Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Os Crimes Sexuais de Assange




A BBC fez um "timeline" bem interessante sobre os crimes sexuais cometidos por Assange, está no seguinte endereço: http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-11949341.

Assange não chegou a Estocolmo por acaso.Ele foi convidado para uma palestra (Guerra e Liberdade de Expressão). Mas Assange aterrisou na Suécia movido por outros objetivos:  aquele é um país de grande liberdade de imprensa e democrático. Assange, no sétimo dia de sua permanência,  pediu visto de residência porque pretendia montar ali a sede da Wikileaks.

Mas tudo deu errado por conta de duas denúncias, Miss A e Miss W, uma disse que  foi estuprada e outra molestada, os fatos ocorreram em agosto de 2010.

A promotora do caso é a Sra. Marianne Ny que disse: There is reason to believe that a crime has been committed," she says in a statement. "Considering information available at present, my judgement is that the classification of the crime is rape."

(existem razões para acreditar que um crime foi cometido, considerando as informações disponíveis até o momento, meu julgamento é que ocorreu um crime de estupro.")
Marianne Ny, promotora sueca que denunciou Assange 


Abaixo:

O Circo Antiamericano de Assange e Tarik Ali



O pessoal do Wikileaks está divulgando, no twitter, esse vídeo aqui,  filmado ontem em frente a embaixada equatoriana em Londres. Primeiro aparece Julian Assange se equiparando ao grupo punk russo que foi preso por criticar o governo, fruto de uma certa herança bolchevique. Depois do discurso de Assange assumiu  Tarik Ali e outros medalhões de movimentos antiamericanos, como Craig Murray.

 Tarik Ali disse que a imensa maioria dos países latino-americanos, entre eles Argentina e Brasil está se solidarizando com Assange. Esse Tarik Ali é um manipulador, elogia a Venezuela de Chávez e o  Equador de Correa e trata a Suécia e o Reino Unido como se fossem países de república de bananas.

O fato realmente é interessante, os países latino americanos estão colocando em dúvida as decisões da justiça sueca -- que insiste em convocar Assange para responder a processo por estupro e sexo não consentido com duas mulheres.

Se Assange é inocente, como ele mesmo afirma que é, porque não responde a esses processos na Suécia?  Como se a Suécia fosse um quintal do imperialismo. Não é e nunca foi. Este é o ponto que considero relevante.

Por outro lado, o  Equador não é exemplo de liberdade de imprensa e de democracia e o bolivariano Corrêa   virou -- de uma hora para outra -- o paladino da liberdade de imprensa e da democracia.

O fato é que Assange que está potencializando o fato por intermédio da mídia e das redes sociais, assim como ocorreu  com movimentos do tipo  #occupywallstreet que foi, na verdade, um movimento de meia dúzia, mas que pareceu multidão.

Vivemos tempos interessantes.

O Que Será Que Ele Está Ouvindo?



Semana passada o camaleão David Bowie foi flagrado caminhando em Nova York.
Não me impressionei com o sinal que ele delicadamente fez com am mão para o fotógrafo, mas pelo fone de ouvido. Será que Bowie ouve Bowie? 


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Assange E As Minorias Participativas


Meia dúzia de ativistas pró Assange fazem festa em frente a embaixada do Equador em Londres

Assange é processado na Suécia por dois crimes, estupro e agressão sexual. Para tipificar esses dois crimes é necessário o exame de corpo de delito e para caracterizar o estupro é necessário que haja sêmen no corpo da mulher. Duvido muito que um país como a Suécia vá inventar uma história dessas.

 Ele fugiu para a Inglaterra onde está sendo extraditado. Ninguém está inventando essa história. A Suécia é um exemplo de sociedade organizada e democrática.  O Equador, ao contrário, não é nenhum exemplo de sociedade organizada e democrática, seu atual governo -- antiamericano - controla a mídia e agora quer posar de democrata e de portador da liberdade de imprensa. E meia dúzia sai às ruas clamando liberdade para Assange, como se viu ontem em Londres,  e as minorias participativas inflamam as redes sociais dizendo que Assange e Correa são os "mocinhos" dessa história toda.
A Inglaterra não é o Brasil onde se concede refúgio a um criminoso comum, como Battisti.

E o governo Inglês já anunciou que não dará a ele salvo conduto. Baseia-se no argumento, razoável, de que o caso não caracteriza perseguição política. Assange diz que vai à Corte Internacional de Justiça, em Haia.

Caso análogo envolveu Colômbia e Peru em 1949. Temendo ser preso após levante contra o governo peruano, o ativista Raúl Haya de la Torre refugiou-se na embaixada da Colômbia, que lhe deu asilo.
O Peru, contudo, negou o salvo-conduto. O caso foi à Corte de Haia, que deixou aos dois países a busca de uma solução. Só em 1954 De la Torre saiu da embaixada e do Peru.

Em vermelho, Editorial de hoje da Folha.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Controle Jurídico (E Nunca Político) da Mídia




Estão a dizer que países socialmente desenvolvidos, como os EUA e a Inglaterra, possuem controle social da mídia. Apenas um esclarecimento, aqueles que defendem o "controle social da mídia" querem que os movimentos sociais, que a sociedade politicamente organizada controle o que é divulgado pela grande mídia.´Ou seja não se trata apenas de controle social, mas também de controle político.

 Esse tipo de controle social da mídia não existe nem nos EUA e nem na Inglaterra.



Na Inglaterra não existe uma lei específica de imprensa, a Lei de Direitos Humanos de 1998 garante a liberdade de expressão e a proteção à reputação das pessoas. Em 2003 os ingleses criaram  uma agência reguladora para o setor de mídia, o Ofcom (Office of Communications; em inglês, Departamento de Comunicações). Outro órgão importante é a PCC (Press Complaints Comission), uma comissão independente que recebe reclamações sobre a imprensa e negocia retratações fora do âmbito judicial. Os jornais, voluntariamente, aderem ao código de procedimentos da PCC, que foi aprovado pelo Parlamento.

Ou seja, essa agência reguladora para o setor da mídia tem o necessário controle jurídico sobre a mídia. Ou seja, a mídia é livre, ela publica o que quiser, mas tem responsabilidade sobre o que publica, cabendo a agência reguladora e o judiciário intermediar esses conflitos.



Nos Estados Unidos, a liberdade de expressão é garantida pela primeira emenda ; ou seja é direito fundamental da sociedade americana. A mídia americana funciona sem qualquer regulação governamental. Contudo, existe a FCC  (Comissão Federal de Comunicações), formada pela Lei de Comunicação de 1934 que supervisiona canais de rádio e TV,  A legislação garante o direito de processo caso alguém se sinta vítima de difamação por parte da mídia.

No Brasil não existe um órgão mediador ou uma agência nesse sentido, a pessoa que se sente lesada por divulgações na mídia recorre ao Judiciário.

Aqui bem perto, na Venezuela, não existe apenas um controle jurídico da mídia, mas um controle social e político da mídia,   inclusive com a possibilidade de intervenção estatal se a mídia não se comporta de acordo com os padrões políticos do governo.

Fonte: Jornal do Brasil

Um Brasil Socialmente Justo Tem Que Ter Avaliação e Meritocracia




Quando o governo anterior resolveu avaliar o serviço público certa esquerda caiu em cima, acusou o governo de ser meritocrata, autoritário, ditador e o escambau. No governo faz 10 anos, o  PT, que era crítico da avaliação,  está adotando -- e com razão -- essas mesmas avaliações. É o caso do ENEM e  do IDEB, recentemente divulgado.

Sem avaliação é impossível traçar diretrizes, metas e desafios, porque o fundamental, o que todo mundo quer, é que se melhore o serviço público no Brasil, pois essa é a melhor forma de se fazer o que efetivamente importa: inclusão social. E para alcançar isso, também é necessário, saliento, a adoção de meritocracia.

O abismo que existe entre os brasileiros não está ligado ao fato de alguns terem grana e outros não, mas, sobretudo, pelo péssimo serviço realizado na rede pública.

Demonstração cabal disso é o resultado do IDEB 2011 que apontou o óbvio: alunos de colégios particulares, mesmo tendo estudado menos anos, sabem mais que os estudantes de escolas públicas em séries superiores.
  (no UOL, mais detalhes abaixo)

É exatamente neste ponto que inicia  a distorção e que gera, infelizmente, desigualdade social.



  

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Estão a Dizer: O RS Está no Atoleiro Educacional Por Culpa da RBS



Por conta do resultado pífio e vergonhoso do RS no IDEB, a jornalista da RBS, Rosane de Oliveira, na sua coluna da página 10 da Zero Hora publicou a seguinte opinião, em azul. Em vista disso, o dono do Diário Gauche despeja toda sua ira contra a RBS, em vermelho bem encarnado. Eu, of course, comento depois, em preto.

Vergonha de ser gaúcho

A cada divulgação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), os gaúchos ganham novos motivos para se envergonhar. Divulgados anualmente a partir de 2005, os números atestam que a educação no Rio Grande do Sul vai de mal a pior, principalmente no Ensino Médio, porta de entrada da universidade e de um mercado de trabalho cada vez mais exigente. Juntas, as redes pública e privada tiveram índice de 3,7 para uma meta de 4,0.

Com esse resultado, o Ensino Médio gaúcho ficou nos mesmos 3,7 do Brasil, perdendo para Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul.

O Estado mal conseguiu atingir a meta de 5,1 nas séries iniciais do Ensino Fundamental. E ficou atrás de Minas Gerais, Santa Catarina, Distrito Federal, Paraná, São Paulo, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nos anos finais do Ensino Fundamental, estancou em 4,1, quando a meta era 4,3.

Como explicar esses resultados em um Estado que sempre se ufanou de sua formação? Uma das explicações mais óbvias é a falta de investimento – ou a aplicação inadequada dos recursos. Com um plano de carreira dos anos 1970, defendido com unhas e dentes pelos professores, o Rio Grande do Sul não consegue pagar o piso salarial como salário básico.

A culpa pelo fracasso não pode ser debitada na conta deste ou do governo anterior. O processo de decadência começou há mais tempo, traduzido em problemas de estrutura, como prédios deteriorados, falta de bibliotecas, deficiência de laboratórios. Não se pode ignorar ainda o peso da desmotivação dos professores, a incapacidade de tornar as aulas interessantes para jovens inquietos, a perda de autoridade sobre os alunos e a falta de envolvimento das famílias com a escola.

Os dados do Ideb, assim como o de outros indicadores de aprendizagem, deveriam ensejar uma reflexão sobre a qualidade dos cursos de formação de professores no Rio Grande do Sul. Não estará faltando didática a quem tem a missão de ensinar crianças e adolescentes?

Fala o Diário Gauche:
Esse é o jornalismo-lixo que temos no Rio Grande do Sul. Um jornalismo que sugere - sem nenhuma sutileza ou eufemismo - que tenhamos vergonha do nosso chão e da nossa gente. Tenta politizar - e até eleitoralizar - dados negativos do desempenho da educação pública do nosso estado, quando se sabe que este processo de decadência do RS já vem se verificando há muitos anos, em todos os setores da vida pública, nos três poderes.
Curiosamente, mas não de forma aleatória, os responsáveis diretos pela calamidade no setor público sul-rio-grandense são os mesmos governos e líderes que foram apoiados pelo grupo midiático RBS/Família Sirotsky.
Em Porto Alegre, até os pombos do Mercado Público sabem que esse sub-baronato sub-jornalístico tem veleidades de partido político, que se comporta como partido político e milita como organização política, ainda que velada e clandestina, mesmo sem nunca admitir, mesmo sem registro cartorial, e sustentando um discurso pífio e mentiroso de neutralidade e apartidarismo.
Essa gente representa um perigo para a democracia e uma ameaça para a República.



Comento --  o RS está onde está também por conta de uma oposição chamada PT - que critica quem privatiza, mas também privatiza, que critica quem faz caixa 2, mas também faz caixa 2 --  e de certos movimentos sociais que querem manter no ensino do século XXI um plano de carreira da década de 70. Para o RS sair do atoleiro é necessário que todos façam sua parte e reconheçam seus erros. E vamos parar de ideologizar.

Memórias Seletivas



Sou acusado de ter memória seletiva. Dizem que só  me lembro dos fatos que se alinham ideológicamente comigo. Não sei se todo mundo é assim, mas tento não ser. Gostaria de não ter essa memória seletiva.

Entrei nesse assunto, porque ontem o governo federal  divulgou o pífio e vergonhoso  resultado do IDEB,  índice que mede o desempenho da educação básica nacional, e os blogueiros de uma certa esquerda simplesmente omitiram esse fato, como se nada tivesse acontecido. Isso lembra Garcia Marques, bateu esquecimento geral ou bobeira.

Estamos no mesmo  nível de 2009, não avançamos, estagnamos em 3,4 no ensino médio público (majoritariamente oferecido pelos governos estaduais), o mesmo indicador de 2009, ainda que dentro da meta de 2011.Na rede privada, por exemplo, a nota média nessa etapa de ensino foi de 5,7. A meta estipulada é de 5,8.

Por que isso? Porque o estado brasileiro (e a culpa é sempre dos seus gestores que geralmente são os políticos) não tem diretrizes, não tem pulso, não tem autoridade, não tem nada em relação à educação.


E, por outro lado, existe o interesse corporativista daqueles que ganham pouco (o professor brasileiro ganha 4 vezes menos do que o sulcoreano) e os sindicatos que os representa, movidos pela politicagem, não querem saber de reformas. No RS, o CPERS não quer nem saber em mudar um plano de carreira da década de 70. C

A memória seletiva de uma certa esquerda blogueira  é sempre contra os chamados poderosos, a elite, a mídia, os Estados Unidos, o FHC, as privatizações (que agora retornam na administração petista), mas eles têm uma dificuldade imensa de debater o que efetivamente importa, como é o caso da nossa pífia e vergonhosa educação.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Bem-Vindo PT aos Tempos das "Privatizações"

Que bom que esse tempo passou, será?

Amanhã Dilma vai anunciar o chamado PAC das concessões. Se fosse na época de FHC a competente oposição petista já colocaria a boca no trombone e gritaria de uma só voz: o governo vai privatizar, vem aí uma nova privataria.

Que bom que o Brasil está mudando e que o governo do PT também está" privatizando". Na verdade, FHC, a exceção da Vale, não privatizou, mas realizou concessão de serviço público para a iniciativa privada.

Esse PAC das concessões deveria ter saído logo no início do primeiro governo petista, apenas agora está saíndo do papel, uma pena, porque o Brasil precisa para ontem de obras de melhorias na infraestrutura de estradas, ferrovias, portos e aeroportos.

Não cabe a um  estado moderno -- e o estado brasileiro tem que se tornar moderno --  ficar administrando aeroportos, portos e buracos de estradas.

O papel do estado é  cuidar e bem  do essencial, educação, saúde e segurança e de administrar a máquina administrativa.

 Bem-Vindo PT aos Tempos das Privatizações.