Diversidade, Liberdade e Inclusão Social

Foto: Obama, Cameron e Helle Thorning-Schmidt


segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Por que o Governo Olívio foi tão Catastrófico?


Muitos me perguntam, por que o governo Olívio, PT-RS, foi o pior governo da história recente do RS? Mas, afinal, que lado positivo fez o governo Olívio? Olívio tem um grave problema para um governante: preconceito com o capital. Ele mesmo disse na Fiergs que nunca seria um empresário, porque ele não se consegue imaginar numa forma gananciosa de se viver e almejar lucro. Olívio é refém de seu atraso ideológico. Foi Olívio que colocou seu obscuro amigo Diógenes (aquele que a voz gravada disse para a polícia não reprimir o crime organizado no RS) em posto chave da administração. Olívio encarna no PT o que há de mais atrasado, mais rancoroso, mais preconceituoso. Foi um péssimo administrador, foi um péssimo gestor, foi um péssimo político, foi vetado pelo seu partido que escolheu -- e com razão -- o Tarso. Incrível, Olívio foi tão incompetente que sua reeleição (o que geralmente ocorre) foi vetada pelo próprio PT e depois de seu governo (que deixou marcas negativas no RS) o PT não ganhou NENHUMA eleição importante. Talvez ganhe no ano que vem, mas isso é outra história. Olívio nunca se interessou em negociar, inclusive no parlamento e acabou perdendo o "parceiro" PDT como aliado. Olívio não conseguiu fazer nenhuma aliança para conquistar algum tipo de maioria no parlamento. Além disso, colecionou inumeráveis lista de brigas, sobretudo na área da segurança. Nunca houve tanto processo contra jornalistas como no governo Olívio. Olívio politizou e ideologizou a gestão. Colocou a companheirada em cargos chaves. A questão da Aftosa -- que não chegava ao RS fazia muito tempo -- foi incompetência administrativa. A política acima da técnica. Deu no que deu. Olívio se negou a receber os executivos da Ford e no dia em que, finalmente, a visita foi agendada: Olívio subiu num caminhão de som da CUT e disse: nenhum dinheiro do erário público será destinado às multinacionais. A Ford foi embora e Olívio mentiu, porque destinou dinheiro público para a GM. Seu governo gerou pouquíssimo investimento privado, não fez nenhuma parceria com a iniciativa privada. Foi um governo sem diálogo e ele mesmo, o Olívio, definiu o que foi mais positivo na sua gestão: alimentar o antagonismo social. Digo e repito, o pior governador do Rs foi Olivio.

9 comentários:

Anônimo disse...

Nossa.

O post é tão carregado de preconceito que é difícil começar a comentar.

Só digo uma coisa, Maia: todas as tuas críticas têm uma óptica profundamente política e ideológica.

É uma das mais evidentes características do autoritarismo, do preconceito, do pensamento único.

Tem um ditado que minha vó dizia com frequência: "o pior cego é o que não quer ver". Este post mostra tão claramente a tua cegueira que chega a ser vergonhoso.

Nossa. Nem um cartum ia conseguir ser tão caricato quanto tua opinião.

E, só para me repetir, depois perguntam por que o RS vai tão mal.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Guimas, o que Olívio fez de positivo, além de alimentar o antagonismo social?

Unknown disse...

"O pior cego é o que não quer ver". Está claro que o cego é o Guimas.

Anônimo disse...

Maia, não adianta eu elencar aqui as coisas positivas do governo Olívio, estas já foram discutidas à exaustão, e são simplesmente ignoradas pelo anti-petismo.

Mais ou menos como a turma que ainda fala que Olívio tava envolvido com o jogo do bicho. O Ministério Público diz que não, a Justiça diz que não, mas os anti-petistas ignoram, e dizem que sim.

Depois, tem outra: alimentar o antagonismo social - coisa diferente da famosa luta de classes marxista - trouxe benefícios ao RS. Um deles foi colocar na mesa a situação financeira do Estado. Lembras do Britto dizendo que estava tudo maravilhoso? Pois é, parece não estava. E mesmo isso também é debitado na conta do PT.

Maia, repito o problema: se o PT, deixasse de existir hoje, estariamos sem o "antagonismo social", mas governados pelos mesmos incompetentes que trouxeram o RS à situação atual.

Este é o cerne da questão: a turma que está governando o RS hoje é a mesma que, por sua incompetência administrativa, trouxe esta situação falimentar ao Estado.

Isso, meu amigo, tu te negas a ver. Ficas apenas criticando Olívio e o PT, e enquanto isso, o RS afunda.

É bem simples.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Guimas, tem a voz gravada do Diógenes. O Collor foi inocentado pela Justiça. Mas a voz gravada do Diógenes, amiguinho íntimo do Olívio, todo mundo ouviu e o Diógenes reconheceu que a voz era dele. Isso é fato. AO RS afunda por causa de gestões incompetentes como a do Britto, do Olívio e do Rigotto que nada fizeram para melhora a situação fiscal do Estado. Yeda é a única governante que está tentando mexer nesse vespeiro impopular. TEm que cortar na carne do Estado e isso não gera dividendos eleitorais.

Anônimo disse...

Maia, o que o Diógenes fez não é crime, ele foi inocentado (diferente de absolvido) pelo MP. É dessa cegueira que falo. Não há nada contra Olívio, a não ser esses indícios permanentes, e isso é só fofoca. E mesmo assim, tu julgas e condenas sumariamente o PT por critérios que, se aplicados ao próprio governo Yeda, a que te referes tão bem, seriam condenatórios.

Tu és incoerente nesta avaliação: é uma avaliação política, ideológica, de opinião, que não se baseia em fatos, nem resultados.

E assim é a máquina anti-petista no RS, que tem o apoio incondicional da mídia.

E como um adendo, Yeda não está mexendo em nada, nada mudou e nada mudará - ela só deixou de gastar um dinheiro que não tem. Não construiu alternativas viáveis, tentou repetir a dose do aumento de impostos (onde está o "novo"?), e, principalmente, não tem um plano para o RS, nem de desenvolvimento, nem de recuperação. Não há nada de novo no ar. O que é diferente é a maneira como tu encaras a coisa: quando Olívio tomou medidas que Yeda toma, ele foi criticado até onde dava, pela oposição (que foi a mais raivosa que eu já vi), pela mídia, pelos empresários. Agora, Yeda coloca-se de vítima da situação e, coitadinha, precisa ser compreendida.

Eu não tenho cor partidária, e até digo que sou um "agnóstico ideológico", mas quando vejo este tipo de atitude, de indignação seletiva, de gre-nal, este tipo de coisa que fazes diariamente no teu blog, entendo porque o RS vai mal.

É bem simples, na verdade.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Guimas, eu não tenho dúvida nenhuma que Olívio é ético. O Waldir Pires também é ético, mas nada fez em relação ao caos aéreo. O que eu questiono e critico
em Olívio é sua capacidade gerencial e seu preconceito em realizar parcerias com a iniciativa privada para realização de certos serviços públicos. Olívio não fez nenhum movimento para estancar a dívida do Estado e fez o pior, estatizou ainda mais o RS, criando uma universidade que não deveria ter sido criada, porque o RS está cheio de universidades para todos os gostos. Há mudanças sim no ar, porque pela primeira vez o governo se vê numa encruzilhada e o caminho é cortar na carne do Estado. Repito, o RS tem fundações para todos os gostos, inclusive para problemas gástricos. É só acabar com tudo isso, transformar em Oscips, desestatizar certos serviços etc.... O momento é bom para fazer isso. É preciso apenas coragem.

Anônimo disse...

"Olívio não fez nenhum movimento para estancar a dívida do Estado e fez o pior, estatizou ainda mais o RS"

É desse autismo, dessa incapacidade de ver, dessa cegueira seletiva, que eu falo.

Olívio poderia ter feito mais? Sim! Eu esperava mais. Por exemplo, O governo Olívio racionalizou gastos (só não vê quem não quer) e parou com a farra de Fundopem. Fez mais do que Britto e Rigotto? Fez! Mas destes eu não esperava nada mesmo.

Qual o problema? Tu te negas a enxergar que Rigotto e Britto (e agora, Yeda, a vítima), que são exatamente o mesmo grupo político, não tem capacidade (talvez até competência) para reformar o estado, por questões puramente ideológicas - e tu externas essa ideologia com essa necessidade de dizer que "estatizar" é ruim, e privado funciona melhor.

Volto a dizer: Yeda vai paralisar o RS, cortando gastos horizontalmente até que, não fazendo nada, não se gaste dinheiro. Não duvido que não venha um PDV por aí, para "reduzir" os 72% da folha de que tanto falas.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Guimas, o estado não pode e não tem condições de estatizar mais, por um simples motivo: quanto mais estatizar mais gastos vai ter. E o Estado não pode ter mais gastos com servidor público. O servidor estatal gera um vínculo quase eterno com o Estado. VAi ganhar aposentadoria no fim da vida, vai gerar pensão vitalícia e outras vantagens que o empregado privado não tem. Muito melhor para o Estado fazer parcerias com a iniciativa privada, como as OSCIPS. Mas os serviços estatais mesmo devem sim continuar com o Estado: fiscalização, gestão, educação, saúde e segurança. Os demais setores que se passe imediatamente para ser exercido em parceria, concessão e autorização (mediante a fiscalização do EStado) para o setor privado. O setor privado pode sim fazer serviço público com eficiência, rapidez e qualidade. Isso ocorre em qualquer país desenvolvido do mundo. Mas existe aqui um ranço ideológico atrasado que acha que parceria com iniciativa privada é picaretagem. Não é. Mas ela tem que ser bem controlada e fiscalizada. Sem preconceitos.