Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


terça-feira, 23 de outubro de 2007

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Protestando Apenas Por Protestar


Leio no RS Urgente que Yeda foi vaiada em Passo Fundo. O Diario Gauche complementa:
"As organizações civis querem mostrar à governadora que a população gaúcha não é favorável às medidas sugeridas por Yeda para combater o déficit econômico do Estado, como o aumento de ICMS. Elas também criticam o projeto de OSCIPs que tramita atualmente na Assembléia Legislativa, o qual sugere que a TVE e a FM Cultura, entre outros entes públicos, sejam geridos pela iniciativa privada. Participam do protestos a CUT, Cpers, MST e bancários, entre outras entidades de movimentos sociais da região."

As pessoas que perderam as eleições querem pautar a agenda da Yeda. Por acaso, se Olívio fosse o governador ele também não tentaria aumentar os impostos? Se ele tentou uma vez, ele não iria tentar outras vezes? É claro que sim. E de que lado estariam esses movimentos? Yeda faz um governo impopular, porque impopular é, infelizmente, a receita para racionalizar os gastos do Estado. Yeda tem que ir além e tirar dos pesados braços do Estado os ônus do estatismo irresponsável. Por que o Estado tem que ficar administrando TVE e FM Cultura? Que essa administração passe a entidades civis, qual o problema? O problema é o preconceito e a ignorância de quem protesta sem saber o motivo do protesto. Protestam apenas por protestar.

Duas Versões Sobre o Mesmo Fato


Pesquei no Blog do Reinaldo Azevedo:

No domingo, um confronto entre militantes do MST e seguranças da fazenda Syngenta, no Paraná, deixou dois mortos. Um deles, do movimento, tem nome e apelido: Valmir Motta de Oliveira, o Keno. O outro é identificado apenas como “o segurança”. Um cadáver anônimo. Os abduzidos de João Pedro Stedile fazem hoje um protesto contra o assassinato de Keno; já o velório “do segurança” deve ser acompanhado apenas por sua família, também anônima.Mais um morto sem sepultura moral.Mais um morto sem sepultura ideológica.Mais um morto sem a mitologia heróica das esquerdas.Se os seguranças mataram o líder sem-terra com nome e apelido, quem matou o segurança anônimo? Se os seguranças estavam armados, numa propriedade privada, com o direito legal de defendê-la, resta evidente que, na sua escalada na ilegalidade, o MST também o fazia de arma na mão.

A mesma notícia pescada no Diario Gauche:

Pistoleiros da Syngenta deixam mortos e feridos. Durante o ataque de uma milícia com cerca de 40 pistoleiros ao acampamento do campo de experimento da multinacional sementeira Syngenta Seeds, em Santa Teresa do Oeste (PR), às 13h30, de ontem (domingo, 21), o militante da Via Campesina, Valmir Mota foi executado a queima roupa com dois tiros no peito, seis trabalhadores ficaram gravemente feridos e há suspeitas de que um pistoleiro foi morto.Os feridos Gentil Couto Viera, Jonas Gomes de Queiroz, Domingos Barretos, Isabel Nascimento de Souza e Hudson Cardin, foram encaminhados para os hospitais da região. Isabel está em coma e corre risco de morte.A área da Syngenta foi reocupada na manhã de ontem (21), por cerca 150 pessoas da Via Campesina. O campo de experimento da empresa havia sido ocupado pelos camponeses em março de 2006, para denunciar o cultivo ilegal de reprodução de sementes transgênicas de soja e milho.

Versão do Maia -- que não é testemunha do crime e nem advogado do Reinaldo ou do Diario Gauche -- e, portanto, se coloca na posição de magistrado virtual do caso:

As notícias são desencontradas. Reinaldo Azevedo usa o termo segurança e o diario gauche usa o termo pistoleiro. Mas uma coisa é certa, a área da Sygenta foi invadida (segundo Reinaldo Azevedo) ou reocupada (segundo o diário gauche) e duas pessoas morreram (o diario gauche apenas afirma que há suspeita de que um pistoleiro foi morto.

Pergunta: Quem manipula mais? Quem esconde a verdade?

domingo, 21 de outubro de 2007

Os Robôs Estão Chegando. Estão Chegando os Robôs!


Como hoje é dia de copiar e colar, mais um artigo do Le Monde publicado na Folha de hoje (Caderno Mais)


Uma ética dos robôs - FRANÇOISE LAZARE PHILIPPE MESMER


O mais novo dos robôs humanóides japoneses tem capacidades impressionantes. Desenvolvido por meio de uma parceria entre a Kawada e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Avançada (AIST) do Japão, o "HRP-3 Promet" tem tudo que o trabalhador do futuro precisa.
A máquina branca e preta, de 1,60 metro e 80 quilos, consegue se movimentar nos terrenos mais acidentados, e em qualquer clima. O robô é capaz de caminhar durante duas horas, manipular com precisão uma chave de fenda, ajudar um homem a carregar uma tábua, conduzir veículos de trabalho. Seus criadores esperam começar a comercializá-lo em 2010.

Em menos de uma década, de acordo com os pesquisadores, os robôs farão parte da vida cotidiana dos japoneses. Bill Gates, cuja Microsoft acaba de desenvolver um sistema operacional padronizado para esse tipo de máquina, acredita que a indústria da robótica, como a dos computadores pessoais 30 anos atrás, está às portas de uma forte expansão. As novas máquinas evoluirão no contato com os seres humanos e poderão substituí-los na execução de certas tarefas; mas será que terão direitos?
A questão já está em debate no Reino Unido, em um relatório encaminhado ao governo em dezembro de 2006. O projeto Horizon Scan teve por tema cerca de 250 assuntos que estão em desenvolvimento, entre os quais as conseqüências da evolução da robótica. Podem votar?Sob o título "sonhos utópicos ou máquinas melhores", os especialistas discutem aquilo que será preciso prover aos robôs à medida que sua inteligência artificial se desenvolva. Será que terão direito de voto? Serão forçados a pagar impostos, a prestar serviço militar?
De acordo com o estudo, caso os robôs participem da força de trabalho e, portanto, do crescimento da economia, será necessário fornecer a eles, por exemplo, uma cobertura de seguro social que garanta o bom funcionamento de seus equipamentos. Como aponta o texto, um computador, que legalmente não é considerado uma pessoa, não poderia ser responsabilizado judicialmente por qualquer delito. Seu fabricante, no entanto, poderia proteger seus direitos de propriedade intelectual.
No Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), uma das organizações líderes na pesquisa em robótica nos EUA, Aaron Edsinger está envolvido há três anos no desenvolvimento do robô Domo. Trata-se de uma fusão entre o Kismet, robô criado para o estudo dos contatos entre máquinas e humanos e da aprendizagem que eles propiciam, e do Cog, muito eficiente na manipulação de objetos.
"A questão dos direitos dos robôs será importante no futuro não apenas para os estudiosos da robótica mas para a sociedade em geral", diz ele. "Não estou certo de que ela venha a ser tão diferente da questão dos direitos animais. A probabilidade é que venhamos a nos comportar assim também em relação às diferentes categorias de robôs. Uma lavadora de louças deve continuar a ser uma lavadora de louças.
Já os robôs mais infantilizados talvez venham a ocupar o lugar de um cão ou gato. E creio que dentro de 50 anos parecerá natural que concedamos direitos semelhantes aos dos animais a essas duas categorias de companheiros", diz. Isaac AsimovNo Japão, a questão vai se apresentar mais cedo, dada a posição importante que a robótica já ocupa na vida cotidiana do país.
O envelhecimento da população apresenta problemas de mão-de-obra para as empresas, e também no que tange a encontrar assistência para os idosos. Por isso, laboratórios e parcerias, sob forte pressão do governo, estão investindo pesadamente nesse ramo de atividade. Os robôs humanóides vêm sendo desenvolvidos pouco a pouco pelos laboratórios, como por exemplo o Wakamaru, que já está à venda para trabalhar como recepcionista em empresas. Já a Alsok, uma fabricante de produtos de segurança, está oferecendo aos clientes os robôs de vigilância C4 e C5, para operar em centros comerciais. Com uma abordagem bastante pragmática, o Ministério da Economia japonês está trabalhando na redação de normas de segurança para o uso de robôs.
A comissão criada para essa finalidade em dezembro de 2006 não deve se pronunciar em favor do estabelecimento de uma distinção entre robôs e outras máquinas. O fabricante será sempre considerado responsável pelos problemas criados por seu produto, a não ser que as instruções de uso tenham sido desrespeitadas. As normas do governo exigirão que os fabricantes garantam fiscalização séria dos robôs que prestarão serviços pessoais. Na Coréia do Sul, país igualmente avançado em termos de robótica e grande rival do Japão nessa área, uma "carta ética dos robôs" deve ser redigida neste ano. O texto se inspira nos princípios propostos pelo escritor de ficção científica Isaac Asimov. Os robôs não deverão fazer mal aos seres humanos ou permitir que estes os façam sofrer. Deverão obedecer aos seres humanos, a menos que isso contradiga a primeira lei. E deverão garantir sua própria proteção, caso isso não contradiga as duas primeiras leis.
Este texto foi publicado no "Le Monde". Tradução de Paulo Migliacci

Os correrias do Primeiro Mundo- L. G. Belluzzo


Copio e colo um artigo muito bom da Folha de hoje, do Luiz Gonzaga Belluzzo sobre essa vergonhosa manipulação de preços feitos pelas grandes empresas transnacionais com a intenção de sonegar imposto, evitar controle aduaneiro e, sobretudo, acumular dinheiro secretamente. Parece ser o caso- ainda sob investigação -- da multinacional Cisco, 18ª marca mais valiosa do mundo, que é suspeita de fazer parte do esquema de fraudes de importação apontado pela Polícia Federal e pela Receita Federal,

Os "correrias" do Primeiro Mundo

LUIZ GONZAGA BELLUZZO

"A falsificação de preços é um conluio entre os poderosos do mundo para lesar os mais fracos"
A POLÍCIA Federal conta: 70% das importações de produtos de informática e telecomunicações realizadas pela Cisco eram subfaturadas. A manipulação dos preços de transferência, com o propósito de burlar o fisco, era perpetrada, de acordo com o relatório da PF, na matriz americana.
Digo manipulação porque as mercadorias entravam no país abaixo do custo de produção, incluída a margem de lucro da empresa. Quem paga a diferença? A resposta é fácil: o Estado brasileiro não recolhe os impostos devidos, os concorrentes nativos ou estrangeiros são bigodeados pelos espertalhões e, finalmente, os trabalhadores brasileiros (com uma taxa cambial mais favorável) poderiam estar empregados na produção dos equipamentos, peças e componentes importados, o que geraria mais receita fiscal.
Certo Mark Smith, diretor-gerente para o hemisfério ocidental da Câmara Americana de Comércio, declarou que "o subfaturamento é comum no Brasil". No Brasil e no mundo, diria o empresário Raymond Baker, autor do livro "Capitalism's Achilles Heel", com o subtítulo "Dirty Money and How to Renew the Free Market System". Baker declara-se um entusiasta do livre comércio. Manifesta, no entanto, sua decepção e preocupação com as práticas das grandes empresas transnacionais que deformam o sadio exercício do intercâmbio de mercadorias. Ele diz que aproximadamente 65 mil empresas internacionalizadas realizam operações transfronteiras. As transações entre matrizes e filiais representam, segundo Baker, de 50% a 60% das trocas internacionais. Uma fração importante das transações é feita com preços falseados. "
Isso serve para eliminar impostos, evitar controles aduaneiros e acumular dinheiro secretamente. A falsificação de preços é realizada diariamente, em todos os países, numa larga fração das operações de importação-exportação." "Essa é a técnica mais comum para gerar e transferir dinheiro sujo, dinheiro que viola a lei na sua origem, em seu movimento e em seu uso.
A falsificação de preços é um conluio entre os poderosos do mundo para lesar os mais fracos. O fato é que para cada dólar, euro, libra, peso, rublo ou outra moeda qualquer que se move para fora dos países mais pobres, há um produtor ou financista do Primeiro Mundo que facilita a operação." Baker é impiedoso: a combinação entre falsificação de preços de transferência, paraísos fiscais, empresas fantasmas, jurisdições secretas pode ser comparada "ao tráfico de drogas, ao crime organizado, ao terrorismo e aos funcionários corruptos". Os executivos das múltis contribuem para a manutenção desse sistema.
Imagino que, à semelhança da controvérsia Huck-Ferréz, o deplorável episódio Cisco vá provocar um maremoto de indignação contra as malfeitorias dos "correrias" do Primeiro Mundo. Os impostos surrupiados aos brasileiros talvez servissem para financiar a educação, a saúde e a segurança dos cidadãos de Pindorama, fossem eles os "correrias" do Terceiro Mundo ou os legítimos e indefesos usuários de relógios Rolex.


LUIZ GONZAGA BELLUZZO , 64, é professor titular de Economia da Unicamp. Foi chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda (governo Sarney) e secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (governo Quércia).

sábado, 20 de outubro de 2007

Cidade dos Parques










Porto Alegre - cidade dos parques. Primavera, manhã de sol. Porque hoje é sábado. Marinha, Redenção, Moinhos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O Impressionante Abismo Salarial Brasileiro

Pesquei do diario gauche:
A diferença entre o menor e o maior salário no Brasil é de 1.714 vezes, aponta o relatório “Hierarquia e Desigualdade Salarial na Administração Pública Brasileira”, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

O estudo tem como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao analisar os números, o presidente do Ipea, Márcio Pochmann qualificou como "injustificável" essa desigualdade, uma vez que a diferença máxima verificada nos países em desenvolvimento é de 20 vezes, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). A informação é da Agência Brasil.

Na iniciativa privada, o maior salário verificado pelo estudo foi de R$ 120 mil, de um dirigente na Região Sudeste, onde também foi localizado o menor, de R$ 70 mensais, recebido por um trabalhador do setor de serviços.

No funcionalismo público, a diferença é de 187 vezes, com o maior salário em R$ 28 mil e o menor, de R$ 175. Para fazer o cruzamento, o Ipea enquadrou salários em dois segmentos: o "interno" engloba empregados com idade entre 25 e 59 anos, com 12 anos de escolaridade e mais de cinco anos de casa; e o "externo" envolve funcionários com oito anos de escolaridade, menos de cinco anos de casa e faixa etária também entre 25 e 59 anos.

Como os dados da PNAD consideram a remuneração bruta declarada pelos entrevistados, Pochmann não soube precisar se estão incluídas as comissões e gratificações, o que poderia elevar ainda mais os maiores salários.De acordo com o relatório, o salário médio do trabalhador do setor privado no segmento "interno" é 13,8% superior ao do setor público.

No segmento "externo", a diferença é de 14,9%. Com esses dados, Pochmann rebateu críticas de que o setor público gasta demais com a folha de pessoal."Se considerarmos a prática do setor privado, verificaremos que não se trata de uma má gestão do setor público", disse.

O estudo sugere que o custo com pessoal na administração pública cresceria em 8,7%, que seria a diferença da remuneração média dos ocupados do setor privado em relação aos servidores.

O presidente do Ipea informou ainda que a despesa com pessoal não tem crescido de maneira a ampliar a carga tributária: "Temos outras despesas crescendo mais, como custeio e pagamento de juros".

Comentário do Maia:

Meio lacunosa e muito pouco clara essa explicação do Pochmann. De qualquer forma, vamos lá: o setor privado pode gastar o que quiser, porque quem paga essa conta não é a sociedade. Se o empresário e os acionistas estão satisfeitos com um empregado que recebe 120 mil, problema deles. Se eu fosse capitalista, ninguém receberia esse tipo de remuneração.

Já no setor público, o problema é nosso. Considero o salário de R$ 28 mil um absurdo para um servidor público, mas o absurdo, o absurdo dos absurdos é um pobre vivente receber R$ 75,00 por mês no setor privado e R$ 175,00 mensais no serviço público. É como o piso do professor no RS que é uma vergonha, cerca de R$ 400,00.
A única forma de mudar esse status quo é a flexibilização. Existem salários elevadíssimos por um simples motivo: a CLT e a CF de 88 impedem a redução salarial. Esse é um assunto prioritário na agenda brasileira e acho essencial que um blog de esquerda resolva debater esse importante aspecto. E vamos ao debate.

Jorge Kauã e João Hélio - Vítimas da Ausência de Estado


O blog Ribimboca da Parafuseta faz uma bela analogia, uma nobre comparação entre a morte do menino Jorge Kauã Silva de Lacerda, 4 anos, negro, pobre, morador da favela Coréia, no bairro de Senador Camará, zona norte do Rio com a morte do menino branco, classe média, João Hélio, 6 anos, na mesma cidade do Rio de Janeiro.

Diz o Ribimboca que a morte de Jorge Kauã não é destaque, não é manchete, não é notícia de jornal da grande mídia.

Não posso discordar do Ribimboca, porque ele tem razão.

Fiquei sabendo, pelo mesmo Ribimboca, que não foi a polícia que matou Kauã, mas uma bala perdida de um revolver de um traficante.

Concordo com o Ribimboca que para Jorge Kauã não haverá passeatas pela paz, nem missa na Candelária, espaço nos telejornais do horário nobre, a fúria ensaiada dos apresentadores de programas policiais.Para Kauã, sobrará apenas uma lápide no cemitério do Irajá, e a lembrança de sua família.

Todavia, a velha questão vem a tona, Jorge Kauã não foi morto pela ação policial, nem pela tropa de elite. Não foi o comandante do Bope que matou o menino de 4 anos. Jorge Kauã e João Hélio morreram da mesma causa, a omissão do Estado brasileiro.

Por isso, existe uma certa hipocrisia no discurso de certa esquerda quando sataniza as ações do Estado e o monopólio do poder de polícia que deve ser feito. É certo que o Estado pode exagerar e extrapolar nesse poder de polícia, mas a grande culpa é a omissão. A ausência de Estado.

EUA querem Flexibilizar Comunicações


Uma das "recomendações" que os "sem mídia" querem impor é que uma empresa seja impedida de ter um jornal e uma emissora de TV, como ocorre atualmente nos EUA.

Mas leio na Folha hoje que os EUA querem flexibilizar a lei de comunicações:

O presidente da FCC (Comissão Federal de Comunicações, que regula o setor nos EUA), Kevin Martin, disse que o órgão pode votar até o fim do ano mudanças na lei sobre quantas empresas de mídia uma companhia pode ter em uma mesma cidade.Pela proposta de Martin, a lei seria mais flexível. No modelo atual, há uma série de barreiras que torna difícil, por exemplo, uma empresa ter um jornal e uma emissora de TV na mesma cidade.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Roçando a Roça dos Outros


Com luvas de pelicas e monitorando o blog dos outros, esse blogueiro se deparou novamente com o último post (tri fresquinho) do diario gauche.

É um artigo do Frei Pilato Pereira com esse lindinho nome: Benditas Foices que Roçaram Eucaliptos. Quem tiver uma santa paciência e quiser ler - vá lá no diario.

Ajustando minhas luvas de pelicas e contando até dez, com dedos reprimidos, "falei e disse" o seguinte:

Frei Pilato é capuchinho (não o café, mas a seita), é franciscano. Fez voto de pobreza, tem apenas seus velhos chinelos e suas mantas. Segue à risca as lições de São Francisco da bela Assisi. Como bom franciscano tenta impor a todos sua visão de mundo, modesta,ultra simples, sem nenhuma ostentação. Mas o mundo assim não é. Nem no socialismo real, assim não é. Na rua mais famosa de Pequim, na república comunista da China abriu um restaurante super ultra chique chamado Le Lan, da famosa rede ultra burguesa Starcks. O aludido frei franciscano apoia a luta das pessoas que dizem serem camponesas e que invadem propriedades de grandes empresas para roçar a roça dos outros. E o frei se queixa da polícia que prende esses mesmos militantes -- que se dizem camponeses -- porque invadiram propriedade (que não é mesmo um direito sagrado, admito) alheia, sob acusação de que eles estavam roçando a roça alheia. Eles estavam cortando eucaliptos, disse a autoridade policial. E a governadorinha -- ocupada em seu gabinete fazendo as contas do Estado falido -- é a culpada de tudo, porque sua polícia prendeu as pessoas -- que se dizem camponesas e que estavam roçando a roça dos outros. E assim caminha a humanidade na restrita visão do frei Pilato, que não é o Poncio.