Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


quarta-feira, 7 de maio de 2008

Um Monstrinho no Restaurante


Terça-feira é dia de cinema e depois do filme fui convidado a ir a um restaurante no shopping. Um desses restaurantes que não é chiquérrimo, mas arrumadinho e com pianista tocando aquelas canções da década de 50 e 60. E lá estava este ilustre blogueiro sentado, em boa companhia, no restaurante do shopping quando entraram a governadora Yeda Crusius e a escritora Lia Luft e outras pessoas. Mas não é delas - que foram testemunhas do mesmo caso - que eu quero falar, mas de um casal que estava numa das mesas do restaurante e do filho do casal, um garotinho de dois anos de idade. É que esse menininho (que era bem engraçadinho e parecia a Boo do filme Monstros S.A. da Disney-Pixar, foto acima) simplesmente azucrinava todo mundo que estava no restaurante, gritava, fazia gracinhas, berrava, subia as escadas, ia até o piano e, para desepero do pianista, o menino batucava no piano.

E os pais da criança? Não faziam nada. Absolutamente Nada. Conversavam entre si, como se o assunto não fosse com eles. E as pessoas do restaurante estavam se incomodando com aquela barulheira, aquele batuque no piano, os gritos, a subidas e descidas na escada que podiam sim causar risco de acidente. E o casal continuava numa boa, fazendo de conta que o menino não era responsabilidade deles. Interessante é que nenhum cliente do restaurante abriu a boca e nem reclamou daquela situação -nem este blogueiro, nem a governadora e nem a Lia Luft - porque, na verdade, não é muito policamente correto chamar a atenção de uma criança de dois anos - que não tem culpa de querer brincar em ambiente onde adultos frequentam. Enfim, paguei a conta do restaurante e fui embora carregando comigo uma sensação chata e estranha. E a resposta para tudo isso é sempre a mesma: educação é fundamental. Apenas com a educação, a boa educação que independe de classe social, as pessoas se tornam mais sensíveis, têm mais respeito por si e pelos outros, impõem limites e melhor educam seus filhos e, por isso, aprendem a viver melhor a vida.

2 comentários:

PoPa disse...

Eu criei meus filhos impondo limites. Eles não fariam nada parecido com o que esta pestinha fez. Mas, para um mundo [país] completamente sem educação como o nosso, não sei se foi a escolha correta...

Se eu tivesse por lá, provavelmente iria cobrar dos pais uma atitude. Sou um pouco "guasca" neste aspecto, mesmo!

Carlos Eduardo da Maia disse...

Pois é, Pampa, sabe que deu vontade. Eu e minha mulher saímos completamente indignados. Tem gente que confunde limites com repressão, mas o caso ali é má educação mesmo.