Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Buenos Aires Argentina

















Te quiero como sos, Buenos Aires:"Te quiero como sos Buenos Aires,
Con una febril pasión,
Que sucumbe el hechizo de tu Karma,
Recorro tus entrañas,
Y nazco sin pretextos en cada uno de tus barrios,
Semblanzas desnudas del alma porteña,
Que se plasma en la metáfora rutilante del Tango.

Jerga bohemia,
Nostalgia, alcohol,
Amor ausente, maldición,
Verdad palmaria de tu frenesí.

Ciudad de Plata,
Universo del deseo instintivo,
Siempre vuelvo con la frente marchita,
A mimetizarme con el niño que nunca se muere,
Te quiero como sos Buenos Aires,
Sin calendario, sin cicatrices, sin rencores."

Bruno Petraz Petrozzi


Na Argentina o Povo Unido Espontaneamente Protesta





Infelizmente a midia brasileira pouco divulgou -- ou nada divulgou - o que aconteceu ontem na Argentina. Parecia nos tempos das diretas já.  Uma multidão, que não foi convocada por partidos políticos -- apareceu espontaneamente nas ruas da Argentina protestando contra o governo de Cristina K.

Esse caso não se trata de minorias participativas, porque foi uma multidão que desorganizadamente se reuniu para protestar. As pessoas perderam o medo e o governo autista de Cristina diz que tudo foi organizado pela oposição. Negativo, infelizmente, na Argentina como no Brasil a oposição hiberna.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Massivo e Espontâneo Protesto Na Argentina












Hoje, em diversas cidades argentinas, o povo, organizado pelas redes sociais, foi para as ruas protestando contra a falta de segurança, a corrupção, as últimas medidas econômicas e a possibilidade de re-reeleição de Cristina K.

Todas as televisões argentinas, com exceção evidentemente do canal oficialista Tv Pública, estão mostrando ao vivo a manifestação.

Infelizmente, no Brasil isso não aparece na mídia.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Impossível se Sentir Incomodado com a Necessária e Fundamental Inclusão Social

 
 
Leio no Diário Gauche a seguinte notícia. Comento depois:
 
Os consumidores das classes A e B se mostram incomodados com algumas consequências da ascensão econômica da classe C  que passou a comprar produtos e serviços aos quais apenas a elite tinha acesso. É o que apontam dados de uma pesquisa do instituto Data Popular feita durante o primeiro trimestre, com 15 mil pessoas das classes mais favorecidas, em todo o Brasil.

De acordo com o levantamento, 55,3% dos consumidores do topo da pirâmide acham que os produtos deveriam ter versões para rico e para pobre, 48,4% afirmam que a qualidade dos serviços piorou com o acesso da população, 49,7% preferem ambientes frequentados por pessoas do mesmo nível social, 16,5% acreditam que pessoas mal vestidas deveriam ser barradas em certos lugares e 26% dizem que um metrô traria "gente indesejada" para a região onde mora.

"Durante anos, a elite comprava e vivia num 'mundinho' só dela", diz Renato Meirelles, diretor do Data Popular. "Nos últimos anos, a classe C 'invadiu' shoppings, aeroportos e outros lugares aos quais não tinha acesso. Como é uma coisa nova, a classe AB ainda está aprendendo a conviver com isso. Parte da elite se incomoda, sim", afirma Meirelles. A informação é do portal iG.


Meu comentário:
 
Numa boa, a inclusão social no Brasil veio para ficar. Se algumas pessoas das classes A e B se sentem incomodadas por conta da inclusão social é melhor trocar de país.
 
Não existe nada mais bonito do que ver pessoas que antes não tinham acesso de adquirir produtos e serviços de maior qualidade fazendo hoje  esse tipo de consumo.

Todos têm que ter o direito a uma vida digna e com qualidade. Isso é bom para todos.
 
Por isso, exatamente por isso, os tão criticados americanos  transformaram  os EUA num grande país. Esse modelo está sendo copiado pelo Brasil.
 
Não é necessário, por fim, fazer políticas de antagonismos sociais, alimentando o ódio entre classes para se realizar a necessária inclusão social.

O Gozo de Cristina

 
 
O assunto principal na Argentina é se a capa da Revita Notícia -- que apenas reproduz uma imagem do vídeo do grupo venezuelano argentino Rockaditctos que está bombando no youtube, confira aqui.-- deve ou não  circular nas bancas de revista. Os oficialistas dizem que é um desrespeito à figura da presidenta e que ofenderia os direitos humanos dela, uma deputada kirchnerista teria pedido para que a capa da revista seja tirada de circulação. Ontem no canal TV Pública -- completamente pró Cristina -- que pode ser acessado no Brasil, houve uma mesa redonda criticando a falta de proposta da oposição e o nível de debate.
 
A verdade verdadeira é que circulou um vídeo na internet e que fez sucesso. A revista apenas reproduziu a imagem do vídeo, fez algumas críticas a presidente que vive, por demagogia e populismo, um eterno luto. Luto, segundo dizem,  de um marido que não era muito fiel a ela.
 
A Argentina de nossos dias vive uma crise imensa, tudo por conta dessa política de alimentar antagonismos sociais. A presidenta tem apoio dos mais humildes. A classe média não gosta dela. Aliás, detesta. E quando um vídeo desses aparece a polêmica fica mais potencializada. Nossos hermanos, como bem sabemos, são muito sanguíneos.
 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Marta Apóia e Recebe



Então, a Dilma demitiu a Anna de Hollanda porque a Marta Suplicy resolveu dar apoio explicito para Haddad?

Racismos e Eugenias em Monteiro

 
 
Do Blog do Juremir Machado da Silva copio e colo. Não comento, porque não há nada a comentar.O primeiro livro que li foi Reinasções de Narizinho, depois as Caçadas de Pedrinho (que o MEC está proibindo as crianças de ler) , a Chave do Tamanho e outros.  Depois fui ler os americanos,  Tom Sawyer e Huckleberry Finn do Mark Twain (este livro também causou polêmica nos EUA, porque Huckleberry tinha um amigo escravo que ele chamava de Nigger).. Nunca mais li Lobato.
 
 

De fato, Monteiro Lobato não era racista: as provas

 
Textos longos atrapalham alguns leitores.
Vou pinçar, da carta aberta a Ziraldo, dios fragmentos “gloriosos” indicando como Monteiro Lobato via o mundo, percebia os negros e descrevia o povo brasileiro.
Em carta ao amigo Godofredo Rangel: “(…)Dizem que a mestiçagem liquefaz essa cristalização racial que é o caráter e dá uns produtos instáveis. Isso no moral – e no físico, que feiúra! Num desfile, à tarde, pela horrível Rua Marechal Floriano, da gente que volta para os subúrbios, que perpassam todas as degenerescências, todas as formas e má-formas humanas – todas, menos a normal. Os negros da África, caçados a tiro e trazidos à força para a escravidão, vingaram-se do português de maneira mais terrível – amulatando-o e liquefazendo-o, dando aquela coisa residual que vem dos subúrbios pela manhã e reflui para os subúrbios à tarde. E vão apinhados como sardinhas e há um desastre por dia, metade não tem braço ou não tem perna, ou falta-lhes um dedo, ou mostram uma terrível cicatriz na cara. “Que foi?” “Desastre na Central.” Como consertar essa gente? Como sermos gente, no concerto dos povos? Que problema terríveis o pobre negro da África nos criou aqui, na sua inconsciente vingança!…” (em “A barca de Gleyre”. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1944. p.133).
Para quem possa ter dúvida sobre o seu compretimento, um carta ao amigo e médico eugenista Renato Kehl, esclarece tudo: “Renato, tu és o pai da eugenia no Brasil e a ti devia eu dedicar meu Choque, grito de guerra pró-eugenia. Vejo que errei não te pondo lá no frontispício, mas perdoai a este estropeado amigo. (…) Precisamos lançar, vulgarizar estas idéias. A humanidade precisa de uma coisa só: póda. É como a vinha”.
Para quem possa não saber o que significa eugenismo (teoria racista de valorização da raça pura), até a wikipédia ajuda: ” O Brasil foi o primeiro país da América do Sul a ter um movimento eugênico organizado. A Sociedade Eugênica de São Paulo foi criada em 1918. O movimento eugênico no Brasil foi bastante heterogêneo, trabalhando com a saúde pública e com a saúde psiquiátrica. Uma parte, que pode ser chamada de ingênua ou menos radical, do movimento eugenista se dedicou a áreas como saneamento e higiene, sendo esses esforços sempre aplicados em relação ao movimento racial.
Em 1931 foi criado o Comitê Central de Eugenismo, presidido por Renato Kehl e Belisário Penna. Propunha o fim da imigração de não-brancos, e “prestigiar e auxiliar as iniciativas científicas ou humanitárias de caráter eugenista que sejam dignas de consideração“. Medidas que visavam impedir a miscigenação.[8] Higienismo e eugenismo se confundem, no Brasil.
A Revista Brasileira de Enfermagem passa por três fases em relação à eugenia; conceituação (1931-1951), conflitos éticos, legais e morais (1954-1976), e eugenia como tema do começo do século XX (1993-2002). Expressa três categorias de conceitos:
  • 2 – responsabilidade do enfermeiro em relação ao tema
  • 3 – não há solução para os males sociais fora das leis da biologia“.
Hitler também pensava assim.
Mais: “Nos EUA surgiu a eugenia negativa – aliança entre as teorias eugênicas européias e o racismo já existente naquele país -, que consiste na eliminação das futuras gerações de incapazes (doentes, de raças indesejadas e empobrecidos) através da proibição de casamento, esterilização coercitiva e eutanásia”.
A exterminação dos negros americanos era o que propunha o romance, “O presidente negro”, de Monteiro Lobato, ambiente no ano de 2028, nos Estados Unidos.
Edgar Smaniotto resume o Presidente negro de Lobato:

É então que um inventor americano John Dudley propõe uma solução. Alisar os cabelos dos negros através do uso de raios ômegas. Milhões de negros, na verdade a totalidade destes, passam pelo processo de alisamento, sendo que em todos os bairros de todas as cidades americanas filiais da empresa de Dudley são abertas. Monteiro Lobato então revela a grande saída americana, o genocídio, os ditos raios omegas, além de alisarem os cabelos dos negros, provocam a esterilização de toda à raça negra. Lobato saúda a grande solução americana”

Ah, esse Lobato. Achava a ocupação hispânica da América Central uma “infecção”.
Para quem se defende com o argumento pífio dos ” valores da época”, convém dizer:
1) Joaquim Nabuco escreveu antes de Monteiro Lobato e condenou o racismo.
2) O argumento do contexto da época é hiperlógico. Funciona como uma absolvição geral. Vale dizer, em se tratando, por exemplo, de racismo que não houve racismo, pois na época em que existiu era o valor dominante, sendo, portanto, aceito pela maioria. Nesse sentido, ninguém seria racista. Basta, no entanto, que uma pessoa ido além da sua época para invalidar essa racionalização. Os negros sempre souberam que era vítimas de racismo no Brasil. Não foram afetados pela época. Sempre sentiram a infâmia das mais infame das instituições humanas.
O resto é conversa para salvar ídolos, mitificar o passado e tapar o sol com a peneira.
As crianças precisam saber quem foi Monteiro Lobato.
Os adultos ainda mais.

Gabriela da Cor da Canela e do Cheiro do Cravo







Finalizei ontem o romance Grabriela do Jorge Amado. Confesso que comecei a ler por conta da série que está a passar no fim da noite na Globo. Impressionante, todas as pessoas que assistem ao seriado  estão gostando. Não existem exceções.

Porque é engraçado, os atores são ótimos, o cenário tenta retratar uma  Ilhéus glamourosa da época do boom do Cacau, em  1924; porque o Bataclan e o bar Vesúvio estão perfeitos, porque a casa do sírio Nacib, moço bonito, é muito charmosa, porque Juliana Paes está perfeita -- em todos os sentidos -- interpretando a mulata Gabriela.

Ilhéus está dividida entre o governo dos Coronéis, latifundiários, produtores de cacau,  que quer manter o status quo  e o poder econômico da burguesia ascendente. De um lado o  Coronel Ramiro e de outro o empresário Mundinho Falcão que compra cacau e quer modernizar o porto.

Entre a série e o livro  existem  algumas diferenças.

Gabriela vem do sertão e chega a Ilhéus no mesmo dia em que o Coronel Jesuino assassina sua esposa, dona Sinhazinha  --de meias pretas -- e seu amante o dentista, Dr. Osmundo. Na série a história é um pouco diferente. .

A dúvida é saber se Coronel Jesuino (Dona Sinhazinha, prepare-se vou lhe usar) vai  ser ou não condenado. No livro, o desfecho está num P.S.

A triste história de Lidinalva -- que perdeu os pais numa acidente,  transou com o namorado antes do casamento, perdeu a honra e virou quenga -- não aparece na obra de Jorge Amado.

Qual o melhor, o livro de 1967, a novela de 1975 ou o seriado de 2012?

Impossível comparar, o livro continua atual, descreve com alegria e sensibilidade a história passada em 1924 de  um Brasil absolutamente desigual e feudal;  a novela de 75 mostrava a cultura recatada e oprimida da época da ditadura militar. O atual seriado é mais "sensualmente" despojado e certos palavrões estão liberados.

Qual a Diferença Entre o Gentil Tarso e a Paulista Yeda?




Chargistas que faziam forte oposição à Yeda, andam tão calados.
 
Tarso Genro é educado e cordial; bem diferente do outro companheiro de partido que foi governador. Genro se elegeu tendo em vista, sobretudo, o fracasso do governo tucano no RS. Yeda Crusius foi de uma incompetência política impressionante. Ela tinha tudo para fazer um bom governo, mas conseguiu colecionar lista de brigas com companheiros e adversários.

Yeda teve uma oposição fortíssima que destilou  todo o ódio possível contra seu governo. As críticas vinham de todos os lados, criticavam a tadinha por ser paulista e,  sobretudo, pelo fato do governo por ter ingressado com ação judicial contra o piso nacional e que alunos estavam recebendo aulas em escolas de lata ou contâiners.

O gentil Tarso Genro foi finalmente eleito companheiro governador dos gaúchos. Faz, inequivocamente, um governo politicamente mais inteligente do que o de Yeda e segue a mesma linha de governo: ingressa com ação contra o piso nacional e coloca alunos em escola de lata ou contâiners.

Na verdade, na verdade, não existem grandes diferenças entre o governo do gentil  Tarso e da paulista  Yeda. A diferença, talvez, esteja na oposição. A oposição ao Tarso é silenciosa enquanto a da Yeda era muito barulhenta, não existia, naquela época, essa impressionante tranquilidade.

Tarso ingressa com ação contra o piso e coloca crianças em escolas de contâiners e o que se houve? Nada, absolutamente nada.

Pois Resolvi Assinar o Blog do Zé Dirceu



Por que fiz isso ? Sei lá, talvez porque ele tenha sido citado indiretamente  ontem pelo relator Joaquim Barbosa. Talvez porque serei leitor de sua biografia -- que está sendo redigida por seu amigo Fernando Morais. Talvez, também, porque ele conta com o ódio e a admiração de uma criticável certa esquerda.

Só sei que o Blog do Zé Dirceu já está conectado com a minha Bloglist.

Assino porque é de graça, porque não vou pagar um centavo a quem ganha zilhões.