Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Ojeriza à Hipocrisia




Este Blog é parcial. Este Blog tem opinião, mesmo que ela seja a favor da imparcialidade. Este Blog tenta não ser refém do pensamento politicamente correto que apenas enxerga o texto, a foto, a imagem, o vídeo e despreza o todo maior, o contexto, a história, os fatos como parte do todo. Este Blog acredita no entendimento e, por isso, tem total desprezo pelo radicalismo que alimenta intolerâncias. Este Blog tenta ser crítico em relação às injustiças perpetuadas pelos falsos movimentos, aos interesses de certas minorias participativas, daqueles que gostam de fazer muito barulho para defender os interesses dos umbigos de suas elites. Este Blog tem compromisso com um mundo melhor e possível para a maioria e vai continuar sendo crítico voraz e contundente dos grupelhos dos fariseus da ideologia e da religião. Este Blog acredita na humanidade e na linguagem de desenvolvimento e paz que ela pode construir.

8 comentários:

Charlie disse...

É por isto que este blog é um dos meus favoritos, e eu recomendo a todos.

maurício disse...

Nunca vi postagem tão asséptica... vc não disse absolutamente nada nestas linhas. Qual é o tal contexto? Quem são os hipócritas e fariseus? O tal contexto de que vc fala justifica o massacre de civis palestinos?
Esse mesmo argumento com forma e vazio de conteúdo pode ser usado até para justificar o apartheid, afinal, ele poderia parecer errado mas, devido ao contexto... ou a tortura... ou os guetos nazis... ou o que vc quiser porque, devido ao contexto blá blá blá. Se vc quer falar de contexto, então mãos a obra, especifique e argumente, vamos lá, preto no branco!
E esse seu pedido por PAZ tá precisando encarnar, meu amigo, porque não adianta falar em paz e ficar se fazendo de desentendido enquanto o estado de Israel pratica um terrorismo análogo (mas muito mais potente) ao que diz combater. E se o Hamas quer o fim de Israel, bem, todos têm o direito de delirar a vontade, quem vai dar bola pra isso... já, Israel, diz que é a favor de um estado palestino... diz que é, mas não faz nada além de provocar mais mortes de inocentes e ódio. Quem matou Rabin, foi um palestino ou um sionista-fundamentalista doido? Sei não... achei que vc tinha se tocado quando vi que publicou estes artigos da folha de sp, mas vejo uma recaída. Porque é tão difícil pra vc mostrar indignação quando ocorre um massacre destes? PQ é tão difícil denunciar o terrorismo de estado, a covardia, a ausência do mínimo grau de compaixão? Há várias associações de judeus que fazem isso, não há anti-semitismo nenhum aí!
Fotos e imagens são muito pouco para o que está acontecendo, Maia, e, mesmo assim, Israel faz de tudo para impedir que estas imagens cheguem a nós. Estou realmente triste com esse horror, tão triste que até aqui eu vim para tentar sacudir um pouco a insensibilidade de vcs, acho que foi bobagem, não sei como isso começou, essa tentativa de resistir acima de qualquer diferença ideológica apenas com base na rejeição do Mal absoluto que é o terrorismo, principalmente o terrorismo de estado... mas vc fica neste tom pseudo-moderado e dá razão a estes posts dos seus leitores que apóiam este massacre na maior cara-de-pau enquanto estas pessoas indefesas são trucidadas. Fico imaginando vc em outros momentos chaves da história da humanidade sendo "moderado" quando devia se levantar e resistir à barbárie. Mas isso talvez seja hipocrisia da minha parte. Então, para não ser hipócrita, acho que devo me resignar com tudo, tapar meus ouvidos e torcer pela paz enquanto pondero calmamente sobre o contexto, as razões, os motivos, até entender que é "desagradável" mas aceitável o terror de estado, exatamente como vc faz.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Maurício, o contexto é o radicalismo de quem prega a extinção de um Estado que existe de fato e, também, de direito. Nenhum contexto pode justificar massacres, torturas, genocídios. Mas existem situações de barbárie em certos locais bem determinados do nosso planeta. É essa barbárie, que alimenta a ignorância, é que tem de ser extirpada. E toda a barbárie é alimentada por ideologias e/ou religiões. O problema do mundo muçulmano é que ali não existem igrejas. Maomé escreveu um livrinho sagrado no século VII e não se permite fazer interpretações ou reformas. O que está ali escrito é a palavra de deus que deve ser obedecida rigorosamente por todos. Os direitos das mulheres e das crianças são violados em nome da palavra de um certo deus. O Hamas defende com unhas e dentes a aplicação da jurisdição islamica na faixa de Gaza. E quem não concordar corre risco de vida. Esse é o contexto da população que vive hoje na faixa de Gaza. Hà de se enxergar e visualisar bem o contexto para se compreender mais nitidamente a história e os fatos. Paradoxalmente, essa mesma população, que ora sofre os canhões da barbárie, elegeu o radicalismo do Hamas para ser governada; assim como a Alemanha elegeu Hitler nos anos 30. Israel está cometendo as mesmas barbáries dos nazistas e elas não se justificam, são sim desproporcionais.
Mas este Blog não vai tomar partido a favor de uma parte e contra a outra só porque as imagens mostram de um lado os canhões dos israelenses e de outro crianças palestinas dilaceradas pelas 'bombas cirúrgicas'. A intolerância, a violência, a tortura( inclusive psicológica) não vem apenas do lado israelense. Paradoxalmente, é essa mesma intolerância que alimenta a intolerãncia do lado oposto. E o radicalismo do Hamas se fortalece.

charlie disse...

Questão interessante é a dos textos sagrados. A leitura que os radicais fazem do Corão não pode, de forma alguma, ser declarada errônea ou equivocada. Daí o fato que mesmo "mulçumanos vegetarianos" (os de orientação moderada) se demorarem a condenar a "jihad contra o Ocidente".

Os jihadistas citam, ipsis literis, trechos dos textos sagrados para fundamentar sua luta. Sem esquecer que o próprio Maomé era um guerreiro consumado. Querendo ou não, os radicais possuem legitimidade ante os olhos da comunidade islâmica internacional.

No final das contas, o que o Hamas, Hizbollah, Al Qaeda, Jihad Islamica, entre outros fazem é pregar o Islã da mesma forma que o patriarca de sua religião e seus descendentes do século VIII fizeram: com fogo e sangue.

charlie disse...

Allah uh akbar! :)

charlie disse...

correção: ancestrais, não descendentes.

Fernando disse...

Então meu caro Charlie, se os Muçulmanos estão pregando o Islã como fizeram seus ancestrais com fogo e sangue, não é direito deles reclamar quando seus oponentes derramem fogo e espalhem o sangue do Islã pelos seus territórios.
Afinal eles estão somente seguindo à risca os mandamentos de Maomé.
Ou será que Maomé só contabilizava vitórias em seus escritos?
E quando levam cacete se fazem de vítima e começam a choramingar pelos quatro cantos do planeta?
Uma coisa é o que o Corão ou as profecias de Maomé dizem, e a outra é a realidade dos fatos nos dias atuais, em quatorze séculos o mundo mudou demais, só a cabecinha dos Muçulmanos continuou na mesma.
E aí estão os resultados...

charlie disse...

A desgraça é que o mundo islâmico, depois da era das conquistas, viveu seu apogeu, seu melhor momento para logo em seguida perder o rumo. Foi graças aos estudiosos do mundo árabe, a tolerância que vigorava nos territórios que administrava, que foi possível resgatar a Europa das trevas medievais, através dos antigos textos clássicos traduzidos do árabe.

Acho que seria interessante o Ocidente promover o renascimento do mundo islâmico.