Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


terça-feira, 6 de novembro de 2007

Cotas - Negros e Sem Concorrência


A UFRGS divulgou hoje a listagem da densidade entre candidatos e vagas para os cursos do vestibular de verão. É o primeiro vestibular com cotas.

Segundo o jornal Zero Hora de hoje: essa listagem demonstra que os candidatos egressos de escolas públicas que se declararam negros não terão concorrência em 19 das 69 graduações.

Ou seja, esses alunos que se declararam negros e são egressos de escolas públicas serão os únicos candidatos.

Com o sistema de cotas implantado este ano há uma nova lista de densidade, diferente da divulgada ontem no site da universidade, que considera apenas o número total de candidatos pelo número de vagas. Zero Hora obteve os números e fez o cálculo separando cotistas de não-cotistas, o que demonstrou, por exemplo, que em um em cada 3,6 cursos os negros egressos de escola pública não terão concorrência.Com 4.685 inscritos para 140 vagas, a Medicina apresentou uma densidade de 33,46 candidatos por vaga. Levando-se em conta a reserva de vagas, quem estudou em escola privada enfrentará uma disputa de 47,80 candidatos por vaga. Entre os egressos de escolas públicas, a concorrência registrada é de 47,42. E para quem estudou em escola pública e se autodeclarou negro, a densidade é de 4,47 candidatos por vaga.A lista de inscritos mostra ainda que em 27 cursos a densidade é de menos de duas pessoas por vaga para alunos que se declararam negros e, em 19 graduações, esses estudantes não terão concorrência. Nesse caso, bastará passar pelo ponto de corte da universidade, ter a redação corrigida e obter uma nota superior a 30% na dissertação.

Acima a foto dos gêmeos univitelinos e negros. A UNB de Brasília aceitou a inscrição de um como cotista e negou a do outro.

Reflexões sobre Onde fica o Brasil?


Essa pesquisa divulgada pela Veja e que mostra que o brasileiro não sabe onde o Brasil se localiza no mapa-mundi não revela, apenas, o déficit de nossa educação. Ela mostra, também, uma impressionante falta de interesse e curiosidade do brasileiro sobre a nossa própria situação -- e não apenas geográfica. É, infelizmente, uma demonstração absoluta da nossa ignorância. Grande parte dos brasileiros - e das famílias brasileiras - sequer tocaram, sequer olharam, sequer estudaram o mapa-mundi, um globo, um simples mapinha publicado em alguma edição. Quantos brasileiros sabem exatamente onde ficam suas cidades, seus estados? Será que essas pessoas, olhando o mapa de suas cidades, sabem onde ficam suas ruas e suas residências? É exatamente esse déficit de conhecimento, de falta de curiosidade, de falta de atenção, de falta de interesse que leva nosso país a amargar desvantagens entre nossos concorrentes no mundo da globalização. O Brasil não é apenas carente de educação escolar, é carente, também, de educação familiar, porque não desperta -- onde deveria despertar -- as necessárias e positivas curiosidades que revelam interesse, sabedoria, vontade de aprender e saber.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Onde fica o Brasil?


IMPRESSIONANTE a matéria da Veja desta semana sobre o ensino brasileiro.

Foi realizada uma pesquisa (instituto Ipsos, Pulso Brasil) e os pesquisadores abriram um mapa-múndi na frente dos entrevistados (1 000 pessoas, em setenta municípios das nove regiões metropolitanas) e lhes pediram que indicassem onde ficava o Brasil.

Onde fica o Brasil vivente????

Somente metade acertou. 50% dos brasileiros não sabem localizar o país no mapa.

Muita gente chutou a resposta.
Para 2%, o Brasil fica na Argentina.
Um porcentual pouco maior acha que o país se localiza na África – a dúvida é se no Chade ou na República Democrática do Congo.
Outros 29% nem tentaram responder.
E o pior é a seguinte parte:

Quase 10% dos entrevistados que passaram por uma faculdade (tendo completado ou não o curso) não sabem que o Brasil se localiza na América do Sul. Esse porcentual sobe para 30% entre os que fizeram o ensino médio (estágio em que um aluno deveria ter estudado geografia durante pelo menos seis anos) e aumenta para 50% entre os que iniciaram o ensino fundamental.

E quando o brasileiro é chamado para apontar, no mapa mundi, onde ficam os outros países, a situação é horripilante:
Só 18% dos brasileiros conseguem identificar os Estados Unidos e apenas 3% localizam corretamente a França. Quanto à Argentina, tão citada em piadas futebolísticas, 84% nem sequer desconfiam de que faz fronteira com o Brasil.
(...)
O dado irônico é que os brasileiros atribuem aos americanos uma grande ignorância em matéria de geografia. Gostam de dizer, em tom gaiato, que os gringos não têm a mínima idéia de como se divide o planeta. Não é bem assim. A mais recente pesquisa sobre o assunto mostrou que 86% dos americanos sabem exatamente onde fica seu país, 81% reconhecem o México, 54% a França e 47% a Argentina."

Blogueiro na Feira do Livro


Este blogueiro esteve na tarde do dia de finados na feira do livro de Porto Alegre e haja paciência. Este ditador do blog tem uma tese: as pessoas que frequentam livrarias não frequentam a feira do livro de Porto Alegre. É que o primeiro contato entre o leitor e seu livro exige calma, concentração e paz. É impossível, completamente impossível, folhear livros com calma, concentração e paz na feira do livro da Praça da Alfândega. É muita gente, gente demais, gente de todos os cantos, gente pelo gargalo, gente como a gente, gente diferente da gente, gente em fila - indiana ou não, gente na contra-mão, gente pelos buracos. E não sobra espaço para ler, para olhar, para sentir o perfume das páginas. E mais, está tudo estandartizado. Ou seja, com raras, raríssimas exceções, os estandes, as prateleiras, as livrarias são praticamente todas iguais, com os mesmos livros, os hits da ocasião, os mais vendidos e com os mesmos preços, os mesmos descontos e as mesmas promoções. Cansado de tanta multidão e com um livro de Tockeville que comprou por 3 "real" este blogueiro se trancou no Margs e ficou encantado com a obra de um artista uruguaio na Bienal do Mercosul: Francisco Alberto Matto Vilaró (1911 -1995) - O trabalho acima é dele.

Bolsa Família e MST




Interessante a matéria publicada pela Folha ontem, sobre o esvaziamento do MST, tendo em vista a implantação do Bolsa Família.

Levantamento da Folha com base em dados do Ministério do Desenvolvimento Social e da CPT (Comissão Pastoral da Terra) mostra que o número de famílias que invadiram terras no Brasil caiu de 65.552, em 2003, para 44.364, em 2006 -queda de 32,3%.Nesse mesmo período, a quantidade de famílias sem terra acampadas despencou de 59.082 para 10.259 -uma diminuição de 82,6%. O único número que se manteve estável foi o de invasões, que oscilou de 391 em 2003 para 384 em 2006.
Segundo especialistas, isso significa que as famílias remanescentes têm de invadir mais propriedades para suprir a ausência das que deixaram os movimentos de sem-terra.Essa retração também foi acompanhada por uma diminuição do número de movimentos de trabalhadores sem terra -de 28, em 2003, para 17, em 2006. Ou seja, 11 organizações desapareceram durante o primeiro mandato de Lula, segundo dados do professor Bernardo Mançano, da Unesp.No ano passado, 10,9 milhões de casas brasileiras receberam o Bolsa Família, programa assistencial que paga entre R$ 15 e R$ 95 por família. Em 2003, eram 3,6 milhões. Os recursos destinados ao programa passaram de R$ 570,1 milhões para R$ 7,5 bilhões no período.Mas, para obter o benefício, a família precisa preencher um cadastro informando as características de seu domicílio (número de cômodos, tipo de construção, tratamento da água, esgoto e lixo) e cumprir algumas condições (manter as crianças na escola, seguir o calendário de vacinação e a agenda pré e pós-natal para as gestantes e mães em amamentação). São exigências que dificultam muito a concessão a famílias acampadas, que não têm endereço.

O Encrenqueiro da TV Pública


Da Coluna da Mônica Bergamo de hoje direto para este depósito, entrevista com Delfim Neto, um dos conselheiros escolhidos da TV Pública. Ele diz que vai ser um encrenqueiro.


FOLHA - A TV não pode virar um braço publicitário de Lula?
DELFIM NETTO - Não acredito. Na verdade, o que se vai tentar fazer é uma espécie de BBC de Londres, uma TV educativa no sentido mais amplo do termo, que aborde desde arte até a matemática. As tentativas feitas pelas TVs educativas já existentes não têm persistência. Por exemplo, os cursos de matemática sempre terminam na quinta lição.
FOLHA - Então a TV pública vai ensinar matemática?
DELFIM - A TV pública vai ensinar a ver o mundo de maneira razoável. Uma TV como essa pode ser intrigante, instigante. Pode ter uma independência que a TV comercial não pode.
FOLHA - Por quê?
DELFIM - Porque a TV comercial é parte do mundo em que vive, do mundo capitalista. Seria antinatural ela destruir o sistema em que vive. Ela é um reforço do sistema capitalista -que é o mais eficiente para o homem produzir, mas que precisa de controle para funcionar. E esse controle as TVs privadas não podem fazer.
FOLHA - Segundo reportagem publicada pela Folha, a cobertura da Rede Globo sobre o dossiegate na eleição de 2006 foi determinante para que o presidente Lula priorizasse a criação de uma rede pública de TV. O que o senhor acha disso?
DELFIM - As pessoas têm mania de atribuir coisas ao Lula, como se ele estivesse preocupado. E ele não está. A TV Globo já esteve com o Lula, contra o Lula. A TV Globo não pode ser neutra, nem que ela queira ela pode ser neutra. Quem acha isso está equivocado, naturalmente. Ela é parte do establishment. E não tem nada de pecado nisso. A TV Globo, e todas as outras, têm seus próprios interesses, como os patrocinadores também têm. Quando esses interesses coincidem com os do governo, o governo é bom. Quando não coincidem, o governo é ruim. É simples assim. E é legítimo que seja assim. É uma característica das TVs comerciais. Não se pode pensar que as TVs estão aí a passeio, né? E também ninguém pretende substituir a TV Globo. Ninguém tem esse sentimento ridículo. Queiram ou não queiram, a TV Globo é a TV Globo. A competência fez com que ela tivesse mais audiência que todas as outras.
FOLHA - A TV pública também não estará a passeio.
DELFIM - É óbvio que tem sempre mensagens implícitas, propaganda subliminar. Algum resíduo desses vai restar na TV Pública. Mas os conselheiros escolhidos [além de Delfim, personalidades como Cláudio Lembo, Wanderley Guilherme dos Santos e Boni] formam um grande ninho de encrenqueiros. De modo que a vida deles [governo] não vai ser tão fácil. Mas é preciso ver primeiro se a TV vai ter sucesso, audiência. A receita você só sabe se presta depois de comer.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Pedras Mofadas na Fábrica do Consenso


Desculpem a insistência, mas retomo o velho tema. E volto a ele, porque acabei de ler no diario gauche aquela critica surrada de que a inundação diária de informações pode alagar o pensamento dos indivíduos e promover o mofo permanente das idéias e reflexões.

Este mofo permanente diz respeito, segundo o gauche, a uma fábrica de consenso que ardilosamente a grande mídia e os poderosos colocam na cabeça de cada indivíduo para vender suas idéias e seus produtos. É o caso, por exemplo, do livro “A cabeça do brasileiro”, do sociólogo Alberto Carlos Almeida que, segundo o gauche, pretenciosamente tenta extrair verdades científicas sobre o pensamento médio da nossa população.
O destaque são quatro números significativos, segundo Almeida:
54% concordam que um condenado por estupro seja estuprado na cadeia;
54% concordam com a polícia espancar presos para que confessem seus crimes;
52% concordam que policiais matem ladrões e assaltantes depois de prendê-los;
48% aprovam o linchamento de suspeitos de crimes muito violentos.
Prossegue o gauche:

Aqui neste blog, eu já tinha comentado sobre essa fraude pseudo-científica do senhor Almeida. Agora, com o filme Tropa de Elite, a mídia corporativa esquenta a “pesquisa”, com a clara intenção de justificar a violência policial retratada no filme de Padilha. À luz dos resultados desses falsos pesquisadores, a brutalidade policial fica naturalizada.
Sendo assim, o trabalho de Almeida, menos que uma pesquisa, é um instrumento de ação política – pela direita, a serviço das oligarquias brancas, gordas, endinheiradas, rentistas, herdeiras do escravagismo e portadoras de flamantes relógios Rolex. Trata-se de uma estratégia de produção seriada de “opiniões públicas” visando o constructo de consensos legitimadores da ordem tradicional.
Essa retórica untuosa articulada em brochura e marketing pesado é muito velha, mais velha ainda que a Dercy Gonçalves. Ninguém desconhece que o exercício da força sempre se faz acompanhar – antes, durante e depois – de um discurso de justificação, visando legitimar a brutalidade de quem a exerce. Antigamente diziam: “Deus está conosco!” Hoje, dizem: “a opinião pública está conosco!” Não são, pois, equivalentes?
É aquilo que Bourdieu chama de “efeito de consenso”, cuja primeira operação consiste na suposição de que todo mundo tem uma opinião, e em segundo, ignorar as não-respostas, ou seja, eliminar as possibilidades de haver discrepância nos resultados. Tudo que não sustenta a minha tese, será descartado. Uma fraude da fraude.
As quatro questões acima tem uma natureza comum estritamente políticas. É inegável. Mas antes, quando apresentadas ao comum mortal, são embaladas no papel celofane da moralidade subjetivadora, escamoteada em perguntas tocantes e mobilizadoras de reações fortes e apaixonadas. Pronto, o entrevistado já caiu numa cilada irrecorrível, involuntariamente. Nessa dupla natureza das questões é que habita a fraude.

Comentário do ditador deste depósito:

Primeiro lugar, essa pesquisa não foi feita pelo sociólogo Almeida, ela foi realizada por uma universidade pública fluminense. Com base no resultado dela é que Almeida fez o livro.
Quando vi tropa de elite considerei a melhor cena a aula de sociologia, quando todos falaram mal da polícia e o Mateus, o policial, resolveu tomar a palavra e dizer que a verdade não era bem aquela. Foi execrado, morto e quase sepultado pela turma. Quem é a favor da pena de morte, da tortura não é classe média e nem a grande mídia. É o povão. É assim que pensa a grande maioria da população de baixa renda brasileira. E por que pensa assim? Porque ela que vive e convive com a violência do dia a dia, porque convive com o inferno dos traficantes. E o discurso de esquerda passa por cima disso, como se fosse esse um detalhe para lá de insignificante. O discurso da esquerda ele é conservador, porque parou no tempo das mesmas respostas. Vivemos numa luta de classes e a culpa é sempre dos poderosos. Isso sim é alienação pura, é falta de senso crítico, é banalizar uma discussão. É ingressar de cara na mediocridade dos fatos. A realidade hoje é outra. A realidade é que as periferias das grandes cidades brasileiras estão sendo dominadas pela bandidagem. E os bandidos cobram suas dívidas matando os infiéis, os traidores, os pobres e miseráveis. Tudo passa pelo mesmo problema: falta de Estado que funcione. Que o Brasil faça como fez a Colômbia, em Bogotá, que o Estado entre nas favelas com sua polícia, com suas escolas, com seus hospitais.

Bye, Bye, Zuanazzi!


O petista gaúcho Milton Zuanazzi incorpora exatamente o que eu mais critico no PT do RS: o ranço ideológico e o ressentimento. Zuanazzi, na verdade, era do PDT e na administração Olívio Dutra -- quando o partido do Brizola rompeu com o ex governador -- a Dilma e o Zuanazzi entraram no PT. São considerados "os trabalhistas do PT". Foi a toda-poderosa Dilma que colocou Zuanazzi na ANAC. Quando Jobim entrou no Ministério da Defesa ele resolveu fazer uma "limpa geral" para começar sua administração do zero. Diretores da Agência, inclusive a amiguinha de Dirceu, foram pedido demissão. O único que faltava era Zuanazzi.

E ontem Zuanazzi disparou sua metralhadora giratória contra Jobim. Ele acusa Jobim de elitista, porque tem uma "agenda oculta" para impedir que pobres viagem de avião.

O dono e ditador deste blog não tem muita simpatia com o Jobim, mas tá difícil de levar Zuanazzi a sério.

Um dos pontos positivos do Brasil dos últimos anos é exatamente a democratização dos aeroportos. Mais e mais pessoas, neste imenso Brasil, estão utilizando o avião como meio de transporte e assim deve ser. Essa deve ser a agenda. Mas os viventes que andam de avião, da classe alta, média, média baixa e pobre têm que andar de avião podendo, ao menos, espichar as pernas. Jobim -- que tem 1,90 m -- sabe muito bem o que significa se instalar numa poltrona sem poder espichar as pernas para ficar ali -- duas, três ou quatro horas. Nenhum vivente de qualquer classe social deve suportar isso.

Jobim vem sendo criticado por setores mais à esquerda de dentro do governo Lula. Estarão eles com suadades do "incorruptível" Waldir Pires, aquele do Waldir pede para sair? Waldir Pires pode ter sido uma grande personalidade, um ícone da centro esquerda, mas sua atuação como gestor do Ministério da Defesa foi para lá de pífia. O Brasil necessita de gestores. E um bom gestor não pode ter ranço ideológico e ressentimento. Esse é o problema de Zuanazzi e sua catastrófica gestão a frente da ANAC.

Zuanazzi já disse o que vai fazer: vai para a iniciativa privada e montar uma agência de turismo.

O Incrível Hulk na Favela


O incrível Hulk -- não o Huck do Rolex -- está chegando nas favelas do Rio de Janeiro. É verdade, gente. Não é lorota do dono do depósito. Está na Folha de hoje. O pessoal está filmando o novo filme do heroi da Marvel na favela Tavares Bastos que -- dizem -- tem uma vista maravilhosa para a Bahia de Guanabara. O "cenário da favela" está impressionando os americanos:
A produção de "Hulk" fez obras e pinturas no local. Reforçou lajes e paredes, fez pontes, caixas d'água falsas e plantou antenas parabólicas cenográficas. Na pedra onde Brian Jagersky -dublê de Edward Norton (Bruce Banner, o homem que vira Hulk)- vai escorregar por dez metros, parte da vegetação foi cortada."É surpreendente. A cada vez que viemos aqui muda o cenário, o ritmo de construções dos moradores é muito rápido", comentou o francês Cyril Raffaelli, coreógrafo das cenas de ação de "Hulk" e de "Duro de Matar 4". "Não tem problema, há muitos lugares bons para filmar, só precisamos nos adaptar", comenta Stoneham Jr., maravilhado com o visual da favela. "É fantástico. Em Los Angeles, isso valeria milhões."

O Imbecil do Leite


O imbecil que fez esse crime de "batizar" o leite com soda cáustica, oxigenada e outras porcarias tem que estar na prisão e no seu CPF deveria estar marcado: eis ai o homem que colocou soda cáustica no leite das criancinhas e da vovozinha. O mercado não pode nunca ser totalmente livre, por um motivo muito simples: existe má-fé e picaretagem no mundo e muita gente quer ganhar dinheiro facilmente, como o imbecil do leite. É por isso que o Estado não tem que ser mínimo e nem máximo, ele apenas tem que funcionar e exercer o seu poder controlador, fiscalizador e de polícia. Salvo algumas exceções como a Polícia Federal, o Estado brasileiro, por acaso, funciona???