Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Casa Que Acolhe Dilma na Bahia





Bem que faz a presidente eleita Dilma em escolher a Bahia (onde recebeu grande parte dos seus votos) para alguns dias de bons repousos. Bahia é realmente sinônimo de repouso.

E a residência escolhida é de primeira linha. É a casa do empresário João Paiva, projetada pelo falecido arquiteto Cláudio Bernardes em 1998.

Se Serra fosse eleito e passasse um merecido repouso numa casa de empresário no nordeste certa esquerda faria comentários maldosos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Néstor Kirchner Virou Mito


Sou assídou frequentador do site Boston Globe onde sempre estão as melhores fotos da atualidade e com boa qualidade.



Tem uma exposição de 22 fotos do enterro de Néstor Kirchner.



E Kirchner - que nunca foi um político de primeira linha -- parece que virou, com sua morte,  um novo ícone de uma certa esquerda.

Um Dia em Vacaria-RS

Charge de Scabini - novo chargista da Folha.

A base, o substrato,  de todo o sucesso Lulista é o Plano Real. Se não fosse o Plano Real não haveria Pac, bolsa família, minha casa minha vida, e Prouni. Se não fosse o Plano Real não haveria crescimento econômico e o Brasil não estaria hoje bombando. Sim, o Brasil está bombando.


Estive ontem nos campos de cima da serra no RS e em Vacaria - terra da maçã - o movimento de pessoas de um lado para outro é razoavelmente grande. Gente nas lojas, pessoas comprando, capital circulando.  Um corretor de imóveis me disse: é por causa do "minha casa minha vida, se você precisa de um pedreiro na cidade não vai encontrar, eles estão trabalhando nessas obras de habitação popular".

Outro morador da cidade, metido a economista e que detesta a Dilma me contou: "Quero ver depois essa dívida do "minha casa minha vida" ser paga, porque o pessoal de baixa renda não está tendo condições de pagar esse financiamento. Isso vai gerar uma bolha imobiliária que nem os EUA."

Já era noite e pequei meu carro e voltei para Porto Alegre. A diferença de qualidade das rodovias pedagiadas para as que não são pedagiadas é realmente muito grande.

IDH Divulgado Hoje Mostra que Governo Lula Não É o 'Bambambam' da Política Social



O 'Bambambam' da Política Social na América Latina é o Chile


O PT administra o Brasil faz 8 anos. E vai administrar, agora, mais 4.

Muita gente está a dizer -- e não pretendo ser simplório com essa afirmação -- que o PT é o "bambambam da política social".

Uma forma razoável de se verificar se determinado governo está fazendo uma gestão eficiente no comando do país é o índice IDH (Índice de Desenvolvimento Humano realizado pela ONU que foi divulgado hoje.

E o Brasil tem uma nota de 0,699 que está abaixo da média da América Latina que foi de 0,704.


No Uol:

O Chile é o país latino-americano mais bem colocado, no 45º lugar e nota de 0,783, seguido pela Argentina (46º). Na América Latina, o Brasil também aparece atrás de Uruguai (52º), Panamá (54º), México (56º), Trinidad e Tobago (59º). Costa Rica (62º) e Peru (63º).


Brasil aparece em 73º no ranking de IDH mundial 2010, diz ONU.


No IDH de 2009 o  Brasil estava no  75º lugar.

IDH América Latina e Caribe



45 Chile 0,783
46 Argentina 0,775
52 Uruguai 0,765
54 Panamá 0,755
56 México 0,750
59 Trindad e Tobago 0,736
62 Costa Rica 0,725
63 Peru 0,723
73 Brasil 0,699
75 Venezuela 0,696
77 Equador 0,695
78 Belize 0,694
79 Colômbia 0,689
80 Jamaica 0,688
88 República Dominicana 0,663
90 El Salvador 0,659
94 Suriname 0,646
95 Bolívia 0,643
96 Paraguai 0,640
104 Guiana 0,611
106 Honduras 0,604
115 Nicarágua 0,565
116 Guatemala 0,560
145 Haiti 0,404

Fato interessante é que Cuba, que em 2009 figurava em 51º lugar, não aparece na lista deste ano, devido à mudança de metodologia (o país não teria os indicadores requisitados pela ONU para compor o índice).

McDonald´s Condenado a Indenizar Ex Empregado Que Engordou 30 Kg

O astro do filme Super Size Me : a Dieta do Palhaço. A tese do documentário que critica (com certa razão)  a comida fast food  virou decisão Judicial no RS.


Considero uma "forçação de barra" essa decisão do Colendo Tribunal Regional do Trabalho do RS:  Um gerente de uma franquia McDonald´s trabalhou 12 anos na empresa e engordou, nesse período, 30 kg. Esses são os fatos objetivos que o Tribunal recebeu no processo. E considerando esses fatos objetivos o Tribunal condenou a empresa a pagar ao ex empregado indenização por dano moral de R 30 mil reais, R$ 1 mil por kg adquirido.

Francamente.

O problema do judiciário trabalhista é exatamente esse, eles passaram a julgar ações indenizatórias que são processos cíveis e utilizam regra de processos trabalhistas, onde se aplica a regra "em dúvida pró operário", que inverte o ônus da prova. Nas ações indenizatórias é necessário verificar e provar -- e quem prova é sempre quem alega -- a relação de causa e efeito entre o trabalho realizado e o dano ocorrido. Se o sujeito engordou 30 Kg em 12 anos foi por culpa de comer muito Big Mac?

Em verdade, a justiça trabalhista está a exigir das empresas, no caso do McDonald´s uma prova negativa; ou seja fazer prova negativa: ou seja provar que seu empregado engordou por outros motivos e não pelo fato de ingerir alimentos McDonald's.

E as baboseiras politicamente corretas se seguem: Leio na ZH de hoje o seguinte:

No campo jurídico, juízes, professores e pesquisadores acreditam que a decisão do TRT reforça uma tendência adotada por magistrados em valorizar as relações de trabalho num sentido mais amplo.
Desde que o acórdão se tornou público, em meados de outubro, mobiliza o interesse internacional. Ontem, estava entre os quatro tópicos de maior interesse nos Estados Unidos (EUA) em sites como Google Notícias, em assuntos relacionados a Porto Alegre. Para a doutora em Direito das relações sociais, a juíza e professora do Departamento de Direito Econômico e do Trabalho da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Luciane Cardoso Barzotto, o acórdão contempla recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). De acordo com os dois organismos, mais do que a ausência de doença, saúde é melhoria da qualidade de vida do trabalhador.


– A decisão do TRT, que traz à luz o direito à alimentação como um direito fundamental, torna a decisão muito atual e em sintonia com as recomendações tanto da OIT quanto da OMS.

Especialista diz que caso pode abrir precedentes
Para o professor de Direito do Trabalho na Universidade de São Paulo, o juiz Jorge Luiz Souto Maior, o acórdão sinaliza que o direito do trabalhador é mais do que uma mera “equação matemática”.
– A decisão representa um avanço porque visa a garantir o respeito à condição humana – sustenta Souto Maior, um dos principais especialistas do assunto no país.
Embora indenizações envolvendo sobrepeso nas relações de trabalho sejam incomuns, o acórdão da 3ª turma do TRT-RS segue a linha de mestres cervejeiros ou enólogos já indenizados por desenvolverem alcoolismo em função de suas atividades profissionais.
– Se o trabalhador era obrigado a ingerir uma alimentação gordurosa em função de sua atividade, que acarretava dano a sua saúde, é natural que ele seja indenizado – sustenta Gilberto Stürmer, professor de Direito do Trabalho da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
Coordenador da pós-graduação de Direito do Trabalho da UFRGS, o professor Leandro do Amaral Dorneles de Dorneles acredita que o acórdão envolvendo uma das marcas mais conhecidas terá repercussões:
– Acho que vai abrir precedentes.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

44%

Estou no interior do RS. Ontem em um jantar de 16  pessoas nenhuma delas votou na Dilma.  São os 44%.

Mas não sou tão cético e radical assim. Prefiro acreditar que Dilma vai mesmo tirar os brasileiros da miséria  - que é o que efetivamente importa - sem alimentar antagonismos sociais.


44% estão na oposição

Espaço para a oposição existe. O primeiro passo é assumir seu papel e pensar em um projeto para o Brasil

A OPOSIÇÃO acreditou que criticar o governo levaria ao isolamento político. O resultado das urnas sinalizou o contrário: 44% do eleitorado disse não a Dilma. Ela era candidata desde 2008. Ninguém falou em prévias, nenhum líder fez muxoxo. Lula uniu não só o partido, como toda a base.
Articulou, ainda em 2009, as alianças regionais e centrou fogo para garantir um Congresso com ampla maioria, para que Dilma pudesse governar tranquilamente.
Afinal, nem de longe ela tem sua capacidade de articulação política.
E a oposição? Demorou para definir seu candidato. Quando finalmente chegou ao nome de Serra, o partido estava dividido, vítima da fogueira das vaidades. Ao buscar as alianças regionais, encontrou o terreno já ocupado. Não tinha aliados de peso no Norte e Centro-Oeste, e principalmente no Nordeste.
Neste cenário, ter chegado ao segundo turno foi uma vitória. No último mês deu mostras de combatividade, de disposição de enfrentar um governo que usou e abusou como nunca da máquina estatal. Como, agora, fazer oposição?
Não cabe aos governadores serem os principais atores desta luta -a União pode retaliar e isso, no Brasil, é considerado "normal".
É principalmente no Congresso Nacional que a oposição deve travar o debate. Lá estará, inicialmente, enfraquecida. Perdeu na última eleição, especialmente na Câmara, quadros importantes. Mesmo assim, pode organizar um "gabinete fantasma" e municiar seus parlamentares e militantes com informações e argumentos. Usar as Câmaras Municipais e as Assembleias estaduais como espaços para atacar o governo federal. E abastecer a imprensa -como sempre o PT fez- com denúncias e críticas.
Espaço para a oposição existe. O primeiro passo é assumir o seu papel. Deve elaborar um projeto alternativo para o Brasil. Sair da esfera dos ataques pessoais e politizar o debate, acabar com o personalismo e o regionalismo tacanho, formar quadros e mobilizar suas bases.
É uma tarefa imediata, não para ser realizada às vésperas da eleição presidencial de 2014.
O lulismo tem pilares de barro. É frágil. Não tem ideologia. Não passa de uma aliança conservadora das velhas oligarquias, de ocupantes de milhares de cargos de confiança, da máfia sindical e do grande capital parasitário. Como disse Monteiro Lobato, preso pelo Estado Novo e agora perseguido pelo lulismo: "Os nossos estadistas nos últimos tempos positivamente pensam com outros órgãos que não o cérebro -com o calcanhar, com o cotovelo, com certo penduricalhos, raramente com os miolos".

Artigo de Marco Antônio Villa na Folha de hoje.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A Força do Bolsa Família/Eleitor


Do Fernando Schüler, secretário da Justiça do RS, no facebook hoje:

Interessante ver a votação da Dilma cruzada com o percentual de bolsa família por município. No primeiro turno, Dilma venceu em 147 dos 150 municípios com maior cobertura do programa. Pra quem se preocupa com a nossa democracia, vale a pena pensar um pouco sobre isto. Espero dias mais republicanos pela frente.

Vejam:
Em Rodeio SC, 2% das famílias recebem bolsa família: Serra teve 56% dos votos e Dilma 36%
Em Ouro Branco, Alagoas, 77% das famílias recebem Bolsa Família - Dilma teve 80% e Serra 15%.

Impressionante, ele está em todos os governos!


Essa charge do Iotti diz tudo. Ontem lá estava ele -- um dos piores presidentes da história da república -- José Sarney no palanque de Dilma.

Dilma Destaca Empreendedorismo e Meritocracia

Dilma ontem no seu primeiro discurso em Brasilia após ser eleita.

No bom e moderado discurso de ontem, Dilma falou em  "empreendedorismo" e "meritocracia"


É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.


Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público.


Considero essas duas palavras essenciais para construir um Brasil melhor e mais justo.


O PIB é composto, basicamente,  de serviços,  bens de consumo e produção . Se o Brasil alavancar o empreendedorismo e passar a comprar mais bens de produção, isso fará o pais crescer mais.


Elemento basico para o pais crescer é aumentar o setor produtivo que aumenta o chamado PIB potencial, segundo minhas aulas de economia.


E temos espaço para isso, nossas estradas são horrorosas, os portos são medievais, os aeroportos ficaram pequenos para atender a grande demanda e praticamente não existe malha ferroviária decente neste Brasilsão.

A China tem alta taxa de crescimento porque cerca de 40% do PIB é produção, investimento em produção.

É  que o chinês quando resolve fazer uma ilha para construir o aeroporto de Hong Kong ou fazer o porto de Shangai a quilômetros da costa eles fazem. Eles não ficam no blá,blá,blá burocrático e demagógico. Eles fazem. Arregaçam as mangas e fazem.

 Aqui no Brasil qualquer obra para sair do papel  é um inferno, tem de ser aprovada por inúmeros órgãos e fiscalizada pelos MP´s da vida. Não estou defendendo o modelo chinês de partido único, mas no Brasil vivenciamos um confuso emaranhado legislativo e de controle, o que faz burocratizar as obras importantes e necessárias de infraestrutura.


Por isso, no Brasil apenas 16,7 % do PIB é investimento em produção. E esse investimento em produção é, sobretudo, do setor privado. O Estado brasileiro investe muito pouco em infraestrutura, mesmo considerando os PAC´s da vida.


No Brasil a quantidade de bem de produção investida é pequena. A China investe muito mais no Brasil na produção.

 É que a  China também  comprime o consumo e salários para produzir mais. 

O setor industrial brasileiro é muito avançado.
A agricultura brasileira também é adiantada.
O setor de serviços brasileiro também está melhorando.

O que falta a melhorar, inequivocamente, é a qualidade e eficiência dos serviços públicos no Brasil.


E para melhorar o serviço público que atende, sobretudo, a população de baixa renda, é importante a meritocracia, porque torna mais eficiente esse serviço.



Abaixo na íntegra o discurso da Dilma ontem.

Vou Guardar Essa Frase do Discurso da Dilma Ontem




Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.