Diversidade, Liberdade e Inclusão Social
Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt
sábado, 10 de novembro de 2007
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Joel Cabeludo, o Herói da Vila Areia

A Vila Areia fica ali, na beira da free-way, o principal acesso a Porto Alegre. O turista, o viajante que chega de carro a Porto Alegre dá de cara com essa vila e seus casebres.
Como qualquer favela de periferia de grande cidade brasileira são os traficantes que tomam conta do lugar.
Na Vila Areia o dono do lugar é o Joel Cabeludo, 27 anos, traficante. Porto Alegre vivenciou ontem o seu dia de tropa de elite. Joel Cabeludo detém em sua morada, no centro da favela, um bom aparato de câmera de vídeo e de dentro de sua residência ele controla e monitora os passos dos apertados becos daquela localidade. Se um policial chega perto, ele dá um tiro. Foi isso que aconteceu e vitimou o soldado Emerson Cerbercerlaq Ventura, 33 anos, e feriu dois policiais civis.
A partir daí um confronto de seis horas e mais de uma centena de tiros, um dos mais violentos confrontos policiais nos últimos anos na Capital terminou com a rendição do traficante, que entrou em um camburão da BM saudado por moradores da vila como herói.
Isso mesmo, o traficante foi aplaudido pelos moradores da Vila, como heroi.
Diz a Zero Hora:
Ao sair pelo beco, foi aplaudido por dezenas de moradores, pendurados em janelas e muros, onde gritavam o nome dele.- É uma boa pessoa - berrou uma mulher, em meio à multidão. Levado ao Denarc, ele foi autuado pela morte do PM e por tentativa de homicídio contra dois policiais civis, além de porte ilegal de arma e tráfico de drogas.
Este Brasil é mesmo um país roubado. Onde não existe Estado, o vilão, o traficante é o grande heroi. E tem gente que acha que o capitão Nascimento não tem razão.
Ranço Mofado do Radicalismo

Quem diria: um governo que se diz de esquerda coloca a polícia para invadir uma universidade para evitar protestos de estudantes oposicionistas e, além disso, convoca a militância chavista radical para atacar os oposicionistas. A foto acima - da AFP - mostra dois deles em motocicleta no episódio desta semana.
Eis a Venezuela dos tempos de Chávez.
Por isso -- exatamente por isso -- que Chávez está se armando e armando seus companheiros. Sim senhores, existe na Venezuela grupos armados chavistas que impedem os cidadãos de protestarem contra o governo. A patrulha ideológica não age apenas na palavra, no berro, nos artigos, na opinião. Na Venezuela de hoje, a patrulha ideológica pega em armas e reprime qualquer grupo ou grupelho que ouse protestar contra o rei.
E tem gente que apoia o regime. E tem gente que abre a boca e fica brava quando se diz que a Venezuela de Hugo Chávez caminha -- a passos longos -- para uma ditadura.
A tática é aquela velha conhecida: jogar os pobres contra os ricos. Reclamam os chavistas: os filhotes da burguesia não podem e nem devem protestar contra o governo, por um simples motivo: são filhotes da burguesia. São agentes camuflados do império do norte.
O ranço mofado do radicalismo explode na república de Caracas.
Mais notícias com a Folha de hoje:
Os choques ocorreram depois de uma marcha pacífica de cerca de 80 mil pessoas até a sede do Supremo Tribunal de Justiça, onde os estudantes pediram o adiamento do referendo marcado para 2 de dezembro sobre a reforma constitucional proposta por Chávez. De volta ao campus, os manifestantes se confrontaram com o grupo armado e ao menos oito ficaram feridos, dois a bala. Dominado pela troca de acusações, o dia de ontem lançou pouca luz sobre os eventos de quarta-feira. Narváez sugeriu que autoridades foram complacentes com os grupos que atacaram os estudantes, pois "apesar da presença de policiais nas entradas da UCV, entre 50 e 60 motociclistas armados conseguiram entrar no campus e durante várias horas seqüestraram professores, estudantes e empregados". "Basta dessa linguagem de promoção da violência entre grupos, [colocando] pobres contra ricos", disse. Victor Márquez, presidente da Associação de Professores da UCV, afirmou que grupos chavistas radicais, como o Coletivo Alexis Vive, Los Carapaicas e Los Tupamaros, estão sendo encorajados pela Presidência a atacar oposicionistas. Robert Sierra, membro da Comissão Presidencial para o Poder Estudantil, disse, segundo o jornal "El Universal", que setores da população esperam apenas o chamado dos chavistas para "tomar" a UCV. Ele acusou os opositores pela violência na universidade: "Estudantes de oposição, controlem seus companheiros". Versões díspares Ricardo Sánchez, vice-secretário do centro acadêmico da UCV, disse que entregará à Procuradoria da República 24 vídeos e 123 fotografias dos atiradores -nenhum foi oficialmente identificado até agora. O grêmio está na liderança dos protestos contra a reforma. O presidente do Instituto de Segurança e Transporte da Prefeitura de Caracas, Antonio Pujols, disse que o governo crê que os estudantes contrários à reforma chavista cercaram a Escola de Trabalho Social da UCV ao regressarem da marcha, o que gerou os confrontos. Já Gregorio Marrero, fotógrafo da agência Associated Press que presenciou o episódio, afirmou à Folha que é muito difícil saber quem iniciou a violência. "Grupos pró e anti-Chávez começaram a discutir e nesse momento a manifestação já não era nada pacífica. Vi jovens armados de um lado e estudantes com garrafas e pedaços de pau do outro." Ele rejeitou, porém, a versão governista, e disse que os chavistas se refugiaram na Escola de Trabalho Social após o início dos confrontos. O sociólogo e professor da UCV Trino Márquez, que participou da marcha, confirmou à Folha que o clima já era tenso quando os estudantes voltaram ao campus. "Os chavistas iniciaram os confrontos quando queimaram um ônibus de um grupo de oposição. Eles estavam esperando na entrada da universidade e ameaçaram os estudantes com armas." Segundo Márquez, os estudantes se defenderam com pedras e os chavistas fugiram para a Escola de Trabalho Social e foram mais tarde resgatados por motociclistas armados. Ontem, estudantes que bloquearam uma avenida de Caracas se chocaram com a polícia.
ANDREA MURTA, com agências internacionais
ANDREA MURTA, com agências internacionais
Algemas

O diário gauche anda bem indignadinho com o programa Conversas Cruzadas da TV Com de Porto Alegre, apresentado pelo Lasier Martins.
Em linguagem raivosa - e carregada do velho preconceito -- o diario dos gauche alardeou:
Pois, ainda assim, o celetista da família Sirotsky, Lasier Martins, ontem à noite no canal TVCom, programa Palavras Cruzadas, ou algo cruzado, teve a pachorra de perguntar "por que a Polícia Federal algema pessoas que não oferecem perigo?", "por que a PF expõem homens probos, homens de bem e de bens, homens brancos, homens bem nascidos?"
Discutia--se no programa do Lasier de ontem a pirotecnia da polícia federal em algemar as pessoas. Todo preso deve ser algemado ou apenas aqueles que demonstram alguma periculosidade? É evidente que por trás dessa discussão existe uma questão social: os presos mais perigosos são geralmente pessoas de baixa renda e que utilizam a violência física. Os crimes do colarinho branco -- cometidos por pessoas de classe média ou alta -- não utilizam a violência física, mas eles são mais perversos para a sociedade, porque eles retiram o dinheiro da necessária educação e saúde das pessoas mais carentes deste carente Brasil. Uma das grandes conquistas do governo do PT é exatamente essa: tem sim que algemar os suspeitos de crimes do colarinho braco para servir de exemplo, para evitar novas corrupções e novas picaretagens. Que a polícia federal continue algemando as pessoas e que a Zero Hora continue mostrando na primeira página do jornal o indiciado -- de qualquer classe social -- bem algemadinho.
Pode haver -- é certo que pode haver -- equívocos. Uma fotografia do sujeito algemado estampada na capa de um jornal é um julgamento moral sem retorno. Se amanhã ou depois ficar comprovado que o algemado não tinha nada a ver com a situação tem ele legitimidade para buscar uma bela indenização. Mas injustiças ocorrem. A pior das injustiças é desviar dinheiro público. Algemas para quem desvia.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Quem quer Petróleoooo?

A Petrobrás anunciou hoje a descoberta de uma imensa reserva de petróleo e gás na bacia de Santos, no campo de Tupi, onde foi comprovada reserva recuperável de 5 bilhões a 8 bilhões de barris.
Certamente é uma grande notícia.
A toda-poderosa ministra Dilma já soltou seus foguetes -- de olho em 2.010 -- disse ela: a descoberta pode transformar o Brasil em exportador de petróleo.
Mas antes que o Brasil consiga a carteirinha para ingressar no clube privé da OPEP temos que resolver a questão do gás. Gastou-se uma fortuna em gasoduto para trazer gás da Bolívia. O Evo resolveu estatizar as reservas da Petrobrás que ficou a ver navios. Já está faltando gás por ai. O governo já fala em aumentar o preço do gás em até 25%, conforme divulgou o Folha UOL.
Mais uma promessa de campanha descumprida, porque lembro bem, o Lula prometeu - antes da eleição of course -- que o preço do gás não iria subir. Semana que vem o Lula vai conversar com o Evo. Não sei exatamente o que um vai dizer para o outro. O Evo é intransigente, o Lula -- dizem -- é negociador. Mas tudo está a indicar que o Brasil -- que quer entrar na OPEP -- vai aumentar o preço do gás. Tadinhos dos taxistas.
Benedictus Blackwhite

Tem cada blog por ai que é uma parada. Os caras são umas figuras. Como a tarde está vazia eu resolvi dar uma perambulada pela blogosfera. Fui no blog do Reinaldo Azevedo, no da Santa, nos blogs da esquerda e repentinamente surgiu na minha tela o blog do "Meu São Benedito". É o blog do Benedictus Blackwhite que tem a seguinte introdução:
Fui um santo preto que carregou nos braços um menino branco. Depois, matei Zumbi dos Palmares. Neste momento, sou papa. Se bobeares, estou sendo a ti agora.
Caramba, o cara é tão doido que eu adicionei nos meus favoritos!
A Modernidade Não Tem Vez

O Cahiers du Cinema, a importante revista francesa sobre cinema, fez uma lista dos 100 mais belos filmes de todos os tempos.
Pesquei essa notícia do Blog da Santa, os dez primeiros filmes são os seguintes:
1. Cidadão Kane, de Orson Welles
2. O Mensageiro do Diabo, de Charles Laughton
3. A Regra do Jogo, de Jean Renoir
4. Aurora, de Murnau
5. O Atalante, de Jean Vigo
5. M. o Vampiro de Dusseldorf, de Fritz Lang
6. Cantando na Chuva, de Stanley Donen
7. Um Corpo que Cai, de Alfred Hitchcock
8. O Boulevard do Crime, Marcel Carné
9. Ouro e Maldição, de Eric von Strohein
10. Rastros de Ódio, de John Ford
Todos os filmes relacionados são antigos, da década de 60 para lá. Não existe, na relação, nenhum filme novo, moderno. Não estaria havendo ai um certo preconceito do pessoal do Cahiers du Cinema em relação ao moderno cinema?
Por exemplo, o filme Crash, de 2004, que é sensível, maravilhoso e com uma narrativa totalmente inovadora, que é oscarizado, não merecia seu lugar nessa relação? (não confundir com Crash que é uma bomba de tão ruim produzido em 1996)
Pesquei essa notícia do Blog da Santa, os dez primeiros filmes são os seguintes:
1. Cidadão Kane, de Orson Welles
2. O Mensageiro do Diabo, de Charles Laughton
3. A Regra do Jogo, de Jean Renoir
4. Aurora, de Murnau
5. O Atalante, de Jean Vigo
5. M. o Vampiro de Dusseldorf, de Fritz Lang
6. Cantando na Chuva, de Stanley Donen
7. Um Corpo que Cai, de Alfred Hitchcock
8. O Boulevard do Crime, Marcel Carné
9. Ouro e Maldição, de Eric von Strohein
10. Rastros de Ódio, de John Ford
Todos os filmes relacionados são antigos, da década de 60 para lá. Não existe, na relação, nenhum filme novo, moderno. Não estaria havendo ai um certo preconceito do pessoal do Cahiers du Cinema em relação ao moderno cinema?
Por exemplo, o filme Crash, de 2004, que é sensível, maravilhoso e com uma narrativa totalmente inovadora, que é oscarizado, não merecia seu lugar nessa relação? (não confundir com Crash que é uma bomba de tão ruim produzido em 1996)
E existem outros: O Tempero da Vida, aquela produção grega e turca, que também poderia constar entre os mais belos filmes.
Mas clássicos são clássicos. Uma perguntinha: qual a barreira, qual o limite que separa um filme clássico de um filme que não é clássico?
(A foto acima é do filme Crash)
Viajando na Maionese

Maria Rita Kehl é psicanalista e deslumbrada petista. Ela anda indignadinha com o PT, porque ele está servindo aos interesses econômicos dos poderosos. Aquelas velhas histórias dos radicais petistas que acreditam na religião da luta de classes. O PT tem uma fundação chamada Perseu Abramo que também é uma editora e que divulga textos e jornalecos para seus fãs, um deles se chama "Teoria e Debate”, revista bimestral, onde diversos petistas expõem seu ponto de vista sobre a atualidade. Uma dessas intelectuais é Maria Rita Kehl que se despediu da revista, porque não concorda com a linha ideológica do PT do governo Lula.
Numa cartinha admirada pelo seu fã clube de blogueiros -- e divulgada pelo diario gauche -- ela diz em P.S.:
P.S. O Brasil é uma república, desde 1889, quando aboliu a monarquia e com ela, todas as distinções sociais baseadas em critérios de sangue. A nobreza, como classe “naturalmente” superior, não existe mais. Sintomaticamente, o legislativo continua a empregar a palavra “nobre” no trato com senadores e deputados. Deputados e senadores são plebeus como nós, e deveriam nos representar a partir de convicções plebéias, no melhor sentido da palavra. A designação de nobreza falseia o caráter republicano do governo brasileiro. E favorece exatamente as práticas de proteção do clã contra os interesses e as interferências da plebe rude, que somos todos nós.
É impressionante como a nobre psicanalista viaja na maionese.
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