Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


quarta-feira, 21 de maio de 2008

Vale a Pena Manter o Banrisul como Banco Público?


No início até que fui contra, mas depois de muito pensar e lendo as notícias da grande mídia e dos meios alternativos de comunicação resolvi pensar melhor sobre o assunto e todas as respostas passavam pela seguinte pergunta:


Será que vale a pena o Estado do Rio Grande do Sul manter o Banrisul como banco público?


O governo Britto tentou desestatizar o Banrisul. Foi uma gritaria geral. O PT chiou e chiou muito, lançava outdoors e avisos nas rádios e nas TVs e reclamava contra a privatização do NOSSO Banrisul, como se verifica da imagem acima, do Sindicato dos Bancários. Será mesmo que o Banrisul é patrimônio dos gaúchos?


Esse pessoal conseguiu até inserir um dispositivo constitucional na Constituição do Estado -- e haja demagogia nisso -- para se fazer um plebiscito popular para desestatizar o Banrisul.


Afinal, que vantagem tem o povo gaúcho de ter um banco estadual estatal?


Se os juros do Banrisul fossem inferiores aos juros dos outros bancos, se o Banrisul concedesse crédito a pessoas que não tivessem acesso a outros bancos, seriam razões para se manter o banco público. Mas os juros do Banrisul são os mesmos dos grandes bancos privados brasileiros e já existem bancos, como a Caixa Econômica Federal, que dão crédito à população de baixa renda.


Realmente, não há motivo para se manter o Banrisul como banco do Estado do Rio Grande do Sul.


E hoje está nos jornais denúncias do vice-governador do RS, Paulo Feijó que desde criancinha sempre foi favorável à privatização do Banrisul, dizendo que contratos do banco com terceirizadas podem estar super faturados.


É exatamente para isso, na realidade, que serve um banco estatal nos moldes do Banrisul: beneficiar o político de plantão (de qualquer partido) e seus satélites que flutuam ao redor.


Lanço, portanto, aqui uma campanha. Que o Estado do Rio Grande do Sul tenha a santa e boa coragem de levar adiante o processo de desestatização do Banrisul.


Muito melhor, mas muito melhor mesmo é o falido Estado do Rio Grande do Sul embolsar um belo dinheirinho com a desestatização do banco, e essa receita extraordinária deve servir para bancar despesa extraordinária. Que se faça uma boa estrada, que se traga um bom investimento, como foi a GM em Gravataí (bancada pela privatização da CRT e de parte da CEEE) , que se gere, com esse recurso, mais e mais empregos e receitas para o Estado.

Nenhum comentário: