Diversidade, Liberdade e Inclusão Social
Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt
sábado, 19 de junho de 2010
Cala a Boca, Galvão!
O assunto virou até capa da Veja desta semana. Uma faixa apareceu na transmissão da Globo no dia do jogo contra a Coréia do Norte. Não tenho assistido a Copa pela Globo, mas pelo pessoal do Sportv, onde os narradores dão de "relho" no Galvão Bueno. A verdade é que esse cara é muiiiito chato e adora elogiar algo que pode ser muito equivocado -- a veneração do jeitinho brasileiro. Se um jogador brasileiro faz uma malandragem, ainda que desleal ou sacana, o Galvão é useiro e vezeiro em elogiar. Ele está colhendo o que plantou.
Barbárie e Genocídio no Quirguistão
Fotos dos Uzbeques que moram no Quirguistão, na provincia de Och. Centenas de pessoas morreram nos conflitos étnicos na região. Fotos do Boston Globe.
Essa tragédia -- que mostra que regiões do mundo ainda engatinham na questão fundamental dos direitos humanos -- está acontecendo agora. Nesse exato instantes. Grupos armados matam pessoas, estupram mulheres, dizimam famílias inteiras, inclusive crianças, apenas porque as vítimas tem outra etnia. Completamente absurdo.
Tensões remontam ao período soviético e continuam latentes Estopim de conflito étnico no Quirguistão foi acendido 20 anos atrás durante um confronto muito semelhante
CHARLES CLOVER
DO "FINANCIAL TIMES", EM MOSCOU
As 300 mortes resultantes de uma semana de tumultos receberam pouca atenção mundial na época, mas os acontecimentos de 1990 colocaram as comunidades uzbeque e quirguiz em Och, uma cidade do sul do Quirguistão, em rota de fatídica colisão.
O conflito na época era por terras, privatizadas sob as reformas econômicas anunciadas um ano antes pelo líder soviético Mikhail Gorbatchov. Surgiu uma discussão na fazenda coletiva Lênin, controlada por uzbeques, e em 4 de junho de 1990 um confronto entre quirguizes e uzbeques se tornou violento.
As raízes eram tanto étnicas quanto econômicas -dada a falta de terras aráveis, as comunidades uzbeque, minoritária, e quirguiz, majoritária, entraram em choque. Nos dias seguintes, apesar da intervenção de tropas soviéticas, 300 pessoas morreram nos piores incidentes de violência registrados na região desde a década de 20.
Em cenas semelhantes às vistas na antiga Iugoslávia nos anos 1990, uzbeques e quirguizes que haviam vivido lado a lado por gerações subitamente deflagraram uma onda de sádica crueldade, e estupros grupais e execuções em massa se tornaram corriqueiros.
MEMÓRIA
Desde então, as lembranças do massacre não desapareceram e, depois de 20 anos de relativa harmonia, aparentemente não foi preciso muito para que os velhos ódios ressurgissem.
As tensões entre as duas comunidades de origem turca -que falam idiomas semelhantes e, sob o império russo, habitavam juntas uma região então conhecida como Turquestão- já existiam durante o período soviético, mas seria exagero afirmar que surgiram antes disso.
Os quirguizes e uzbeques podem ser definidos como criações artificiais dos etnologistas soviéticos, que dividiram a União Soviética em nações de forma arbitrária e altamente politizada.
Por exemplo, o vale de Ferghana, onde fica a cidade quirguiz de Och, foi dividido entre o Quirguistão, o Uzbequistão e o Tadjiquistão. Todos esses países sofreram sangrentos distúrbios no período pós-soviético.
STÁLIN
De fato, há quem argumente que a criação de nacionalidades e fronteiras nacionais nos anos 20 foi parte de uma estratégia de dividir para governar adotada pelo ditador soviético Josef Stálin (1922-1953).
De 1992 a 1997, a guerra civil entre os tadjiques resultou em 60 mil mortes. Em 2005, tropas uzbeques dispararam contra civis em Andijan, cidade localizada diante de Och, do lado oposto da fronteira, causando 187 mortes, segundo dados oficiais, ou muitas mais, segundo testemunhas do incidente.
Hoje, o nacionalismo é uma bomba-relógio que poderia explodir em uma região vista por muitos especialistas como tão propensa quanto os Bálcãs à violência étnica.
CHARLES CLOVER
DO "FINANCIAL TIMES", EM MOSCOU
As 300 mortes resultantes de uma semana de tumultos receberam pouca atenção mundial na época, mas os acontecimentos de 1990 colocaram as comunidades uzbeque e quirguiz em Och, uma cidade do sul do Quirguistão, em rota de fatídica colisão.
O conflito na época era por terras, privatizadas sob as reformas econômicas anunciadas um ano antes pelo líder soviético Mikhail Gorbatchov. Surgiu uma discussão na fazenda coletiva Lênin, controlada por uzbeques, e em 4 de junho de 1990 um confronto entre quirguizes e uzbeques se tornou violento.
As raízes eram tanto étnicas quanto econômicas -dada a falta de terras aráveis, as comunidades uzbeque, minoritária, e quirguiz, majoritária, entraram em choque. Nos dias seguintes, apesar da intervenção de tropas soviéticas, 300 pessoas morreram nos piores incidentes de violência registrados na região desde a década de 20.
Em cenas semelhantes às vistas na antiga Iugoslávia nos anos 1990, uzbeques e quirguizes que haviam vivido lado a lado por gerações subitamente deflagraram uma onda de sádica crueldade, e estupros grupais e execuções em massa se tornaram corriqueiros.
MEMÓRIA
Desde então, as lembranças do massacre não desapareceram e, depois de 20 anos de relativa harmonia, aparentemente não foi preciso muito para que os velhos ódios ressurgissem.
As tensões entre as duas comunidades de origem turca -que falam idiomas semelhantes e, sob o império russo, habitavam juntas uma região então conhecida como Turquestão- já existiam durante o período soviético, mas seria exagero afirmar que surgiram antes disso.
Os quirguizes e uzbeques podem ser definidos como criações artificiais dos etnologistas soviéticos, que dividiram a União Soviética em nações de forma arbitrária e altamente politizada.
Por exemplo, o vale de Ferghana, onde fica a cidade quirguiz de Och, foi dividido entre o Quirguistão, o Uzbequistão e o Tadjiquistão. Todos esses países sofreram sangrentos distúrbios no período pós-soviético.
STÁLIN
De fato, há quem argumente que a criação de nacionalidades e fronteiras nacionais nos anos 20 foi parte de uma estratégia de dividir para governar adotada pelo ditador soviético Josef Stálin (1922-1953).
De 1992 a 1997, a guerra civil entre os tadjiques resultou em 60 mil mortes. Em 2005, tropas uzbeques dispararam contra civis em Andijan, cidade localizada diante de Och, do lado oposto da fronteira, causando 187 mortes, segundo dados oficiais, ou muitas mais, segundo testemunhas do incidente.
Hoje, o nacionalismo é uma bomba-relógio que poderia explodir em uma região vista por muitos especialistas como tão propensa quanto os Bálcãs à violência étnica.
Gauchadas
Nós, os reacionários, por Marcelo Rocha*
Resultado de uma colonização tardia e de uma posição geográfica periférica, o Rio Grande do Sul sempre cultivou um olhar de desconfiança em relação à competição externa, tanto no que se refere ao capital de investimento econômico quanto ao capital simbólico e cultural. Da mesma forma, um tema que gera sempre uma aguerrida discussão em nosso Estado diz respeito à identidade regional, que, sabemos, não é uma questão tão fácil de ser resolvida.
Quando se fala em identidade, parece, em um primeiro momento, que estamos reforçando uma positividade, ou seja, dizer que somos gaúchos implica uma espécie de autorreferência. Assim, temos a ideia de que a identidade toma a si própria como centro, isto é, sou aquilo que sou. No entanto, esta discussão vai um pouco mais além.
Ao dizer que somos gaúchos, esse ato performativo de linguagem esconde uma cadeia extensa de negações. Não por acaso, as torcidas do Grêmio e do Internacional, quando em vitórias importantes de seus times e, especialmente fora do Estado, fazem questão de entoar em alto e bom som: “Ah, eu sou gaúcho!”. Desta forma, ser gaúcho significa, principalmente, não ser baiano, carioca ou paulista. Aquilo que somos passa então a representar um produto de contrastes. Em suma, identidade e diferença formam, assim, uma relação de estreita dependência.
Talvez um dos grandes problemas da imagem do gaúcho tem sido sua representação, configurada em um longo percurso histórico, desde o século 16. O tipo social do gaúcho, herdeiro dos sujeitos que habitavam as proximidades do Rio da Prata, surge a partir da necessidade de caça aos rebanhos selvagens, na busca pelo couro para subsistência. Errante, o gaúcho sofre diretamente com a transformação gerada pela Coroa portuguesa com o nascimento dos latifúndios, tendo que optar entre a inserção na ordem capitalista, na condição de peão, ou buscar uma alternativa a esta estrutura produtiva vigente. Daí, também, a construção simbólica do gaúcho como misantropo e solitário.
Essa relação entre identidade, representação e História é importante para ser entendida como pano de fundo da declaração do ex-jogador Sócrates de que os gaúchos seriam “os brasileiros mais reacionários do Brasil”. Ora, em primeiro lugar, a pergunta que se deve fazer é: quem são os gaúchos? Como vimos, a identidade não pode ser vista como uma essência, um dado, um fato ou como algo unificado e permanente. Ela possui uma relação com História, com a sociedade e, sobretudo, com a diferença. O mesmo Sócrates admite que os gaúchos são também brasileiros. É evidente que somos.
Em segundo lugar, não é demasiado dizer que o gaúcho, como habitante de uma região de fronteira, representa-se e é representado sob uma identidade híbrida. Contudo, o híbrido aqui não se constitui como mistura ou conciliação de diferentes pontos de vista, mas justamente no conflito com discursos autoritários e hegemônicos. Nesse sentido, portanto, talvez esteja presente um dos traços da peculiaridade de nosso povo. O gaúcho (híbrido) assemelha-se ao brasileiro (e torcemos, sim, pela Seleção, por exemplo) ao mesmo tempo em que resistimos à ideia de incorporação absoluta ao Brasil. Mas o que o Dr. Sócrates, por fim, talvez não entenda é que não somos conservadores nem queremos retroceder na História, mas preservar a nossa diferença, diante de um discurso que, muitas vezes, tenta nos descaracterizar e nos inferiorizar.
*Professor da Unipampa de São Borja - artigo publicado na ZH de hoje.
Quando se fala em identidade, parece, em um primeiro momento, que estamos reforçando uma positividade, ou seja, dizer que somos gaúchos implica uma espécie de autorreferência. Assim, temos a ideia de que a identidade toma a si própria como centro, isto é, sou aquilo que sou. No entanto, esta discussão vai um pouco mais além.
Ao dizer que somos gaúchos, esse ato performativo de linguagem esconde uma cadeia extensa de negações. Não por acaso, as torcidas do Grêmio e do Internacional, quando em vitórias importantes de seus times e, especialmente fora do Estado, fazem questão de entoar em alto e bom som: “Ah, eu sou gaúcho!”. Desta forma, ser gaúcho significa, principalmente, não ser baiano, carioca ou paulista. Aquilo que somos passa então a representar um produto de contrastes. Em suma, identidade e diferença formam, assim, uma relação de estreita dependência.
Talvez um dos grandes problemas da imagem do gaúcho tem sido sua representação, configurada em um longo percurso histórico, desde o século 16. O tipo social do gaúcho, herdeiro dos sujeitos que habitavam as proximidades do Rio da Prata, surge a partir da necessidade de caça aos rebanhos selvagens, na busca pelo couro para subsistência. Errante, o gaúcho sofre diretamente com a transformação gerada pela Coroa portuguesa com o nascimento dos latifúndios, tendo que optar entre a inserção na ordem capitalista, na condição de peão, ou buscar uma alternativa a esta estrutura produtiva vigente. Daí, também, a construção simbólica do gaúcho como misantropo e solitário.
Essa relação entre identidade, representação e História é importante para ser entendida como pano de fundo da declaração do ex-jogador Sócrates de que os gaúchos seriam “os brasileiros mais reacionários do Brasil”. Ora, em primeiro lugar, a pergunta que se deve fazer é: quem são os gaúchos? Como vimos, a identidade não pode ser vista como uma essência, um dado, um fato ou como algo unificado e permanente. Ela possui uma relação com História, com a sociedade e, sobretudo, com a diferença. O mesmo Sócrates admite que os gaúchos são também brasileiros. É evidente que somos.
Em segundo lugar, não é demasiado dizer que o gaúcho, como habitante de uma região de fronteira, representa-se e é representado sob uma identidade híbrida. Contudo, o híbrido aqui não se constitui como mistura ou conciliação de diferentes pontos de vista, mas justamente no conflito com discursos autoritários e hegemônicos. Nesse sentido, portanto, talvez esteja presente um dos traços da peculiaridade de nosso povo. O gaúcho (híbrido) assemelha-se ao brasileiro (e torcemos, sim, pela Seleção, por exemplo) ao mesmo tempo em que resistimos à ideia de incorporação absoluta ao Brasil. Mas o que o Dr. Sócrates, por fim, talvez não entenda é que não somos conservadores nem queremos retroceder na História, mas preservar a nossa diferença, diante de um discurso que, muitas vezes, tenta nos descaracterizar e nos inferiorizar.
Novela Sem Fim
ZH hoje.
TJ anula indenização ao Estado no caso Ford
Por desistir de montadora em Guaíba, empresa teria de desembolsar R$ 1,4 bi
A 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado provocou uma reviravolta no episódio da perda da montadora da Ford no Rio Grande do Sul. Ao decidir que há conexão entre duas ações judiciais envolvendo o caso, a câmara anulou a sentença de primeiro grau que condenava a empresa a indenizar o Estado em R$ 130 milhões em valores da época, que podem alcançar R$ 1,4 bilhão com a atualização e os juros devidos ao longo de 12 anos.sexta-feira, 18 de junho de 2010
Nossa 'Cegueira' Está Um Pouco Mais 'Cega'
Porque hoje é dia cinza e, pois, cai bem essa linda ária do Balanescu Quartet. E daí que Saramago era comunista? Continuo a respeitar os comunistas, suas convicções e contradições. Acredito na solidariedade, numa sociedade solidária que faça justiça social, mas não suporto naufragar na utopia. Recuso a enxergar apenas o determinismo de uma história que ainda não aconteceu e tecer reflexões amarguradas e ressentidas sobre os fatos da vida. A convicção comunista de Saramago é apenas uma folclórica característica de sua personalidade. Admiro a maneira como ele enfrentou os dogmas da Igreja Católica, bem como suas inovações na escrita, sua forma de escrever que prende e encanta o leitor, muitas vezes passava por cima dos pontos, das vírgulas, das maiúsculas, das exclamações e interrogações, de certas regras rígidas que devem ser quebradas. Ficamos - sim - um pouco mais cegos com a morte desse 'moleque' inovador chamado José.
Sobre o Reajuste dos Aposentados
Lula optou por ser demagogo e sancionou o aumento aos aposentados aprovado no Congresso Nacional - por pressão da oposição. Por ser reajuste de aposentadoria -- e os aposentados sobrevivem com tão pouco -- a medida não deixa de ter seu lado justo e humano. O problema é o efeito cascata desses valores nas contas públicas. De dois em dois anos, o Brasil vive anos eleitorais. Isso tem sido danoso, porque as decisões administrativas deixam de ser responsáveis e técnicas abrindo espaço à politicagem e à demagogia. A sanção de Lula -- se fosse FHC o presidente ele teria vetado -- mostra que o governo do PT está fazendo de tudo - o responsável e o irresponsável, o justo e o injusto -- para ocupar as cadeiras do poder.
Não Deixem de Ver "Hell"
Ela é jovem, 19 anos, é rica. Não é linda, mas bonitinha. Mas ela está insatisfeita. E por isso ela sai pela noite de Paris. Transa com qualquer um, cheira cocaína e os pais -- omissos -- não desconfiam de nada. Até que um dia ela encontra a sua "cara metade". Ele também é jovem e rico - mais rico do que ela. E os dois desafiam a hipócrita alta sociedade parisiense, mas começam a competir entre eles.
A história é real, baseada no livro - Hell Paris 75016 -- de Lolita Pille, o roteiro é muito bom e o filme de Bruno Chiche é ótimo. Quase imperdível e, pois, recomendo. Disponível em DVD.
Sara Forestier que faz a menina Hell é muito boa atriz.
O Último Post de Saramago Blogueiro
Pensar, pensar
Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.
Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008
http://caderno.josesaramago.org/
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O Nó do Morumbi
Projeto do Estádio do Morumbi para a Copa de 2014
Nessa estou com o São Paulo que resolveu não endividar o clube gastar R$ 600 milhões (dinheiro privado) para reformar o Morumbi se essa obra de melhoria pode ser feita com um pouco menos de R$ 200 milhões.
As declarações abaixo são do site Terra Magazine do Bob Fernandes: O caso Morumbi, Política e Dinheiro. Os pitacos em preto são meus:
Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, em conversa reservada, disse;
A FIFA fez suas exigências, eu pedi por escrito, e queria uma garantia: a de que a abertura da Copa seria no Morumbi. Não posso endividar o clube em R$ 600 milhões sem a garantia de que a abertura seria no Morumbi, e eles não deram. Veja o que fizeram na Cidade do Cabo, um estádio maravilhoso, caro, e a nem a abertura nem a final serão lá…
E também dou razão ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab:
- Eu não vou quebrar a cidade de São Paulo para fazer uma Copa do Mundo, Copa é problema da Fifa.
Na verdade, atrás disso tudo parece estar a ligação do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez e chefe da delegação do Brasil na Copa que é ligado ao presidente da CBF Ricardo Teixeira. O Corinthians quer construir um estádio em Guarulhos, mas há também um projeto -- destinado a Expo 2020, em Pirituba.
Pirituba vai sair, com dinheiro federal, estadual ou municipal, mas vai sair. Mas não será estádio do Corinthians, que vai fazer o seu estádio.
E a eminência parda do governo Lula, José Dirceu também deu o seu pitaco, em entrevista à Monica Bergamo da Folha:
- Sou apenas um corintiano querendo ajudar o Corinthians a ter um estádio.
O Ministro do Esporte, Orlando Silva já adiantou:
O Brasil não usará dinheiro público para construir estádios.
E um alto tucano paulista replicou:
- O Orlando tá espalhando que São Paulo vai usar dinheiro público porque sabe que vai haver uma derrama de dinheiro do governo federal. São Paulo sabe que não tem como fazer a abertura sem dinheiro público.
O Secretário Geral da Fifa: Jérôme Valcke disse:
Não vejo diferença entre dinheiro público ou privado, o que eu quero é a garantia de que eles serão construídos.
E o nosso pop presidente também entrou no debate, em declaração há 10 dias para a ESPN:
- …O Brasil não tem o direito de ter um estádio como o Morumbi e inventar que ele não serve e tentar fazer um estádio novo para a Copa do Mundo. Eu acho que o Morumbi, se tiver que sofrer adequações, que sofra adequações, mas eu acho que o Morumbi é um bom estádio. Precisa melhorar, vamos tentar melhorar. (…) Vamos parar com esse negócio de achar que não tem área para estacionamento, não tem área pra isso, não tem área pra aquilo…
E hoje ele disse:
- Eu não acredito que um estádio rico como o do São Paulo, estádio que já coube 100 mil pessoas, não sirva para a Copa. Eu realmente acho estranho…
Meu pitaco: Estou curioso para ver o desfecho dessa história. São Paulo vai sim ser uma das sedes importantes da Copa de 2014. Mas os políticos vão ter de desatar esse grande nó.
Nós, os Gaúchos, Somos Provincianos e Reacionários!
Sócrates -- em foto de ontem e de hoje -- Tem Razão!
Segundo a ZH: Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o craque da Seleção de 1982 atacou:
– Dunga é gaúcho, do extremo sul do Brasil. E eles são os brasileiros mais reacionários.
– A equipe dele é muito coerente com sua visão de mundo e sua formação. Eu entendo por que ele escolheu esse time. Só não acho que seja um time muito brasileiro.
Sócrates está recheado de razão. É isso mesmo. A visão gaúcha do mundo é um pouco diferente do resto do Brasil, sobretudo do Riiio para cima. E isso faz parte da diversidade que encanta o Brasil. E o que é interessante é que o gaúcho se acha politizado e é muito cauteloso -- e por isso bem desconfiado -- acerca de tudo. Somos, na verdade, criteriosos, chatos e arrogantes.
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