar um mico grande na Copa do Mundo.
 

Heranças Malditas e Benditas

Dilma e FHC, os dois tão felizes, parece que estão namorando

A relação de FHC com Dilma sempre foi boa. Isso, de certa forma, causava espanto a uma certa esquerda que sempre apostou na ídéia de incendiar o Brasil. FHC publicou artigo na grande mídia chamando Dilma de presidentA e criticando a herança maldita do governo Lula, aquele cidadão que parece estar acima do bem e do mal. 


 Não há nada de muito especial no artigo de FHC, ele diz o óbvio. Talvez tenha esquecido, porque isso faz parte do jogo político, de elogiar Lula por ter inserido milhões de brasileiros no rol da classe média. Essa mesma classe média, cujos valores são considerados conservadores e fascistas por essa mesma certa esquerda, não é mesmo Marilena Chauí?

Charge de Latuff criticando Dilma por ler FHC

E FHC recebeu o troco de Dilma -- que poderia muito bem ter ficado quietinha. Talvez empurrada por alguém, o certo é que Dilma desfilou ironias, disse que não recebeu de herança governos comprometidos com FMI e nem apagões e que o espólio deixado por Lula  foi bendito.

Benditas ou maltidas, heranças são heranças. Não se pode dizer que Lula recebeu de FHC uma herança maldita, porque ele seguiu de forma praticamente ortodoxa a mesmíssima  política econômica do governo tucano, que tanto o PT criticou. Sim  Lula fez reformas que FHC não conseguiu fazer, por conta da atitude radical do PT, exemplo vivo foi a reforma da  previdência, expulsando companheiros de partido do tipo Luciana Genro, que insistiam em manter a equivocada coerência.

E agora recentemente, Dilma retomou uma herança chamada maldita por certa esquerda que foram as privatizações, que, na verdade, são concessões. O Brasil demorou 10 anos, nos governos petistas, para descobrir o óbvio. O estado brasileiro não tem condições -- por si só -- de tocar sozinho essa locomotiva. Essa sim é uma herança maldita de Lula, por puro preconceito, ficamos patinando no trololó ideológico, enquanto nossas estradas, portos e aeroportos são exemplos vivos de vergonha. .

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Conversando Com Um Amigo Paulistano



Um  amigo paulistano me revelou -- tomando um gole de vinho -- que desta vez ele vai votar nulo. Eu disse a ele, então vota na Soninha. Não, prefiro votar nulo. Eu quero protestar contra esses políticos que estão ai.

Lembro que nas eleições presidenciais de 2010, ele votou no Serra e, pois, eu perguntei a ele: Por que não votar no Serra? Porque Serra é um enganador. Votei no Serra para prefeito e quem governa é o Kassab.

De certa forma, meu amigo paulistano explicou o que está acontecendo em S. Paulo.

Pensando assim, disse a ele, vocês vão eleger o Bispo Macedo e seu preposto Celso Russomano.

Bom ele me disse -- tomando outro gole de vinho -- vou votar nulo no primeiro turno. No segundo turno, eu vejo o que vou fazer.