Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


quinta-feira, 3 de julho de 2008

O Xeque-Mate de Alvaro Uribe

Ingrid e o Ministro da Defesa do governo Uribe.

Assisti ontem no início da noite os pronunciamentos dos reféns e da própria Ingrid Betancourt no aeroporto de Bogotá. Lá ela encontrou sua mãe, seu marido e o Ministro da Defesa do governo Uribe. Foi emocionante. Depois que todos os sequestrados falaram poucas palavras, algum deles estavam no cativeiro desde 1999 (há 9 anos) foi a vez de ouvir a voz de Ingrid. E ela falou.

Ela agradeceu a quem? Ao Presidente Uribe, porque a operação de resgate foi realmente fantástica, nenhum tiro foi dado. Agradeceu à mídia, porque se não fosse a mídia ela estaria morta. Agradeceu ao governo francês, inclusive o do Chirac. Perguntada sobre as FARC ela disse, a reeleição enfraqueceu as FARC, porque quando não havia a reeleição, havia sempre uma pausa, um descuido entre um governo e outro. E essa pausa que era necessária para a guerrilha novamente se aparelhar e se reestruturar não aconteceu porque Uribe foi reeleito e a repressão às FARC continuou. Ao falar sobre Chávez ela agradeceu o apoio do presidente venezuelano, mas advertiu: a Colômbia elegeu Uribe como presidente e não às FARC e tanto Chávez como Corrêa devem respeitar a soberana vontade do povo colombiano. Falou e disse.

Outro ponto interessante é que o pessoal das FARC entregou os reféns a um disfarçado grupo "de direitos humanos" que usava camisetas do Che Guevara. Quem diria, as camisetas de Che serviu de disfarce para a liberação de Ingrid.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Derrota da Intolerância: Ingrid Está Livre




Ingrid Betancourt está livre. Perdeu 6 anos de sua vida para quê? Bando de radicais malucos e irresponsáveis. É por isso que esse blogueiro é muito intolerante - às vezes -- com o radicalismo e com a intolerância. O mal da intolerância deve ser cortado pela raiz. Mas Ingrid está solta e as notícias da Colômbia estão a dizer que homens do exército se infiltraram na frente 1 das Farc, que entregou os reféns a uma organização fictícia em um ponto nas imediações de Guavire. O helicóptero que os resgatou era pilotado pelo pessoal da inteligência e, no momentos que os seqüestrados entraram na aeronave, os guerrilheiros que os transportavam foram neutralizados.


Além de Betancourt, seqüestrada pelas Farc em 23 de fevereiro de 2002, foram libertados hoje três reféns americanos e 11 membros das Forças Armadas.
O ministro disse que todos estavam com boa saúde após serem mantidos reféns por anos em acampamentos secretos no meio da selva, segundo a agência Reuters.
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A OSPA tem Mais é que se tornar OSCIP mesmo!




O diario gauche de hoje vem com a seguinte pérola. O assunto é Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, OSPA. Depois eu volto.

A naturalidade com que anunciam a orquestra sem-teto

É notável o cinismo como o PIG de bombachas está encarando o fechamento do teatro da Ospa (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre), fundação autárquica vinculada à Secretaria Estadual da Cultura.
O fechamento do teatro – da casa – da Ospa é um fato grave, porque expressa o valor que é conferido à produção de bens culturais não só pelo atual governo estadual, mas sobretudo pela própria elite econômica regional. No caso, o valor atribuído é próximo do zero, evidenciando bem a rasteira estatura cultural da burguesia maragata e seu governicho da hora.
Os jornais de hoje não procuram os responsáveis diretos por esse descaso, tratam o assunto como se fora parte da lei biológica do nascer/crescer/amadurecer/morrer. Tudo fica naturalizado e a mídia local apassiva-se com o sepulcral silêncio da secretária de Cultura, Mônica Leal, e da própria governadora Yeda Crusius.
O governo Yeda se cala porque se recusa a esclarecer a comunidade cultural do Estado sobre os destinos da Fundação Ospa. Essa autarquia está sentenciada, segundo se sabe, a ser uma futura Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), portanto, está predestinada a ser rifada na bacia das almas para administradores privados quaisquer, muito embora, os seus músicos continuem a ser funcionários públicos com os proventos pagos pelo Estado.
Como se pode notar, tudo é incerto e sombreado no governo Yeda, menos a manobra que a governadora está fazendo para majorar os seus próprios ganhos em 143%.
Mas – partindo desta governadora – nada mais pode nos surpreender. Nada. Nem uma orquestra sinfônica de sem-teto.

Voltei.
A OSPA tem mais é que se tornar OSCIP mesmo. A Filarmônica de Berlim é uma parceria do município de Berlim com o Deutsche Bank. E a Filarmônica de Berlim é a Filarmônica de Berlim. Qual o problema de uma orquestra sinfônica ser uma OSCIP? Quer dizer então que qualquer parceria que se faça entre o público e o privado vai gerar uma fraude do Detran? Este tipo de raciocínio é medíocre e reducionista. O Estado do RS está completamente falido. Paga péssimamente seus professores de escola pública e ainda vai ter que gerir uma orquestra sinfônica? A OSPA precisa de uma nova casa, mas os ambientalistas não querem que ela seja construída no parque harmonia. Os projetos emperram, os recursos são curtos e este é o Brasil de nossos dias. Nada sai do papel, tudo fica preso na burocracia e a patrulha ideológica do nada critica a OSPA porque ela vai ser parceira com a iniciativa privada... Francamente.
Sobre OSCIP um bom artigo do secretário Fernando Schuler aqui.

A Estatização da Greve


Editorial da Folha de hoje:


O DIEESE , reputada instituição de estudos e estatísticas sindicais, fez um balanço das greves de 2007 que muito contribui para evidenciar as distorções desse recurso extremo na era Lula. Das 316 paralisações registradas, 161 (51%) ocorreram no setor público. A maioria dos movimentos paredistas é empreendida por funcionários públicos federais, estaduais ou municipais e por empregados de estatais.Já é bem conhecido e comentado o fenômeno da mudança de composição da base das centrais sindicais. Aumenta a participação das categorias de servidores e perdem importância os trabalhadores do setor industrial e de serviços que estiveram na sua origem e na do PT.

Processo "estatizante" paralelo ocorre na capacidade de mobilização das entidades de classe. Uma administração federal aparelhada por sindicalistas, assim como a presença do PT e outros partidos nominalmente trabalhistas em governos municipais e estaduais, só tende a realimentar a proliferação descontrolada de greves no setor público.A combinação de perdas salariais com excesso de tolerância e indisposição dos governantes para negociar multiplicou o prejuízo social infligido pelas paralisações do setor público. Não só ocorre ali a maioria das greves como uma parcela desproporcional (85%) das horas paradas.O desequilíbrio se torna ainda mais patente quando multiplicadas as horas pelo número de trabalhadores paralisados: 92% das 237 milhões de horas-trabalhador desperdiçadas. As greves do setor estatal costumam ser mais longas e abarcar categorias inteiras. Em 2007 houve 47 com mais de 15 dias de duração na esfera pública, contra 5 fora dela.Servidores públicos, pouco tendo a perder, manejam de modo mais irresponsável aquele que deveria ser um último recurso de pressão. Escorados na estabilidade e na tradição de não ter descontados os dias de paralisação, não hesitam em suspender até os serviços que mais prejudicam o público e a economia, como nas recentes e abusivas greves de professores estaduais paulistas, ainda em curso, e de auditores fiscais federais.Boa parte dessa sem-cerimônia decorre da omissão do Congresso, que até hoje não regulamentou o direito de greve dos funcionários públicos reconhecido pela Constituição de 1988. O Supremo Tribunal Federal vem suprindo esse vazio com decisões que impõem aos movimentos paredistas de servidores limitações análogas às que valem para empregados do setor privado.Em abril, o Supremo decidiu pela ilegitimidade da greve dos auditores e autorizou o desconto de dias não trabalhados. O governo federal demorou, mas determinou o desconto. Até a república sindicalista consegue ver que é preciso pôr freio àqueles que só causam dano ao contribuinte.

Navarro: MST é Vanguarda Iluminada que Manipula Maioria


Eis ai um membro da 'vanguarda iluminada' do MST (a caricatura é do ilustrador chileno Cárcamo)

Muito interessante a entrevista do sociólogo Zander Navarro hoje em ZH. Tudo bem, ele contra a ação do MP do RS, mas ele conhece profundamente o MST e faz comentários importantes.

O cientista social Zander Navarro, do Departamento de Sociologia da UFRGS, é um dos maiores especialistas brasileiros em Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Primeiro, por simpatia com a causa da reforma agrária. Como ele mesmo admite, durante toda a década de 80 e parte da de 90 colaborou como pôde com o MST.

De admirador, Zander se tornou crítico da organização. Diz que a direção do movimento se considera uma "vanguarda iluminada" e que manipula a maioria.
O sociólogo, por outro lado, também se mostra contrário à proposta de alguns promotores públicos de colocar o MST na ilegalidade. Veja por que nesta entrevista concedida por e-mail a ZH:
Zero Hora - O senhor criticou atos recentes do Ministério Público (MP), que incluem remoção de acampamentos do MST e até proposta de colocar o movimento na ilegalidade. Nas ações, são citadas inclusive críticas feitas pelo senhor à cúpula dos sem-terra. Por que o senhor está agora contra os promotores?Zander Navarro - Houve equívocos e um imenso exagero do MP, fundado em leitura alarmista, que não deriva de nada que eu tenha escrito. Não existe ação de guerrilha, muito menos uma estratégia revolucionária por parte do MST. E a Via Campesina, de fato, é uma inconseqüente articulação comandada pelo MST. Se alguns de seus líderes mais doutrinários falam em socialismo, é por burrice política, porque a sua base social não tem a menor idéia sobre o que seria esse prometido paraíso social.

ZH - Na ação que resultou no desalojamento dos sem-terra na área contígua à Fazenda Coqueiros, promotores mencionam que o MST é organização de cunho leninista, por aplicar tática de agir alternadamente "na clandestinidade e na legalidade". O senhor também diz que o MST tem uma estrutura "de anacrônica feição leninista". Não lhe parece que os pontos de vista seu e do MP coincidem?Zander - O leninismo é um fato histórico e, também, uma metodologia política. A principal característica deletéria do leninismo é a absurda noção de uma "vanguarda iluminada", na realidade apenas significando que um pequeno grupo manipula a maioria. É a ante-sala de práticas não-democráticas, o que é a face principal da estruturação do MST. Por outro lado, o MST não é revolucionário e nunca o será. Para isso precisa de quadros, que não tem, e de um ambiente político que lhe favoreça. As instituições democráticas se consolidaram, e os agricultores sonham em se integrar aos mercados e crescer economicamente.

ZH - De tudo que o senhor conhece do MST, os assentados têm liberdade de escolher seus líderes?Zander - Nos assentamentos que conheço, especialmente no Sul, onde é forte a presença do MST, evidentemente que não. Os líderes são escolhidos por sua lealdade ao movimento, não por sua capacidade e por escolha livre dos assentados.

ZH - É possível fazer pressão sem invadir terras? Qual seria a alternativa?
Zander - O MST mudou a correlação de forças política em muitas regiões rurais, o que representa sua maior vitória. Praticamente não existe mais imóvel que seja inteiramente protegido de sua ação, bastando que se ocupe a propriedade inúmeras vezes, até que o proprietário "jogue a toalha". O erro do MST foi não se institucionalizar quando estava no auge, no final da década passada, e se transformar na maior organização dos pobres do campo. Usaria outras formas de pressão, sem abandonar as ocupações de propriedade, sua arma principal. As ocupações estão para o MST como as greves para os sindicatos. Mas manter-se como organização semiclandestina é um delírio completo.

ZH - O senhor é filiado a partido? Foi ligado ao MST?
Zander - Servidores públicos servem a todos e deveriam ser proibidos de filiação partidária. É uma posição sonhadora, mas acredito que deveria ser assim, por isso nunca fui filiado. Quanto ao MST, durante toda a década de 80 e parte dos anos 90 colaborei como pude, inclusive com parte do meu salário, e também ocupando terras, quando foi possível. Nunca fui, contudo, um "intelectual orgânico", mas apenas um forte simpatizante, pois julgava essencial a reforma agrária naqueles anos, o que deixou de ser verdade nos anos mais recentes. Os principais problemas sociais do país atualmente são totalmente distintos.

Iotti


terça-feira, 1 de julho de 2008

O Império da Cidade Moderna


O império romano não era apenas um império imposto por legendários e tropas militares. A dominação do império romano era feita pela própria cidade romana, o 'way of life' da vida romana que era uma grande novidade na época em que a imensa maioria das pessoas vivia na mais total barbárie. Pelo menos, o mundo romano, seus direitos, seus aquedutos, seus banhos, seus confortos, seus fóruns, seus mercados era bem menos bárbaro.

Hoje o império é exercido pela cidade moderna que impõe o way of life da civilização> suas variadas opções de tudo, mercados, fetiches, atitudes, trabalho e também da cidadania e do respeito à diversidade.

Ninguém está totalmente satisfeito com a vida da cidade moderna, mas sempre existem aqueles -- a meia dúzia de sempre -- que querem acabar com o império da modernidade e colocar o quê em seu lugar?

Essa é uma grande incógnita e nem o Panitch -referido no post acima - sabe responder, porque os caminhos de um socialismo que ninguém sabe exatamente o que é -- que nunca foi além do mero estatismo e do monopólio político e econômico -- são apenas utópicos (para os outros) e sempre se mostraram incongruentes.

Não estou pedindo aqui para as pessoas relaxarem e gozarem, porque a cidade moderna é a mil maravilha, supra sumo de tudo. Negativo, compete a civilização conquistar dentro do que é razoável e sensato um mundo melhor e possível.

MST como Partido Politico Alternativo ao PT ?


Leio no Diário Gauche de hoje uma entrevista com o cientista político canadense Leo Panitch renomado teórico marxista, chefe do departamento de pesquisa em economia política comparada na Universidade de York. A história colocou abaixo o argumento anarquista e marxista de poder, de que seria possível promover o "achatamento" ou o "esvaziamento" do Estado. O sonho acabou e Panitch, aos 61 anos, não vê com clareza o que possa ser um caminho para o socialismo. A entrevista foi publicada pelo jornal Valor Econômico, no último dia 27/6.

Ele acredita que "um dia o MST se tornará um partido de esquerda alternativo ao PT"


Quer ler mais? Acesse o gauche.


Meu comentário:


No Brasil de hoje, o pensamento dominante é de classe média. E essa classe média está aumentando no governo do PT. Paradoxalmente, essa classe média que aumenta ela não prega e nem está interessada no "agir revolucionário ou socialista". Muito pelo contrário, ela quer continuar inserida no mercado de trabalho ( e por isso ela não é contra o mercado e nem anticapitalista) e quer consumir os produtos do fetiche da mercadoria. Essa é a classe média que está sendo construída no Brasil administrado pelo PT. Não existe espaço hoje no Brasil para um partido de esquerda mais radical tomar conta do governo e do Estado. Primeiro, porque não vai ter votos. Demonstração cabal disso é que a Marta Suplicy em SP está tentando reconquistar os votos da classe média, que é mais conservador. Segundo, porque a classe média é vigilante, ela protesta, ela vai para as ruas, ela abre a boca, ela faz barulho. E o governo do PT está aumentando e alimentando essa nova classe média. É paradoxal? Sim, mas também é um avanço em relação a própria postura do PT como partido político que caiu definitivamente no pragmatismo. E, por isso mesmo, existe hoje no Brasil espaço para outros partidos de esquerda desempenharem aquele mesmo papel que o PT fazia quando oposição e é ai que deve entrar o MST, que deve largar de vez essa existência semiclandestina que é absolutamente impopular, como comentou recentemente o Zander Navarro e ingressar de vez na luta partidária. O MST quer tomar o poder no Brasil? Ok, mas que forme um partido político e tente conquistar os votos dos brasileiros.

Ayaan Hirsi Ali e o Multiculturalismo


A somali Ayaan Hirsi Ali foi a estrela ontem do Fronteiras do Pensamento. O outro conferencista foi o psicanalista e filósofo Renato Mezan que, diga-se de passagem, se preparou e bem para essa conferência.

Ela é negra, alta e magra e tem corpo de maratonista. Nasceu em 1969 em Mogadíscio na Somália. Sua história é mais ou menos uma síntese das mulheres oprimidas pela ignorância dos valores religiosos. Aos 5 anos Ayaan sofreu infibulação do clitóris numa cerimônia organizada pela avó. Aos 6 anos sua família deixou a Somália e passou a morar na Arábia Saudita, Etiópia e Quênia. Em 1992 ela chega a Holanda e trabalha como faxineira e tradutora. Ayaan se interessa pela situação das mulheres refugiadas e sua complicada integração nos países ocidentais. Ela se elege deputada em 2003. Em 2004 ela fez o filme "Submissão" com o cineasta Theo Van Gogh que trata da opressão das mulheres no islã e onde aparece uma cena de uma mulher semi-nua com o corpo estampado com trechos do Alcorão. Foi a sentença de morte. Theo Van Gogh foi morto na Holanda por um islâmico radical e em seu corpo havia uma carta avisando que a próxima vítima seria Ayaan.

E ela foi para os Estados Unidos e atualmente reside em Washington. Em todo lugar que ela passa, os seguranças a acompanham. Aconteceu ontem em Porto Alegre.

O tema da conferência foi o multiculturalismo e o auditório estava cheio. Ayaan conta a complicada história de uma familia somali refugiada que se estabelece na Holanda.

E ela avisa: é uma distorção da liberdade permitir a opressão de mulheres em nome do diversidade cultural ou religiosa"."Se o respeito pela tradição e ou religião conflita com os direitos humanos, o indivíduo deve sempre vir antes", "A doutrina do multiculturalismo [de preservar a identidade dos imigrantes] é uma ilusão cruel. E arremata: " o islã incompatível com a democracia."É claro que há muçulmanos bem integrados em sociedades democráticas", ponderou, ressalvando a distinção entre o indivíduo e o arcabouço moral islâmico. "Mas o islã como doutrina e sobretudo como política é incompatível com a herança iluminista e a teoria democrática secular".

Na verdade, essa tese da Ayaan vai contra aquele velho pensamento "politicamente correto" de se respeitar a identidade e a tradição dos imigrantes. Isso tem que ter algum limite, como ponderou Renato Mezan, por exemplo, não é possível permitir, numa sociedade moderna, que um grupo de imigrantes venha negociar escravos. Um país socialmente desenvolvido não pode permitir que uma avó - em nome da religião - faça mutilações em suas netas ou seja omisso em relação aos maus tratos que algumas mulheres e crianças muçulmanas cotidianamente recebem de seus maridos.


Glauco