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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Serviço Público "Meia Boca"

Demonstração do precário serviço público brasileiro: o aeroporto de Porto Alegre fechado por conta da neblina, porque não tem aparelho que qualquer aeroporto 'meia boca' do mundo tem.

Meu professor de economia -que é carioca -  me disse: temos no Brasil hoje uma indústria super moderna, uma agricultura de ponta e os serviços estão muito bem. O que não funciona é o serviço público que continua de péssima qualidade. Há de se fazer no Brasil, disse ele, um choque de gestão no serviço público, como fez o governo Aécio Neves/Anastasia (PSDB) em Minas Gerais.

É uma pena que no Rio Grande do Sul o termo choque de gestão seja tão pejorativo, porque é exatamente isso o que este Estado precisa. Não sei se o governador eleitoTarso Genro (PT) -- cujos primeiros acordes de conciliação são muito satisfatórios -- tem a intenção de fazer isso, mas este é o único caminho. Vejam a imagem acima do aeroporto Salgado Filho hoje, fechado por causa do nevoeiro. E está fechado porque a tão competente Infraero não instala um maldito aparelho que em qualquer aeroporto 'meia boca' do mundo existe.

4 comentários:

guimas disse...

Maia, tudo depende do ponto de vista.

Quando o PT fez programas de qualificação do serviço público aqui na prefeitura de POA, se chamou de "inchaço da máquina pública", "aparelhamento", "agrados à companheirada".

Tem uma cultura no Brasil que prega que se é público, é ruim.

Muita coisa precisa mudar. Choque de gestão é um pedacinho, só. Pode ser um começo, mas é uma parte, e não é a mais importante.

Quanto ao Aécio, seu choque é polêmico, e não tenho conhecimento suficiente para medir se tem resultados positivos ou não ao serviço público. Mas se ele foi bom, ponto negativo para o Serra, que o preteriu (o Aécio) durante a pré-campanha e durante a campanha.

Fábio Mayer disse...

O novo governador do PR já está falando em choque de gestão e enxugamento da máquina.

O serviço público brasileiro é ruim porque ninguém exige absolutamente nada na maioria dos funcionários e, quando exige, o faz de modo precário. Pensemos bem: que moral um comissionado tem para exigir desempenho de um concursado?

Grande parte dos problemas de lerdeza e incapacidade do serviço público não são por falta de capacitação, mas por falta de chefia e gerenciamento, por falta de profissionalismo.

O presidente dos EUA nomeia algo em torno de 5000 pessoas para cargos em comissão ou confiança. O 1º ministro inglês não nomeia mais de 1000. No Brasil, o governo Lula nomeou algo em torno de 100 mil.

100 mil amadores em um serviço que deveria ser profissional. 100 mil apadrinhados quando devia haver técnicos bem preparados para as funções. 100 mil pessoas alheias ao serviço público!

NO governo Lula houve mais nomeações, mas nos governos anteriores a situação não era tãop diferente... o problema vem de longe.

As coisas não funcionam a contento porque o indivíduo é nomeado e tem que aprender a lidar com o serviço público: tem que aprender como funcionam as licitações, como funcionam as prestações de contas, como são os processos funcionais... daí, quando ele aprende os fundmentos disto e a dinêmica do órgão onde trabalha, ou perde a eleição ou é substituído...

...enfim, a culpa dos péssimos serviços púbnlicos é do sistema político demais, com profissionalismo de menos.

PoPa disse...

Concordo com esta opinião geral de que o serviço público brasileiro é ruim, mas não pelos motivos normalmente apontados. Na sua grande maioria, os servidores não tem condições de prestar um bom serviço por falta de uma infraestrutura adequada. Como fazer um bom serviço de polícia, por exemplo, com computadores velhos, coletes com prazo de validade vencido, viaturas sem condições (aqui no RS, gostem ou não, a situação melhorou demais neste aspecto). Como esperar que hospitais tenham um bom serviço quando o básico do básico está em falta?

Muitos - e políticos incluídos - acham que o serviço público se resume a gente. É claro que os recursos humanos são importantíssimos e deveriam ser melhores treinados, mas não adianta colocar o melhor preparado, se ele não tem as ferramentas adequadas e suficientes para realizar seu trabalho.

Quando reclamar de um serviço público, observe o local de trabalho do funcionário. Veja se ele tem uma boa cadeira, um bom computador, um ambiente tranquilo e confortável. Veja se os usuários tratam-no com respeito e dignidade.

Rafael disse...

Discordo do seu professor quando ele diz que só o serviço público é ruim. No momento, estou tendo problemas com a TIM. Não faz muito tempo, tive problemas com o Via Fácil e com a Sky. A burocracia nessas empresas gigantes se tornou insuportável, muito pior do que em repartição pública. Tudo é setorizado. Outra coisa que contribui para a péssima qualidade do serviço é, paradoxalmente, a informatização. O funcionário que presta o atendimento direto ao público é um escravo do sistema. Se este impedir a realização do serviço desejado, o cara fica de mãos atadas. Aí o consumidor pode se preparar pra perder um bom tempo e a paciência em algum 0800 de m... Sei que não era bem esse o foco do post, mas aproveitei o gancho pra fazer um desabafo. Tenho sofrido na mão desses caras nos últimos tempos.