Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Heranças Malditas e Benditas

Dilma e FHC, os dois tão felizes, parece que estão namorando

A relação de FHC com Dilma sempre foi boa. Isso, de certa forma, causava espanto a uma certa esquerda que sempre apostou na ídéia de incendiar o Brasil. FHC publicou artigo na grande mídia chamando Dilma de presidentA e criticando a herança maldita do governo Lula, aquele cidadão que parece estar acima do bem e do mal. 


 Não há nada de muito especial no artigo de FHC, ele diz o óbvio. Talvez tenha esquecido, porque isso faz parte do jogo político, de elogiar Lula por ter inserido milhões de brasileiros no rol da classe média. Essa mesma classe média, cujos valores são considerados conservadores e fascistas por essa mesma certa esquerda, não é mesmo Marilena Chauí?

Charge de Latuff criticando Dilma por ler FHC

E FHC recebeu o troco de Dilma -- que poderia muito bem ter ficado quietinha. Talvez empurrada por alguém, o certo é que Dilma desfilou ironias, disse que não recebeu de herança governos comprometidos com FMI e nem apagões e que o espólio deixado por Lula  foi bendito.

Benditas ou maltidas, heranças são heranças. Não se pode dizer que Lula recebeu de FHC uma herança maldita, porque ele seguiu de forma praticamente ortodoxa a mesmíssima  política econômica do governo tucano, que tanto o PT criticou. Sim  Lula fez reformas que FHC não conseguiu fazer, por conta da atitude radical do PT, exemplo vivo foi a reforma da  previdência, expulsando companheiros de partido do tipo Luciana Genro, que insistiam em manter a equivocada coerência.

E agora recentemente, Dilma retomou uma herança chamada maldita por certa esquerda que foram as privatizações, que, na verdade, são concessões. O Brasil demorou 10 anos, nos governos petistas, para descobrir o óbvio. O estado brasileiro não tem condições -- por si só -- de tocar sozinho essa locomotiva. Essa sim é uma herança maldita de Lula, por puro preconceito, ficamos patinando no trololó ideológico, enquanto nossas estradas, portos e aeroportos são exemplos vivos de vergonha. .

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