Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A deusa Éris



Pintura ateniense de 520 AC  representa a deusa Eris.

É impressionante como existe neste complicado mundo adoradores da deusa Éris.

Sim, Éris - a deusa da discórdia -  filha primogênita de Nix, a noite, e mãe de inúmeros flagelos:  Ponos (pena), Lete (esquecimento),  Limos (fome), Algos (dor),  Hisminas (disputas), Macas (batalhas), Fonos (matanças), Androctasias (massacres), Neikea (ódio), os Pseudologos (mentiras), as Anfilogias (ambiguidades), a Disnomia (a desordem) e a Ate (a Ruína e a Insensatez), todos eles companheiros inseparáveis, e a Horcos (Juramento), ele que mais problemas causa aos homems da terra cada vez que algum perjura voluntariamente. Homero, na Ilíada, refere-se a Éris como irmã do homicida Ares e, portanto, presume-se, filha de Zeus e Hera (IV, 440-443, tradução livre):

A lenda mais famosa referente a Éris relata o seu papel ao provocar a Guerra de Tróia. As deusas Hera , Atena e Afrodite haviam sido convidadas, juntamente com o restante do Olimpo, para o casamento forçado de Peleu e Tétis, que viriam a ser os pais de Aquiles, mas Éris fora desdenhada por conta de seu temperamento controvertido - a discórdia, naturalmente, não era bem-vinda ao casamento. Mesmo assim, compareceu aos festejos e lançou no meio dos presentes o Pomo da Discórdia, uma maçã dourada com a inscrição καλλίστη (kallisti, ou "à mais bela"), fazendo com que as deusas discutissem entre si acerca da destinatária. O incauto Páris, príncipe de Tróia, foi designado por Zeus para escolher a mais bela. Cada uma das três deusas presentes imediatamente procurou suborná-lo: Hera ofereceu-lhe poder político; Atena, habilidade na batalha; e Afrodite, a mais bela mulher do mundo, Helena, esposa de Menelau de Esparta. Páris elegeu Afrodite para receber o Pomo, condenando sua cidade, que foi destruída na guerra que se seguiu. Essa Helena devia ser uma mulher m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a.

A palavra "erística", em português, vem do nome da deusa grega da discórdia. Significa a arte da disputa argumentativa no debate filosófico, desenvolvida sobretudo pelos sofistas, e baseada em habilidade verbal e acuidade de raciocínio (Houaiss).

Os discordianos idolatram Éris como uma deusa.

fonte: wikipédia.

Se o leitor ou a leitora gostou dessa história e quer saber mais sobre os mitos gregos em linguagem extremamente acessível deixe, please, a preguiça de lado e vá na livraria ou na biblioteca e leia o livro do filósofo francês Luc Ferry: a sabedoria dos mitos gregos. Foi Ferry que inventou a santa idéia de proibir simbolos religiosos nas escolas públicas francesas. Bem que fez.


Um comentário:

ZEPOVO disse...

Praticamente todos os principios que regem nossa civilização são muito mais antigos do que pensamos.
Os estudiosos realmente cultos acabam descobrindo que o homem, principalmente no aspecto moral é sempre igual em todas as épocas.