Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Uma Greve Má

Meia dúzia de professores aprovaram a greve exigida pela radical direção dos professores públicos no RS.

Se este Blog fosse antipetista estaria comemorando, com espumantes, a greve decretada pelo CPERS na tarde de hoje na capital dos gaúchos.

Temos de manter a coerência. Este Blog é um crítico ácido da atual direção do CPERS da Sra. Rejane Oliveira. Ela é uma radical que não está interessada na melhoria do ensino público no RS. Assim fez no governo da Yeda e assim faz no governo do Tarso.

Decretar uma greve, na véspera do final do ano é muita maldade, é faltar com a sensibilidade, é se aproveitar da desgraça alheia.

A direção do CPERS quer que o governo Tarso cumpra uma promessa de campanha: que o governo do PT pague o piso nacional do magistério. A manifestação é justa? Sim, mas o pagamento do piso não é uma via de mão única, junto com o piso deve vir, também, um projeto de reforma e racionalização desse importante e fundamental serviço público que é a educação. Educação é investimento e o dinheiro público não pode ir para o ralo do interesse corporativo e privatista.

Bem que faz o governo Tarso ao anunciar -- vejam só, quem diria -- o corte no ponto dos grevistas.

Tal como fez na época do governo Yeda, e agora no governo Tarso este Blog desaprova completamente essa verdadeira maldade que o CPERS está fazendo com o povo do RS e, sobretudo, o que é pior: com a população gaúcha de baixa renda que não tem outra opção a não ser colocar os filhos na escola pública.

É muita maldade.

Será que vai ter petista estimulando essa manifestação?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A História Que Se Repete

Paixão da Gazeta do Povo

Mais uma vez no governo Dilma teremos um desfecho melancólico. Fruto da herança maldita deixada por Lula.

E tem gente - veja só - que acha que as denúncias contra os ilustres ministros da república é invenção da velha mídia que perdeu a eleição. São os mesmos que defendem o controle social. Claro!

Carlos Lupi engrossa o coro: "forças reacionárias" querem derrubá-lo da pasta "no tapetão.

Depois avisa que só  deixaria a pasta "abatido à bala". Hoje, admitindo uma ponta de culpa, mudou o discurso:  "Só Jesus Cristo é unanimidade".

O fato é incontroverso: Lupi viajou  em visita oficial de sete municípios maranhenses com o avião de Adair Meira, que controla ONGs com contratos de cerca de R$ 14 milhões com a pasta.

Não é o bastante para o ministro pedir as contas?

Informações colhidas do  Terra.

Deixe de Odiar







Tudo bem, eles querem ganhar dinheiro, vender seus produtos, aumentar os lucros etc., mas os caras são profissionais na publicidade.
Temos de tirar o chapéu.
É ou não é?

Sobre Vinhos Gaúchos

Definitivamente, degustar um bom vinho faz bem para a alma.

Recentemente o governador Tarso Genro presentou o "cara" com uma garrafa de vinho gaúcho.

O vinho em questão é Don Abel Reserva, da vinícola Don Abel, localizada em Casca, na serra gaúcha-- região úmida.


Esse vinho é um corte 30% merlot e 70% cabernet sauvignon e não é o melhor vinho da Don Abel.

O melhor vinho da Don Abel é o Rota 324, 100% carbernet, safra 2005.

Fiquei curioso, apesar de achar que o vinho gaúcho tem, ainda, muito a evoluir.




Outro dia passei por Encruzilhada do Sul e é impressionante a quantidade de vinhas ao longo da boa estrada que liga a Pantano Grande.

No meio do caminho um estabelecimento da Casa Valduga. Perguntei para o pessoal de Encruzilhada se havia um vinho local. Eles disseram que não, que o vinho colhido naquela cidade ia para a Serra (região de Bento e Caxias) para  ser misturado com os vinhos serranos

Uma pena. O que falta ao vinho gaúcho é exatamente isso: identidade com o terroir, se se produz vinho em Encruzilhada, por que não fazer uma marca local? 
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Histórias do Dilmão


Leio na Folha do último domingo algumas histórias sobre a tensa relação que existe entre Dilma, ministros e colaboradores. Nossa presidente é pavio curto, segundo matéria feita por Vera Magalhães. Todos têm medo dela.

Sinceramente? Acho isso muito bom.

Segundo a matéria:

Aqueles que permaneceram da gestão Lula dizem que o ex-presidente também dava broncas, mas elas eram "genéricas" e "no plural". Com Dilma a coisa é pessoal, olho no olho, em público e quase sempre aos gritos. Os alvos preferenciais são os ministros mais próximos: os palacianos e os que participam da coordenação de governo. Paradoxalmente, aqueles de quem ela não gosta escapam quase ilesos, porque raramente são recebidos. Quando o tempo fecha, a presidente cruza os braços, põe as mãos sob as axilas, inclina a cabeça de lado e mira alguém. "O cara sabe na hora que vai para o pelourinho", descreve uma testemunha.O bordão "meu querido" é outro sinal de encrenca. Um traço de estilo que tensiona o ambiente é que Dilma não faz confraternizações. Aboliu a Festa Junina na Granja do Torto e as rodadas de prosa regadas a uísque que Lula promovia nas viagens. "Se, numa viagem, ela convoca um café, é sempre para trabalhar", descreve quem já integrou algumas comitivas. Apesar do temor, os assessores veem o estilo ríspido como demonstração de que ela está "investida da função" e "leva o cargo a sério"."Chega a ser engraçado, porque, com a bronca, vem sempre uma ironia. Mas só quando não é com você", resume uma de suas vítimas.


Algumas histórias da presidente pavio curto:

"Acha que eu não conheço?"



Dilma participava de uma reunião de vários ministérios para discutir a concessão de bolsas de estudo federais.


Um funcionário do Ministério de Ciência e Tecnologia sugeriu que fossem antecipados recursos financeiros para pagar os benefícios.


A presidente imediatamente cortou sua palavra:


- Como é que é? Você quer que eu libere agora um dinheiro para alunos que vão começar a estudar em setembro? Você acha que eu não entendo nada de execução orçamentária? Você acha que eu não entendo nada de execução financeira?


Dilma virou-se para um ministro ao seu lado e falou:


- Ele acha que eu não conheço! Sabe quando ele vai ver esse dinheiro?


E voltando-se para a frente, onde não havia ninguém:


- Tchau, dinheiro!

"Tchau, drogado, volta amanhã"



A presidente comandava uma reunião com representantes de vários ministérios para discutir o lançamento de uma política de saúde para pessoas com deficiências.


Quando um funcionário do Ministério da Saúde sugeriu uma sigla para identificar a nova política, Dilma cortou:


- O quê? Você está me sugerindo mais uma sigla? Você sabe quantas siglas tem no Ministério da Saúde? - e se pôs a enumerar várias delas.


Ao citar os CAPs-AD (Centros de Atenção Psicossocial Antidrogas), voltou-se para um ministro ao seu lado:


- Você sabia que os CAPs-AD fecham às 18h? Você chega para o drogado e fala: 'Drogado, são 18h. Tchau, drogado, volta amanhã!'.

"Pô, general"



Dilma fez sua estreia nas Nações Unidas em setembro. Como seu cabeleireiro, Celso Kamura, estava na cidade, pediu que ele arrumasse seu cabelo para o grande dia.


Já pronta, no trajeto entre o hotel e o carro, a presidente foi surpreendida por uma chuva fina, mas persistente.


Ao seu lado, o general Marcos Antonio Amaro dos Santos, chefe da segurança presidencial, não tinha um guarda-chuva à disposição e ficou desconcertado.


Dilma, que já tinha chamado a atenção do general em várias ocasiões, desta vez se limitou a apontar para o cabelo todo cheio de laquê, em seguida abrir os braços, resignada, e desabafar:


- Pô, general...

O carro arrancou e o general, que vinha correndo, ficou para trás, diante dos olhos incrédulos de outros assessores que viam a cena.




"Ninguém fala de economia"


 
Logo que assumiu a função, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) deu uma entrevista em que defendeu a criação de um novo imposto para financiar a saúde.


Dilma Rousseff chamou a responsável pela articulação política e os demais ministros palacianos para uma reunião e deu um recado expresso, em tom bastante ríspido:


- Ô, Ideli, você, o Gilberto e a Gleisi não podem falar sobre economia. Vocês estão me entendendo? Aqui no palácio ninguém fala de economia! Sobre esse assunto, só fala o Mantega! - concluiu.


Dali em diante, nunca mais se ouviram as opiniões econômicas de Ideli Salvatti nem de seus colegas.


"Pode tocar"


A presidente se preparava para deixar o Palácio do Planalto para um compromisso.


Tradicionalmente, o chefe da segurança presidencial, general Amaro, acompanha de perto todos os deslocamentos de Dilma, e vai no carro junto com a presidente.


Como o elevador do Palácio do Planalto estava cheio, o general não teve outra opção a não ser descer em outro, depois de Dilma.


Irritada com o ligeiro atraso do guarda-costas, que vinha correndo logo atrás, ela ordenou ao motorista:


- Pode tocar!


"Eu quero que o embaixador..."



O chanceler Antonio Patriota procurou a presidente para interceder a favor do embaixador brasileiro na OEA (Organização dos Estados Americanos), Rui Casais.


Dilma convocara Casais de volta ao Brasil em abril, em resposta às críticas da organização ao tratamento de populações indígenas afetadas pela usina de Belo Monte.


Patriota pediu que ele voltasse a Washington, pois sua família estava ambientada.


A reação da presidente foi uma negativa veemente, seguida de um palavrão. O embaixador segue no Brasil.


"Acordo de jeito nenhum"



Depois de intensa negociação com o Ministério da Fazenda, Dilma autorizou a liberação de recursos para pagar emendas parlamentares e facilitar a aprovação da renovação da DRU (Desvinculação das Receitas da União).


Fez isso antes de viajar para a reunião do G20, em Cannes. Na volta, reuniu ministros e líderes para saber como estavam as negociações.


- Teremos 380 votos - assegurou o líder do governo, Candido Vaccarezza (PT-SP).


No dia seguinte, ele e o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), sugeriram um acordo com a oposição, para renovar a DRU por dois anos.


- O quê? - indignou-se a presidente. - Eu libero tudo que vocês pedem, vocês me garantem 380 votos e agora querem fechar acordo com a oposição? De jeito nenhum!


E mandou Ideli Salvatti fazer vigília na Câmara para impedir qualquer negociação.


 
"Vocês têm de entender"



A presidente comandava uma reunião de ministros e assessores sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA).


Em sua vez de fazer uma intervenção, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, advertiu para a péssima repercussão do tema na imprensa internacional.


Dilma atalhou, aos brados:


- Não tô preocupada com repercussão na imprensa!


Todos se entreolharam diante do tom de voz, mas ela prosseguiu:


- Vocês têm de entender de uma vez por todas que esse projeto é bom, importante para o país, e vai ser feito!


Dali para a frente, ninguém objetou mais nada e todos os ministros passaram a defender publicamente a usina como projeto estratégico para a infra-estrutura do país.

Como os ministros podem evitar problemas


1) Nunca vá a uma reunião com ela sem ler sobre o tema que será tratado. Ela lê tudo antes e vai certamente sabatiná-lo


2) Caso tenha cometido a temeridade de não ler, não tente enrolar. Ela vai perceber e pode ser bem pior


3) Nunca interrompa a presidente no meio de um raciocínio. Ela será ríspida e vai mandá-lo se calar


4) Não tente sugerir uma ação contrária ao que ela acaba de propor. O melhor é tentar convencê-la com jeitinho. Comece assim: "Não seria melhor..."


5) Não contrarie uma ordem argumentando que a repercussão na imprensa será ruim para o governo. É explosão na certa


6) Não dê declarações à imprensa sobre temas delicados do governo e que não tenham relação estrita com a sua pasta. Você será gravemente advertido por Dilma


7) Nunca, jamais, em hipótese alguma discuta alguma determinação comentando que "no governo Lula era assim". Poucas coisas deixam a presidente mais irritada

O Preço da Qualidade



Não existe almoço grátis. Muitos alardearam que a grande mídia estaria com os dias contados, porque a notícia iria pipocar pela internet e os viventes teriam acesso a boa notícia de forma gratuíta. Ledo engano.

Os grandes jornais -- que também são muito espertos -- inventaram um sistema chamado paywall (ou muro da cobrança). Foi o  New York Times do jornalista Bill Keller que teve essa "brilhante" idéia.

O paywall é um sistema flexível: leio na Folha:
Cada internauta pode ler gratuitamente 20 textos do "NYT" por mês. A partir daí, o jornal oferece pacotes para leitores que querem ver o jornal sem restrições -o sistema contempla tablets e celulares. A assinatura começa em US$ 15 mensais (R$ 26).


O modelo, porém, tem "furos" propositais. A "home page" não é contada entre os 20 cliques gratuitos. Links colocados em redes sociais também não. Em seu mais recente balanço, divulgado no mês passado, o jornal disse ter 324 mil assinantes digitais.


"Está funcionando tão bem quanto esperávamos ou melhor", afirma Keller. Em setembro, após a implantação do novo modelo, ele deixou, a pedido, o cargo de editor-executivo do "NYT" e retomou sua função anterior, de colunista do jornal.
 
Abaixo entrevista com Bill Keller:



Bill Keller
Folha - A era da informação totalmente gratuita acabou?


Bill Keller - Não sei se é o final de uma era, mas é certamente o fim de um mito. Os profetas da internet argumentavam que tudo era gratuito e que as pessoas não pagariam por nada, que a informação em todos os seus formatos seria livre.

Mas então apareceu o iTunes e viu-se que as pessoas ainda queriam pagar por música. Desapareceu toda essa noção, que é um eco dos anos 60, de que tudo deveria ser gratuito, que o comércio é de certa maneira ilícito.

É natural que as notícias sigam [esse caminho]. Isso não significa que as pessoas vão pagar por todo tipo de coisa.

Jornalismo de serviço público exige muito tempo e investigação. É preciso ter advogados do seu lado. Jornalismo que exige ir a lugares longínquos e perigosos não estará disponível gratuitamente. Jornalismo muito local, aquele tipo realmente importante de jornalismo sobre o que está acontecendo na sua vizinhança, ou na capital do seu Estado, esse tipo de coisa ninguém está fazendo gratuitamente.






Em uma famosa palestra em 2007, o sr. chamou a internet de elemento de ruptura da imprensa. As coisas mudaram em que sentido desde então?


A internet mudou quase tudo na maneira como colhemos informação, como disseminamos informação e como pagamos pela informação. Ela causou ruptura de uma maneira que é ameaçadora, mas também de algumas maneiras muito boas. Nós agora usamos a internet não apenas para transmitir notícias, mas também para colher informação.


Um exemplo óbvio é o da Primavera Árabe. Se só tivéssemos as mídias sociais, não seria suficiente. Mas as mídias sociais foram muito importantes em dar uma percepção do que estava acontecendo nas ruas. Algumas vezes você não tem como chegar até a rua, ir até o país.


A maneira como apresentamos a informação hoje é totalmente diferente da de dez anos atrás. É mais rápido, mais gráfico, com vídeo e áudio quando achamos que eles acrescentarão algo. Todo mundo fica focado na circulação impressa, mas nós agora temos 40 milhões de usuários únicos. Estamos chegando a mais pessoas.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Gordon Gekko Is Back



Quando a Ganância Vence o Mito

O polêmico Oliver Stone fez uma recauchutagem no filme Wall Street, a primeira versão do ano de 1987, com Michael Douglas e Charlie Sheen.

Wall Street II é muito bom.

Em Wall Street I o ganancioso e inescrupuloso Gordon Gekko (Michael Douglas)  é preso por operações ilegais junto a Bolsa de Nova York. Passa 8 anos na prisão e depois de solto, ele lança um livro questionando se a ganância é uma virtude! Greed is good?

Gekko, com a crise de 2008,  vira o papa dos alternativos, o cara que muda de lado, que conhece as nuances e artimanhas do mercado, é adorado nas universidades, seu livro é sucesso editorial. Ele é uma espécie de Nouriel Roubini.

Mas a ganância parece vence o mito. Gekko é um avião, mas ele só pensa mesmo em dinheiro. E a melhor maneira de ganhar dinheiro é operando na bolsa. Gordon Gekko is Back!

Juro que tinha má vontade para ver esse filme. Por acaso, ontem, assisti. Recomendo.

Uma frase do filme que anotei: Vamos fazer um trato, você não diz mais mentiras sobre mim e eu não digo mais verdades sobre você.

Ora, Porque a Banca Paga


Leio  no Diário Gauche de hoje uma proposta do proprietário daquele Blog sugerindo a retirada do capital financeiro da vida política mundial e em seu lugar a entrada de uma senhora chamada política.

Quem quer ler, clique aqui.

Fiz o seguinte comentário:

Olha, com todo o respeito, o artigo é ingênuo. Acreditar que um dia neste processo chamado capitalismo ocorrerá o banimento ou a não participação ativa do capital financeiro que "ergue e destroi coisas boas" é a mesma coisa que acreditar que a Eurodisney é a Europa. O coração, a essência do capitalismo são os bancos. São eles que financiam, que emprestam, que dão dinheiro para fazer circular o capital de giro. Banqueiro, em qualquer lugar do mundo, é poderoso; os políticos (os bons e os maus) são escolhidos por eles que financiam as campanhas políticas. Mas algo pode ser feito, poderíamos iniciar pelo mais simples: terminar de uma vez por todas com o financiamento privado de campanha. O interessante é que no Brasil o PT governa o país há quase 10 anos e o financiamento privado continua em pleno vapor. Por que será? Parece que os donos do poder (que estão sempre se alternando) não tem esse interesse.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sobre a Invasão da USP

Benett na Folha de hoje.

O que eu posso dizer sobre a invasão da USP? Numa boa, uma imensa babaquice. Quem tiver paciência veja e ouça (abaixo)  o discurso da Marilena Chaui ao lado do Antônio Cândido (são sempre os mesmos), na assembléia grevista ontem de noite, em que ela falava que participou em 1964 grávida de uma invasão na USP. Chauí defende - vejam só -- a"desestruturação da estrutura centralizada da USP.". Esse pessoal que venera o Foucault não admite que o estado tenho poder de polícia, atividade essencial e discricionária do próprio estado.

Não adianta, Madame Chaui,  comparar o período pós 64 com o Brasil democrático e moderno (uns chamam "muderno") de hoje. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. A verdade verdadeira é que tudo é encenação política:   noventa e nove por cento dos invasores da USP são ligados ou tem simpatia pela esquerda, pelo Foucault, aplaudem a prolixa e  chatérrima da Chaui, gostam do Lula  e votam no PT. Ontem no twitter o deputado Osmar Terra tocou no ponto principal da ferida:Pois é, terminou a rebelião sem causa digna e importante da USP. Se rebelar contra a corrupção, nem pensar. A impressão que me dá é que esse pessoal está querendo criar um fato (lembram da tentativa de invasão da casa da Yeda???) para antecipar o debate eleitoral. Na verdade, eles querem o poder em São Paulo.


Crise? Que Crise?

Capa do LP do Supertramp, no final da década de 70: Crisis?What Crisis?

Gosto de perambular, quando tenho algum tempo, pelos Blogs da nossa gauche. E, para variar, circulei pelo Diário Gauche que traz, mais uma vez, um artigo publicado na Folha de ontem, do professor Vladimir Safatle tecendo comentários sobre a grave crise do capitalismo mundial, uma história do tipo: um mundo perturbado que deve terminar de morrer.

O artigo termina ou morre assim:

Talvez estejamos entrando em uma outra longa era de crise psicológica onde veremos nossos ideais de individualidade e de identidade morrerem ou, ao menos, algo fundamental de tais ideais morrer.
O problema é que, algumas vezes, a morte dura muito tempo. Algumas vezes, precisamos de acontecimentos que ocorrem duas vezes para, enfim, terminarmos de morrer.

Não resisti a tentação e escrevi um comentário no post:

Estive no início de outubro na Europa (Espanha e França). Olhava para todos os lados e perguntava para mim mesmo: crise? Onde está a crise?