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Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O Contexto das Imagens Falsas








As imagens acima são falsas.

Cuidado com as imagens.
Este Blog publicou em 29 de maio de 2008 a seguinte postagem:


Um tribunal de recursos parisiense inocentou um francês acusado de difamação por ter qualificado como "falsa" e "encenada" uma das imagens mais emblemáticas da Segunda Intifada, a revolta palestina de 2000 que selou os rumos da atual situação na região.
Na prática, isso significa que a corte validou a acusação de manipulação feita por Philippe Karsenty, presidente de uma ONG de vigilância midiática pró-Israel, contra a TV estatal France 2.Há oito anos, o mundo inteiro viu a imagem de um pai, agachado junto a um muro, tentando proteger o filho de 12 anos com o próprio corpo, em meio a um intenso tiroteio numa rua de Gaza. O pai grita e gesticula, num aparente apelo por clemência. Segundos depois, uma nuvem de fumaça cobre a imagem. O pai aparece em seguida debruçado sobre o filho, aparentemente morto.Filmada por um cinegrafista palestino da France 2 em 30 de setembro de 2000, a gravação foi repassada a centenas de outras emissoras. As únicas informações sobre o episódio, incluindo o relato sobre a suposta autoria israelense dos disparos, foram fornecidas pelo próprio cinegrafista.
O incidente aconteceu dois meses depois do fracasso das negociações entre israelenses e palestinos patrocinadas pelo então presidente americano Bill Clinton e dois dias depois do ingresso do então premiê israelense, Ariel Sharon, na esplanada das Mesquitas, em Jerusalém -episódio que detonou a Segunda Intifada.O Egito deu o nome do menino, Mohamed al Duha, a uma rua, e homens-bomba, em seus vídeos de despedida, saudaram o garoto como mártir da causa palestina. Pressionado, Israel admitiu na época que os disparos "poderiam ter partido de posições israelenses" que estavam na área.
Em 2004, Karsenty avaliou em seu site que a reportagem da TV France 2 era uma farsa montada para servir à propaganda palestina. Karsenty apontou "incoerências" na filmagem, como a falta de sangue, e lembrou que a emissora se recusava a divulgar a íntegra da gravação original mostrando a suposta agonia do menino -imagens nunca exibidas.Os advogados da estatal abriram processo por difamação contra Karsenty, que passou de acusador a acusado. O processo se arrastou até a semana passada, quando um tribunal de Paris inocentou Karsenty e afirmou que suas ressalvas quanto à reportagem são "legítimas".Mas a corte não deixou claro se a TV francesa agiu de má-fé. Amparada por especialistas que negam que tenha havido manipulação das imagens, a emissora recorreu agora à mais alta corte de apelações do país. Até hoje, não se sabe o que houve de fato com o menino.

fonte: Folha de 29 de maio de 2008.

4 comentários:

charlie disse...

Esses tempos vi uma cena de um ataque aéreo que foi ampliado (recortaram e colaram um cogumelo explosivo, duplicando o impacto da cena) usando algum recurso tipo Photoshop.

É fato que cenas como essa acontecem regularmente em combate, mas capturar em vídeo ou fotografia é algo bem raro. Enfim, lembro das fotos, e realmente me chocaram.

Propaganda é a alma do negócio. Principalmente quando o negócio é política!

Maurício disse...

Claro Maia, vai ver que os 700 mortos também são "efeitos especiais".

Carlos Eduardo da Maia disse...

É evidente que os 700 mortos não são efeitos especiais. Mas que existe no mundo midiático uma forte tendência de mostrar imagens além da conta, isso existe....

charlie disse...

E uma curiosidade: não se divulga muito as fotos nojentas de ataques suicidas (ou não). No mais das vezes nem sobra muito o que fotografar, mesmo.

Mas uma coisa em especial conseguiu me chocar mais do que crianças inocentes mortas. O vídeo de um menino taleban de uns doze anos arrancando a cabeça de um refém e usado como propaganda pela jihad. Essa acabou comigo.