Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Falência do Regime Estatista


A falência do regime socialista cubano é a demonstração cabal de que o estado, por si só, não tem condições de monopolizar a economia e as atividades econômicas. É  fundamental a participação ativa da iniciativa privada -- que gera empregos e paga impostos -- no mercado. Uma sociedade que vive apenas de serviço público não evolui. Pode até ter bons índices de saúde e educação, o que também é discutível, mas se faz  necessária, também, a participação da atividade econômica e livre iniciativa exercida por empresas privadas. Em Cuba a participação do setor privado é de apenas 5%. É indiscutível hoje que as empresas privadas devem atuar como parceira do estado, gerando empregos e renda aos trabalhadores.

O que parece incontestável é que o  modelo cubano faliu. Em Cuba até um flanelinha é servidor público. Não há como o estado cubano pagar salários para seus 5 milhões de servidores públicos e por isso vai ter de demitir 10% dessa força de trabalho, o governo já anunciou que vai demitir 500 mil até o primeiro trimestre de 2011.

O incrível paradoxo é que quem vai apresentar as propostas de cortes não é o governo, conforme Folha de hoje,  mas a Central dos Trabalhadores de Cuba, CTC, espécie de CUT local, que publicou ontem no jornal "Trabalhadores" os primeiros critérios que deverão nortear as 500 mil demissões que o governo do país deverá fazer até o primeiro trimestre de 2011.
Segundo a central, a "idoneidade" do trabalhador será um dos quesitos mais fortemente avaliados para decidir quem ficará e quem será demitido do serviço público.
Ora, segundo a  Central dos Trabalhadores de Cuba o critério será moral.

Em outras palavras, o critério de demissão proposto pela Central Sindical (que deveria lutar para manter os empregos)  não será técnico, o que demonstra que persite ainda, na ilha da dinastia Castro, o paternalismo socialista de manter nos cargos do poder os companheiros de luta e ideologia. Essa tradição socialista não ocorre apenas em Cuba, no Brasil de nossos dias, esse fato também é realidade, como bem se sabe.

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