Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Olha o Pensamento Caduco Ai, Genteeeee!


O complicado governo Olívio Dutra, no RS, onde o PT bolivariano deu às caras, tentou desmilitarizar a escola militar Tiradentes, a melhor escola pública estadual no RS. O governo do PT tentou passar a administração da Tiradentes para a Secretaria da Educação, mas não conseguiu. A comunidade (pais, alunos, professores) protestou e o Tiradentes continuou a ser administrado pela Brigada Militar.

Como o tempo é o senhor da razão, o colégio Tiradentes se espraia pelo RS afora. Vão ser criadas novas unidades em todo o interior do estado. Uma beleza.

E hoje uma entrevista do Sr. João Carlos Feix, que era chefe do departamento de coordenação das regionais da SEC do governo Olívio, Feix explicou a tentativa de desmilitarização, como se lê na Zero Hora.

Essa entrevista, sublinho, ela demonstra muito bem como setores do PT tem ainda idéias caducas para um Brasil melhor e possível. Diz o 'companheiro':

ZH – Como o senhor vê a expansão do Tiradentes, ao contrário do que o governo Olívio propunha?
Feix – São políticas de governo. Não faríamos investimento em escolas diferenciadas, investiríamos na escola pública como um todo.

ZH – Por que a tentativa de desvincular o Tiradentes da BM?
eix – A busca era que todas as escolas fossem de excelência. A proposta inicial do Tiradentes, de preparar para a carreira na BM, estava perdida. Além disso, a seleção excluía muita gente. Tratava-se de uma escola de excelência para privilegiados.


ZH – Por que o rendimento do Colégio Tiradentes é melhor?
Feix – Eles têm uma carga horária superior, com turno integral. É evidente que isso significa investimento maior por parte do Estado. Quiçá pudéssemos constituir toda a rede com a qualidade do Tiradentes. O que considerávamos injusto era dar atendimento privilegiado a um grupo pequeno.

Resumo da ópera: se tem um colégio público bom, que funciona bem ele deve ser remodelado para ser inserido no meio de todos os outros que funcionam de forma medíocre e ruim. O gestor público tem a obrigação de  melhorar a qualidade do serviço público e é um erro crasso fazer isso nivelando todos os serviços no mesmo grau de mediocridade. Não se pode nunca nivelar por baixo, o gestor público deve nivelar sempre pelo melhor padrão de serviço e atendimento, como faz a escola Tiradentes. Esse é  o típico ranço fora de moda que  está embutido nas algemas cerebrais de parte razoável do PT, esse partido que adora se olhar no espelho.E detesta fazer autocrítica ou receber qualquer tipo de crítica.

30 Anos de Narcisismo

Narciso acha feio tudo que não é espelho

José Eduardo Dutra, futuro presidente do PT e Ricardo Berzoini, atual presidente, escrevem, em conjunto, artigo na Folha comemorando os 30 anos do PT.

Os 'companheiros' fazem questão de destacar três pontos: a) militância, b) luta e c) o PT como canal de representação disso tudo.

Diz o artigo:

Ao longo de sua trajetória, o PT soube usar essa característica para, com seus militantes, mobilizar e conquistar. Empunhamos bandeiras históricas, como a da luta pela terra, pela saúde, pela educação, pelo emprego, pelos direitos humanos, pela integração continental, pela defesa das minorias e contra a discriminação. Assim, superamos o dilema de ser partido de massas ou de quadros e nos fortalecemos como canal de representação e de participação de milhões de brasileiros.

Esse parágrafo sintetiza muito bem o que o PT acha de si mesmo. O PT é um narciso que se admira diante do espelho.  PT é o partido que tem a melhor militância, defende a luta mais justa e canaliza tudo isso na sua atuação politica e parlamentar. Ou seja, o PT  representa a massa, os excluídos, os tadinhos do Brasil e é dono das melhores idéias para um Brasil melhor e seus membros são os mais bem aventurados. Se isso não é narcisismo, o que é narcisismo?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Palavras Mágicas


Esbanjando Cinismo

Existem palavras, frases e expressões  que certas pessoas gostam de cuspir à exaustão: soberania, nacionalismo, privataria, partido da imprensa golpista, neoliberalismo.  Inventou-se, por exemplo, que FHC e o governo FHC foi neoliberal, que praticou privataria, que fez crime de lesa pátria, que atentou contra a soberania e o nacionalismo e que o governo Lula, ao contrário, se encarregou de colocar tudo em seu lugar, numa ordem cósmica magnífica e formidável, pois tudo funciona tri bem no atual governo em comparação com a do anterior. E se o tadinho do Serra vencer as eleições deste ano vai ser um deus nos acuda, o mundo vai cair, vamos viver na eterna hybris das trevas e os poderosos de sempre reconquistarão o lugar perdido no governo do seu Luiz Inácio. E agora a palavra da moda é  a comparação. Vamos, então,  comparar os governos Lula e FHC. Dilma disse hoje que quer fazer essa análise item por item, construção por construção, casa por casa. Não vai ser fácil vencer o cinismo que toma conta do atual governo. E o Brasil - ao contrário do Chile - vai continuar distante muitos anos luz do debate que efetivamente importa para um país melhor e possível. Vamos continuar discutindo baboseiras ideológicas e números apresentados por sofistas. Já disse mil vezes, não se pode comparar o incomparável porque um governo é continuação do outro. O governo do seu Luiz Inácio não fez nenhuma ruptura, apenas -- e nada mais além disso -- deu continuidade a um projeto iniciado pelo príncipe FHC. E quem diz isso não sou eu -- esse liberal de esquerda -- mas o pessoal da própria esquerda que critica o atual governo exatamente porque não fez a desejada  ruptura. O grande mérito do seu Luiz Inácio foi exatamente esse: manteve o que já estava bom. E agora querem fazer comparações, mas não se pode comparar épocas e períodos diferentes de um projeto político e econômico que é praticamente o mesmo, porque se Serra ou Alckmin tivessem sido eleitos, nas duas eleições anteriores, talvez eles tivessem tido os mesmos resultados do governo Lula, ou até melhores.  Os sofistas, os cínicos e os hipócritas sempre gostaram de discutir o imponderável. Assim faz o atual governo com suas palavras mágicas. E os miquinhos amestrados adoram. E como adoram. 

O Brasil do Passo Errado


O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou nesta segunda-feira que, apesar dos esforços e das conspirações, os "inimigos" da República Islâmica não conseguirão deter o progresso tecnológico e científico do país

Sabe o que é mais irritante no governo Lula da Silva?
O cinismo da  ambivalência.
O mundo inteiro resolveu endurescer com a ditadura islâmica de Ahmadinejad.
A república dos Ayatolas resolveu  passar a enriquecer  urânio dos atuais 3,5%  para  20% e, além disso,  construir neste ano dez novas centrais nucleares.
O Brasil lança notas ambiguas.
Isso é profundamente irritante.
Até mesmo a Russia -- vejam só -- resolveu alterar sua voz com o regime de Teerã.
Um influente deputado ligado ao Kremlin disse que é hora de adotar "sanções econômicas mais severas" contra o Irã, como se lê na Folha de hoje.
E o Brasil governado por Lula da Silva que estreita relações com o governo tirânico -- sim somos amigos e parceiros  da república tirânica do Irã --  tenta minimizar os novos acontecimentos. O Itamaraty disse ontem que não estão esgotadas as possibilidades de um acordo com a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica)  e que nem os EUA nem o Irã fecharam a porta às negociações.
Já se viu e  já se vê que esse senhor Ahmadinejad não vai fazer acordo nenhum. O simples fato do Irã passar a enriquecer urânio a 20% -- sem autorização da AIEA -- parece ser prova cabal dessa intenção.
Mas o governo Lula da Silva ainda acredita que o impasse vai ser resolvido na mesa das negociações.
Que interesses estarão por trás disso?
Irritante, muito irritante.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Se Usasse Viagra Não Dava Nisso


Pesquei do Blog Animot

Gráfico do Clarín (LibraryPress, acesso restrito) da cirurgia de emergência no ex-presidente argentino Néstor Kirchner.


Tiraram uma capinha de colesterol da artéria do cara. É no que dá ficar usando carne de porco como afrodisíaco. Pfizer 1, suinocultores zéééééro.

Cobiça

Não está na hora do Serra sair do 'stand by'?


"O curioso é que o PT não se deu bem com aquele MDB doutrinário, coerente e programático, mas se dá muito bem com o PMDB de Michel Temer, que vende até a mãe"  (Marco Antônio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos, ontem na Folha).

Michel Temer sempre foi muito ligado ao governo FHC, quando era presidente da Câmara. Ontem ele foi reeleito presidente do PMDB e essa eleição -- dizem -- é para aproximar o PMDB da candidatura Dilma. Temer quer ser vice numa tão sonhada chapa PT-PMDB. Duvido que essa estratégia dê certo. O PMDB vai se manter dividido nas eleições deste ano, como sempre foi.

O PMDB que apoia Dilma é o dos "coronéis", é o PMDB retrógrado e que incorpora os pemedebistas mais atrasados, mais reacionários, como o Sarney, o Barbalho. E o Temer, por motivos de ordem pessoal, se incorporou a essa turma. Coisas da vida.

Mas, afinal, qual a diferença entre as candidaturas de Dilma e Serra? Praticamente nenhuma. Os dois são de centro esquerda e talvez a única diferença é que Serra não está alinhado ao círculo bolivariano das américas. Ponto para ele.

Imagem Errada

Castelo ou Forte de Garcia D'Avila perto da Praia do Forte, Bahia, obra iniciada em 1551.

Sempre imaginei Pedro Alvares Cabral desembarcando em Santa Cruz de Cabrália  caminhando, pelas areias fofas de uma praia repleta de coqueiros. Essa imagem é errada. Não havia côcos no Brasil - e nem no sul da Bahia -- em 1500. Foi Garcia D'Avila -- sim o nome da rua chic de Ipanema, RJ, o cara que  construiu e habitou a residência acima, ele era dono apenas de toda a região nordeste -- que introduziu em terras brasucas a energética água de côco. Ele trouxe da India. Eu já sabia, mas havia me esquecido. Pois, pois.

O que a Bahia tem que a gente não tem?


Praia do Forte na Bahia, "vida mole e água morna".
"Os Caretas" brincadeira tradicional da "Praia do Forte".
A tartaruga "careta careta", ora bolas!


Resorts maravilhosos


Não é mole voltar para a "vida normal" depois de passar uma semana na Bahia. Mas, afinal, o que os baianos têm que a gente não tem? Além da "fábrica da Ford", em Camaçari, eles sabem "viver a vida". Eles estão muito mais para Dionísio do que para Apolo. O simpático taxista me disse: é muito fácil ganhar dinheiro na Bahia, basta trabalhar com música, este povo adora qualquer tipo de festa, você compra um abadá do Chiclete com Banana ou da Claudinha Leite por R$ 150,00 nas chuvas de inverno e vende por R$ 1.000,00 no calor do carnaval. Baita investimento. Estou pensando em fazer isso para pagar minhas contas. Sociólogos de renome dizem que o "fator clima" é aspecto fundamental. Concordo com eles: um povo que tem mar morno o ano inteiro, que não conhece o frio do inverno e que toma  água de coco a R$ 1,50 é bem diferente daquele que é obrigado a conviver com geadas, ventos minuanos e casacos até as orelhas. E o engraçado é que eles, os baianos, estão sempre sorrindo, com aqueles dentes bem brancos que dá um belo contraste com a cor da pele queimada do sol. Eles adoram  fazer troça de si mesmos. Definitivamente, eles sabem viver a vida. Cheguei em Porto Alegre na madrugada de sábado, o taxista do aeroporto nem me disse "boa noite". Na Bahia isso não ocorre.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O Baiano é Zen

Oferenda para Iemanjá no 2 de fevereiro que foi levada pelo mar na praia do Rio Vermelho em Salvador, Bahia.

O Baiano gosta de posar para fotografia.
O Baiano diz "Por Nada" após o "Obrigado".
O Baiano é um povo muito axé.
Eles não se estressam
Porque eles são zen.