Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Tintim Por Spielberg



Numa boa, considero Tintim, do  Hergé,  a obra prima da história em quadrinhos. Não existe nada melhor e por isso fui assistir ontem ao Segredo do Licorne, do mestre Spielberg.
Impressionante como é bem feito. O filme é intocável.
Recomendo com 5 estrelas.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Melancholia


A maravilhosa Kirsten Dunst tomando banho de Melancholia


Os cientistas estão a dizer que nada vai acontecer.
Nós que estamos todos no mesmo barco planeta,
acreditamos na tecnologia, na ciência e na religião,
essas inevitáveis válvulas de escape.



Lars Von Trier, durante as comemorações do festival de Cannes  2011, teceu comentários sobre Hitler.
Foi mal interpretado.
Leio na wikipédia:
Melancholia é um filme de ficção científica escrito e dirigido por Lars von Trier que, num cenário palaciano, retrata duas irmãs (uma noiva, Justine (Kirsten Dunst) e outra já mãe, Claire (Charlotte Gainsbourg), com o seu marido John (Kiefer Sutherland)), nas suas relações familiares e interpessoais e na sua dimensão mental.
Passa-se em dois momentos, o primeiro, antes de se saber que o Mundo vai acabar, no casamento falhado de Justine, que é aí o centro das atenções; o segundo, quando o Apocalipse terrestre já é quase uma certeza, e é dado destaque acima de tudo ao "desmoronar" do mundo pessoal de Claire. Von Trier opta por iniciar o filme precisamente com o momento em que a Terra embate, sendo destruída, com Melancolia, planeta imaginário. Explicou à imprensa que o fez precisamente porque queria deslocar a atenção do espectador do acontecimento em si para o cenário humano subjacente.




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terça-feira, 22 de novembro de 2011

A Árvore da Vida



Muita gente detestou porque pretensioso e coisa e tal. Árvore da vida é um filme filosófico do tipo 2001 Uma Odisséia no Espaço. Amor e medo, medo e amor. O medo das pessoas que amamos e confiamos Nossa ambivalência,os sentimentos ambíguos,  a possibilidade de perda, a quebra da confiança, a morte que ronda e chega. A linguagem e as imagens  das impressões, impressionismo, os desejos e frustrações, os sonhos renovados e frustrados. Assim caminhamos, como todo mundo, desde o bing bang até o final dos tempos, neste mundo de expansão.

Fotografia muito boa, texto interessante - uma dose razoável de religiosidade é certo --  desse respeitado diretor: Terrence Malick. Brad Pitt é o pai rigoroso. Sean Penn, o filho mais velho, que  vive o conflito existencialista da meia idade.Jessica Chastain - boa atriz -- é a mãe, a segurança do  universo.

Recomendo.



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Gordon Gekko Is Back



Quando a Ganância Vence o Mito

O polêmico Oliver Stone fez uma recauchutagem no filme Wall Street, a primeira versão do ano de 1987, com Michael Douglas e Charlie Sheen.

Wall Street II é muito bom.

Em Wall Street I o ganancioso e inescrupuloso Gordon Gekko (Michael Douglas)  é preso por operações ilegais junto a Bolsa de Nova York. Passa 8 anos na prisão e depois de solto, ele lança um livro questionando se a ganância é uma virtude! Greed is good?

Gekko, com a crise de 2008,  vira o papa dos alternativos, o cara que muda de lado, que conhece as nuances e artimanhas do mercado, é adorado nas universidades, seu livro é sucesso editorial. Ele é uma espécie de Nouriel Roubini.

Mas a ganância parece vence o mito. Gekko é um avião, mas ele só pensa mesmo em dinheiro. E a melhor maneira de ganhar dinheiro é operando na bolsa. Gordon Gekko is Back!

Juro que tinha má vontade para ver esse filme. Por acaso, ontem, assisti. Recomendo.

Uma frase do filme que anotei: Vamos fazer um trato, você não diz mais mentiras sobre mim e eu não digo mais verdades sobre você.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cuidado, está chovendo vaca!



O cinema argentino anda  mesmo em  grande fase: recomendo esse engraçado e sensível filme: um conto chinês com a participação desse grande ator que é Ricardo Darin.

Tem um chinês vivendo lá em casa que não sabe uma p. palavra em espanhol!


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

É Bom Esse Western Spaghetti



O Bonzinho, o Malvado e o Feio

É um western, produção italiana e filmado na Espanha em 1966. A direção é do grande, do magnífico, do sensacional Sérgio Leone. E a trilha sonora, ah, a trilha sonora é do estupendo Enio Morricone. O título italiano é Il buono, il brutto, il cattivo que, na tradução do português de Portugal é O bom, o mal e o vilão. Os ingleses preferiram traduzir para the god, the bad and the ugly. E no Brasil, como não poderia deixar de ser, o título é completamente insosso: três homens em conflito. O filme faz parte de uma trilogia -- apelidada de western spaghetti --  em 1964 foi produzido Per un pugno di dollari (Por Um Punhado de dólares) (A Fistful of Dollars) e em 1965 – Per qualche dollaro in più (Por Uns Dólares a Mais) (For a Few Dollars More). Foi Sérgio Leone convidou o novato ator Clint Eastwood que faz o papel de Blondie, o bonzinho, mas quem rouba o filme é Eli Wallach que faz o papel de Tuco, the Ugly.

Recomendo com estrelinhas.

sábado, 18 de junho de 2011

Na Meia Noite, Paris Alucina

Fraquinho o Poster que não diz o que é o filme


Esse Owen Wilson é mesmo um bom ator. Salvador Dali ficou impressionado com seu nariz torto e o chamou de Rinoceros. Wilson é Gil que é Woody que deu um tempo para Nova York, foi para Londres, Barcelona e agora  Paris. Paris da Belle Époque, da Era do Jazz, dos Fitzgerald, do Cole Porter, do Monet, do Matisse,  do Rodin, do Picasso e também, of course, do Hemingway. Gil é do bem,   roteirista de Hollywood que vai casar com Inez, gostosa mas.....  uma baita chata que não gosta, por exemplo, de passear, dar uma banda na rua em dia de chuva. Realmente não deve ser fácil conviver com Inez e sua 'tea party family'. Gil passeia, com seu nariz torto,  pela Paris notívaga - completamente alone. Ele se perde e é tragado pelo tempo das celebridades. Onde elas estarão reunidas nesse exato momento?  É quando Paris alucina.  Como se diz por aqui: um baita filme. E o pessoal da Zero Hora deu três estrelinhas... Ora, pois.

Título original: (Midnight in Paris)
Lançamento: 2011 (EUA, Espanha)
Direção: Woody Allen
Atores: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kurt Fuller, Mimi Kennedy.
Duração: 100 min




Crítica da Folha sobre o filme abaixo.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

El Hombre de al Lado


Juro que  fiquei impactado com esse filme argentino. São dois homens tão diferentes, cada um vive em seu mundo. Um fechado em seu "design" egocêntrico pós moderno e tem o privilégio de residir numa casa construída por Le Corbusier -- a única feita pelo renomado arquiteto suiço/francês na América Latina  -- e o outro é exatamente o contrário,  um invasor e alastra sua simplicidade feroz para além de seu território.   No entanto, eles são vizinhos e um buraco é aberto para a construção de uma janela que liga os dois mundos. Definitivamente, Marx tem uma certa razão -- e quem afirma isso é uma vítima do marxismo, o grande Sándor Marai -- a mola que movimenta nossas vidas é a luta de classes. Um filme que faz pensar e isso, por si só, é mais do que suficiente.


Nome: O homem ao lado
Nome Original: El hombre de al lado
Cor filmagem: Colorida
Origem: Argentina
Ano de produção: 2010
Gênero: Comédia
Duração: 110 min
Classificação: Livre
Direção: Gastón Duprat, Mariano Cohn
Elenco: Rafael Spregelburd, Daniel Aráoz , Eugenia Alonso.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Diretor de "Trabalho Interno" Exige: Assista ao Filme e Fique Revoltado


Cartaz do filme Trabalho Interno - Assista ao filme e fique revoltado.
 Assisti a Inside Job, Trabalho Interno, ganhador do Oscar de melhor documentário 2011.

No final,  fiquei com a impressão que o diretor, Charles Ferguson, tinha um alvo bem identificado: mostrar ao mundo que Wall Street é podre e que seus agentes ingressam nas entranhas dos governos, inclusive de Obama, para espoliar a tadinha da humanidade.

É claro que nem tudo que está no filme é mentira. Vivemos ainda na "fogueira das vaidades" onde a cobiça, a ambição e, sobretudo, a hipocrisia continuam a ser valores em alta neste mundo de competição. Mas será que a vida é assim mesmo? Será que não existe nenhuma alma boa em Wall Street. Existem anjos no seio do capitalismo mundial?

Muitas pessoas citadas no filme, como vilãs,  não quiseram dar seu depoimento e o diretor joga muito com isso: a culpa pela omissão.

Foi essa a impressão que me deu quando sai do cinema: forçação de barra. Gozado, assisti ao filme, prestei atenção e não fiquei revoltado.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

À Deriva


Comenta-se que nos rankings dos jornais os filmes nacionais sempre aparecem com, no mínimo, (4) quatro estrelas.  Sim, claro, são os interesses xenófobos dos nossos críticos, mas não apenas isso, o momento do cinema nacional é realmente muito bom. E nesse contexto é que faço minha crítica -- positiva -- do filme À Deriva, produção de 2009, dirigido e escrito por Heitor Dhalia.

O ponto forte do filme é a fotografia. A água, os corpos nadando ou boiando na imensidão azul do mar ou nos azulejos da piscina. As ondas que se encontram e que fazem a cor opaca da areia desaparecer. E o recanto paradisíaco de Búzios, RJ, seus cactos, suas pedras claras, as ilhas, a linha do horizonte.  Não existe nada melhor no mundo do que um local aprazível e um pouco selvagem para se passar as férias de verão.

Laura Neiva, a Felipa, boiando na bela Búzios.
Um verão da década de 80, época que  não se usava cinto de segurança, que as pessoas fumavam, quando não havia, ainda,  o inferno e o conforto do celular, os embalos dos discos de vinil, das fitas K7, das sandálias do Dr. Scholl, das mobiletes, das latas de nescau, das fitas que prendiam os cabelos.

E a história que parece  banal, mas não é. A crise conjugal. As pequenas e grandes traições. A adolescência dos filhos, as pequenas e saudáveis gangs de praia, a  celebridade francesa, o ator  Vincent Cassel, a grande  Débora Bloch e a beleza intacta da menina de 14 anos que sonha em ser mulher.O nome da pequena atriz: Laura Neiva, como Felipa.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Estranha Adoração


Inusitado, diferente, estranho este filme  canadense -- Adoração ou Adoration --  dirigido pelo cultuado egípcio Atom Egoyan. A história inicia de um jeito e termina de outro ajudada pela paranóia terrorista que também abala o Canadá. Verdade ou ficção? eis a questão.
E os personagens vão adquirindo novas faces numa Toronto natalícia, sombria e invernal. No final das contas, gostei e recomendo.





Adoração trailer 1 por cineflip no Videolog.tv.